domingo, 5 de novembro de 2023

05.11 A 11.11.2023 - AMADO E AGRADÁVEL (PARTE 1)

“Nunca me sinto melhor do que quando me esforço ao máximo para Deus.” – George Whitefield

 

INTRODUÇÃO:

Há uma diferença entre ser amado por Deus e ter uma maneira de viver a vida cristã que seja agradável a Ele.

O primeiro determina o nosso valor e tem a ver tanto com o que Deus é, como com o que nós somos.

O segundo tem a ver com o nosso comportamento e nada a ver com Deus ou nós somos.

 

DESENVOLVIMENTO:

A DIFERENÇA ENTRE SER AMADO E SER AGRADÁVEL:

John Bevere, em seu livro Extraordinário – “O que você está destinado a viver”, afirmou que: Não podemos fazer nada para fazer com que Deus nos ame mais do que Ele já nos ama; também não podemos fazer nada que faça com que Ele nos ame menos.

Mas quanto prazer Ele sente por nossa causa? Isso é outra história”. E acrescentou: “Nos últimos anos, ouvimos falar muito sobre o amor incondicional de Deus, uma discussão muito útil e necessária. Entretanto, muitas pessoas concluíram em seu subconsciente que, uma vez que Deus as ama, Ele também está satisfeito com elas. Isso simplesmente não é verdade”.

Há muitos cristãos se esforçando por “merecer” o amor do Pai celestial. Mas o amor divino não tem nada a ver com performance!

Jesus, ao contar a parábola do filho pródigo, não disse que o pai estava desmotivado para amar ou perdoar o seu filho quando este regressou para casa. Não! O amor daquele pai não tinha absolutamente nada a ver com a performance do seu filho.

Muitos estão vivendo nesse extremo.

Acreditam que deveriam “merecer” esse amor e nunca conseguem viver à altura do que idealizaram.

Mas há um outro tipo (ou grupo) de cristãos, que sabe que a performance não determina valor ou aceitação, a ponto de não se importar com isso.

O problema é que essas pessoas não entendem que, para agradar a Deus, diferente de ser amado por Ele, temos de dar o melhor de nós.

Toda e qualquer pessoa tem o mesmo valor aos olhos de Deus. Todos são amados por Deus.

Mas a pergunta a ser feita é: estamos todos agradando a Deus? O princípio de agradá-lo é bíblico! (1 Ts 4:1; Rm 8:8; Hb 11:6).

Uma pessoa que está na carne é amada por Deus? – Claro que sim! E ela está agradando a Deus? – Claro que não!

Uma pessoa que não consegue andar em fé é amada por Deus? – Sim! E ela está agradando a Deus? – Não!

Nenhum de nós pode se esquecer disso.

Tanto o ser amado por Deus, como o ser agradável a Deus estão relacionados com valor.

Porém, um determina o nosso valor para Deus, enquanto o outro determina o valor de Deus para nós.

Muito mais do que apenas ser extraordinariamente amado por Deus, o que determina o nosso alto valor para Ele, nós também devemos procurar, em tudo, agradar a Deus, o que determina o alto valor dele para nós.

A falta dessa compreensão básica tem impedido muitos de avançar a uma dimensão maior de intimidade com o Senhor.

Alguns sabem que, como filhos, são tão amados pelo Pai Celeste quanto os outros.

O que, infelizmente, ignoram é que poderiam agradar mais ao Pai e desfrutar muito mais dele do que já chegaram a experimentar.

Essa lei da reciprocidade define a intensidade do nosso relacionamento com Deus.

Mas, como veremos na próxima semana, também define o nível de conquistas e experiências que podemos ter com Ele.

 

CONCLUSÃO:

Ir mais fundo no relacionamento com Deus é nossa responsabilidade.

Não se trata de algo que depende somente de Deus.

Pelo contrário, depende de nós usarmos ou não os princípios que Ele instituiu e revelou, e um destes é agradar ao Senhor!

 

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

29.10 A 04.11.2023 - A RECIPROCIDADE DE DEUS (PARTE 2)

“Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro. Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível”. – Salmos 18:25-26

 

INTRODUÇÃO:

Mas porque Deus revelaria algo bom a uma pessoa e resistiria a outra?

Alguém, diante disso, poderia objetar: “Mas a Bíblia não diz que Deus não faz acepção de pessoas?” É verdade! Esse princípio aparece tanto na nova aliança (Rm 2:11), como na antiga aliança (Dt 10:17).

Contudo, isso não anula a lei da reciprocidade.

 

DESENVOLVIMENTO:

Voltando ao Salmo 18:25-26, citado há pouco, a qualquer um que escolher andar em benignidade, Deus igualmente revelará sua benignidade; a qualquer um que agir perversamente Deus se mostrará contrário. Não haverá acepção de pessoas.

Um não terá mais privilégios quanto à revelação da benignidade do que outro, embora desfrutar de uma intensidade diferente dessa revelação seja possível e diretamente proporcional à intensidade que a pessoa manifestou em sua atitude.

Certa ocasião, ouvi alguém dizer que o Senhor não faz acepção de pessoas, mas faz acepção de atitudes. Concordo plenamente! Quando a Bíblia diz que o Senhor se agradou de Abel (e da sua oferta), mas não se agradou de Caim (e da sua oferta), o foco não estava em quem as pessoas eram, e sim no que essas pessoas fizeram.

Essa é a razão de Deus questionar Caim: “Se procederem bem, não é certo que serás aceito?” (Gn 4:7).

A aceitação estava relacionada com o proceder de Caim, e não com sua pessoa. Por isso o Senhor também disse: “Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta” (Gn 4:7).

Em 2 Co 9:6 diz: “Lembrem-se: aquele que semeia pouco, TAMBÉM colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, TAMBÉM colherá fartamente”. A palavra destacada TAMBÉM indica a mutualidade, a reciprocidade.

Uma pequena semeadura produz uma colheita pequena. Uma grande semeadura produz uma colheita grande.

Deus não faz acepção de pessoas, o rico e o pobre são iguais aos olhos de Deus, não há distinção entre eles.

Mas e a diferença entre o que colhe pouco e o que colhe muito?

O que se vê, nesse caso, não é acepção de pessoas, e sim de atitudes. Quem escolheu quanto plantar foi o homem, e não Deus.

Quem provocou a colheita diferenciada foi o homem, e não Deus.

O criador apenas estabeleceu a lei espiritual, mas é o homem que decide como vai usá-la. Deus não vai, de modo algum, anular essa lei da reciprocidade, por Ele mesmo instituída, pois, se por um lado Ele não faz acepção de pessoas, por outro, Ele o faz de atitudes.

É imperativo entender que nosso comportamento afeta o nosso relacionamento com Deus.

Não estou dizendo que Deus seja volúvel e mude de acordo com as nossas atitudes.

Temos de separar aquilo que Deus é, da forma que Ele interagirá conosco.

Nosso comportamento não muda o que Deus é. A maior prova disso está na declaração de Paulo a Timóteo: (2 Tm 2:13).

Ou seja, meu comportamento de infidelidade não muda o caráter da fidelidade de Deus. Por quê? Porque Ele não pode negar a si mesmo. Então isso não é contraditório? De forma alguma! Minhas atitudes não mudam o que Deus é, mas afetam a maneira como Ele se revelará a nós.

Observe os versículos em (2 Tm 2: 11-12).

A lei da reciprocidade aparece claramente. Haverá mutualidade no comportamento divino? Com certeza!

A infidelidade que leva o homem a negar a Deus gerará uma recíproca da negação da parte de Deus para com o homem; isso é reciprocidade. A diferença é que o comportamento humano está expressando quem o homem é, enquanto a reação divina não está expressando quem Deus é; isso é identidade. Esta é uma das maneiras do Senhor dizer aos homens: “O que vocês estão vivendo não é, necessariamente, a minha vontade, tampouco a revelação de quem Eu sou. Trata-se apenas das consequências das suas escolhas e atitudes”.

As pessoas confundem as coisas. Já vi gente dizendo que Deus não irá revelar mais de si a uns do que a outros, tampouco abençoar mais a uns do que a outros, uma vez que ama a todos igualmente. Mas o fato é que os resultados que vivemos não são determinados de forma unilateral pelo Senhor.

Por exemplo, desde a antiga aliança, Deus revelou um princípio: obediência atrai benção (Dt 28:1-14), e desobediência atrai maldição (Dt 28:15-68). Não podemos responsabilizar Deus pelas bênçãos ou maldições que as pessoas experimentam ao longo da narrativa bíblica (e ainda hoje experimentam). O criador estabeleceu a lei espiritual, mas quem escolhe provocar a benção por meio da obediência ou a maldição por meio da desobediência são as pessoas, e não Deus!

 

CONCLUSÃO:

O fato de que todos são igualmente amados pelo Pai celestial (e possuem o mesmo valor diante dEle), não nivela o relacionamento das pessoas com Deus.

Os que são igualmente amados pelo Senhor podem viver diferentes níveis de entrega e rendição em seu relacionamento com Ele.

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domingo, 15 de outubro de 2023

22 A 28.10.2023 - A RECIPROCIDADE DE DEUS (PARTE 1)

“Se você possui alguma coisa que Deus não pode ter, você nunca terá um avivamento.” - A.W. Tozer

 

INTRODUÇÃO:

Vimos a idéia de que dar a Deus o primeiro lugar é um princípio que protege o nosso coração, que nos leva a cumprir o propósito dessa busca apaixonada.

Agora veremos a consequência do cumprimento desse propósito.

O propósito é que Deus tenha tudo de nós. A consequência é que tenhamos tudo dEle.

Tem uma frase de Valnice Milhomens em que ela afirmou: “Você nunca terá tudo de Deus enquanto Deus não tiver tudo de você”.

 

DESENVOLVIMENTO:

A LEI DA RECIPROCIDADE: Antes de detalhar a lei da reciprocidade na Bíblia, quero começar pela definição da palavra “reciprocidade”, que significa “o ato de ser recíproco”.

Por outro lado, a definição de recíproco é “o que se dá ou faz em recompensa de coisa equivalente; mútuo”.

Com isso em mente, observe o que Tiago declarou: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros...” Tg 4:8.

O que a Palavra de Deus nos revela nesse texto? A mensagem é clara: A ação divina é equivalente à humana.

A aproximação é mútua e proporcional. Isso é reciprocidade.

E podemos, diante disso, afirmar que o Senhor se move dentro dessa lei da reciprocidade.

Iremos ver pelas Escrituras, que a lei da reciprocidade afeta a intensidade do meu relacionamento com Deus e a dimensão das minhas conquistas nEle, ainda que não afete o seu plano e propósito para minha vida.

A verdade é que nossa atitude para com Deus é que determina como Deus, em contrapartida, irá nos tratar.

Observe a declaração divina: (1 Sm 2:30).

Quem decide se vai receber de Deus honra ou desprezo é o próprio homem, e não Deus.

Quando entendemos que dar honra ao Senhor significa receber honra de volta, e que desprezar ao Senhor significa ser desprezado de volta, entendemos que a escolha do tratamento a ser dado a Deus é nossa.

Nos dias do rei Asa, Deus enviou Azarias para anunciar a lei da reciprocidade ao reino de Judá: (2 Cr 15:1-2). A mutualidade foi claramente definida. Por quanto tempo Deus estaria com aquele povo? A escolha não era definida por Ele, e sim pelo próprio povo.

Observemos, portanto, a advertência divina, por meio de Moisés, destacando os castigos da desobediência dos israelitas a Deus: (Lv 26:23-24).

Vale ressaltar que a reciprocidade, em si mesma, não é boa nem ruim. É simplesmente uma contrapartida das nossas ações.

Se minha atitude para com Deus for negativa, então a consequência será igualmente negativa.

Se minha atitude para com Deus for positiva, então a consequência será igualmente positiva. Isso é fato incontestável!

Observe o que o Senhor disse ao rei Asa: (2 Cr 16:7-9). O rei de Judá estava diante de uma guerra a ser travada. Ele poderia ter experimentado uma grande intervenção divina, como já havia desfrutado no passado; bastava apenas que seu coração fosse totalmente do Senhor – pois, quando nos entregamos totalmente em confiança, podemos ver Deus “se entregando” totalmente em intervenções sobrenaturais. Porém a advertência divina foi que, diferentemente do ocorrido anteriormente, agora já não haveria intervenção celestial. O procedimento de Asa foi classificado: procedeste loucamente.

Dizer que a derrota foi determinada por Deus seria um grande equívoco. Asa só foi informado das consequências da sua própria atitude.

Passemos a outro texto bíblico que mostra que nossa atitude é que determina qual a revelação de Deus que teremos. (Sl 18:25-26).

Na Nova Versão Internacional – NVI, a expressão te mostras foi traduzida por te revelas. Isto é reciprocidade: com o benigno, benigno te mostras. A quem Deus irá revelar sua benignidade? A quem escolheu andar em benignidade! A quem Deus irá revelar sua integridade? A quem escolheu andar em integridade! A quem Deus irá revelar sua pureza? A quem escolheu andar em pureza! Porém, observe que ao perverso Deus se mostrará inflexível. Outra versão diz contrário. Mas porque Deus revelaria algo bom a uma pessoa e resistiria a outra? Discorreremos sobre esse assunto na próxima semana.

 

CONCLUSÃO:

Em sua obra “A vida crucificada: como viver uma experiência cristã mais profunda”, citada anteriormente, A. W. Tozer afirma: “Se você possui alguma coisa que Deus não pode ter, você nunca terá um avivamento”.

Como imaginar que podemos ter mais dEle, sem que Ele tenha mais de nós?

Isso fere não somente a lei da reciprocidade, como também nos impede de agradar a Deus.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

15 A 21.10.2023 - UM DEUS EXIGENTE? (PARTE 3)

“O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra.” - Mateus 13:44-46.

 

INTRODUÇÃO:

Alguém, em determinada ocasião, me perguntou: - Quanto custa o reino de Deus? Respondi de imediato: - Tudo o que você tem!

A pessoa, surpresa, me questionou: - Mas não é de graça? E eu disparei: - É pela graça (um favor imerecido), mas não é sem custo!

Vamos examinar o que Jesus falou sobre esse assunto.

 

DESENVOLVIMENTO:

 

QUANTO CUSTA O REINO DE DEUS?

No texto em que lemos, o ensino é o mesmo nas duas parábolas.

Temos alguém que encontra algo muito valioso (o campo com o tesouro e a pérola) e, em ambos os casos, o texto diz que a pessoa vende tudo o que possui para adquirir o que encontrou.

É lógico que a Bíblia não está dizendo que compramos nossa entrada no reino de Deus. Mas está dizendo que isso nos custa tudo o que temos. Como é possível conciliar isso?

Voltando à conversa que mencionei anteriormente, ao responder que a entrada no reino de Deus é pela graça, mas não sem custom.

A mesma pessoa me questionou outra vez: - Você está querendo dizer que temos de comprar nossa entrada no reino?

Ao que respondi: - Não, você não compra nada.

Na verdade, você é quem é comprado! E passei, então, a explicar para essa pessoa a obra da redenção.

A Palavra de Deus nos revela que Jesus nos comprou para o Pai: (Ap 5:9).

A redenção pode ser vista como uma transação comercial, um ato de compra.

E as Escrituras nos revelam que a moeda de pagamento foi o próprio sangue de Cristo: (1 Pe 1:18-20). Qual é a consequência de termos sido comprados? Isso faz de Deus o nosso dono e faz de nós sua propriedade: (1 Pe 2:9). Não somos donos de nós mesmos.

Paulo explica isso aos coríntios. Depois de dizer que eles não poderiam entregar o corpo à imoralidade, o apóstolo apresenta a eles o motivo: (1 Co 6:19-20).

Como o resultado desse ato redentor de compra se torna realidade em nossa vida?

Sabemos que essa provisão salvadora nos é oferecida pela graça e se recebe mediante a fé (Ef 2:8-9).

Mas é importante ressaltar que a fé tem uma confissão – uma declaração verbal: (Rm 10:9-10). Portanto, além de crer com o coração, é necessário confessar com a boca, a fim de receber a salvação.

E aí surge outra questão: confessar o quê? A igreja moderna passou a pregar que precisamos confessar Jesus como Salvador. Mas não é isso que a Palavra de Deus diz. Ela diz que temos de confessar Jesus como Senhor! Mas Cristo não é nosso Salvador? Sim, mas esse não é o objetivo da nossa confissão, é o resultado.

A palavra “senhor” é fraca em nossa língua e cultura, mas língua e cultura dos tempos bíblicos, não. Era uma palavra que expressa algo maior do que costumamos mensurar hoje em dia. A palavra grega traduzida significa: “aquele a quem uma pessoa ou coisa pertence, sobre o qual ele tem o poder de decisão; mestre, senhor; o que possui e dispõe de algo; proprietário; alguém que tem o controle da pessoa.” Resumindo, era “um título de honra, que expressa respeito e reverência e com o qual servos tratavam seus senhores”. Era o reconhecimento de que ele nada era ou possuía; que em tudo ele era propriedade de seu senhor.

Depois de entender isso, precisamos entender por que a Bíblia nos manda confessar Jesus como Senhor.

Por trás dessa confissão é que se encontra a resposta de por que o reino de Deus custa tudo o que temos.

Ao confessar que Jesus é Senhor, estamos reconhecendo o direito que Ele tem de ser o nosso dono e a consequente condição de sermos sua propriedade.

No momento em que nos curvamos ao senhorio de Cristo, e o reconhecemos como nosso dono, estamos “desistindo” de possuir qualquer coisa ou mesmo de ser senhores de nós mesmos.

A única forma de entrar no Reino de Deus é mediante esse reconhecimento.

Portanto, não há duas opções de cristianismo: uma em que você entrega o que quer, e quando quer; e outra mais abnegada, em que você entrega tudo. Só existe a última!

E mais uma vez enfatizo: Deus não precisa ser Senhor sobre nossa vida e não necessita de nós como seus servos. Nós é que necessitamos estar debaixo de seu senhorio e da sua vontade!

 

CONCLUSÃO:

Quando mudarmos a forma de olhar para esse Deus maravilhoso, sem questionar o que pode parecer um alto padrão de exigência, reconhecendo o seu caráter inquestionável e nos dispondo a viver a mais profunda rendição e busca, tudo será diferente.

terça-feira, 3 de outubro de 2023

08 A 14.10.2023 - UM DEUS EXIGENTE? (PARTE 2)

“Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse: Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO.” - Lucas 14: 25-27

 

INTRODUÇÃO: Alcançar aquele nível de busca em que nada mais importe não é opcional. É o padrão divino para todo crente em Jesus. Às vezes somos levados a acreditar que aqueles que cumprem o padrão de busca apaixonada são os que poderíamos classificar como crentes “especiais”, enquanto aqueles que não cumprem o padrão seriam classificados como crentes “normais”. Grande engano!

 

DESENVOVIMENTO:

 

CALCULANDO O CUSTO: Jesus ensinou que quem não toma a sua cruz, não pode ser seu discípulo! Ou se toma a cruz e é um discípulo de Cristo, ou não se toma a cruz e não é um discípulo de Cristo.

Não tem outra forma de ver isso. Como disse François Fénelon: “Não há outra forma de viver a vida cristã, a não ser mediante uma contínua morte para o eu”.

É importante observar também que, depois de classificar quem é e quem não é discípulo, na sequência de seu ensino o Senhor Jesus nos mostra que todos deveriam aprender a calcular o custo antes de se lançar em qualquer empreitada: (Lc 14:28-33).

Cristo está mostrando, por meio desse exemplo, que é necessário calcular quanto custa ser seu discípulo antes de nos dedicarmos a esse projeto.

O Senhor Jesus nos mostra que, à semelhança da edificação de uma torre, há aqueles que entram na caminhada cristã ignorando completamente o custo necessário para chegar até o fim. Não concluem a construção porque entraram nela completamente despreparados para o custo que os aguarda.

A essência da mensagem tem a ver com por que temos de fazer as contas.

A conclusão, o ponto central desse ensino de Cristo, é que é melhor não começar do que começar sem ter condições de concluir a empreitada! A que isso nos remete?

 

À semelhança daqueles que começaram a construir a torre e não puderam concluir, temos muitos cristãos, ao longo da história e, em especial, em nossos dias, que não completam a carreira cristã. E, assim como foi dito na parábola, o projeto acaba se tornando alvo de zombaria.

O evangelho sofre escárnio e até descrédito por conta da nossa ignorância do que é, de fato, ser um cristão. Muitos abraçam o evangelho pensando apenas naquilo que podem lucrar com a sua decisão.

Infelizmente, a negligência da igreja começa a partir da nossa própria pregação e ensino, em nossa apresentação do cristianismo, que tem se tornado cada vez mais, focada nos benefícios que as pessoas podem ter – em detrimento do preço que elas terão de pagar.

Preço? Você falou em preço a ser pago na vida cristã? Eu não, quem falou foi Jesus! O conflito que esse conceito gera se deriva de uma visão incompleta dos princípios bíblicos.

Ultimamente muita gente tem afirmado que “quem entende a graça sabe que não há lugar para esforço na vida cristã”.

Quando chegamos a Cristo, recebemos uma salvação que é pela fé, e não por obras (Ef 2:8-9). Não há mérito algum em nós e nada que possamos fazer que nos qualifique a receber a salvação como se ela fosse algum tipo de recompensa.

 

Porém, uma coisa é dizer que nossos esforços não nos fazem merecedores – o que é fato – e outra coisa é dizer que eles não são necessários e que não podem, em hipótese alguma, interagir com a graça. O próprio Cristo afirmou: Lc 13:24. Se não há necessidade de esforço, por que Jesus exigiria isso de nós? A graça não é uma obra unilateral da parte de Deus. O acesso à graça é por meio da fé (Rm 5:2). Se eu não crer, não acesso os depósitos da graça. Portanto, a graça não apenas age em nossa vida; ela reage ao nosso comportamento de fé. E essa fé não apenas se expressa somente por meio de palavras (Rm 10:9-10), mas também por meio de obras (Tg 2:17-18).

 

As recomendações bíblicas sobre diligência, dedicação e esforço são abundantes no Novo Testamento. Embora elas não nos façam merecedores de Deus ou de seu reino, não significa, em absoluto, que não mereçam nossa diligência, dedicação e esforço. (Significado de diligência: “cuidado ou atenção redobrada; solicitude; zelo; agilidade; prontidão, etc.”).

Observe a instrução do apóstolo Pedro: 2 Pe 1:10. A direção é clara e específica, reunir toda a diligência. Não parte dela, mas ela toda! E depois de empregarmos o que já temos, ainda precisamos crescer para aquele nível de dedicação que ainda não temos, ou seja, uma diligência cada vez maior.

 

CONCLUSÃO: Precisamos notificar as pessoas à respeito do custo antes mesmo de elas começarem a caminhada cristã. Nossa geração tem recebido um “evangelho transgênico” que apresenta muito bem os direitos do homem na aliança com Deus, mas se recusa a apresentar os deveres do homem no relacionamento com o Senhor.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

01 A 07.10.2023 - UM DEUS EXIGENTE? (PARTE 1)

É necessário que estejamos dispostos a pagar qualquer preço; não importa quanto custa; qualquer preço vale seu sorriso e sua presença.” – Smith Wigglesworth

 

INTRODUÇÃO: Por que Deus estaria tão interessado em que nós o coloquemos em primeiro lugar? Por que Ele tem que ser o mais importante, a ponto de todas as outras coisas perderem a importância? Jesus classificou como o maior mandamento o que está descrito em Mc 12:30. Não se trata apenas de amá-lo, como já vimos, trata-se de amá-lo com amor total. Parece ser uma exigência e tanto, não é mesmo? Vemos também em Mt 6:31-33 outra ordem de Jesus sobre dar prioridade ao reino de Deus. Essa idéia do lugar de importância acerca de Deus e do seu reino, pode ser assustadora se não tivermos o entendimento correto.

 

DESENVOLVIMENTO:

1.       DEUS NÃO PRECISA DISSO: Precisamos entender que esse lugar que o Pai celeste quer ocupar em nossa vida não é uma necessidade dEle. É algo que nós é que temos a necessidade. É para o nosso próprio bem! Luciano Subirá relatou: Criei dos filhos que atravessaram a fase da adolescência sem grandes dificuldades. Mas eu sabia, os desafios e contrariedades à fé e aos valores bíblicos que eles enfrentariam, especialmente na escola. Sempre tentei levá-los a confiar em mim e na minha esposa e mãe deles. Tentei mostrar-lhes, desde bem cedo, que os pais “sempre” tem razão. Por quê? Certamente não era pelo fato de nós, os pais, termos algum problema de autoimagem. Mas queríamos isso para o bem deles mesmos, para que as outras vozes e conselhos (dos amigos e dos não tão amigos), não concorressem com aquela voz de instrução paternal que os guardaria e protegeria.” Se isso vale para nós, os pais terrenos, que Jesus classificou como maus (Mt 7:11), o que dizer do Pai celeste, que é perfeito (Mt 5:48)?

 

É necessário entender que Deus não é carente, não tem problemas de autoestima, não sofre de um ego inchado ou cheio de necessidades. Ele é completo e absoluto em si mesmo!

Um dos nomes com os quais Ele se revela nas Escrituras é El-Shaddai.

Estudiosos acreditam que esse nome remete não só ao significado de “Todo-Poderoso”, mas que também engloba a idéia de o “Deus que é mais do que suficiente”.

O Senhor não necessita do nosso amor e atenção, não necessita que o coloquemos em primeiro lugar em nossa vida, tampouco precisa da nossa adoração ou obediência.

Quem precisa dEle nesse lugar de distinção somos nós.

 

Jesus nos advertiu de que poderia haver outros senhores disputando o senhorio divino em nosso coração (Mt 6:24).

O que acontece com Deus se Ele deixar de ser nosso Senhor e as riquezas dominarem nosso coração? Nada de mais!

Certamente Ele sentirá nossa falta, mas nossa escolha equivocada não muda a sua grandeza.

E o que nós perdemos se Ele deixar de ser nosso Senhor e as riquezas se assenhorarem de nós? Tudo! Porque não haverá glória ou futuro algum em Deus!

Vejamos o que as Escrituras revelam em 1 Tm 6:9-10; Mc 4:7, 14, 18-19 e Cl 3:5.

Os versículos citados nos mostram o porquê da incompatibilidade entre dois senhores. Se o dinheiro dominar nosso coração a Palavra será sufocada.

 

2.       UM DEUS ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA: O Deus perfeito e incorruptível, que não tem necessidade de coisa alguma, só tem um motivo para desejar esse lugar: Guardar o nosso coração de outros senhores que destruirão nossa vida! Portanto, não estamos falando de controle, e sim de proteção. A fé se apoia no caráter de Deus. Paulo declarou: “porque eu sei EM QUEM tenho crido” (2 Tm 1:12). Observe que o apóstolo não disse EM QUE tenho crido, e sim EM QUEM. A fé entende que Deus é alguém digno de confiança.

 

Um pequeno vislumbre do que esperar de alguém com motivações perfeitas pode ser visto numa declaração de Jesus. O evangelho de Marcos nos relata que Tiago e João queriam que, depois que Cristo se assentasse no trono da sua glória, eles tivessem o privilégio de se sentarem um à sua direita e outro à sua esquerda. Era mais ou menos como um pedido para serem “Ministro da Fazenda” e “Ministro do Planejamento”, ou algo do gênero. Qual a reação que isso gerou? A Bíblia diz: “Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João” (Mc 10:41). E por que se indignaram? Obviamente porque cada um deles também queria o mesmo lugar! Isso revela o tipo de motivações que temos. Mas o que dizer das do Senhor Jesus? Observe a declaração dele e conclua você mesmo: Marcos 10:42-45.

 

CONCLUSÃO: Não podemos olhar para Deus com o filtro de nossas limitações e motivações erradas. Ele é perfeito (Mt 5:48). Ele nunca falha. Ele nunca erra. Ele é o Deus que não pode mentir (Tt 1:2). Ele é fiel (2 Ts 3:3).

Como disse Paulo: Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! (Rm 9:14).

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

24.09 A 30.09.2023 - EMBRIAGADOS COM O QUÊ? – (PARTE 2)

“Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. Ora, os que dormem, dormem de noite, e os que se EMBRIAGAM, é de noite que se embriagam. Nós, porém, que somos do dia, SEJAMOS SÓBRIOS, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação.” -  1 Ts 5:6-8

 

INTRODUÇÃO: A embriaguez espiritual é um estado de dormência, de incapacidade para qualquer tipo de resposta a Deus. A sobriedade é o oposto disso; tem a ver com estar atento, pronto, indicando assim a facilidade de resposta ao Senhor. É um estado de atenção, de percepção espiritual.

 

DESENVOLVIMENTO: O texto sagrado nos mostra que, além de evitar a embriaguez, há cuidados que devemos ter para garantir a sobriedade. Veremos alguns princípios e práticas espirituais que nos auxiliarão a manter a sobriedade.

 

1.      Enchendo-se da Palavra: Devemos nos encher da Palavra de Deus! As escrituras têm o poder de realizar uma obra sobrenatural em nosso íntimo. (Cl 3:16). Uma relação intensa com a Palavra nos guardará da embriaguez com as coisas deste mundo. D.L. Moody, referindo-se à Bíblia, declarou: “Ou este livro me afastará do pecado ou o pecado me afastará deste livro”. Há uma obra de restauração em nossa alma que se dá por meio da Palavra, como está escrito: (Sl 19:7).


2.      Enchendo-se do Espírito Santo: (Ef 5:18). Não adianta apenas deixar de fazer aquilo que é errado, precisamos ir além disso e fazer o que é certo! Vejamos algumas características de quem é cheio do Espírito Santo:

§         Alegria: É uma das características do fruto do Espírito. (Salmos 104:15; Romanos 14:17; Gálatas 5:22; Atos 13:52; Isaías 61:3; Hebreus 1:9).

§         Ousadia: O cristão cheio do Espírito Santo, passa a testemunhar de Jesus e ninguém pode calá-lo. (Atos 4:20, 4:31).

§         Desprendimento da Avareza: Em um ambiente de avivamento, no livro de Atos, os crentes passaram a contribuir de forma generosa e desprendida.

§         Anestesia: O livro de Atos mostra cristãos que, mesmo perseguidos, não se abatiam diante de nada, da mesma forma em que Paulo declarava se portar: (Filipenses 4:11-13; Atos 7:55, 59-60).

§         Não se lembra das Ofensas: Há uma dimensão em Deus, onde podemos viver acima das ofensas.

 

3.      Tempo de Qualidade: O relacionamento com Deus envolve intimidade. (Sl 25:14). Há momentos em nossa vida espiritual, de oração e adoração pública, mas também há uma relação íntima, a sós, que devemos manter com o Senhor num ambiente que Jesus denominou de “lugar secreto” (Mt 6:6). Quanto maior nossa paixão pelo Senhor, mais intensa será nossa adoração a Ele. Uma vida cheia da Palavra e do Espírito Santo, tem poder para nos manter longe da embriaguez negativa, carnal e pecaminosa. Mas essas duas características, parecem ser bem melhor vividas, na vida daqueles que descobrem a importância da comunhão com o Senhor no lugar secreto.


CONCLUSÃO:

Quando nos enchemos com o vinho celestial que é a Palavra, o Espírito Santo e temos tempo de qualidade com Deus, não há espaço para outro tipo de embriaguez.

 

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito Santo!” (Efésios 5:18)

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

17.09 A 23.09.2023 - EMBRIAGADOS COM O QUÊ? (PARTE 1)

“Muita gente passa a vida fazendo coisas boas e legítimas, porém o Senhor não é o primeiro para elas. Ele não é o centro de sua vida. Se ele fosse, não o colocariam de lado. Elas achariam tempo para ficar com ele!”’ – David Wilkerson

 

INTRODUÇÃO: Jesus mencionou um tipo de embriaguez que diz respeito à vida espiritual. (Is 5:11-12; Lc 21:34). Há um tipo de embriaguez que nos faz esquecer de Deus e das suas obras.

 

DESENVOLVIMENTO:

1.      Prazeres Carnais: Trata-se da entrega aos prazeres carnais. Davi pecou contra o Senhor quando, no caso com Bate-Seba, cometeu não somente um adultério, mas também um homicídio ao matar Urias. (2 Sm 11). Uma embriaguez que trouxe um preço muito caro e doloroso. Deus havia concedido ao rei a casa e as mulheres de seu senhor, e acrescenta que, se fosse pouco, ele teria dado mais: (2 Sm 12:8). O que leva alguém a cair, não é a mera necessidade ou a falta daquilo que estava tentando preencher em sua vida. O homem cai quando se embriaga com os desejos da sua própria carne.


2.      Prosperidade Financeira: Muitos têm se deixado embriagar pela prosperidade material e financeira. Esse foi o caso do rei Uzias: (2 Cr 26:5,16). O próprio Senhor fez Uzias prosperar enquanto este o buscava. Porém, o resultado dessa busca, a prosperidade que Deus lhe deu, acabou sendo o aquilo que o embriagou, e o levou a pecar contra o Senhor. As conquistas materiais não são um pecado em si mesmas, entretanto, sem o devido cuidado, podem nos embriagar e, portanto, nos levar a pecar contra o Senhor. Precisamos guardar nosso coração!

 

3.      Posição: Outra área que pode nos levar a pecar, diz respeito às posições que podemos alcançar. (3 Jo 1:9-10). Muitos não têm maturidade para assumir determinado lugar de posição, seja na vida secular, seja na igreja de Jesus. Paulo aconselha Timóteo que, na hora de separar os presbíteros, ele deveria escolher alguém que não fosse neófito (novo na fé), para que ele não se ensoberbeça: (1 Tm 3:6). Não se engane, podemos nos embriagar com a soberba da interpretação equivocada acerca de uma simples posição onde somos colocados, mesmo dentro da igreja.

 

4.      Ativismo Ministerial: Podemos nos embriagar com o ativismo desequilibrado no serviço do Senhor. O desequilíbrio pode não ser apenas a quantidade de trabalho em si, mas aquele nível de dedicação ao serviço que nos impede de desfrutar o tempo de comunhão que devemos ter com o Senhor. Foi o que aconteceu com Marta, irmã de Maria: (Lc 10: 38-42). Muitas pessoas se embriagam de tal maneira com o ativismo, que não conseguem parar. Charles Spurgeon declarou: “Ás vezes achamos que estamos ocupados demais para orar. Este é um grande engano, porque ORAR É GANHAR TEMPO”.


5.      Família: Nem mesmo a nossa família pode se tornar um motivo de embriaguez espiritual. Existem pessoas que buscaram em Deus um casamento, e depois se esqueceram de Deus e de seu propósito. Nossa família tem que estar envolvida em nossa busca ao Senhor, nem mesmo nossa família deve nos impedir de nos relacionarmos com Deus. (Lc 14:26).

 

CONCLUSÃO: O que nos distancia do Senhor e da Sua Presença, não é apenas o pecado, mas também as distrações. Às vezes nos deixamos embriagar com o pecado e, outras vezes, chegamos a ponto de nos embriagar até mesmo com as bênçãos divinas.

 

domingo, 3 de setembro de 2023

10.09 A 16.09.2023 - ATÉ QUE NADA MAIS IMPORTE – DISTRAÇÕES (PARTE 2)

 TEXTO: Êxodo 5:5-9

 

“Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não deem ouvidos a palavras mentirosas.” Êxodo 5:9

 

INTRODUÇÃO: Diferentemente do cristão que está travando uma acirrada luta contra o pecado, o crente que costuma ser enredado pelas distrações é, em geral, alguém que não necessariamente tem cedido ao pecado, mas perde o alvo ao distrair-se com coisas que talvez sejam até mesmo lícitas, mas roubam-lhe o foco de buscar intensamente o Senhor.

 

DESENVOLVIMENTO:

 

1.      Hoje em dia, há muitas pessoas que se envolvem tanto em seus trabalhos e negócios que não conseguem ter tempo sequer de se lembrar de buscar a Deus, que dirá da busca propriamente dita. Infelizmente, as distrações tem se tornado um fator de esfriamento para muitos cristãos sinceros, que nem mesmo cederam às pressões do mundo ou do pecado. Eles venceram nessas áreas, mas sucumbiram diante das distrações. Na parábola da grande ceia, Jesus tratou acerca disso: Lucas 14:16-24.

 

2.      Muitos perderam a consciência do convite de Deus por causa das distrações geradas por coisas que são legítimas, exemplos de bençãos, ou até mesmo orações respondidas. Estas foram as desculpas dadas nessa parábola contada por Jesus. Oramos e pedimos a Deus algumas coisas que desejamos tanto, e o Pai Celeste, em sua infinita bondade, nos atende e nos concede as bençãos buscadas. Então aquelas coisas boas, lícitas, que não têm nada de errado, começam a nos distrair do Senhor.

 

3.      A Bíblia nos mostra alguns exemplos sobre essas distrações: Em 1 Coríntios 7:32-35, Paulo escreveu sobre como até mesmo o casamento, pode se tornar uma distração. Em Apocalipse 2:1-5, vemos que os irmãos da igreja de Éfeso perderam o seu primeiro amor, ainda que não tivessem parado de trabalhar para Deus. Encontramos também uma clara advertência de Jesus ao visitar Marta e Maria. Enquanto Maria estava aos pés de Jesus, Marta se queixava pelo fato de haver ficado sozinha na cozinha, servindo. Marta tinha uma boa motivação, queria receber e servir bem ao Senhor. No entanto, até mesmo os bons motivos podem se tornar distrações.

 

4.      Jesus disse o seguinte para Marta: Lucas 10:41-42. Uma só coisa é necessária! Nada, absolutamente nada é mais importante do que a nossa concentração em buscar a Deus sem distração alguma. Precisamos vigiar com relação a todas as coisas que podem nos distrair, tirar nosso foco de termos o Senhor Jesus em primeiro lugar.

 

CONCLUSÃO: Cristo nos advertiu a buscar em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e disse que, então, somente então, as demais coisas (comida, vestuário, trabalho, etc.) seriam acrescentas. (Mt. 6:33). O problema é que invertemos tudo, muitas pessoas vão à igreja buscar somente o que é material, em uma expectativa de que o reino acompanhe as bençãos. Porém, nossa busca principal deve ser pela presença bendita de nosso Senhor.

 

PARA PENSAR: A quem ou a que temos dado a primazia de nosso tempo?

03.09 A 09.09.2023 - ATÉ QUE NADA MAIS IMPORTE – (PARTE 1)

 TEXTO: Jeremias 29:13 - Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.

“Que não se admita no coração outro desejo ou propósito, cujo objeto supremo não seja Ele.” – John Wesley

INTRODUÇÃO: Deus deseja comunhão e intimidade conosco numa dimensão que vai além da nossa compreensão, mas nosso conceito de busca está equivocado e nos mantendo distantes dele. Ele não está interessado em nossa performance de busca, o que realmente Deus quer é o nosso coração. Ele quer que nós o desejemos a ponto de todas as outras coisas perderem sua importância e tornarem-se desinteressantes. (Filipenses 3:7-8).

DESENVOLVIMENTO:

1.      O Padrão de Busca Determinado por Deus: Se tivéssemos um pouquinho mais de senso de propósito, nos questionaríamos acerca daquilo que é mais importante. Para que existimos? Para que fomos criados? Quando entendemos o propósito de Deus para nossa vida, podemos focar nossa energia e dedicação no que é realmente prioritário. O ser humano foi criado e estabelecido por Deus na terra com um único e distinto propósito: buscar a Deus. (Atos 17:26-27; Colossenses 3:1-3).

2.      Buscar a Deus, na concepção de muitos crentes, é, na melhor das hipóteses, cumprir suas obrigações de ir aos cultos semanalmente, conhecer o mínimo do que a Bíblia ensina, orar um pouco todo dia. O que chamamos de “busca”, pode ser classificado como uma coisa medíocre, interesseira e nada intensa. Tem uma afirmação de William Inge que diz: “Se gastarmos dezesseis horas por dia em contato com as coisas desta vida, e apenas cinco minutos por dia em contato com Deus, será de admirar que as coisas desta vida sejam para nós duzentas vezes mais reais do que Deus?”

3.      Nossa busca por Deus ainda é muito, muito fraca. É necessário compreender não apenas que fomos criados para buscar o Senhor, mas também como deve ser essa busca. O Senhor, através do profeta Jeremias, revelou qual é o tipo de busca que nos levará a encontrá-lo: (Jr 29:13). Ele não aceita nada menos que nossa inteira dedicação e paixão nessa busca. A expressão de todo coração foi usada tanto para falar da intensidade da nossa busca, como para determinar a intensidade do nosso amor para com Deus. (Marcos 12:30). O que Deus espera de nós é nada menos do que amor total. Essa é a única forma de busca aceitável: com todo o nosso ser, com tudo que há em nós (coração, alma e entendimento), com toda a nossa força (dedicação, empenho, determinação, energia e entrega).

CONCLUSÃO:

§         Somos parte de uma geração que o Senhor declarou não ser fria, nem quente.

§         Infelizmente, estamos exatamente nesse ponto, de atribuir ao relacionamento com Deus uma baixa ou moderada importância.

§         A ausência não só da atitude da busca apaixonada como também da falta de ensino sobre o assunto, é evidente por toda a parte.

§         O problema de muitos de nós é que ainda que aleguemos estar buscando a Deus, estamos fazendo isso com pouca intensidade.

§         A grande realidade é que o nosso Deus é um Deus de relacionamento! E Ele deseja se relacionar conosco!

 

“Jeremias 29:13 - Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Deus)