Mostrando postagens com marcador Racismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Racismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

GOVERNO FEDERAL VAI MONITORAR REDES SOCIAIS

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), braço do Governo Federal, anunciou esta semana que irá começar a acompanhar mais de perto as manifestações de intolerância religiosa nas redes sociais. 

Ao explicar a nova medida, a ministra da pasta, Ideli Salvatti, afirmou que isso se faz necessário porque “boa parte da intolerância religiosa se propaga pela rede”. 

De acordo com o portal iG, o monitoramento será feito pelo grupo de acompanhamento dos crimes de ódio pela internet, formado no final do ano passado. O grupo de trabalho (GT) é formado pela a Polícia Federal (PF), pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelas defensorias públicas dos estados. 

Ideli explicou que, quando couber inquérito, os caminhos legais serão acionados. 

De acordo com a representante do Governo, além de monitorar crimes de intolerância religiosa, o grupo atua em ocorrências de violação de direitos humanos como homofobia, racismo, machismo, apologia ao nazismo, além de questões de pedofilia e pornografia, que já têm ações estruturadas há mais tempo na pasta. 

– Temos a convicção de que a questão da intolerância religiosa cresce no mundo. Estamos acompanhando atos terroristas com base na religião. Aqui no Brasil já tivemos fatos lamentáveis de intolerância, envolvendo religiões de matriz africana, e também casos lamentáveis, envolvendo evangélicos, católicos.

terça-feira, 2 de abril de 2013

A TRADIÇÃO WESLEYANA E A LUTA CONTRA O RACISMO

(Helmut Renders)


Compartilho as traduções de duas cartas de John Wesley (1703-1791) spiritus rector do movimento metodista do século XVIII.

"Sem dúvida nenhuma, você deve se preparar para encontrar uma áspera e violenta oposição. Afinal, os escravistas são numerosos, ricos e, conseqüentemente, um grupo muito poderoso. No momento em que você colocar os seus negócios em perigo, você não toca naquilo que lhes é o mais querido? Será que eles não vão concentrar todas as suas forças contra você e reunir os seus amigos de todos os cantos? Será que eles não vão contratar escritores em grande número e que esses tratarão você sem justiça e sem misericórdia? Mas, assim eu confio, senhor, você não vai se assustar nem quando alguns dos seus amigos se tornarem contra você [...]. Admita-me dizer: para homens será impossível, mas sabemos que todas as coisas são possíveis com Deus. O pouco que eu posso fazer para promover esse excelente trabalho eu o farei com prazer. Vou mandar imprimir uma ampla edição do tratado que eu escrevi alguns anos atrás, os Pensamentos sobre a Escravidão, e mandá-lo [...] para todos os meus amigos na Grã-Bretanha e Irlanda."

Carta de John Wesley para Samuel Hoare, 18 de agosto de 1787.
Repare-se com Wesley descreve os métodos da opressão contra os defensores da abolição que sempre apertam mais, pela violência, pela lógica, pela argumentação econômica, pela desintegração dos vínculos de amizade - é uma aula como o terror totalitarista e colocado em função...

A segunda carta se torna ainda mais importante por ser a supostamente última que Wesley escreveu:

“Estimado Senhor, – a não ser que o divino poder o tenha levantado para ser um Athanasius contra mundum, eu não vejo como você prosseguirá em seu glorioso empreendimento para desafiar [...] o que é um escândalo da religião, da Inglaterra, da natureza humana. Se não foi Deus quem o levantou para esta causa verdadeira, a oposição de homens e diabos o deixará exausto. Mas se Deus está com você, quem poderá ser contra? Todos eles juntos são mais fortes do que Deus? [...] Não tenha medo de fazer o bem! Continue em nome de Deus, na força do seu poder, até que a escravidão na América [...] tenha sido definitiva-mente banida.”

Carta de John Wesley para William Wilberforce, 24 de fevereiro 1791

terça-feira, 19 de abril de 2011

RACISMO: DIRIGENTE REPUBLICANA COMPARA OBAMA A MACACOS

Uma dirigente republicana do condado de Orange, no sul da Califórnia, Marilyn Davenport enviou um e-mail a seus colegas de partido com uma montagem na qual o presidente norte-americano, Barack Obama, aparece como um pequeno macaco, filho de uma família de chimpanzés.

Na parte inferior da foto, há ainda a seguinte afirmação: "Agora você sabe por que não há certidão de nascimento". A frase é uma referência a uma polêmica criada em torno do local de nascimento de Obama. Recentemente, ele tem sido pressionado a tornar pública sua certidão de nascimento, já que o Tea Party tem alimentado o boato de que o presidente não nasceu no Havaí, mas sim em um país estrangeiro. Se a versão do movimento conservador fosse comprovada, ele seria obrigado a deixar o cargo. A Constituição dos Estados Unidos não permite que estrangeiros se candidatem à presidência.

A montagem que gerou polêmica

Marilyn, militante do movimento conservador Tea Party, pediu desculpas e afirmou que se tratava de uma piada de internet. “Todos os que me conhecem sabem que não sou racista. Foi uma brincadeira. Tenho amigos negros. Ainda assim o e-mail foi enviado a poucas pessoas, nunca pensei que incomodasse”, afirmou Marilyn Davenport à revista OKWeekly, que revelou o e-mail.

Ela disse também que recebeu o e-mail e logo passou adiante, sem pensar que poderia ser ofensivo. “Humildemente peço desculpas e peço que me perdoem por minha conduta insensata”.

De acordo com Marilyn, a foto lhe pareceu engraçada não pelo fato de o presidente aparecer representado como um macaco, mas por questionar seu local de nascimento.

Ela afirmou ainda que, na política dos EUA, há “dois pesos e duas medidas” porque há muitos “e-mails brincalhões” que fazem referência ao ex-presidente George W. Bush e "ninguém dos meios de comunicação se queixa”.

Pedido de renúncia

Ativista de direitos civis norte-americanos e a representação do Partido Republicano no condado de Orange exigiram a renúncia de Marilyn. Eles alegam que a mensagem foi racista e que tal comportamento não pode ser tolerado.

Alice Huffman, presidente da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor na Califórnia (NAACP) condenou a foto reproduzida pela imprensa local e exigiu a demissão de Marilyn Davenport, membro do Comitê do Partido Republicano de Orange.

Tim Whitacre, um membro do comitê central do Partido Republicano na Califórnia, disse, por sua vez, que "se tratava de um e-mail privado, enviado de sua casa a alguns amigos.

"Não estou defendendo o e-mail nem seu conteúdo. O que devendo é Marilyn, eu a conheço”, afirmou.

Ela, no entanto, afirma que não se afastará da política. "Não renunciarei a meu posto por esse assunto. É uma tempestade em copo d'água”, respondeu.

sábado, 20 de novembro de 2010

IGREJA METODISTA - MENSAGEM EPISCOPAL SOBRE O RACISMO


"Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas" (...) "Se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado" Tiago 2.1,9

Você se considera uma pessoa justa? Você se opõe à discriminação (acepção de pessoas)? É possível que a maioria das pessoas goste de pensar a respeito de si mesma como imparcial e justa. A verdade, porém, é que não somos imparciais e justos como pensamos.

Temos preferências, temos "zonas de conforto" para interagir com outras pessoas. Temos mais facilidade de ter comunhão com pessoas "do nosso próprio círculo" do que com as de fora. Mas será que isso reflete a vontade de Deus para nós? E mais ainda: como podemos reagir a essa tendência?

É óbvio que Tiago, ao escrever à Igreja na dispersão, percebe a tendência à discriminação, mesmo no meio dos cristãos. Para ele, a discriminação é um elemento impeditivo para a maturidade cristã.

No primeiro capítulo de sua carta, Tiago vinha falando sobre a "religião pura". Agora ele parece afirmar que, além de visitar os órfãos e a viúvas, e de "guardar-se incontaminado do mundo", o/a cristão/ã deveria também resistir a toda forma de discriminação ou de acepção de pessoas.

Apresentamos-lhe essa Carta Pastoral, orando para que aceitemos, como igreja, o desafio de remover de nossos relacionamentos toda sombra de parcialidade, de discriminação e de acepção de pessoas, particularmente, o racismo. Assim, manifestaremos o Reino de Deus nos nossos relacionamentos.

São Paulo, 10 de outubro de 2010.

BISPO JOÃO CARLOS LOPES
PRESIDENTE DO COLÉGIO EPISCOPAL

Para ler a Pastoral na íntegra é só clicar: AQUI