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segunda-feira, 2 de julho de 2012

EVANGÉLICOS SÃO 22,2% NO BRASIL



O número de evangélicos no Brasil aumentou 61,45% em 10 anos, segundo dados do Censo Demográfico divulgado nesta sexta, dia 29, pelo IBGE.

Em 2000, cerca de 26 milhões se disseram evangélicos, ou 15% da população. Em 2010, eles passaram a ser 42 milhões, ou 22% dos brasileiros.

A queda do percentual de católicos é histórica, de acordo com o instituto. O número de católicos vem caindo desde 1970.

A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) perdeu fiéis entre o Censo 2010, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, e o de 2000.

Apesar do aumento da população brasileira no período analisado, a igreja fundada pelo bispo Edir Macedo perdeu 229 mil adeptos, passando de 2,102 milhões para 1,873 milhão.

Os dados sobre religião são obtidos por meio de amostragem.

Já a Igreja Mundial do Poder de Deus ganhou 315 mil seguidores e apareceu pela primeira vez na lista de igrejas do Censo.

A congregação foi fundada no final da década de 1980 por Valdemiro Santiago, após ele deixar a Igreja Universal, onde era pastor.

Entre aqueles que se declararam evangélicos em 2010, os de origem pentecostal (Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Nova Vida, entre outras) representavam 60% ou 10,4% da população.

Já os de missão (luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, adventistas, etc.) são 18,5% ou 4,1% dos brasileiros.

- O crescimento dos evangélicos foi impulsionado, principalmente, pelas igrejas pentecostais. As de missão pararam de crescer – explica Cláudio Dutra Crespo, da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

A Assembleia de Deus é a religião evangélica que mais cresceu entre 2000 e 2010, passando de 8,4 milhões para 12,3 milhões de fiéis.

sábado, 30 de junho de 2012

O Censo revelou uma mudança no perfil religioso dos brasileiros. O número de evangélicos aumentou 61% entre os anos 2000 e 2010, mas os católicos seguem sendo maioria no país.
Apesar disso, o número de fiéis diminuiu na última década. Em 2010, eram 123,3 milhões de católicos apostólicos romanos, 1,7 milhão a menos do que no ano 2000. A proporção caiu de 73,6% para 64,6% da população. Em 1970, eram quase 92%.
“A igreja não acompanhou os seus migrantes, não acompanhou o seu povo. A igreja tem que sair um pouco dos seus muros, das suas igrejas, tem que abrir janela, porta e ir onde está o povo de Deus”, opina o membro do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento/CNBB Thierry Lineard.
Os evangélicos, por outro lado, foram os que mais cresceram. Passaram de 15,4% para 22,2% da população. Em dez anos, as diferentes igrejas evangélicas conquistaram 16 milhões de fiéis. Hoje são mais de 42 milhões.
“Nós abordamos as pessoas, as suas casas, os logradouros públicos. Procuramos trabalhar na evangelização homem a homem, por assim dizer. Um trabalho de evangelismo pessoal”, conta o presidente da Confederação Nacional das Assembléias de Deus, José Wellington Bezerra da Costa.
Na última década, aumentou ainda a proporção de pessoas sem religião, que já são 8% dos brasileiros, e de espíritas, que são 2%. Tendência seguida por outras religiões como umbanda, budismo e candomblé, que ganharam seguidores.
A pesquisa que aponta o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil também mostra que as preferências em relação à religião variam bastante de região para região e de estado para estado.
O Nordeste é a região que proporcionalmente tem mais católicos. Os evangélicos têm maior participação no Norte e os espíritas no Sudeste. Entre os estados, o Piauí é o que tem o maior percentual de católicos, 85%. O de evangélicos está em Rondônia, 33,8%, e o de espíritas, noRio de Janeiro, 4%.
O Censo mostra que os espíritas são os que têm a maior renda e o maior nível de escolaridade.
“Esse movimento da diversidade que é muito próprio da sociedade brasileira se reflete sobre as religiões também, quer dizer, não temos mais uma igreja que seja absolutamente majoritária em todos os segmentos”, aponta o coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, Luís Antônio Pinto de Oliveira.
“O importante é você ter o respeito com o próximo e saber lidar com isso”, aconselha o músico Eduardo Arantes.


FONTE: G1 - IBGE

sexta-feira, 2 de março de 2012

SOBE O NÚMERO DE MULHERES EM RELAÇÃO AOS DE HOMENS NO BRASIL


O Censo 2010 constatou que há 3.941.819 de mulheres a mais do que homens no Brasil - 97.348.809 contra 93.406.990 do sexo masculino (95,9 homens para cada 100 mulheres). Os números representam um aumento da representação feminina em comparação com a década anterior. No último Censo, realizado em 2000, a relação era de 96,9 homens para cada 100 mulheres.

Estatisticamente nascem mais homens do que mulheres. No entanto, o principal fator apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o fenômeno é a alta taxa de morte violenta no Brasil, que atinge predominantemente a população masculina.

A região Norte do País é a única que apresenta exceção ao quadro, sendo 101,8 homens para cada 100 mulheres. Em todos os Estados da região há mais homens do que mulheres. No Centro-Oeste, enquanto Mato Grosso tem maior representatividade masculina, em uma taxa de 104,3 homens para cada 100 mulheres - é o Estado que tem a maior diferença entre homens e mulheres do País -, o Distrito Federal tem 91,6 homens para cada 100 mulheres.

Representatividade de mulheres é maior no Rio

O Estado do Rio de Janeiro apresenta a maior representação feminina entre as unidades da federação, sendo 91,2 homens para cada 100 mulheres, acompanhando a tendência da região Sudeste, com 94,6 homens para cada 100 mulheres. Em São Paulo, a razão é de 94,7 homens para cada 100 mulheres. O Rio Grande do Sul também tem uma razão baixa, sendo 94,8 homens para cada 100 mulheres. As regiões Sul e Nordeste também apresentam taxas inferiores, sendo 96,3 homens para 100 mulheres e 95,3 homens para 100 mulheres respectivamente.

Com exceção do Amazonas, todas as unidades da federação apresentaram uma baixa na representatividade masculina em relação ao Censo de 2000.