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sábado, 30 de junho de 2012

Igreja Metodista tem quase 215 mil membros no Brasil


Em vinte anos, o número de metodistas no Brasil teve um aumento expressivo: saltou de 80.061 para 214.715. Crescimento de 268,19%. A Igreja Metodista tem 1038 igrejas, 373 congregações e 400 pontos missionários no país. Os dados são do último levantamento oficial em 2010 e não contabilizam as crianças e os participantes não confessos.
Para o Colégio Episcopal da Igreja Metodista, os números sinalizam crescimento e inegáveis frutos. Porém os bispos e bispa frisam que é preciso cuidar para que o aumento seja consistente, equilibrado, centrado no discipulado, com ênfase na experiência da salvação, na santificação e no serviço.
O teólogo Hernandes Dias Lopes ao trabalhar a questão do crescimento de igrejas, argumenta que é preciso evitar dois extremos. O primeiro deles é a numerolatria: a idolatria dos números - crescimento como um fim em si mesmo, com muita adesão e pouca conversão, muito ajuntamento e pouco arrependimento. O segundo é a numerofobia: o medo dos números. A desculpa infundada da qualidade sem quantidade.
“De fato, se a igreja é um organismo vivo, então deve crescer. Nos últimos anos, testemunhamos um grande entusiasmo relacionado com o crescimento nas diferentes Regiões Eclesiásticas e Missionárias. Centenas de novas congregações, pontos e campos missionários foram plantados pelo país, dezenas de igrejas alcançaram sua autonomia. Novos municípios foram alcançados e milhares de pessoas decidiram se unir ao povo metodista para servir o Reino de Deus numa perspectiva wesleyana”, afirma o relatório do Colégio Episcopal da Igreja Metodista para o 19º Concílio Geral.

Caminhada - o bom momento é apontado como consequência de um movimento que começou em 1982, com a aprovação do Plano para Vida e Missão da Igreja Metodista. “O documento recuperou elementos básicos da fé e tradição metodistas, como experiência pessoal do cristão com Jesus Cristo como seu Salvador, ênfase na obra e poder do Espírito Santo, disciplina cristã e a santidade, paixão evangelística e comprometimento por uma ordem social mais justa”, afirmam os bispos/a.
Em resposta às ênfases do Plano Para a Vida e Missão, o Concílio Geral de 1987 aprovou uma mudança significativa na configuração da Igreja Metodista. A organização baseada em cargos foi substituída por uma estrutura considerada mais missionária: Dons e Ministérios.
Quatro anos depois, no Concílio Geral de 1991, a Igreja Metodista reforçou a ênfase missionária, ao aprovar o tema: “Igreja Metodista: Uma comunidade Missionária a Serviço do Povo”, que recebeu o acréscimo de uma frase de John Wesley: “espalhando a santidade bíblica por toda a terra.”
Discipulado - os números de crescimento são vinculados também com a difusão do discipulado. Nos últimos cinco anos, muitos pastores metodistas pelo Brasil afora desenvolveram estratégias para aprofundamento bíblico e doutrinário dos membros.
“Reconhecemos que a Escola Dominical já cumpre este papel, mas a presença da Igreja nos lares, nos grupos de discipulado, representou um avanço na tarefa de formação cristã, além de ter servido também para alcançar pessoas das famílias e vizinhos. Tínhamos um objetivo e Deus o ampliou”, pondera o documento do Colégio Episcopal.
Sobre este assunto, o relatório alerta: “(...) ao implantar o Discipulado na Igreja Metodista não procuramos acompanhar um “modismo” e nem mesmo combater grupos que têm influenciado igrejas por todo o Brasil e América Latina. O que nos motiva é adotar o Discipulado como ‘um modo de ser’, ‘um estilo de vida’ pessoal e comunitário, sendo também uma ‘forma de pastoreio’ a ser desenvolvida em nossas comunidades e uma ‘estratégia’ na maneira de ser Igreja: Comunidade Missionária a Serviço do Povo”.

Avanço - no último Concílio Geral, foi aprovada uma proposta arrojada do ponto de vista missionário. O texto foi acatado por unanimidade e prevê que em 15 anos sejam lançadas as bases para que todos os Estados brasileiros se tornem uma Região Eclesiástica. Atualmente o metodismo brasileiro tem seis Regiões Eclesiásticas e duas Missionárias (veja no mapa ao lado).
Sob orientação do Colégio Episcopal, as Regiões vão trabalhar em parceria em prol da expansão missionária. A 5ª e 4ª Regiões trabalharão para consolidar Minas Gerais como uma Região Eclesiástica. Da mesma forma, 2ª e 6ª Regiões estarão unidas para promover o Estado de Santa Catarina.
A mesma estratégia acontece nas 5ª e 6ª Regiões. Elas trabalharão para que o Mato Grosso do Sul se torne uma Região Eclesiástica. As 3ª e 5ª Regiões estarão juntas para que todo o estado São Paulo se torne autônomo. As 1ª e 4ª Regiões trabalharão em parceria para que o Estado do Espírito Santo venha ser uma Região Eclesiástica.
FONTE: Expositor Cristão e Site da Sede Nacional

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

19º Concílio Geral aprova mudanças no Ministério Pastoral

Untitled documentAlterações na aposentadoria, comissionamentos e nos critérios para afastamento pastoral foram aprovados no conclave

Das 116 propostas apresentadas e discutidas no 19º Concílio Geral, pelo menos 18 tratavam, especificamente, o desempenho do ministério pastoral na Igreja Metodista. Algumas mudanças foram aprovadas pelos delegados/as. Uma das principais alterações diz respeito à aposentadoria.
O tema foi trabalhado com muito cuidado pelos delegados e delegadas. A proposta que foi aprovada fixa a aposentadoria compulsória aos 70 anos de idade. Pela proposta, ao alcançar esta idade o/a clérigo/a está compulsoriamente aposentado. De acordo com a proposta aprovada, se o/a clérigo/a estiver no desempenho de um cargo com mandato, a aposentadoria acontecerá no final deste período.
Em relação a aposentadoria o Concílio manteve o atual artigo 212 dos Cânones, que concede ao Concílio Regional o direito de aprovar, por proposta do Bispo Presidente da Região, a aposentadoria do clérigo aos 65 anos.
Para o pastor da Igreja Metodista Bom Pastor em Santa Maria, RS, Almerindo Gonçalves Pedroso, de 77 anos, a decisão revela uma preocupação com o rendimento dos pastores/as. “Com a idade que tenho, sei que não posso produzir o que eu produzia quanto tinha 50 anos. Respeito as decisões da igreja. Se eu chegar no Concílio Regional e tiver que me aposentar, farei isto. Mas, meu trabalho como membro da igreja continua, nunca vai parar”, declara o pastor.

Comissionamento – Duas propostas foram aprovadas fazendo modificações consistentes ao comissionamento de clérigos/clérigas de uma Região para outra Região. Comissionamento é a sessão temporária de um membro clérigo. A partir de 2012 os/as comissionados/as que estão em uma Região, mas pertencem a outra, serão transferidos para a que se encontram exercendo seu ministério, tendo o direito de retornar à Região de origem. Este processo deverá ser regulamentado pelo Colégio Episcopal. A partir desta decisão deixam de existir pastores comissionados de uma região trabalhando em outra.
Quatro justificativas foram apresentadas para a aprovação da proposta. Uma delas afirma: não é bom para um/uma obreiro/a ser de uma região e exercer seu ministério em outra, pois acaba sendo e não sendo de cada uma delas.
O pastor Cláudio Antônio da Rocha Vicente é do Rio de Janeiro e está comissionado em Parnamirim, RN. A partir do próximo período eclesiástico fará parte da Remne – Região Missionária do Nordeste. “Esta mudança nos dá voz nos concílios da região onde estamos trabalhando. É muito constrangedor não poder contribuir nas decisões da sua área de atuação. Agora nós vamos poder ter uma ação mais efetiva. Os resultados serão muito positivos”, afirma.
A decisão conciliar não muda a situação das pessoas que são comissionadas para a Área Nacional (Sede Nacional, Faculdade de Teologia, Campos Missionários Nacionais ou Internacionais, Pastorais Escolares e Universitárias). Clérigos/as são arrolados em Regiões. Não há rol na Área Nacional. Quem exerce ministério nela, é membro da Região de origem e deve exercer ministério pastoral na Região onde exerce seu ministério nacional.

Afastamento Pastoral – De acordo com uma das propostas aprovadas pelo plenário do Concílio Geral, o pastor/a ou presbítero/a pode perder o direito de nomeação. A medida será adotada quando comprovada inabilidade para o ministério pastoral, mediante três avaliações consecutivas negativas, no prazo máximo de seis meses cada uma, por parte da igreja local ou ministério em que atua.
Outras condições fazem parte da proposta. O presbítero/a ou pastor/a pode perder o direito de nomeação se o Bispo/a for favorável ao desligamento ou se houver um parecer da Ordem Presbiteral comprovado comportamento imoral e/ou não ético conforme processual de disciplina.

Ordem Presbiteral – O 19º Concílio Geral da Igreja Metodista aprovou encaminhamentos para a regulamentação da Ordem Presbiteral. O Colégio Episcopal irá estabelecer a organização em nível geral e nas regiões eclesiásticas e missionárias até o dia 31 de dezembro deste ano.
O secretário executivo do Colégio Episcopal, Bispo Stanley da Silva Moraes, explica que a ordem presbiteral é composta dos ‘membros que ela reconhece vocacionados para o santo ministério da Palavra e dos Sacramentos’. Ele acrescenta que a organização da Ordem deve instrumentalizar o corpo presbiteral a melhor desempenhar seu ministério. “O/A presbítero/a precisa do acompanhamento e supervisão de seu/suas colegas de ordem para bem exercer este ministério que coordena a vida da Igreja. Os membros da Ordem são um corpo com o Bispo Presidente da Região e a unidade deste corpo deve ajudar na unidade da Igreja, comunidade missionária a serviço do povo”, revela.
O/A Presidente do Colégio Episcopal é o/a presidente da Ordem Presbiteral Nacional e o/a Bispo/a Presidente de uma Região é o/a presidente da sessão regional da Ordem Presbiteral.

Ministério Missionário - O conclave também analisou a necessidade de reconhecer formalmente a categoria de missionário/a e de trabalhar uma legislação específica. Foi aprovada uma proposta que prevê que a regulamentação seja estabelecida pelo Colégio Episcopal até julho de 2012.
O 19º Concílio Geral reafirma que o ministério do/a missionário/a, é exercido por membro leigo/a ou clérigo/a, com autoridade e direção do Espírito Santo para, em nome de Deus, servir a Igreja metodista nos níveis local, distrital, nacional e internacional, a luz do Plano Diretor Missionário.
A missionária da Igreja Metodista em Acaraú, CE, Claudete Costa Cruz, acredita que a regulamentação é uma conquista e faz questão de reafirmar que os missionários/as metodistas sempre tiveram apoio e incentivo. “Na carreira missionária, o mais importante não é a formalização. Na carreira missionária o que mais importa é a disposição para trabalhar. A gente só tem esta conquista agora porque lá atrás, a Igreja Metodista deu suporte e nos ajudou”, revela.

Marcelo Ramiro

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Bispo Stanley da Silva Moraes fala do falecimento do Bispo Adolfo


DEPOIMENTO DO BISPO STANLEY DA SILVA MORAES:
Terminou hoje ao meio dia o III Concilio Regional da REMA. Foi um animado Concílio. Nele foi aprovado o Plana de Ação Regional. Foram eleitos 2 novas presbíteras e 2 novos presbíteros.

Terminado o Concilio todos foram arrumar as malas para voltar para suas Igrejas.

Eu fui me preparar para viajar com Bispo Adolfo, Aurelita, Deonisio. Começamos a arrumar as malas n o porta-malas do carro do Bispo Adolfo e ele sentiu-se mal, com uma dor muito grande.

Levamos ele para pó quarto, onde tomou um medicamento e a irmã Aurelita foi refrescandfo sua testa. Como a dor não cedia, o levamos para o Hospital de Ouro Preto do Oeste.

Perguntamos a ele se queria ir para Ji-Paraná ou Porto Velho e ele disse que não agüentaria.

O médico em Ouro Preto logo diagnosticou enfarto e chamou a ambulância que o levou para Ji-Paraná. Ainda em Ouro Preto ele teve a primeira parada cardíaca.

Ele chegou em Ji-Paraná creio que já com a segunda parada. O cardiologista fez todos os procedimentos, mas não conseguiu reanimá-lo. Em 35 minutos diagnosticou seu falecimento.

Buscando os caminhos a serem seguidos, ficou decidido leva-la à Igreja em Ji-Paraná, seguindo logo a seguir para Porto Velho. Aqui em Portrio Velho ele deve chegar por volta das 5 horas da madrugada.

Permanecerá no templo central até as 10 horas, quando será levado para São Paulo. Deve chegar em São Paulo por volta das 20 horas de segunda, seguindo direto para a Catedral Metodista de São Paulo.

O corpo deve sair por volta das 9 horas da manhã para um cemitério de São Paulo, ainda não definido.

Eu estou voltando para São Paulo para tomar providências lá. Chego as 09h da manhã em Guarulhos.

O Bispo Adolfo andava se queixando de dor no peito há vários dias. Ele tomava o medicamento e melhorava. Irmã Aurelita estava preocupada.

Ela chorou bastante hoje, e afirmava “não acredito que ele morreu”. Muitos pastores, pastores e leigos, leigas, estão com ela.

Tres SDs acompanharão o corpo do Bispo para São Paulo.

É o que passo-lhes neste momento.

Fraternalmente em Cristo,

Bispo Stanley da Silva Moraes
Secretário Executivo do Colégio Episcopal
Sede Nacional da Igreja Metodista