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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

A DECEPÇÃO COM AS PESSOAS QUE AMAMOS


INTRODUÇÃO:

"Só se decepciona quem tem ou pensa ter amigos (as), pois um dos inimigos gente já espera o mal, a gente como não dá as costas. Já dos amigos a gente nunca espera um ataque tão cruel, tão covarde. A gente compartilha segredos, fraquezas, limitações, debilidades, alegrias e vitorias. Desde o evento entre Deus e lúcifer a gente aprende que os maiores inimigos de uma pessoa são formados de pessoas que um dia foram seus melhores amigos. É por que isso dói tanto. " (Rev. Ednaldo Breves)

TEXTO:

"Então, lhes Jesus Disse: Esta noite, todos vos escandalizareis comigo, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas. Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia. "Mt 26,31-32

DESENVOLVIMENTO:


Perdoar não é uma tarefa fácil para o ser humano. No entanto, é mais difícil ainda perdoar alguém que amamos.

Toda decepção machuca, mas o desapontamento causado por um amigo, um irmão, um amor, nos machuca muito mais.

O rei Davi conheceu essa dor. Depois de passar por uma experiência de profunda desilusão escreveu: "Estremece-me no peito o Coração, terrores de morte me salteiam. Com efeito, não é Inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; Nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia; mas és tu és, meu companheiro, meu amigo íntimo. Juntos andávamos, entretínhamos, juntos íamos com uma multidão à casa de Deus. "Sl 55.4,12,14

O coração decepcionado pode atirar-nos num estado de depressão e rancor, passando a abrigar profundas feridas e lembranças amargas. Com isso, torna-se difícil a nós confiarmos em alguém novamente.

Nos armamos contra tudo e contra todos.


Gostariamos de evitar os desapontamentos, mas não há como ser feliz sem confiar, e não há como confiar sem correr o risco da desilusão.
    Podemos tomar algumas precauções, é verdade, mas essas posições nunca proporcionarão uma garantia total contra a decepção. Assim, esta será sempre uma das possibilidades da Vida. Nunca iremos erradicá-la da face do planeta.

    Amar é abrir-se, é tornar-se acessível, é oferecer-se ao encontro, é ficar vulnerável É arriscar-se!

    "Não há nunca amor perfeito, sem tortura e sem cuidado". (Augusto Gil)

     A Maior Prova disso encontramos na vida do próprio Senhor Jesus.


    No entanto, Ele nos deixou a lição de que podemos superar uma decepção com os que amamos, Desde que a enfrentemos com confiança em Deus e com disposição de perdoar os nossos ofensores..
      CONCLUSÃO:


      Não deixe que coisas do passado tirem uma sua alegria de viver o presente.
      Deus, que é rico em perdoar, exorta-nos que perdoemos uns aos outros.
        Ilustração:
        - Por que eu deveria perdoar o meu ofensor? Perguntou um monge ao seu mestre. Ele agiu mal comigo!
        - É verdade, respondeu o Sábio.
        - Mas e tu, que fizestes mal, para que carregues contigo o peso de não perdoar ?

        Perdoar, é ser liberto, ser curado, é viver a vida cristã de maneira autêntica.

        Deus te abençoe.

        FONTE:
        Do livro: Cura Pela Palavra
        Notas do Pr. Elson Brum
        Introdução do Pr. Ednaldo Breves
          ==========================================================

          FUI DECEPCIONADO(A)! E AGORA?

          Ninguém está isento ou imune de enfrentar e lidar com a decepção em diferentes momentos da vida.

          Quando as coisas não acontecem ou se passam de acordo com os nossos planos, a primeira coisa que sentimos é a decepção. Isso é normal.

          Nada há de errado com este sentimento. Mas devemos saber o que fazer, ou isso se transformará em algo mais sério.

          Como alguém já disse: "Não podemos impedir que um pássaro pouse em nossa cabeça, mas podemos impedi-lo de fazer um ninho ali."

          Em Filipenses 3.13, lemos uma declaração do apóstolo Paulo: ...mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão....

          É exatamente isso que devemos fazer quando ficamos decepcionados. Devemos abrir mão das causas da decepção e continuar a vida em direção ao que Deus tem para nós.

          Não é justo conosco mesmo engessar nossas vidas por causa dos outros. Bem sei que a decepção dói, mas não devemos cometer a tolice em descontar em nós mesmos, nos isolando, atraindo enfermidades... Tá amarrado, em nome de Jesus!!!

          Penso que, se somos íntegros, sinceros, honestos... e um pseudo-amigo nos trai, bola prá frente... Ele(a) é quem perdeu! Perdeu um(a) amigo(a) sincero(a). Ele(a) é que tem de se lamentar, não eu!

          Deus tem sempre coisas novas e melhores para as nossas vidas.

          Ele sempre tem algo fresco, mas parece que queremos nos agarrar ao velho. Parece que quando somos feridos, sempre queremos falar sobre suas decepções na vida, em vez de sobre seus sonhos e visões para o futuro.

          Faça um favor a você mesmo(a): Troque o disco! Pense e fale das coisas boas que Deus já fez em sua vida, ao invés de ficar ruminando algo que só vai te fazer mal!

          As misericórdias de Deus são novas todos os dias...As misericórdias do SENHOR não tem fim; renovam-se a casa manhã...(Lamentações 3.22-23).

          Cada dia é um novo começo, novinho em folha!

          Podemos abrir mão das decepções de ontem e dar a Deus uma chance de fazer alguma coisa maravilhosa para nós hoje.

          Você pode estar pensando: "Já fui decepcionado(a) tantas vezes que tenho medo de ter esperança"

          É exatamente nesse ponto de falta de esperança que o diabo quer que estejamos!

          No entanto, temos uma promessa de Deus, que aqueles que colocam a sua esperança Nele jamais serão decepcionados ou envergonhados. (Romanos5.5) .

          Isso não significa que jamais teremos uma experiência decepcionante.

          Isso significa que não precisamos viver e permanecer na decepção.

          Faça de Jesus o seu melhor amigo. Ele nunca vai te decepcionar. Muito pelo contrário, com Ele vamos ter forças para perdoar os que nos feriram, nos ferem e, certamente, nos ferirão.

          Com Jesus vivemos melhor e temos sempre resultados positivos em nossa vida emocional.

          Que Deus te abençoe e te dê a paz!

          Pr. Ednaldo Breves

          terça-feira, 7 de setembro de 2021

          COMO LIDAR COM A INGRATIDÃO

          "A ingratidão é o mais horrendo de todos os pecados." (Alexandre Herculano)


          "A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso." (Machado de Assis)

          "Existem três classes de ingratos: os que silenciam diante do favor; os que o cobram e os que se vingam." (Ramón y Cajal)

          "Existe três cachorros perigosos: a ingratidão, a soberba e a inveja. Quando mordem deixam uma ferida profunda." (Lutero)

          “Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente!” (William Shakespeare)

          Como dói a ingratidão!

          A ingratidão dos amigos, dos pais, dos filhos, do esposo, da esposa, etc..., dói demais, e, se não soubermos como lidar com a situação, ficamos uma pessoa amarga, fria e sem coragem para ajudar ninguém. 

          Enfim, há caso em que a decepção com a ingratidão é tão forte, principalmente a de um(a) filho(a) para com os pais, que a pessoa que sofre a ingratidão tem vontade de morrer.

          Existem duas palavrinhas simples que jamais deveriam deixar de ser ensinadas, aprendidas e colocadas em prática: "Por favor" e "Muito Obrigado(a)"

          Infelizmente, ora somos alvos da ingratidão, ora somos agentes da ingratidão.

          O que fazer quando somos alvos da ingratidão?

          Em primeiro lugar devemos rever o nosso conceito de amor desinteressado.

          Infelizmente, sempre que fazemos algo, geralmente pensamos numa contraprestação, seja na terra, seja no céu. 

          Esta maneira equivocada de viver tem sido o pivô das muitas desgraças interiores na vida de quem sofre a ingratidão.

          Precisamos aprender a fazer exatamente o que precisa ser feito para quem necessita, sem esperar nada em troca. 

          Quem faz assim não fica refém do reconhecimento do outro, nem se machuca com a ingratidão, pois nunca esperou nada em troca.

          Outra coisa a ser feito é perdoar, tocar a vida e não cair no mesmo erro do ingrato, falando mal, cobrando, lastimando, etc..., do contrário, a pessoa que sofreu a ingratidão vai carregar o fantasma do ingrato pelo resto da vida.

          O que fazer quando somos agentes da ingratidão?

          O ser humano tem a tendência em ser ingrato por natureza. Poucas pessoas agradecem a Deus pela vida, pelo ar, pelo alimento, pela água, pela família, pelo sacrifício vicário de Jesus, pela Igreja, etc...

          Geralmente reclamamos pelo que não temos e não somos gratos pelo que temos.

          Há uma frase que diz: “Quem é grato pelo que tem, recebe o que não tem. Quem reclama o que não tem, acaba perdendo até o que já tem.”

          Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses 5:18 diz: em tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus.

          A gratidão é possível! Pode ser aprendida e praticada com pequenos gestos, pequenas palavras.

          Tem filhos que acham normal ter roupa lavada, comida pronta, casa, cama, etc... e nunca pararam e deram um abraço carinhoso na mãe e no pai, e disseram: 
          - Muito obrigado pai, pelo seu esforço! Obrigado mãe, pelo teu cuidado...

          Quem sabe estas palavras estão tocando o teu coração e você está descobrindo que ainda não agradeceu a Deus, seus pais ou pessoas que um dia te estenderam as mãos.

          O que fazer?

          Comece agora. 


          Peça perdão a Deus e, e seguida diga-lhe, de todo coração: Muito Obrigado Senhor! 


          Tire um tempo e relacione tudo de bom que Deus já te deu e agradeça.

          Procure as pessoas que um dia te estenderam as mãos e não economize palavras e abraços.

          A cura virá. Tanto para nós, quanto para as pessoas que um dia foram alvos de nossa ingratidão.

          Que o Senhor nos cure! 


          Que o Senhor nos ajude! 


          Que o Senhor nos transforme!

          terça-feira, 17 de julho de 2018

          CONSOLANDO OS ENLUTADOS - MORTE NA FAMÍLIA - COMO DAR A NOTÍCIA PARA ADULTOS E CRIANÇAS?




          1. INTRODUÇÃO: Deus não projetou o ser humano para morrer. Taí a razão do porque ninguém, em sã consciência, aceita a morte com naturalidade. Nem mesmo a morte de alguém em estado terminal ou bastante idoso/a deixa de ser muito dolorosa. Isso porque a morte nos violenta, independentemente do tipo da natureza de sua ocorrência. Ela é um grande inimigo que nos persegue em nosso viver. O grande amor de Deus fez com que, pela sua graça, Jesus pudesse confrontar o pecado e a morte. O Apóstolo Paulo pergunta: “Onde está, ó morte, atua vitória? (I Cor. 15:55) – a resposta é dada em seguida: “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1 Cor. 15:57) Para os crentes em Cristo Jesus, que vivem na perspectiva da fé, a morte é um grande paradoxo. Pois, se por um lado significa a separação temporária dos amigos e entes queridos, por outro, não deixa de ser uma promoção para estar eternamente ao lado de Cristo Jesus. Apesar da perspectiva de fé, a ausência de um ente querido, através da morte, deixa uma tremenda lacuna na vida daqueles que ficam. Esta lacuna só pode ser preenchida com a presença do nosso Consolador (Espírito Santo de Deus), que atua, dentre muitas maneiras, através da pessoas amigas, família e do fator tempo.


          2. PERDAS ATÍPICAS:


           Por mais que pareça estranho este tópico, é bom salientar que, como diz o adágio popular: Um filho foi feito para sepultar os pais e nunca o pais para sepultarem os filhos. Pais (normais) que perderam um/a filho/a dizem que é uma dor quase insuportável, inexplicável, de difícil aceitação.

           Outra perda muito dolorosa é a perda de um cônjuge. Além do rompimento de laços, sonhos, projetos, história em comum, na morte de um cônjuge acontece o inverso do casamento. Biblicamente, no casamento marido e mulher se tornam uma só carne. Com o falecimento de um dos cônjuges é como se houvesse uma amputação. Geralmente a amputação é feita por um instrumento cortante. Isso quer dizer que o processo fere, sangra e causa muitas dores. Quem sofre a amputação tem de reaprender a viver sem a parte amputada. É um processo que exige paciência e determinação.

           Não podemos deixar de mencionar a perda de uma mãe ou de um pai para uma criança. É um momento muito difícil, desde o momento de comunicar o ocorrido, até o acompanhamento familiar, espiritual e, se for o caso, de um profissional (psicólogo/a), tendo em visto ao impacto causado na vida da criança. É normal um período de regressão de hábitos nas crianças, assim como a criança procurar chamar a atenção, chamando toda atenção para si e exigindo tudo que lhe der vontade. Cabe ao pai ou a mãe sobrevivente o equilíbrio e paciência para não deixar de dar atenção para a criança, nem de mimá-la de tal forma a prejudicar a sua formação.


          3. O QUE É O LUTO: Luto é a tristeza oriunda das perdas. É um momento de avaliação daquilo que se perdeu; é o discernimento do vazio gerado pela perda de um ente querido; É o enterro do que deixou de existir. É a melancólica da descoberta de que algumas coisas não serão mais necessárias. No entanto, o luto é também a busca de nova esperança, busca de novos sonhos e planos para continuar a vida.


          4. FASES DO LUTO: A Dra. Elizabeth Kübler-Ross,(Nascida em 1926 em Zurique (Suíça),Psiquiatra e pesquisadora que trabalhou muitos anos de sua vida com doentes terminais e listou os estágios da agonia) listou alguns estágios pelos quais o luto ocorre. Conhecê-los é muito importante, pois nos ajuda a identificarmos o estágio em que se encontra o visitado, dando o “tratamento” certo em cada situação.

          A. CHOQUE: É o momento da notícia. A mente fica anestesiada, a garganta apertada. É o soco na boca do estômago. A seguir vem o choro incontido, o pranto catártico, o profundo grito de dor. Para alguns um momento de silencio mortal. O Entorpecimento é um anestésico natural. É uma reação do organismo. A pessoa se sente paralisada emocional e fisicamente. – NÃO PROIBAM AS PESSOAS DE CHORAREM, NEM DE EXTRAVASAREM SUAS DORES. – REMÉDIO, SÓ COM PRESCRIÇÃO MÉDICA E EM ÚLTIMO CASO. O MOMENTO NÃO É DE SERMÃO É DE ABRAÇO SILENCIOSO.


          B. NEGAÇÃO: É a tentativa de reverter o irreversível. É a tentativa de dizer a si mesmo e ao mundo que nada aconteceu, que tudo não passou de um engano. No início é até natural, mas se não bem trabalhado, cria-se situações em que vemos muitos casos de Pais que mantém o quarto do filho intacto acreditando que ele um dia voltará, etc... HÁ UMA TRADIÇÃO AMERICANA E EUROPÉIA MUITO RICA EM MENSAGEM E SIGNIFICADO. O Sacerdote que dirige o ato fúnebre pede que familiares próximos lancem os primeiros punhados de terra sobre o féretro, no momento da devolução do corpo à terra. O ATO POR SI SÓ É UM MOMENTO DE REALIDADE, DE DESPEDIDO E DE UM ÚLTIMO ADEUS. Apesar de cruel, entende-se que isto significa uma autêntica ajuda ao coração consternado na superação da negação.

          C. IRA: Passado os primeiros estágios, inicia-se a busca pelos culpados, as maquinações, as acusações, os processos judiciais. É um estágio de constante crise de raiva e indignação. ALGUMAS PERGUNTAS, AFIRMAÇÕES E SITUAÇÕES SÃO COMUNS NESTE ESTÁGIO:

           Onde Deus estava? – Marta: João 11:21 – Se o Senhor estivesse aqui o meu irmão não teria morrido!) O Salmo 23:4 nos diz que não estamos isento do vale da sombra da morte, mas o Senhor passa conosco este momento de dor.


           Eu poderia ter feito algo mais! Existem situações em que por mais que se faça tudo, a cobrança é inevitável. Portanto, deixar o coração ser tomado por rancores potencializa o sofrimento.

           Isto foi Injusto! Por que Ele/a? Por que eu? Por que agora? – É comum os que sofrem a perda de queridos questionarem a morte sob padrões humanos de justiça: Não é justo! Morrer tão jovem! Ou Ele era tão bom! Por que justamente Ele? Na verdade A MORTE NÃO É JUSTA, NEM INJUSTA. ELA SIMPLESMENTE É O QUE É. A VIDA NÃO É SEMPRE JUSTA, MAS É SEMPRE VIDA. UMA ETAPA DA VIDA TERMINOU PREMATURAMENTE, MAS TERMINOU.


           Jó expressou todo sentimento através de uma palavra de confiança: Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei; O Senhor deu, o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor. (Jó 1:21)


           CUIDADO: Estagnar neste estágio seria aceitar as frias algemas da mágoa e as cadeias tiranas do ressentimento para o resto da vida.

          D. DEPRESSÃO:


          Depressão é o sentimento universal do luto. É uma reação legítima da perda. Se bem trabalhada, ela representa um período de recomposição dos pensamentos que abruptamente entraram em desordem. É a tristeza para a vida. É tristeza com propósito. É o tempo de cura para a ferida que está fechando. É a lenta cicatrização da separação.

           Este Processo pode durar algumas semanas, mas se o processo estacionar você estará morrendo aos poucos.

           Chore o quanto quiser; Comente o quanto achar necessário. Verbalize a sua dor e a dor da alma vai se esvaindo.

           Não se isole. Peça ajuda sempre que precisar. As pessoas compreendem a sua dor.

           Evite, terminantemente, qualquer fuga. Você está susceptível aos vícios ou qualquer outro tipo de dependência.

           Cerque-se de vida. Animais domésticos, flores, plantas, crianças. Pequenas expressões de vida inspiram e ajudam a vencer o dia a dia.


          E. ACEITAÇÃO:


           É a etapa em que alguém descobre que “É POSSÍVEL CONVIVER COM A PERDA. POSSO RETOMAR A VIDA.”


           É desmanchar o quarto daquele que se foi. É doar suas as roupas, se for o caso. SEM CONFLITO. SEM SE SENTIR INFIEL

          F. REORIENTAÇÃO DA VIDA:


           É o retomar da vida, das atividades, dos ideais e dos projetos que ficaram paralisados com a morte do ente querido.


           Fica um vazio? SIM. Mas, o vazio não impede a continuidade.


           Esta fase tem seus cuidados, e pode haver recaídas.


           É normal que aconteça ciclos, alternância de sentimentos, mas com o tempo a tendência é a adaptação.


           Algumas datas festivas podem causar dores: (Dia das mães, Pais, Natal, ano novo, aniversário, etc...)


          5. COMO DAR A NOTÍCIA PARA ADULTOS:


           Deve-se tomar cuidado com as pessoas com saúde frágil na hora de dar a notícia;


           Os adultos têm uma grande facilidade em perceber a notícia de morte somente pela chegada do anunciante, do telefonema fora de hora, do tratamento diferenciado de uma hora para outra, do calmante, etc... de forma que não se deve protelar a notícia, apesar do tato no anúncio.


           A notícia deve ser dada em um ambiente adequado e sem pressa, permitindo às pessoas o direito de extravasar suas emoções frente à má notícia.


           Um dos choque que a pessoa recebe na hora da má notícia e se deparar com a sua própria finitude.


           A morte deve ser declarada por uma pessoa investida da autoridade para fazê-lo – normalmente um médico, um sacerdote (Pastor, Padre, etc...), ou alguém da família.


           O apoio sobre quais providências tomar e muito importante.


          6. COMO DAR A NOTÍCIA PARA CRIANÇAS:


           Fale face a face! Nunca dê notícia por telefone! Por mais que pareça uma observação desnecessária, temos visto esta prática acontecendo e deixando seqüelas terríveis no emocional das crianças.

           Com muita confiança e calma a criança deve ouvir a verdade. Assim como as crianças de hoje compreendem o mistério da vida, certamente compreenderão o mistério da morte. Numa linguagem infantil deve-se explicar que Deus precisou do papai, da mamãe ou do irmãozinho, junto a Ele. Deve-se explicar que todos nós um dia morreremos e estaremos com ele. Deve se esclarecer que este momento é estabelecido por Deus e que ninguém pode abreviar, nem atrasar o momento da partida.


           Evite falar desesperado;


           Evite detalhes mórbidos.


           Não é saudável privar a criança da cerimônia fúnebre, do choro e da despedida final. Não obstante deve-se lhe transmitir a segurança da companhia, do afeto e da presença.


           A psicóloga Diana Ducati, especialista em luto, explica que até os 3 anos a criança não tem bem estabelecida a noção de morte como algo irreversível, mas já é capaz de assimilar a ausência.


           É importante esclarecer todas as dúvidas sobre o tema à medida em que essas indagações forem surgindo.


           No caso de falecimento de algum membro da família é importante contar a verdade.


           Não esconda a situação da criança e conte a ela o que está acontecendo. Evite a negação do luto usando metáforas como: Ele foi para o céu, foi fazer uma viagem, está dormindo. A conseqüência destes atalhos são desastrosa para a criança.


           Se a criança for muito pequena para entender a situação, deixe-a com uma pessoa da família ou alguém de confiança, evitando assim colocá-la em companhia de pessoas muito abaladas com a morte.


           Se a criança já tiver capacidade de compreender e aceitar a morte (em geral 5 ou 6 anos), pergunte se ela quer se despedir do/a falecido/a e respeite a sua decisão.


           Caso a criança opte por participar dos funerais, converse com ela antes, descrevendo e explicando o que será vivenciado no local.

          7. COMO LIDAR E FAZER VISITAS A ENLUTADOS:

          CRIANÇAS:


          Crianças em idade pré-escolar geralmente ainda não têm idéia de finitude e não entendem a morte como um fato irreversível. Ao receber a notícia de que o titio morreu, é possível que uma criança pergunte quando ele vai voltar. Se isso ocorrer, não se preocupe; diga-lhe que as pessoas que morrem não voltam. Ela poderá repetir as mesmas perguntas várias vezes até compreender e familiarizar-se com a perda. É importante explicar que seu vínculo com o falecido não terminou; apenas mudou.

          Nessa fase, a criança costuma ser ainda auto-centrada, acreditando que tudo gira ao seu redor. Isso pode levá-la a sentir-se culpada, imaginando que, de alguma forma, os sentimentos negativos que possa ter tido com relação ao falecido tenha causado sua morte. Faça com que a criança tenha certeza de que nada do que ela possa ter feito ou pensado poderia provocar a morte daquele ente querido

          A partir dos cinco anos, as crianças começam a compreender a morte como um fim, mas podem pensar que só ocorre com idosos ou acidentados.

          Por volta dos 11 anos de idade, na pré-adolescência, a criança passa a entender a morte como parte da vida, que pode ocorrer em diferentes idades e vários motivos. Nessa fase de transição, aceitar perdas costuma ser difícil. É comum que ela queira isolar-se ou negar-se a falar sobre o assunto. Respeite sua vontade, deixando claro que você está por perto, disponível para confortá-la.


          POSSÍVEIS REAÇÕES DA CRIANÇA À MORTE: 

          Mesmo que não aparente, a criança pode estar sofrendo, expressando sua dor por meio de variações de comportamento, como:

          - Comportamentos anti-sociais como isolamento ou agressividade excessiva;
          - Atitudes de negação;
          - Dores físicas;
          - Medo de morrer;
          - Depressão;
          - Sentimento de abandono;
          - Desmotivação;
          - Falta ou excesso de apetite;
          - Distúrbios no sono;
          - Regressões (como chupar o dedo, chupetas, mamadeiras, ou molhar a cama).


          COMO AJUDAR?


          A criança precisa enlutar-se para poder lidar com a perda. Chore e deixe-a chorar com você. Não peça para que ela seja forte; encoraje-a expressar sentimentos de dor, raiva, tristeza.

          Aceitar a morte é uma das lições mais importantes da vida; aprendam juntos, compartilhando o luto.

          ADULTOS:


          A. Manter contato com a pessoa, não apenas durante a crise inicial, mas especialmente no período da resolução do pesar.
          B. Convidar para um almoço, café ou lanche em família.
          C. Conversar com a pessoa na situação e no nível de compreensão ou sentimento em que ela se encontre, e não de acordo com aquilo que o orientador pensa ou sente.
          D. Aceitar a pessoa na sua maneira de ser, pensar e sentir, mesmo que não esteja concordando com as premissas básicas da pessoa.
          E. Encorajar a expressão dos sentimentos, esclarecendo-os para que a pessoa possa compreender melhor o sentimento produzido pela perda e pelo pesar.
          F. Dar ênfase as opções, mostra alternativas para agir, se houver necessidade de ação.
          G. Ajudar a pessoa a encarar a realidade da sua situação e refletir sobre o significado mais profundo das suas novas responsabilidade, dos novos relacionamentos, e dos novos problemas de ajustamento.
          H. Conservar a pessoa em movimento ou atividades, porém não além da rapidez que ela possa alcançar.
          I. Permitir que a pessoa seja dependente de orientador por algum tempo, enquanto está resolvendo o seu pesar.
          J. Usar os recursos espirituais e religiosos.
          K. Manter a pessoa em contato com a sua Igreja, ou comunidade.

          Confortar é:


          A. Empatizar com os que sofrem;
          B. Levar uma palavra de esperança aos desesperados;
          C. Dizer que vale a pena viver apesar das dificuldades existentes na vida;
          D. Levar alguém a ter alegria de aceitar o que é e, se conformar, com o que tem;
          E. Fazer uma vida feliz e ser feliz também;
          F. Compartilhar o amor, a paz e realização que deus nos dá.
          G. Excluir da nossa vida as palavras: Derrota e Desesperança!!!
          H. Levar aos pés de Cristo, toda causa dos oprimidos, amargurados, desesperançados.
          I. Compartilhar com alguém, que o sofrimento, as dificuldades da vida é um meio pelo qual crescemos em direção Deus, do próximo, e de nós mesmos.


          REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:


          A. Bíblia Sagrada
          B. Da morte e do morrer – Elizabete Kübler Ross
          C. Quando passamos pelo vale do Luto – Marcos Kopesca Paraizo
          D. National Cancer Institute - When people die - G Williams & J. Ross
          E. del Giglio, A. A relação médico paciente sob uma perspectiva dialógica. Revista brasileira de Clínica e terapêutica.2002, 27;1: 6-8.
          F. Fallowfield L, Jenkins V. Communicating sad, bad,
          G. Manual Merk – Saúde para Família
          H. Experiências Pessoais no Ministério Pastoral - Rev. Ednaldo Breves

          domingo, 5 de fevereiro de 2017

          TRAIÇÃO... INFIDELIDADE CONJUGAL ... O QUE FAZER?



          Creio que este artigo possa contribuir para ajudar muitas mulheres que estejam vivendo este momento tão difícil em suas vidas...

          A descoberta de uma traição é o desmoronar de tudo aquilo que dava como certo até aquele momento. A pessoa com quem escolheu partilhar a vida quebrou o pacto do amor, da intimidade e da fidelidade ao envolver-se com uma terceira pessoa. Ao sentimento da incredulidade, junta-se uma dor e uma raiva indescritíveis. Sente-se sozinha, incapaz de perdoar e de voltar a confiar no seu parceiro. Não sabe se vai conseguir percorrer o caminho que se segue. Eis o que deve esperar numa primeira fase:
          · O choque inicial. Esta é a fase da incredulidade total – é incapaz de compreender que o seu companheiro esteve física, emocional e intimamente ligado a outra pessoa que não você. Passa os dias a reviver o tempo em que a infidelidade ocorreu, fazendo ligações e tentando perceber como é que não viu o que se estava a passar, como é que não viu que a sua vida se tornou uma mentira. Só lhe apetece “acordar” deste pesadelo.
          · Raiva e mais raiva. Lentamente, começa a aperceber-se que não se trata de um pesadelo, é a realidade a cores. Confrontada com esta realidade à qual não consegue fugir, os episódios de choro, de gritos, discussões, agressões e o partir de objetos são comuns – sente-se fora de controlo e é assim que vai agir. Nesta fase pode ainda sentir-se fisicamente doente e incapaz de sair da cama, de ir trabalhar ou de ver e falar com outras pessoas.
          ·O desejo de vingança. Esta será, provavelmente, a fase mais complicada e onde poderá exprimir a sua raiva de formas muito perigosas, pouco saudáveis ou até mesmo ilegais. A fúria pode cegá-la, impedindo-a de pensar de forma clara e racional, o que pode trazer ao de cima o desejo de vingança. Pode começar a imaginar e a planejar maneiras de se vingar do seu companheiro ou até da pessoa com a qual foi traída. Idéias de como e com quem trair o seu parceiro começam a invadir os seus pensamentos, assim como formas de o magoar pessoal, profissional ou financeiramente. Nesta altura, é preciso pensar que esta é apenas mais uma fase e também esta vai passar. Tomar atitudes baseadas nas emoções e na dor vão provavelmente levá-la a fazer coisas sobre as quais mais tarde vai arrepender-se.
          · Dissipar a ira. Esta fase é marcada pelo fim dos episódios violentos e descontrolados, resultando num desgaste emocional onde a dor latente mantém-se. Demasiada cansada e esgotada até para chorar, chegou a altura de tentar uma reconciliação ou então colocar um ponto final na relação. Embora devastada, começa a raciocinar novamente, deixando de pensar na outra mulher e volta as suas atenções para a sua vida, para o seu companheiro e para a forma como vão resolver a situação.

          PASSOS PARA A RECONCILIAÇÃO:


          Poderá parecer estranho juntar as palavras “infidelidade” e “reconciliação” na mesma frase, mas o certo é que apenas 30% dos casais que enfrentam uma traição acabam por se separar. Ou seja, a esmagadora maioria consegue ultrapassar o adultério e, segundo psiquiatras, terapeutas e investigadores, a relação emerge mais forte do que nunca! Veja como:
          1. Recomeçar. Se escolheu o caminho da reconciliação, segue-se uma fase de intensa comunicação com o seu parceiro: toda a verdade terá de vir a tona (não se martirize ao querer saber os detalhes mais sórdidos) e terão de perceber o porquê desta traição. Exija do seu parceiro total honestidade, que cesse todo e qualquer contato com a outra mulher (se ainda não o fez), que não desdramatize a situação, que não a culpe exclusivamente a si, esperando que esqueça o assunto de um dia para o outro. Se fez alguma coisa que possa ter contribuído para essa infidelidade, tem de assumir a sua quota-parte da responsabilidade. Este será um processo longo e árduo, onde também você terá de se questionar acerca do seu papel na relação e como melhorá-la. Se, por outro lado, optou por terminar a relação, esta será uma fase de intensa solidão, mas é importante reagir: procurar novos interesses, um novo sentido na vida, sem necessariamente ir a correr para os braços de outro homem (não estará preparada por um novo envolvimento emocional). O importante é não fechar-se em casa, deixando-se entregue à sua tristeza – quanto mais fizer isto, mais difícil será seguir em frente.

          2. Voltar a confiar. Uma comunicação aberta e franca sobre tudo aquilo que aconteceu, o que sentiram e o que sentem agora é meio caminho andado para voltar a estabelecer uma relação de confiança. O regresso a um dia-a-dia onde o seu esposo está nitidamente se esforçando para se redimir e voltar a solidificar a vossa relação é um bom sinal. Da sua parte, também terá de estar preparada para perdoar e para não dificultar uma situação que por si só já é complicada. Mais uma vez, este será um processo moroso e contínuo, mas que pode ser apoiado pelo estabelecimento de uma nova data para o vosso aniversário, uma mudança no vosso estilo de vida, a instituição de uma nova forma de comunicação, entre outros. O ideal não é procurar a relação que tinham, mas sim começar de novo.

          3. Lembranças e memórias. O que nunca vai poder apagar da mente serão nomes, lugares, ou momentos que vão recordar a altura em que o seu companheiro foi infiel: pode ser uma música muito popular naquela época ou o restaurante pelo qual passa quando vai ao dentista e onde sabe que eles jantaram frequentemente. Estas lembranças podem surgir a qualquer momento e não há nada que possa fazer para as evitar, apenas evite ficar obcecada com coisas que estão agora no passado, que não pode mudar e que no fundo está a tentar esquecer e enterrar.

          4. Estabelecer objetivos realistas. Quer queira, quer não, a relação com o seu parceiro nunca será como antes. Mas, tenho uma boa notícia: Com o tempo poderá até ser melhor. Mas, no momento, você terá de questionar-se: consigo viver com esta nova realidade? Vou conseguir perdoar o meu companheiro e não falar sobre a sua traição todos os dias? Confio nele? Ele já assumiu a sua responsabilidade, a sua culpa? Tem-se dedicado à reconciliação? Foi totalmente honesto quando disse que nunca mais voltaria a acontecer nada semelhante? Se sim, a reconciliação é um objetivo realista. Se, por outro lado, o seu parceiro continua a desmentir o seu caso amoroso, não responde às suas perguntas, continua a agir de forma suspeita e/ou mantém o contato com a outra mulher, terá de avaliar se vai conseguir viver assim. Talvez a reconciliação não seja uma meta razoável. Terá de pensar em si. Coloque-se em primeiro lugar.

          5. O novo eu. Com ou sem o seu esposo, você pode se recuperar e bem. Vai demorar o seu tempo, mas sairá deste momento horrível uma pessoa mais forte, mais saudável, mais atenta. As lições mais importantes a retirar são:
          · Não pode entregar a sua felicidade numa bandeja a outra pessoa, nem estar totalmente dependente do seu parceiro, seja ele quem for.
          · Cultive os seus próprios interesses, fique próximo da família, amigos e comunidade de fé;
          · DECIDA SOBREVIVER, construa uma rede de apoio;
          · Seja como for, com a ajuda de Deus e força de vontade, você terá uma preciosa lição de vida e de crescimento pessoal, que futuramente poderá até ajudar outras pessoas.

          Concluindo:

          1. Se resolver perdoar, evite as constantes cobranças, lembranças e vingança subliminar. Como vingança subliminar eu quero dizer aquela situação onde você expõe a pessoa em público, ainda que seja pra contar que você o perdoou.
          2. Creio que a restauração é um passo possível e muitas pessoas que passaram por esta experiência dramática tiveram seus relacionamentos restaurados. É plenamente possível.
          3. Outra coisa. A decisão de restauração do casamento ou não deve ser exclusivamente das partes envolvidas. Deve-se evitar tomar decisões baseadas em opiniões de terceiros, sem a plena convicção dos reais interessados.
          4. Um texto bíblico interessante para quem quer buscar a restauração é Jeremias 18:1 a 6

          Jeremias 18

          1
          A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo:
          2
          Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.
          3
          E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas,
          4
          Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.
          5
          Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
          6
          Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.

          O PODER E GRANDEZA DE DEUS PARA OUVIR O SEU POVO



          “Clama a Mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jeremias 33:3)

          Tem muita gente boa sofrendo sem saber que pode contar com Deus.

          O que é pior, tem servos e servas de Deus vivendo uma vida miserável, simplesmente porque não abre a sua boca para clamar, não coloca seus joelhos no chão, até ver a situação ser revertida.

          Muitos chegam ao ponto de limitar o poder e o amor de Deus em suas vidas.

          Conseqüência: Vivem uma vida de sofrimento, de desespero e de dor, apesar de servir a um Grande Deus.


          O livro “A oração de Jabes para Mulheres”, da escritora Darlene Wilkinson, nos conta que certa feita um homem pediu um favor incrível a Napoleão. O homem sabia que não merecia nada desse grande general, no entanto, Napoleão concedeu imediatamente seu pedido.

          Quando perguntaram a Napoleão por que havia concedido o favor àquele homem, ele respondeu: Ele me honrou com a grandeza de seu pedido!”

          Deus também fica honrado quando você e eu nos aproximamos com coragem para pedir sua bênção e favor. Isso porque pedimos de acordo com a grandeza Dele, não de acordo com os nossos merecimentos.

          O tipo de bênção que estamos pedindo não é concedido com base em nosso desempenho, mas única e exclusivamente  na bondade Divina. Por isso, a honra que Deus sente é proporcional à magnitude de nosso pedido.

          Não limite o poder de Deus em sua vida. Peça! O Senhor Jesus disse em sua palavra: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todos os que pedem, recebem; os que buscam, acham;e a quem bate, se abre." (Mateus, 7:7-8.)

          Com essas palavras, Jesus exortou à oração e à confiança em Deus, na certeza de que Ele não deixará, jamais, de atender às nossas necessidades, sejam elas coisas materiais ou espirituais, desde que façamos a nossa parte, diligenciando por obtê-las.

          “Tu nos criaste para ti mesmo e a nossa alma nunca encontrará descanso até que descanse em ti” (Agostinho)

          Que você possa achar descanso em Deus, clamando a Ele e sendo alvo de suas poderosas ações em tua vida.

          Com carinho

          Pr. Ednaldo Breves

          quarta-feira, 13 de novembro de 2013

          RESILIÊNCIA


          TEXTO: Romanos 12: 12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

          INTRODUÇÃO:

           Resiliência é uma palavra que vem do latim resilio, que significa "voltar ao normal". O conceito foi criado em 1807, pelo cientista inglês Thomas Young, que fazia estudos sobre a elasticidade dos materiais.

           O termo resiliência surgiu da Física e refere-se à capacidade que certos materiais têm de acumular energia quando submetidos a um esforço e, cessado o esforço, retornar ao seu estado natural sem sofrer deformações permanentes.

           É o que acontece com uma vara no salto em altura: quando o atleta toma impulso para saltar, a vara se curva, acumula energia, projeta o atleta sobre o obstáculo e depois retorna ao seu estado normal.

           Neste sentido, para os especialistas em comportamento humano, este termo se aplica

          ou se molda às pessoas que possuem um alto grau de capacidade para retornar ou dar

          a volta por cima às situações anteriores (ou originais), quando são vítimas de grandes investidas ou adversidades.

           Ser resiliente é ter a capacidade de recomeçar ou começar tudo de novo, depois de sofrer algum dano na vida, seja ele material, físico, ou espiritual.

           É, também a força para recomeçar do Zero e fazer do limão da vida uma bela limonada.

          ILUSTRAÇÃO:

           O iatista Lars Grael é um exemplo de pessoa resiliente. No auge da sua carreira, repleta de conquistas, teve sua perna decepada pela hélice de um barco, em um trágico acidente em 1999. Anos depois, voltou a competir e ganhar medalhas. "O erro das pessoas, em geral, é se voltar para trás", disse Grael certa vez. "Se eu fosse comparar minha vida anterior com a que levo hoje, com certeza teria entrado em depressão. Mas não adianta olharmos para trás. Temos que lidar com o aqui e agora. Poderia ter sido pior, e tenho a obrigação de me sentir no lucro."

           Dom Helder Câmara afirmava que "há pessoas como a cana. Mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura"

           Resiliência é uma graça de que todos nós precisamos e que está à nossa disposição.

           Não há como negar esta verdade, pois a provação ou a tentação é, incondicionalmente, fator inerente ao Cristianismo, porque todos estamos sujeitos às intempéries da vida.

           Quem nunca foi nocauteado, ou passou por um sério problema, como, por exemplo: uma doença repentina, a perda do emprego, a falência de um negócio, a morte de alguém muito próximo, um golpe na vida espiritual, o trauma de um seqüestro ou de um acidente, o rompimento do casamento que durava anos, de uma amizade muito forte, ou, ainda, a reprovação no vestibular ou em algum teste?

           Verdade é que a vida nos proporciona muitas surpresas, e nem todas agradáveis.

           Portanto, ser resiliente constitui-se num desafio constante para qualquer pessoa, seja ela cristã ou não-cristã.

          DESENVOLVIMENTO:

           Gostaria de meditar em 3 atitudes, descrita pelo apóstolo Paulo, aos Romanos, que nos ajudam a sermos pessoas resilientes (Que dão a volta por cima).

           Romanos 12: 12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

          1. Alegria na esperança (Não é ilusão, mas é vislubrar, pela fé, o nascimento de um novo dia)

           A esperança é o ingrediente número um que possibilita à pessoa nocauteada por algum acontecimento traiçoeiro respirar a condição de voltar ao seu estado normal de vida: ¨Alegrai-vos na esperança¨.

           Se não fosse a esperança, Jó, que viveu, aproximadamente, 2000 anos aC., jamais conseguiria dar a volta por cima, quando, em pouco tempo, perdeu todos os seus bens (casa, fazenda, gado), e, inclusive, a própria família, Jó 1-1-15.

           No entanto, diante de todas as catástrofes ambientais, materiais e espirituais, ainda teve força para exclamar: ¨Porque eu sei que o meu redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra¨, Jó 19: 25.

           Ao final, Jó recebeu em dobro tudo o que havia perdido, 42: 10-17.

           Alegrar-se na esperança é ter a certeza de que a luta e o fracasso não são o fim, mas o começo de uma nova etapa.

           Uma pessoa RESILIENTE, pela força dos olhos da esperança, afirma, PELA FÉ, que dias melhores virão e que o sinal verde vai aparecer no fim do túnel.

           Com Jesus, não há dúvidas de que somos mais do que vencedores (resilientes), porque o justo, ainda morrendo, tem esperança, Pv 14: 32 e Rm 8: 37.

           Ajuda-me, Senhor, a crer e ter alegria esperança de que a minha provação terá um fim!


          2. Paciência na tribulação

           Paciência é um dos segredos para vencer qualquer obstáculo.

           No entanto, a síndrome da pressa, que é o mal do século, tem roubado do ser humano esta bênção.

           Quando o apóstolo diz que precisamos ser pacientes na tribulação, pode-se dizer que a capacidade de alguém dar a volta por cima a uma situação constrangedora vai exigir da pessoa uma personalidade firme e paciente.

           O apóstolo Tiago, ao exortar sobre a paciência, usa a figura do lavrador para ilustrar a importância desta virtude: ¨Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e últimas chuvas¨, 5: 7.

           Apesar de tudo que ocorreu em sua vida e família, Jó conseguiu voltar ao primeiro estado ou à normalidade do dia-a-dia, porque foi paciente na tribulação: ¨Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu...¨, Tg. 5: 11.

           Nada, em hipótese alguma, segundo os ensinamentos bíblicos, é impossível para quem persiste firme frente aos desafios.

           Há um ditado francês que diz que “a paciência é amarga, mas o seu fruto, doce”.

           O Salmo 40 nos diz: Esperei com paciência pelo Senhor, e Ele inclinou para mim e me socorreu, quando clamei por socorro.

           Ajuda-me, Senhor, a ser paciente na hora da provação!


          3. Perseverança na Oração

           Perseverar é não desistir. Perseverar é uma grande virtude!

           Jesus disse a Jairo: Não desista, continue crendo...

           Paulo fala em perseverança na oração.

           Falar em oração é falar em devoção de vida com Deus.

           É relacionar-se com Deus no dia-a-dia.

           Não há como sobreviver no mundo espiritual sem a prática do princípio da oração.

           Na parábola do juiz iníquo, descrita em Lucas 18: 1-11, Jesus deixou bem claro que é preciso orar sempre (perseverar) sem nunca esmorecer, v. 1.

           Uma pessoa movida pela fé e oração é impulsionada a tomar iniciativas, adquirindo, assim, uma postura de coragem e motivação frente à luta.

           Ana, só conseguiu dar a volta por cima e chegar ao estado normal de mãe (pois era estéril e Deus lhe deu um filho), porque persistiu na comunhão e serviço a Deus: “...perseverando ela em orar perante o Senhor”, 1Sm 1: 11.

           Ajuda-me, Senhor, em meio a provação, ser perseverante na oração!


          CONCLUSÃO:

           Todos nós, em 2011, e no decorrer de nossas vidas, se quisermos superarmos os obstáculos, e sermos vencedores, precisaremos ser pessoas resilientes.

           Gente de fibra. Pessoas que não se entregam. Gente que não desiste no primeiro obstáculo.

           O mesmo Jesus que reanimou Jairo, estará conosco todos os dias dizendo: NÃO TEMAS CONTINUA CRENDO.

           Não a prova que dure a vida toda!

           Tende Bom ânimo!

           Quando os desafios vierem, lembre-se da receita Bíblica para sermos pessoas resilientes: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”.

           Lembre-se sempre: A prova vai passar e você vai cantar o hino da vitória.

           Por tudo isso, seja sempre resiliente em seus projetos e empreendimentos, e seja Mais que vencedor em Cristo Jesus.

          quinta-feira, 23 de maio de 2013

          CURA INTERIOR = VENCENDO A SOLIDÃO


          VENCENDO A SOLIDÃO

          * TEXTO: Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. (Gênesis 2.18)

          * INTRODUÇÃO:

          O QUE É SOLIDÃO:
          ·         Estado de quem se acha ou vive só. (Aurélio)
          ·         Profundo vazio de alma, quando a pessoa se sente rejeitada, indesejada, triste, desanimada e com baixa auto-estima.
          ·         A solidão é algo muito comum em nossos dias, também sabemos que ela colabora significativamente para o desenvolvimento da depressão que tem sido considerada como a doença do século 21.
          ·         Se você é alguém que tem lidado com a solidão em pequenas ou grandes doses, ou tem lidado com a depressão em sua vida precisamos nos perguntar o que Deus diz a respeito da solidão.

          TIPOS DE SOLIDÃO:
          ·         EXISTENCIAL: Solidão de Deus: Falta de comunhão espiritual, uma vida sem cor e sem sabor.
          ·         PSICOLÓGICA OU EMOCIONAL: Solidão de Alguém: Falta de relacionamento afetivo, ansiedade por afeição.
          ·         COLETIVA OU SOCIAL: Solidão de Grupo: Falta de convívio social, um peixe fora d’água.

          * DESENVOLVIMENTO:

          SOLIDÃO FAZ PARTE DO PLANO DE DEUS PARA NÓS?
          Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. (Gênesis 2.18)

          ·         Interessante é que a cada obra terminada no início da Criação, Deus falava: Isto é Bom!
          ·         Quando Deus criou o homem, o texto sagrado diz: Viu Deus que era Muito Bom.
          ·         Mas, ao ver a solidão do homem no Éden, Deus fez a primeira avaliação negativa e disse: Isso não é bom!
          ·         Em outras palavras, o que o texto quer nos dizer é: Não é bom que o homem e a mulher vivam em solidão.
          ·         A resposta para a solidão do homem foi a mulher, e a resposta da solidão da mulher certamente é o homem.

          DEUS NÃO É A FAVOR DA SOLIDÃO, MAS CONTRA ELA:
          Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa. Eclesiastes 4:9-12

          ·         A solidão adoece o nosso coração e nos priva de uma vida plena e feliz!
          ·         A vida não tem graça nem sentido se não podemos compartilhá-la com ninguém.
          ·         Eis a razão pela qual Deus criou as outras pessoas, para compartilharmos a vida uns com os outros.
          ·         A resposta de Deus a solidão é a comunhão! 
          ·         Esta é a maneira pela qual a solidão é vencida em nossas vidas.
          ·         Por isso, evite isolar-se das pessoas e do mundo!

          DEUS NOS DEU UMA FAMÍLIA PARA QUE NÃO ESTIVÉSSEMOS SÓS. 
          ·         As pessoas de nossas famílias são companheiros e companheiras que Deus nos deu para juntos caminharmos nesta vida.
          ·         A família tem sido bombardeada, pois o que o inimigo deseja é a quebrar quase dos relacionamentos.
          ·         Família Forte = Igreja Forte = Sociedade Forte
          ·         Pais, Cônjuges, Filhos, Irmãos, Cuide da Unidade de Sua Família
          ·         Tome a iniciativa de buscar comunhão com os seus, ainda há muito para dar, receber e viver em família.

          DEUS NOS DEU A FAMÍLIA DA FÉ (A IGREJA) PARA QUE NÃO ESTIVÉSSEMOS SÓS.
          ·         Aqueles que receberam a Jesus como Senhor e exclusivo Salvador de suas vidas se tornam filhos de Deus (leia João 1.12), ou seja, se tornaram a família de Deus nesta terra!
          ·         A comunhão com a família de Deus vence a solidão de nossos corações.
          ·         Podemos estar cansados, tristes, sem esperança… mas na comunhão com nossa família da fé saímos renovados, alegres e esperançosos.
          ·         Uma pessoa fortalece a outra e Deus fortalece a família toda.
          ·         Evite ficar em casa, não sair, combata a solidão com a comunhão!
          ·         Venha participar de nossas reuniões e estar em comunhão com a família da fé!
          ·         Muitas pessoas perderam as suas famílias, amigos, ou estão distantes… eis a razão pela qual Deus nos aproxima de sua família, pois Ele não deseja que estejamos sós, sem companheiros e companheiras ao nosso lado.
          ·         “Há amigo mais chegado que irmãos” (Provérbios 18.24).

          DEUS VEM MORAR EM NOSSOS CORAÇÕES PARA QUE NELE NÃO EXISTA SOLIDÃO. 
          “Se alguém me ama (a Jesus), guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e VIREMOS PARA ELE E FAREMOS NELE MORADA” (João 14.23).

          ·         Jesus e o Pai vêm morar em nós e assim é iluminado o nosso coração cheio de trevas e cantos escuros.
          ·         A luz de Deus começa a brilhar em nós!
          ·         Os motivos e feridas que antes nos afastavam das outras pessoas e também de Deus gerando solidão, passam a ser mudados e curadas.
          ·         Adão, antes da criação da mulher falava com Deus, ordem das coisas naqueles dias era em primeiro lugar o relacionamento com Deus, e em seguida a relação com as outras pessoas.
          ·         Hoje, muitas vezes queremos fazer a ordem contrária: primeiro o relacionamento com as outras pessoas e em segundo o relacionamento com Deus.
          ·         Ao nos relacionarmos com Deus e estarmos em comunhão com Ele algo maravilhoso acontece em nossas vidas, pois só Ele sabe a verdade dos nossos corações e intenções.
          ·         As pessoas podem falhar conosco… mas Deus não falha!
          ·         Nunca nos abandona, nunca nos rejeita.
          ·         Em Isaías 49.15, diz que mesmo que uma mãe abandone o seu filho, Deus nunca nos abandonará.
          ·         Como disse Davi no Salmo 23: “Mesmo que eu anda no vale da sombra da morte, não temerei mal algum pois Tu ESTÁS COMIGO!”.
          ·         Mesmo não havendo ninguém conosco, se tivermos Jesus em nossas vidas, não estaremos sozinhos até mesmo nos momentos mais sombrios e amargos de nossas vidas.
          ·         As pessoas podem não conhecer as nossas necessidades, mas Deus as conhece nos mínimos detalhes e quer supri-las.
          ·         Mas para isso precisamos estar em comunhão com Deus, pois só assim venceremos as profundezas da solidão em nossos corações.

          * CONCLUSÃO:
          ·         Nenhum destes três relacionamentos deve falhar em nossas vidas: a Família, a Família de Fé e Deus.
          ·         O próprio Deus também diz para você: “Não é bom que você fique só”.
          ·         Não se entregue, mas combata a solidão com a comunhão.
          ·         Deus te aproximará das pessoas certas para lhe serem companheiras na vida… mas principalmente Ele deseja definitivamente vir morar em seu coração para restaurar o mais precioso relacionamento que poderemos ter: a verdadeira e íntima comunhão com Ele.