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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

REFORMA PROTESTANTE



No dia 31 de Outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero fixou suas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg na Alemanha, posteriormente este momento ficou conhecido como o Dia da Reforma Protestante.

No dia de hoje comemora-se 496 anos da chamada Reforma Protestante. De acordo com fontes históricas no dia 31 de Outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero fixou suas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg na Alemanha, posteriormente este momento ficou conhecido como o Dia da Reforma Protestante.

É importante destacar que em nenhum momento Lutero teve a intenção de fundar uma nova Igreja. Olhando para trás Lutero declarou: “Simplesmente ensinei, preguei, escrevi a Palavra de Deus, não fiz mais nada... A Palavra fez tudo”.

Entre os pilares do protesto de Lutero estava a primazia da Graça de Deus, a justificação somente pela fé, a centralidade da Palavra de Deus, o sacerdócio universal de todos os crentes, e o valor dos sacramentos do batismo e da Santa Ceia.

Lutero questionou severamente a autoridade papal e a comercialização de indulgências. As indulgências eram um tipo de certificado que o fiel poderia adquirir para que então seus pecados fossem perdoados. Através da venda das indulgências a igreja financiava a construção da Basílica de São Pedro em Roma.

Quando o papa exigiu a retratação de Lutero perante uma assembléia de nobres e autoridades da igreja, ele respondeu: “Se não me refutardes pelo testemunho das Escrituras ou por argumentos uma vez que não creio somente nos papas e nos concílios, por ser evidente que já muitas vezes se enganaram e se contradisseram uns aos outros, - a minha consciência tem de ficar submissa à Palavra de Deus. Não posso retratar-me, nem me retratarei de qualquer coisa, pois não é justo nem seguro agir contra a consciência. Deus me ajude! Amém”.

Interessante notar como nós, povo metodista, aparentemente tão distante do tempo da Reforma, estamos ao mesmo tempo tão ligados. Na experiência do coração aquecido o próprio John Wesley testemunha em seu diário acerca dos comentários de Lutero à carta de Paulo aos Romanos: “...enquanto ouvia a descrição que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com toda a minha força por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração”.

Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e da imoralidade.

Outro lema da reforma era “Ecclesia reformata semper reformanda”, que quer dizer: Igreja reformada, sempre reformando. A Igreja não pode se acomodar, que nós possamos ter a mesma coragem e fidelidade de tantos outros servos do Senhor para “combater o bom combate” (1Tm 6:12), defendendo, proclamando e testemunhando o Evangelho de Jesus Cristo em nossas vidas, na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!

Boa semana,
Lucas Y. Bissoqui

Mais informações:
Conheça as 95 teses de Lutero.
Assista o filme: Lutero / Leia o livro: Heróis da fé - Martinho Lutero.

sábado, 20 de julho de 2013

REBATISMO DE CATÓLICOS NO MEIO EVANGÉLICO E DE OUTRAS RELIGIÕES NO CATOLICISMO

REBATISMO DE CATÓLICOS NO MEIO EVANGÉLICO E DE OUTRAS RELIGIÕES NO CATOLICISMO

IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE DO BRASIL

Na última reunião da Assembléia Geral da IPI do Brasil, realizada em Maringá, PR, de 26 a 31 de janeiro de 2007, foram tomadas importantes decisões sobre três questões litúrgicas relevantes, a saber, rebatismo, ceia para crianças e culto de intercessão pela cura. Passaremos aqui um breve resumo do que foi decidido sobre as referidas matérias, mas é importante que toda a igreja tome conhecimento das questões que foram aprovadas, lendo o documento elaborado pela comissão de exame da IPIB para entender os fundamentos que levaram a Igreja a tomar cada decisão.

QUESTÃO DO REBATISMO

1) Considerando as diferenças que separam a concepção, a liturgia e a intenção do batismo no catolicismo romano e na IPI do Brasil;
2) Considerando as fragilidades da educação cristã ministrada no âmbito do catolicismo romano;
3) Considerando a tradição presbiteriana independente de receber católicos romanos por meio do batismo e profissão de fé;

A Assembléia Geral da IPI do Brasil reunida em Maringá nos dias 26 a 31 de janeiro de 2007 resolve reafirmar que o recebimento de pessoas provenientes da Igreja Católica Apostólica Romana seja feito por meio do batismo.

Contudo,

1) Considerando que os elementos essenciais do batismo cristão estão presentes no batismo católico romano consistindo seu erro no excesso (elementos litúrgicos) e na intenção com que se batiza;
2) Considerando que a eclesiologia protestante ensina que mesmo "as igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro" (CFW, Cap. XXV, V);
3) Considerando que o batismo, segundo nossa teologia, não é essencial para a salvação (Mc 16.16);
4) Considerando que os reformadores (Lutero e Calvino) consideravam válido o batismo católico romano;
5) Considerando que o Espírito de Deus sopra onde quer (Jo 3.8), não ficando circunscrito aos muros denominacionais;
6) Considerando que o respeito à consciência pessoal é uma das maiores riquezas que o protestantismo legou ao mundo moderno;

A Assembléia Geral da IPI do Brasil reunida em Maringá nos dias 26 a 31 de janeiro de 2007 resolve receber extraordinariamente pessoas batizadas na Igreja Católica Apostólica Romana apenas por profissão de fé.

Para a configuração de extraordinariedade os seguintes itens deverão ser observados:
1. Que a iniciativa do pedido de dispensa de batismo seja da própria pessoa podendo o Conselho aprovar ou não a dispensa levando em conta os seguintes itens:
1.1. Que a pessoa renuncie à intercessão de santos católicos romanos junto a Deus e qualquer outro elemento extra-bíblico presente no batismo ministrado por oficiante da Igreja Católica e confesse a validade do batismo feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo;
1.2. Que, preferencialmente, o pedido seja acompanhado da certidão de batismo emitida pela Igreja Católica Apostólica Romana;
1.3. Os demais critérios de exame da experiência de fé e maturidade espiritual aplicados aos candidatos batizados na infância na própria IPI do Brasil aplicam-se ao caso em questão.
2. Caso o (a) solicitante seja acompanhado de filhos (as) menores ou tutelados batizados na Igreja Católica Apostólica Romana, os mesmos deverão ser arrolados como membros da igreja na mesma condição do solicitante.


METODISTA DO BRASIL

Converti-me recentemente, mas fui batizado na Igreja Católica quando criança. Para ser recebido como metodista devo me batizar novamente?

Não, a menos que você queira.
O batismo de adultos será aplicado a pessoas que, não tendo sido batizadas na infância, desejam filiar-se à Igreja Metodista, após professarem publicamente sua fé em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal.
Mas o pastor ou pastora não pode negar o batismo às pessoas que, tendo sido batizadas na Igreja Católica desejam, por questão de consciência e mesmo após orientação pastoral e doutrinária em contrário, submeter-se ao novo ato de batismo.
É importante ter clareza que ninguém se batiza em nome de uma denominação, seja ela qual for.
Os Cânones trazem um esclarecimento simples e preciso a respeito deste assunto: "O Batismo é com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".


IGREJAS EVANGÉLICAS AMERICANAS PASSARÃO A RECONHECER O BATISMO CATÓLICO

Uma decisão histórica da Igreja Católica Romana e um grupo de denominações protestantes dos Estados Unidos deve causar surpresa para religiosos do mundo todo. Na primeira semana de fevereiro deve ser assinado um documento que formaliza a decisão das igrejas reconhecerem o batismo umas das outras. O anúncio vem quase 500 anos depois que a Reforma Protestante dividiu a igreja no mundo todo.
Isso significa que os líderes da Igreja Católica, da Igreja Presbiteriana (EUA), Igreja Cristã Reformada da América do Norte, Igreja Reformada da América e a Igreja Unida de Cristo, selarão o “Acordo Comum de Reconhecimento Mútuo do Batismo”.
A cerimônia ecumênica em Austin, Texas, marca o fim de quase sete anos de debate onde as igrejas evangélicas mencionadas reconhecerão o batismo católico e vice-versa.  Esse acordo mútuo sobre batismos quebra uma tradição secular de católicos sendo rebatizados ao ingressar nas igrejas evangélicas.
O bispo católico Joe Vasquez, da Diocese de Austin declarou em uma entrevista que esse esforço “é parte de nossa resposta à oração onde Jesus pede que sejamos todos um”.
De acordo com uma declaração da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos, publicada em 2010, os cristãos das tradições católica e evangélica sustentam que o batismo é o vínculo sacramental da unidade do Corpo de Cristo, deve ser realizada uma única vez, por um ministro autorizado, com água e usando-se a fórmula trinitária bíblica de invocação “Pai, Filho e Espírito Santo.” O acordo encoraja todas as comunidades cristãs locais a manterem registros de batismo.
Desde 2002, o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos mostrou preocupação com certas práticas batismais distintas e fórmulas verbais (em nome do Criador, Redentor e Santificador) usado por alguns segmentos cristãos. Isso levou os bispos americanos a estudar com outros cristãos a compreensão mútua do batismo. As questões foram analisadas e resolvidas na Reunião Para o Diálogo, promovida pela Igreja Católica Romana dos EUA, que elaborou a primeira versão do acordo.
O documento foi aprovado em 2008 pela Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana (EUA) e em 2010, aceito pelos órgãos diretivos da Igreja Cristã Reformada da América do Norte, da Igreja Reformada da América e da Igreja Unida de Cristo. Com informações Huffington Post

BATISMOS VÁLIDOS PARA IGREJA CATÓLICA

A "Igreja" Católica baseia-se na intenção do ministro do batismo ou da pessoa que recebe o batismo, ou seja, naquilo que ele quer fazer quando realiza o ato do batismo, bem como na fórmula prescrita por Jesus para o Batismo (professando a fé na Santíssima Trindade) e a matéria usada.
Por exemplo: um testemunha de Jeová certamente não poderá conferir um batismo válido, mesmo batizando "em nome do Pai e do Filho de do Espírito Santo" (cf. Mt 28,19), pois não crê na existência da Santíssima Trindade (para eles, o Filho é uma criatura de Deus e o Espírito Santo nada mais é que a força ativa de Deus). Neste caso, será necessário rebatizar a pessoa.
Outro exemplo: um pentecostal pode, muitas vezes, não ministrar corretamente o batismo, simplesmente porque não usa a fórmula correta - ordenada por Jesus (v.nov. Mt 28,19) - resolvendo ministrar o batismo apenas no nome do Senhor Jesus. Também neste caso, o rebatismo será necessário.
Mais um exemplo: uma seita resolve ministrar o batismo usando leite ao invés de água. Não precisa pensar muito para perceber que este batismo é inválido também.
Quando, porém, o batismo é conferido corretamente, isto é, fazendo uso da formúla e matéria corretas e segundo a reta intenção do significado batismal, não se pode batizar novamente, pois o batismo é tido como válido, mesmo ministrado por um herege. Se, por outro lado, houver dúvidas significativas e relevantes quanto à correta ministração do batismo, este poderá ser feito sob condição.
"Cân. 869 - Parágrafo 1 - Havendo dúvida se alguém foi batizado ou se o batismo foi conferido validamente, e a dúvida permanece depois de séria investigação, o batismo lhe seja conferido sob condição.
Parágrafo 2 - Aqueles que foram batizados em comunidade eclesial não-católica não devem ser batizados sob condição, a não ser que, examinada a matéria e a forma das palavras usadas no batismo conferido, e atendendo-se à intenção do batizado adulto e do ministro que batizou, haja séria razão para duvidar da validade do batismo.
Parágrafo 3 - Nos casos mencionados nos parágrafos 1 e 2, se permanecerem duvidosas a celebração ou a validade do batismo, não seja este administrado, senão depois que for exposta ao batizando, se adulto, a doutrina sobre o sacramento do batismo; a ele, ou aos pais, tratando-se de criança, sejam explicadas as razões da dúvida sobre a validade do batismo."

Quais são os batismos válidos e inválidos?
Lendo o Código de Direito Canônico publicado em língua portuguesa pela ed. Loyola, pode-se encontrar uma nota de rodapé referente ao cân. 869, que aborda os casos aceitos de rebatismo. É o que segue abaixo:
"[...]

A) Diversas Igrejas batizam, sem dúvida, validamente; por esta razão, um cristão batizado numa delas não pode ser normalmente rebatizado, nem sequer sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igrejas Orientais ("Ortodoxas", que não estão em comunhão plena com a Igreja católico-romana, das quais, pelo menos, seis se encontram presentes no Brasil);
b) Igreja vétero-católica;
c) Igreja Episcopal do Brasil ("Anglicanos");
d) Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB);
e) Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); 
f) Igreja Metodista.

B) Há diversas Igrejas nas quais, embora não se justifique nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo - p.ex., que o batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário -, alguns de seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito: também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar, nem sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igrejas presbiterianas;
b) Igrejas batistas;
c) Igrejas congregacionalistas;
d) Igrejas adventistas; 
e) a maioria das Igrejas pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Deus é Amor, Igreja Pentecostal "O Brasil para Cristo");
f. Exército da Salvação (este grupo não costuma batizar, mas quando o faz, realiza-o de modo válido quanto ao rito).

C. Há Igrejas de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igreja Pentecostal Unida do Brasil (esta Igreja batiza apenas "em nome do Senhor Jesus", e não em nome da Santíssima Trindade);
b) "Igrejas Brasileiras" (embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria ou à forma empregadas pelas "Igrejas Brasileiras", contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção de seus ministros; conforme Comunicado Mensal da CNBB, setembro de 1973, p. 1227, c, nº 4; cf. também, no Guia Ecumênico, o verbete "Brasileiras, Igrejas");
c) Mórmons (negam a divindade de Cristo, no sentido autêntico e, conseqüentemente, o seu papel redentor).

D) Com certeza, batizam invalidamente:
a) Testemunhas de Jeová (negam a fé na Trindade);
b) Ciência Cristã (o rito que pratica, sob o nome de batismo, tem matéria e forma certamente inválidas. Algo semelhante se pode dizer de certos ritos que, sob o nome de batismo, são praticados por alguns grupos religiosos não-cristãos, como a Umbanda)."

[Obs.: Os grifos efetuados na transcrição acima são baseados no texto de Carlos M Nabeto, retirado do site yahoo respostas]


domingo, 30 de junho de 2013

UM PAPA QUE ERA PAPISA


Em plena Idade Média, na noite de 28 de janeiro do ano 814, nascia em uma família de camponeses, na aldeia alemã de Ingelheim, uma menina chamada Joana. Quando adulta, ela seria a única mulher a exercer a função de papa na história da humanidade. Filha de um missionário da Igreja Católica, a menina foi criada sob os rígidos ditames da religião, que naquela época reservava às mulheres poucos direitos e lhes impunha muitas proibições, como a alfabetização. Joana viveu questionando os cânones de seu tempo, aprendeu o latim e o grego antes dos 10 anos de idade e aos 16 adotou a identidade do irmão morto numa batalha. Tudo isso para assumir funções eclesiásticas num monastério beneditino. Tornou-se papa entre 851 e 853 e morreu ao dar à luz uma criança quando tinha 42 anos.
A sua curiosa e desconhecida trajetória já foi levada às telas na década de 1970 em um filme protagonizado pela atriz Liv Ullman. Agora, volta com mais apelo em uma produção alemã dirigida pelo cineasta Sonke Wortmann. O filme baseia-se no livro "Papisa Joana" (Geração Editorial), da escritora inglesa Donna Woolfolk Cross, que acaba de ser lançado no Brasil. A autora construiu um romance sustentado por informações obtidas em arquivos da Igreja e reconstituiu a vida de Joana. Segundo a autora, a história da papisa era considerada uma realidade até o século XVII, quando disputas religiosas teriam levado o Vaticano a ordenar a destruição das provas de sua existência. Um dos registros é um julgamento ocorrido em 1413 em que João Hus, acusado de heresia, cita em sua defesa a falibilidade do papa e para sustentar sua tese menciona o fato de Joana ter sido eleita pontífice mesmo sendo uma mulher.
Além de obras de arte que retratam a papisa, há um outro dado intrigante: João XX teria ordenado uma investigação rigorosa nos documentos eclesiásticos sobre Joana. Isso em 1276. Após a conclusão dos estudos, ele mudou seu nome para João XXI, reconhecendo o papado da religiosa. Na história criada pela autora, Joana é movida por um forte pragmatismo e inteligência. Questiona os dogmas da Igreja e conquista a simpatia de um sábio grego que lhe concede o privilégio de estudar numa instituição de ensino. Apesar de ser constantemente perseguida por colegas e autoridades, ela consegue permanecer um ano na escola até que o ataque de um exército bárbaro ao seu vilarejo extermina a maioria de seus habitantes. Entre as vítimas está seu irmão, identidade que ela assumiu para seguir em frente com os seus objetivos. Joana cortou o cabelo, mudou suas vestes, fingiu ser homem e passou a ser chamada João Ânglico. É com esse nome que se tornou conhecida por seus supostos dons de evitar a transmissão da hanseníase: uma de suas providências, verdadeiro sacrilégio na época, foi fazer com que cada pessoa na missa molhasse na taça de vinho a hóstia com a qual comungaria, abolindo assim o hábito secular em que todos os fiéis bebiam um gole do vinho no mesmo recipiente. A história correu as aldeias, ela passou a ser conhecida em diversas regiões da Europa e em alguns anos tornou-se a médica do próprio papa Leão IV.
É assim que conquista a confiança de seus colegas até ser consagrada por unanimidade a nova pontífice de Roma. Ela traz de seu passado, porém, um amor proibido que reencontra quando já exerce o mais alto cargo da Igreja. Engravida, consegue disfarçar essa condição ao longo de nove meses (aparecendo raramente em público), mas é desmascarada ao dar à luz uma menina na rua, enquanto se dirigia para a Igreja de Latrão, entre o Coliseu de Roma e a Igreja de São Clemente. Joana e a filha morrem no momento do parto - ela encerra assim o seu papado de dois anos, um mês e quatro dias. A dúvida sobre sua existência talvez nunca se desvaneça totalmente, já que se trata de um período histórico marcado pelo terror, pelo obscurantismo e pelas guerras. Sua trajetória foi lembrada pela primeira vez no século XIII pelo escritor Esteban de Borbón, porém sem provas. Em 1886, ela voltou a ser difundida pelo grego Emmanuel Royidios (traduzido para o inglês por Lawrence Durrell). A autora Donna lança mão da criatividade, mas garante que conteve os seus "saltos imaginativos": "Os detalhes do século IX com que compus o cenário do livro, por estranhos e selvagens que pareçam hoje, são todos verdadeiros."

Outra versão diz que, apesar de ter sido fácil ocultar sua gravidez, devido às vestes folgadas dos Papas, acabou por ser acometida pelas dores do parto em meio a uma procissão numa rua estreita, entre o Coliseu de Roma e a Igreja de São Clemente, e deu à luz perante a multidão.
As versões divergem também sobre este ponto, mas todas coincidem em que a multidão reagiu com indignação, por considerar que o trono de São Pedro havia sido profanado. João/Joana teria sido amarrada num cavalo e apedrejada até à morte. Neste trajeto depois foi posta uma estátua de uma donzela com uma criança no colo com a inscrição "Parce Pater Patrum, Papissae Proditum Partum", conforme mais tarde 1375 atestado pelo "Mirabilia Urbis Romae"


quarta-feira, 3 de abril de 2013

DreamWorks planeja filme sobre escândalos na Igreja Católica


Segundo notícia veiculada pela UOL no último 03/04/2013, a DreamWorks planeja lançar em breve um filme sobre os escândalos de abusos sexuais praticados contra menores de idade por padres e outros membros da Igreja Católica.

O estúdio e a Participant Media compraram os direitos do material apurado pelos repórteres do jornal The Boston Globe e vencedores do Pulitzer Prize em 2002 que investigaram os escândalos da Igreja Católica em Massachusetts (EUA).

Tom McCarthy deverá dirigir o longa, e contará com a ajuda de Josh Singer para assinar o roteiro.

"A cobertura do Boston Globe no escândalo sobre os padres da Igreja abriu as portas para uma grande história que teve ramificações ao redor do mundo", disse Holly Bario, presidente da DreamWorks. "A história de como este time de editores e repórteres descobriram a verdade se transformará num dramático filme".

Stefano Rellandini/Reuters

quinta-feira, 14 de março de 2013

PAPA FRANCISCO - ELEITO EM 13.03.2013, É ARGENTINO

A Igreja Católica confirmou às 20h14 (16h14 de Brasília) desta quarta-feira (13) quem é seu novo papa: o cardeal Jorge Mario Bergoglio da Argentina, foi o escolhido para suceder Bento 16 no conclave que começou na terça-feira (12) e terminou hoje, às 19h07 (15h07 de Brasília), quando a fumaça branca tomou a praça São Pedro, após cinco escrutínios.

O nome do novo papa foi revelado após o famoso "Anuntio vobis gaudium, habemus Papam", feito pelo cardeal francês Jean-Louis Tauran. O nome papal escolhido pelo cardeal Bergoglio é Francisco 1º.

Jorge Mario Bergoglio, que nasceu em 17 de dezembro de 1936, se tornou arcebispo de Buenos Aires desde 1998 e foi nomeado cardeal em 2001, por João Paulo 2º, é o primeiro papa latino-americano da história da Igreja Católica.

Primeiro Papa da América Latina!

DECLARAÇÃO DO ELEITO!

"Parece que os cardeais foram buscar-me ao fim do mundo", afirmou o Papa Francisco I, o argentino Jorge Mario Bergoglio, nas suas primeiras palavras na varanda da Basílica de S. Pedro, esta quarta-feira. O primeiro Papa latino-americano e também o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica fez um apelo à oração pelo seu antecessor Bento XVI e convidou os fiéis a "empreeender um caminho de fraternidade, de amor" e de "evangelização" e pediu à multidão um minuto de silêncio: "Rezem por mim e deem-me a vossa benção".

"Habemus papam"! Coube ao protodiácono, o cardeal francês Jean-Louis Tauran, fazer o anúncio oficial. Foi eleito Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, arcebispo emérito de Buenos Aires, que será desiganado Francisco I. Às 19.14 horas da varanda da Basílica de S. Pedro foi anunciada oficialmente a eleição do sucessor de Bento XVI.

O argentino Jorge Mario Bergoglio, arcebispo emérito de Buenos Aires, Argentina, é um sacerdote de origem jesuíta. As suas primeiras palavras na varanda da basílica de S. Pedro simples: "Os cardeais foram buscar-me ao fim do mundo". De seguida dirigiu palavras de saudação a Bento XVI.

Antes da benção "urbi et orbi", Francisco I pediu um período de silêncio, "um favor", para que o povo pedisse que o Senhor o abençoasse e dirigiu um apelo à fraternidade no seio da Igreja.

O fumo branco saiu da chaminé da Capela Sistina à 19.05 horas (hora de Portugal continental) assinalando a eleição de um novo papa pelos 115 cardeais eleitores para suceder a Bento XVI.

Para conhecer o nome do novo Papa foi necessário esperar que o novo líder da Igreja Católica aceitasse a nomeação e escolhesse um nome antes que o protodiácono, o cardeal francês Jean-Louis Tauran, se apresentasse para o anúncio oficial ("habemus papam"). Só então o novo Papa se apresenta na varanda da Basílica de S. Pedro.

OPINIÕES:

O teólogo brasileiro Leonardo Boff declarou hoje à ANSA, que ficou "surpreso" com a "rápida" eleição do novo papa.

"A verdade é que estou surpreso, eu não posso dizer nada sobre o novo papa, é preciso esperar, mas a escolha foi rápida, tão rápida, que é surpreendente, só gostaria que o papa eleito --o qual não conhecemos ainda-- seja um Francisco I, um papa de sandálias para caminhar", disse Boff, em uma entrevista telefônica.

Os cardeais eleitores chegaram nesta quarta-feira (13) a um consenso sobre a escolha do sucessor do papa emérito Bento XVI. O conclave durou dois dias.

QUEM É JORGE MÁRIO BERGOGLIO

Nascimento: 17/12/1936, em Buenos Aires - Argentina.
Educação: Colégio Máximo "San Jose" (filosofia e teologia).
Sacerdócio: 13/12/1969 para a Sociedade de Jesus.
Ministério Pastoral: mestre de noviços; professor; reitor de colégio; provincial ; diretor espiritual; confessor.
Episcopado: 27/06/1992 como Bispo Auxiliar de Buenos Aires; promovido a Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires em 3/06/1997; sucedeu como Arcebispo de Buenos Aires em 6/11/1998.
Cardinalato: 21/02/2001 com o título de São Roberto Belarmino.

Participou do conclave que elegeu o Papa Bento XVI.

NOMES E O PERÍODO DE PONTIFICADO DE TODOS OS PAPAS DA HISTÓRIA

1) São Pedro (33 a 67) - Pensamento particular da Igreja Católica
2) São Lino (67 a 76)
3) Santo Anacleto (76 a 88)
4) São Clemente I (88 a 97)
5) Santo Evaristo (97 a 105)
6) Santo Alexandre I (105 a 115)
7) São Sisto I (115 a 125)
8) São Telésforo (125 a 136)
9) Santo Higino (136 a 140)
10) São Pio I (140 a 154)
11) Santo Aniceto (155 a 166)
12) São Sotero (166 a 174)
13) Santo Eleutério (174 a 189)
14) São Vitor I (189 a 199)
15) São Zeferino (199 a 217)
16) São Calisto I (217 a 222)
17) Santo Urbano I (222 a 230)
18) São Ponciano (230 a 235)
19) Santo Antero (235 a 236)
20) São Fabiano (236 a 250)
21) São Cornélio (251 a 253)
22) São Lúcio I (253 a 254)
23) Santo Estevão I (254 a 257)
24) São Sisto II (257 a 258)
25) São Dionísio (259 a 268)
26) São Félix I (269 a 274)
27) Santo Eutiquiano (275 a 283)
28) São Caio (283 a 296)
29) São Marcelino (296 a 304)
30) São Marcelo I (308 a 309)
31) Santo Eusébio (309 a 310)
32) São Melquíades (311 a 314)
33) São Silvestre I (314 a 335)
34) São Marcos (336)
35) São Júlio I (337 a 352)
36) Libério (352 a 366)
37) São Dâmaso I (366 a 384)
38) São Sirício (384 a 399)
39) Santo Anastácio I (399 a 401)
40) Santo Inocêncio I (401 a 417)
41) São Zósimo (417 a 418)
42) São Bonifácio I (418 a 422)
43) São Celestino I (422 a 432)
44) São Sisto III (432 a 440)
45) São Leão Magno (440 a 461)
46) Santo Hilário (461 a 468)
47) São Simplício (468 a 483)
48) São Félix III (II) (493 a 492)
49) São Galásio I (492 a 496)
50) Anastácio II (496 a 498)
51) São Símaco (498 a 514)
52) São Hormisdas (514 a 523)
53) São João I (523 a 526)
54) São Félix IV (III) (526 a 530)
55) Bonifácio II (530 a 532)
56) João II (533 a 535)
57) Santo Agapito I (535 a 536)
58) São Silvério (536 a 537)
59) Vigílio (537 a 555)
60) Pelágio I (556 a 561)
61) João III (561 a 574)
62) Bento I (575 a 579)
63) Pelágio II (579 a 590)
64) São Gregório I (590 a 604)
65) Sabiniano (604 a 607)
66) Bonifácio III (607 a 608)
67) São Bonifácio IV (608 a 615)
68) São Adeodato I (615 a 618)
69) Bonifácio V (619 a 625)
70) Honório I (625 a 638)
71) Severino (640)
72) João IV (640 a 642)
73) Teodoro I (642 a 649)
74) São Martinho I (649 a 655)
75) Santo Eugênio I (655 a 657)
76) São Vitaliano (657 a 672)
77) Adeodato II (672 a 676)
78) Dono (676 a 678)
79) Santo Ágato (678 a 681)
80) São Leão II (682 a 683)
81) São Bento II (684 a 685)
82) João V (685 a 686)
83) Cônon (686 a 687)
84) São Sérgio I (687 a 701)
85) João VI (701 a 705)
86) João VII (705 a 707)
87) Sisínio (707 a 708)
88) Constantino I (708 a 715)
89) São Gregório II (715 a 731)
90) São Gregório III (731 a 741)
91) São Zacarias (741 a 752)
92) Estevão II (752 a 757)
93) São Paulo I (757 a 767)
94) Estevão III (768 a 772)
95) Adriano I (772 a 795)
96) São Leão III (795 a 816)
97) Estevão IV (816 a 817)
98) São Pascoal I (817 a 824)
99) Eugênio II (824 a 827)
100 ) Valentim I (827)
101) Gregório IV (827 a 844)
102) Sério II (844 a 847)
103) São Leão IV (847 a 855)
104) Bento III (855 a 858)
105) São Nicolau I (858 a 867)
106) Adriano II (867 a 872)
107) João VIII (872 a 882)
108) Mariano I (882 a 884)
109) Santo Adriano III (884 a 885)
110) Estevão V (885 a 891)
111) Formoso (891 a 896)
112) Bonifácio VI (896)
113) Estêvão VI (896 a 897)
114) Romano (897)
115) Teodoro II (897)
116) João IX (898 a 900)
117) Bento IV (900 a 903)
118) Leão V (903)
119) Sérgio III (904 a 911)
120) Anastácio III (911 a 913)
121) Lando (913 a 914)
122) João X (914 a 928)
123) Leão VI (928)
124) Estevão VII (929 a 931)
125) João XI (931 a 935)
126) Leão VII (936 a 939)
127) Estêvão VIII (939 a 942)
128) Marino II (942 a 946)
129) Agapito II (946 a 955)
130) João XII (955 a 964)
131) Leão VIII (964 a 965)
132) Bento V (965)
133) João XIII (965 a 972)
134) Bento VI (973 a 974)
135) Bento VII (974 a 983)
136) João XIV (983 a 984)
137) João XV (984 a 996)
138) Gregório V (996 a 999)
139) Silvestre II (999 a 1003)
140) João XVII (1003)
141) João XVIII (1003 a 1009)
142) Sérgio IV (1009 a 1012)
143) Bento VIII (1012 a 1024)
144) João XIX (1024 a 1032)
145) Bento IX (1032 a 1044)
146) Silvestre III (1044)
147) Bento IX (2ª vez) (1045)
148) Gregório VI (1045 a 1046)
149) Clemente II (1046 a 1047)
150) Bento IX (3ª vez) (1047 a 1048)
151) Dâmaso II (1048)
152) São Leão IX (1049 a 1054)
153) Vitor II (1055 a 1057)
154) Estêvão X (1057 a 1059)
155) Nicolau II (1059 a 1061)
156) Alexandre II (1061 a 1073)
157) São Gregório VII (1073 a 1085)
158) Beato Vitor III (1086 a 1087)
159) Beato Urbano II (1088 a 1099)
160) Pascoal II (1099 a 1118)
161) Gelásio II (1118 a 1119)
162) Calisto II (1119 a 1124)
163) Honório II 91124 a 1130)
164) Inocêncio II (1130 a 1143)
165) Celestino II (1143 a 1144)
166) Lúcio II (1144 a 1145)
167) Beato Eugênio III (1145 a 1153)
168) Anastácio IV (1153 a 1154)
169) Adriano IV (1154 a 1159)
170) Alexandre III (1159 a 1181)
171) Lúcio III (1181 a 1185)
172) Urbano III (1185 a 1187)
173) Gregório VIII (1187)
174) Clemente III (1187 a 1191)
175) Celestino III (1191 a 1198)
176) Inocêncio III (1198 a 1216)
177) Honório III (1216 a 1227)
178) Gregório IX (1227 a 1241)
179) Celestino IV (1241)
180) Inocêncio IV (1243 a 1254)
181) Alexandre IV (1254 a 1261)
182) Urbano IV (1261 a 1264)
183) Clemente IV (1265 a 1268)
184) Beato Gregório X (1271 a 1276)
185) Beato Inocêncio V (1276)
186) Adriano V (1276)
187) João XXI (1276 a 1277)
188) Nicolau III (1277 a 1280)
189) Matinho IV (1281 a 1285)
190) Honório IV (1286 a 1287)
191) Nicolau IV (1288 a 1292)
192) São Celestino V (1293 a 1294)
193) Bonifácio VIII (1294 a 1303)
194) Beato Bento XI (1303 a 1304)
195) Clemente V (1305 a 1314)
196) João XXII (1316 a 1334)
197) Bento XII (1334 a 1342)
198) Clemente VI (1342 a 1352)
199) Inocêncio VI (1352 a 1362)
200) Bento Urbano V (1362 a 1370)
201) Gregório XI (1370 a 1378)
202) Urbano VI (1378 a 1389)
203) Bonifácio IX (1389 a 1404)
204) Inocêncio VII (1404 a 1406)
205) Gregório XII (1406 a 1415)
206) Martinho V (1417 a 1431)
207) Eugênio IV (1431 a 1447)
208) Nicolau V (1447 a 1455)
209) Calisto III (1455 a 1458)
210) Pio II (1458 a 1464)
211) Paulo II (1464 a 1471)
212) Sisto IV (1471 a 1484)
213) Inocêncio VIII (1484 a 1492)
214) Alexandre VI (1492 a 1503)
215) Pio III (1503)
216) Júlio II (1503 a 1513)
217) Leão X (1513 a 1521)
218) Adriano VI (1522 a 1523)
219) Clemente VII (1523 a 1534)
220) Paulo III (1534 a 1549)
221) Júlio III (1550 a 1555)
222) Marcelo II (1555)
223) Paulo IV (1555 a 1559)
224) Pio IV (1559 a 1565)
225) São Pio V (1566 a 1572)
226) Gregório XIII (1572 a 1585)
227) Sisto V (1585 a 1590)
228) Urbano VII (1590)
229) Gregório XIV (1590 a 1591)
230) Inocêncio IX (1591)
231) Clemente VIII (1592 a 1605)
232) Leão XI (1605)
233) Paulo V (1605 a 1621)
234) Gregório XV (1621 a 1623)
235) Urbano VIII (1623 a 1644)
236) Inocêncio X (1644 a 1655)
237) Alexandre VII (1655 a 1667)
238) Clemente IX (1667 a 1669)
239) Clemente X (1670 a 1676)
240) Beato Inocêncio XI (1676 a 1689)
241) Alexandre VIII (1689 a 1691)
242) Inocêncio XII (1691 a 1700)
243) Clemente XI (1700 a 1721)
244) Inocêncio XIII (1721 a 1724)
245) Bento XIII (1724 a 1730)
246) Clemente XII (1730 a 1740)
247) Bento XIV (1740 a 1758)
248) Clemente XIII (1758 a 1769)
249) Clemente XIV (1769 a 1774)
250) Pio VI (1775 a 1799)
251) Pio VII (1800 a 1823)
252) Leão XII (1823 a 1829)
253) Pio VIII (1829 a 1830)
254) Gregório XVI (1831 a 1846)
255) Pio IX (1846 a 1878)
256) Leão XIII (1878 a 1903)
257) São Pio X (1903 a 1914)
258) Bento XV (1914 a 1922)
259) Pio XI (1922 a 1939)
260) Pio XII (1939 a 1958)
261) João XXIII (1958 a 1963)
262) Paulo VI (1963 a 1978)
263) João Paulo I (1978)
264) João Paulo II (1978 a 2005)
265) Bento XVI (desde 2005 a 2013)
266) Francisco (2013 a ...)

sábado, 2 de março de 2013

PAPA JOÃO PAULO I - MITOS E VERDADES QUE VÃO PERDURAR ATÉ A ETERNIDADE

O Papa João Paulo I, nascido Albino Luciani (Forno di Canale, 17 de outubro de 1912) é oriundo de família humilde.

Era filho de Giovanni Luciani, um modesto operário de uma fábrica de vidros e de BortolaTancon, uma boa católica como era conhecida.

Como temiam pela sua vida, ele foi batizado no mesmo dia, pela própria parteira, em sua casa.

Seu pai era um militante socialista e sua mãe uma simples doméstica.

Foi Dona Bortola que com muito esforço conseguiu encaminhar os primeiros passos escolares do filho.

Em outubro de 1928 Albino entrou no seminário gregoriano em Belluno e tornou-se sub-diácono em 1934.

Foi ordenado para o sacerdócio, na Igreja de São Pedro de Belluno em 7 de julho do ano seguinte, assumindo dois dias depois a paróquia de Canale d 'Agordo.

Porém, não ficou muito tempo ocupando esta posição, logo em 18 de dezembro foi chamado para ser instrutor de religião no Instituto Técnico para Mineiros. Falam os comentaristas que sua popularidade começou aí.

Dono de um sorriso ímpar, ele falava as coisas mais sérias e contundente sempre com um sorriso amoroso nos lábios.

Característica que o acompanhou por toda a vida e que fazia com que suas palavras inspirassem e animassem todas as pessoas que dele se aproximavam.

Governou a Santa Sé durante apenas 33 dias, entre 26 de agosto de 1978 até a data da sua morte, em 28 de setembro de 1978.

Tornou-se rapidamente conhecido na Cúria Romana pelo apelido de "Papa do Sorriso", por sua afabilidade.

Foi o primeiro Papa desde Clemente V a recusar uma coroação formal, cerimónia não oficialmente abolida, ficando a cargo do eleito escolher como quer iniciar seu pontificado.

Contudo, desde então, os papas eleitos têm optado por uma cerimônia de "início do pontificado", com a respectiva entronização e o juramento de fidelidade.

Também foi pioneiro ao adotar um nome papal duplo.

Seu nome papal duplo foi uma homenagem aos seus dois antecessores, Paulo VI e João XXIII.

Antes de ser Papa, Luciani foi Patriarca de Veneza e não tinha ambição alguma, nunca tendo sonhado em ser papa.

Foi o primeiro Papa a nascer no século XX.

O momento de sua morte, apenas um mês depois de sua eleição para o papado, e alegadas dificuldades do Vaticano com os procedimentos cerimoniais e legais, juntamente com declarações inconsistentes feitas após a morte, fomentaram várias teorias da conspiração.

Para o escritor inglês David Yallop, autor do livro "Em Nome de Deus" – (uma investigação do assassinato do papa João Paulo I), Albino Luciani teria sido eleito PAPA pelos conservadores simplesmente para cumprir ordens.

Mas, ao demonstrar carisma, liderança e, principalmente, disposição para reformar os quadros e interferir no comando do Banco do Vaticano, teria despertado o receio de determinado grupo de prelados.

John Cornwel quem investigou mais seriamente o episódio e deu consistência à trama no Livro "Um Ladrão na Noite".

Ex-seminarista, Cornwel foi estimulado pela própria Igreja a produzir uma obra conclusiva que pudesse desmantelar as teorias conspiratórias sobre a morte do papa.

Mas, para o desespero do Vaticano, manteve a dúvida no ar: “João Paulo quase com certeza morreu de embolia pulmonar. Necessitava de descanso e medicação. Se estes tivessem sido receitados, ele provavelmente teria sobrevivido. As advertências de uma doença mortal estavam claras, à vista de todos. Pouco ou nada foi feito para socorrê-lo”.

UM PAPA COM UM PROJETO REVOLUCIONÁRIO:

A Cúria estava acostumada a um Papa que conhecia o seu lugar, que atuava através dos canais burocráticos. Mas aquele Papa circulava por toda parte, se intrometia em tudo, e a pior de tudo, queria fazer mudanças.

Ironicamente, nas três primeiras semanas de seu Pontificado, Albino Luciani já dera os primeiros passos significativos para inverter a posição da Igreja Católica na questão do controle artificial da natalidade.

Para Luciani, Cor Unum (Conselho Pontifical) era um elemento vital em sua filosofia de que as finanças do Vaticano deveriam ser inspiradas pelo Evangelho.

O clero de Veneza afiançava que lá ele havia vendido bens da Igreia para ajudar os pobres.

Estava determinado a levar a Igreja de volta a suas origens, de volta à simplicidade, honestidade, ideais e aspirações de Jesus Cristo.

Segundo algumas pessoas próximas, estava determinado a vender os bens da Igreia para ajudar os pobres.

Luciani já causara consternação entre os oficiais da Guarda Suiça ao conversar com homens de sentinela e também pedir que se abstivessem de ajoelhar-se cada vez que se aproximava. Ele comentou para o Padre Magee: — Quem sou eu para que se ajoelhem na minha presença?

Humilde, não se sentia confortável com a frequência de sua aparição na televisão e todos os domingos na sacada para o Angelus. Disse, também, o quanto detestava a idéia de ser virtualmente carregado nos ombros de outros homens.

Sua caridade lhe rendera até o apelido de "papa do Terceiro Mundo", de parte sobretudo dos animados bispos latino-americanos.

Preferia ser chamado de Pastor ao invés de Pontífice.

Suas palavras eram simples, para desespero dos intelectuais. Gostava de ilustrar seus sermões com história do povo.

Outros, antes dele, tiveram o mesmo sonho, mas ninguém se mostrou tão determinado como ele, para surpresa de muitos!

E isso, segundo uma corrente de historiadores, teria lhe custado a própria vida.

FONTES:
- Livro "Um Ladrão na Noite" de John Cornwel
- Livro "Em Nome de Deus" de David Yallop
- Wikipédia, a enciclopédia livre.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

NÚMERO DE CATÓLICOS NO MUNDO

Número de católicos no mundo chega a 1,2 bilhão

Redação Internacional, 28 fev (EFE).- Os católicos no mundo já são cerca de 1,2 bilhão, ao ser registrado um aumento de 1,3% em 2010 com relação aos 1,18 bilhão contabilizados em 2009, segundo o Anuário Estatístico da Igreja publicado em 2012.

Por continentes, o maior número de católicos está na América, com cerca de 586 milhões, seguido de 285 milhões na Europa, 186 milhões na África, 130 milhões na Ásia e 9,5 milhões na Oceania.

Os últimos dados sobre o número de católicos aparecem no Anuário Estatístico da Igreja, atualizado no dia 31 de dezembro de 2010 e que foi apresentado em março de 2012 pelo papa Bento XVI.

A análise, elaborada com os dados das 2.966 circunscrições da Igreja Católica, mostra que a distribuição dos católicos caiu na América do Sul, que passou em 2010 de 28,54% a 28,34% do total.

Esse número também diminuiu na Europa, que em 2009 contava com 24,05% e um ano depois, tinha 23,83%, frente aos aumentos registrados no sudeste da Ásia e na África.

O número de bispos aumentou em 2010 até os 5.104, frente aos 5.065 de 2009, o que representa uma alta de 0,77%.

A tendência de aumento no número de sacerdotes continuou em 2010 e chegou a 412.236, 1.643 a mais que em 2009.

O documento reflete um diminuição na Europa (905 a menos), frente aos aumentos na África (761 a mais), América (40 a mais), Ásia (1.695 a mais) e Oceania (52 a mais).

Também subiu o número de religiosos não sacerdotes: de 54.229 em 2009 frente a 54.665 em 2010; e o de diáconos permanentes: de 38.155 em 2009 a 39.564 em 2010.

No entanto, o número de religiosas professas diminuiu de 729.371 em 2009 a 721.935 em 2010.

O Brasil continua como o país mais católico do mundo, com cerca de 163 milhões de batizados, seguido pelo México com 99 milhões, Filipinas (77 milhões) e Estados Unidos (69 milhões).

Na Europa, o país com maior número de batizados é a Itália (com 55 milhões), seguido pela França (47 milhões) e Espanha (42 milhões).

Entre 2009 e 2010, o número de batizados católicos no mundo permaneceu estável, em torno de 17,5% da população mundial.

Por continentes, os batizados diminuíram na América do Sul, passando de 28,54% a 28,34% e na Europa, de 24,05% a 23,83%.

Contudo, esse número aumentou na África (de 15,15% a 15,55%) e no sul oriental da Ásia (de 10,41% a 10,87%).

No Oriente Médio, o Líbano é o único país onde mais da metade de seus habitantes (52%) são católicos.

Na África, o país com maior número de católicos é a República Democrática do Congo, com 55% da população, seguido da Nigéria (50%).EFE

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Após renúncia, Ratzinger seguirá sendo chamado de Bento XVI

O papa Joseph Ratzinger será chamado de Bento XVI, bispo emérito de Roma, a partir do dia 28, quando deixará o Vaticano de helicóptero rumo a Castelgandolfo, onde permanecerá até o final de abril, informou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

Essa decisão, anunciada enquanto Bento XVI está em retiro espiritual com cardeais da Cúria Romana, é uma das poucas certezas oficiais até agora. Outras indagações da imprensa, apresentadas ontem a Lombardi durante uma entrevista coletiva, receberam respostas evasivas ou conjecturas que ainda dependem de confirmação.

Não se sabe ainda como o papa renunciante se vestirá. Provavelmente usará batina ou clergyman (terno eclesiástico), mas sem as insígnias papais. O anel com o selo papal, usado no dedo anular da mão direita, será destruído para significar o fim do pontificado.

Lombardi afirmou que Bento XVI não deverá se afastar do mosteiro Mater Eclesia, nos jardins do Vaticano, onde se refugiará a partir de maio, para ali passar o resto da vida em oração, em companhia de seu secretário, o arcebispo Georg Gänswei, que continuará no cargo de prefeito da Casa Pontifícia, e de um grupo de freiras. “Não estão previstas aparições públicas”, adiantou.

A Radio Vaticano informou que 117 cardeais eleitores participarão do conclave, entre eles o alemão Walter Kasper e o italiano Severino Poletto, que completarão 80 anos em março, idade limite para votar na escolha do novo papa. Pela constituição Universi Dominici Gregis (De Todo o Rebanho do Senhor), não entram no conclave quem tiver completado 80 anos antes de ser declarada a Sé Vacante, pela morte e, no caso, renúncia do papa. Mas o número de participantes vai cair para 116, porque o cardeal indonésio Julius Darmaatmadja, de 78 anos, anunciou que não irá a Roma, por estar doente.

A emissora do Vaticano também divulgou estatísticas sobre a afluência de fiéis nas 348 audiências gerais que Bento XVI presidiu, de 27 de abril de 2005 até dezembro de 2012, em quase oito anos de pontificado: 4.982.600 pessoas, com maior participação em 2006, quando o número chegou a 1.031.500.

Quebrando a tradição de anunciar nomeações de bispos brasileiros às quartas-feiras, o papa nomeou ontem padre Marco Aurélio Gubiotti, de 49 anos, mineiro de Ouro Fino, para a diocese de Itabira-Fabriciano, e padre Gabriele Marchesi, de 60 anos, italiano de Incisa Valdarno, para a diocese de Floresta, em Pernambuco. Anteontem, o padre gaúcho José Mário Angonese foi nomeado bispo auxiliar de Curitiba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA - ENTENDENDO A SUA ORIGEM

A Santa Casa de Misericórdia é uma irmandade que tem como missão o tratamento e sustento a enfermos e inválidos. Sua orientação remonta ao Compromisso da Misericórdia de Lisboa.

Em Portugal

A instituição remonta à fundação, em 1498, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pelo Frei Miguel Contreiras, com o apoio da rainha D. Leonor, de quem era confessor.

Destinada inicialmente a atender a população mais necessitada (alimentar os famintos, assistir aos enfermos, consolar os tristes, educar os enjeitados e sepultar os mortos), mais tarde passou ainda a prestar assistência aos "expostos" - recém-nascidos abandonados numa roda para que não se conhecessem os pais. Essa obrigatoriedade foi confirmada pelos Alvarás-Régios de 22 de Agosto de 1654 e de 22 de Dezembro de 1656.

Atualmente, a instituição está presente em todo o país, sendo a de maior porte a de Lisboa, que se encontra no Largo Trindade Coelho, entre o Chiado e o Bairro Alto. Este largo é denominado popularmente como Largo da Misericórdia ou Largo do Cauteleiro, devido à estátua representando um cauteleiro no largo, que evoca a lotaria e os jogos organizados pela Santa Casa.

Tendo o Estado português concedido à instituição o direito de monopolizar o jogo no país, obtém recursos das seguintes lotarias: EuroMilhões, Totoloto, Totobola, Loto 2, Joker, Lotaria Clássica, Lotaria Popular e Instantânea.

Nos Açores

A data de fundação da Misericórdia de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria é anterior a 1536, sendo considerada a mais antiga do arquipélago.
A da Horta foi fundada em algum momento entre 1500 e 1522.

No Brasil

No Brasil, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia instalou-se em Olinda desde 1539, e logo depois em Santos (1543), e em Vitória (1545) sendo a primeira instituição hospitalar do país, destinada a atender aos enfermos dos navios do porto e moradores.
Em Salvador (1549), onde realiza-se trabalhos sociais e filantrópicos até hoje. Na cidade de São Paulo, está presente desde 1560 aproximadamente.

Com a fundação do município do Rio de Janeiro, a cidade também passaria a contar com a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, instalada pelo Padre José de Anchieta para socorrer os tripulantes da esquadra do Almirante Diogo Flores Valdez, aportada à baía de Guanabara em 25 de março de 1582 com escorbuto a bordo. Nesta cidade, responsabilizou-se, secularmente, pela administração dos cemitérios.

Em Porto Alegre, existe atualmente o chamado Complexo Hospitalar Santa Casa, um conjunto de sete hospitais que atende todas as especialidades médicas para particulares e convênios. Um centro cultural está sendo construído junto ao complexo, aproveitando os prédios históricos da instituição. Há também atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), através de convênio entre o MEC, a UFCSPA e a Santa Casa.

Em Belo Horizonte a Santa Casa é uma empresa que faz parte do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte e é o maior complexo hospitalar do estado.

Hoje a obra está presente em quase todas as capitais e em muitos municípios do interior do país.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Casa_da_Misericórdia

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A MUDANÇA DE PAPA E OS EVANGÉLICOS: POR QUE ACOMPANHAR ESTE PROCESSO?QUAIS SÃO AS IMPLICAÇÕES PARA OS EVANGÉLICOS?

O Papa Bento XVI renunciou!
O mundo todo, especialmente o povo Católico, está surpreso com uma atitude incomum de um Papa, que é a Renúncia.
Apesar de não ser o primeiro papa que renuncia na história da Igreja Católica, já que o último foi Gregório XII, no século XV (1406-1415).
Quanto as causas da renúncia, só o tempo ou a eternidade revelará os verdadeiros motivos.
Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer as obrigações do cargo.
Para Mário Sérgio Cortella, professor de história da religião da PUC-SP, a renúncia de Bento XVI foi sábia. “Um ato de sanidade antes que as circunstâncias da insanidade possam chegar até ele, um homem já idoso”, falou o professor à rádio CBN.
O professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Rafael Rodrigues da Silva afirmou que "nunca será possível" saber as reais motivações da renúncia de Joseph Ratzinger ao cargo, mas, seja por pressões internas ou por problemas de saúde, a decisão não foi tomada do "dia para noite".
Uma coisa é certa: Esta sucessão, quer queiramos ou não, vai afetar a vida de todas as pessoas do mundo, independente da sua religião.
Quanto aos evangélicos, não são poucos os que, por ingenuidade, ou ignorância, dizem: O que temos com isso?
Eu respondo: Tudo! Esta escolha pode, sim, afetar os Evangélicos. Pois, há muito tempo o Vaticano tem se preocupado com o crescimento dos evangélicos na América Latina e na África, como é explicitado pelo próprio Bento XVI em entrevista à Revista Época em 2011:

Papa Bento XVI se diz preocupado com avanço de igrejas evangélicas

O papa Bento XVI expressou nesta sexta-feira (18), sua preocupação pelo avanço das igrejas evangélicas na América Latina e África. Em conversa com jornalistas a bordo do avião que o leva a Cotonou, capital do Benin, o papa afirmou que frente ao desafio dos evangélicos a Igreja Católica tem que oferecer uma mensagem simples, profunda e compreensível.

O papa afirmou que as igrejas evangélicas estão crescendo porque expõem uma mensagem aparentemente compreensiva e uma liturgia participativa que, na realidade, consiste no "sincretismo de religiões". "Isso garante um êxito, mas também resulta em pouca estabilidade", afirmou. Bento XVI disse que é muito importante que o cristianismo não se conceba como um sistema difícil, e tenha uma mensagem universal.

Bento XVI disse que muitas vezes os fiéis que migram para igrejas evangélicas voltam à Igreja Católica ou adotam outras igrejas pentecostais. Por isso, o papa defende uma mensagem "simples, profunda e compreensível" para que não aconteça uma fuga de cristãos para estas igrejas.
FONTE: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/papa-se-diz-preocupado-com-auge-de-igrejas-evangelicas.html

No burburinho e especulações quanto ao nome do novo Papa e os desafios que o aguarda, o Arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Hummes foi muito enfático: "O diálogo com a cultura pós-moderna e com as demais religiões da Ásia e da África, uma igreja mais missionária e o avanço das igrejas evangélicas são alguns dos grandes temas que serão debatidos pelo próximo papa".
FONTE: http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/02/12/renuncia-de-bento-16-pode-levar-igreja-catolica-a-repensar-seu-papel-na-sociedade-dizem-especialistas.htm

O que esperar do novo Papa?
O que esperar do Vaticano, com todo seu poder sobre a política e finanças dos governos mundiais, ainda que ignorado por muitos, para conter o crescimento dos Evangélicos?

Quem está acompanhando as entrevista de teólogos e autoridades católicas, neste momento, vão verificar que o novo Papa já virá sob a pressão de combater o crescimento dos evangélicos.

A postura a ser adotada pode ser um realinhamento de conduta, de forma a tornar a celebração cúltica da Igreja Católica bem parecida com a evangélica, como Bento XVI deixou transparecer, no que defendeu como a necessidade de a Igreja Católica passar a pregar uma mensagem "simples, profunda e compreensível" para que não aconteça uma fuga de cristãos para as igrejas evangélicas, no entanto, não será nenhuma surpresa se a postura adotada não for "tão amistosa".

Isto significa que os evangélicos devem orar, acompanhar com atenção e reflexão nos desdobramentos e na postura que o novo Papa e o Vaticano adotará frente ao povo evangélico para que, pelo pecado da ingenuidade, não sejamos pegos de surpresa.

O nosso desejo sincero é que Deus oriente e abençoe todos os Cardeais na escolha do novo Papa para que este seja um instrumento nas mãos de Deus para colocar a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) nos caminhos que Ele mesmo (Deus), estabeleceu para Ela.

O que nos trás paz como "cristãos" é a certeza de que, seja como for, Deus está e estará conosco!

Rev. Ednaldo Breves - Pastor da Igreja Metodista, Formação em Capelania Hospitalar, Bacharel em Teologia, Pós-Graduaçäo em Teologia

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

EM FEVEREIRO DE 2012, BENTO XVI ATACAVA "CARREIRISTAS" QUE TRAMAVAM SUASUCESSÃO

Raramente um papa fala na primeira pessoa. Na abertura da Quaresma o papa Bento XVI resolveu, estomagado, criticar abertamente os carreiristas que já tramam, com ele vivo e a gozar de boa saúde, para ocupar o trono de São Pedro.

Ratzinger estava irado com as fugas de notícias. Fugas que os jornalistas italianos, recipiendários dos documentos secretos, chamam de “santíssimos vazamentos”.

São notícias vindas da outra margem do rio Tevere, onde não está incrustado o Vaticano, o menor dos estados e a única monarquia teocrática.

Essas “futricas” internas coincidem com um momento delicado para a Santa Fé. O papa Ratzinger encontra dificuldade para adequar o IOR — Instituto para as Obras Religiosas — chamado de Banco do Vaticano, às normas internacionais sobre lavagem de dinheiro sem causa e reciclagem dos capitais lavados em atividades formalmente lícitas.

Com efeito, o papa Ratzinger, em plena abertura da Quaresma, mandou recado duro para os membros da hierarquia da Igreja. E falou na primeira pessoa.

“A soberba está na raiz de todos os pecados”, frisou Ratzinger ao mencionar a “busca pelo poder”. Pelo que informa a mídia europeia, existe internamente, desde o final de 2011, uma luta intestina pela sucessão de Ratzinger. A saúde de Ratzinger está boa, mas a idade avança.
Na mensagem, o papa alerta os fiéis para não confundirem a fé na Igreja com as falhas humanas dos seus integrantes. Algo duro e que procurou atingir os que tramam, nos bastidores e vazamentos, pelo enfraquecimento do poder central e da missão papal.

O certo é que documentos comprometedores chegam à imprensa italiana com frequência. Para se ter ideia deles e do teor conspiratório, o cardeal colombiano Dario Catrillon, um tradicionalista, alertou a Cúria sobre um complô para matar o papa Ratzinger.

Outro “santíssimo documento” é atribuído ao arcebispo de Palermo. Em viagem à China, o cardeal de Palermo, Paolo Romeo, deixou escapar que Bento XVI, apesar do forte esquema de segurança, seria assassinado nos próximos 12 meses. O cardeal desmente, mas sua revelação foi parar em documento enviado diretamente ao papa Ratzinger.

Para uma ala de futriqueiros de saia, quem estaria por trás da manobra seria o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado. Bertone, há anos, acompanha Ratzinger e foi seu vice na Doutrina da Fé, órgão que substituiu o antigo Santo Ofício. Bertone recebeu críticas porque teria sido complacente e imprudente com relação a apurações sobre clérigos pedófilos.

Hoje pela manhã, na inauguração de um centro pediátrico na cidade italiana de Potenza, o cardeal Bertone usou de uma imagem para atacar os integrantes da Igreja que vazam documentos para a imprensa sobre fatos que dizem respeito a interesses internos da instituição.

Para Bertone, eles são os corvos (abutres) inconformados com o vôo de paz e elevado das pombas.

Os esvaziamentos de duas polpudas contas-correntes vaticanas em dois bancos italianos gerou suspeitas das autoridades italianas, no final de 2011.

As suspeitas decorreram porque as operações foram realizadas contra as normas internacionais mínimas a respeito de lavagem de capitais.

O esvaziamento das contas-correntes, frise-se, estavam em desacordo com as leis italianas que seguem as regras impostas pela União Europeia. A respeito, o Vaticano informou tratar-se de movimentações simples e voltadas a cobrir despesas com obras de caridade, como poderia comprovar.

Logo depois do esvaziamento das contas em bancos italianos, o papa Ratzinger determinou, mas parece não conseguir, ou pelo menos com a velocidade desejada, a adequação do Vaticano às normas internacionais protetivas da União Europeia: o Vaticano, como se sabe, não integra a ONU nem a União Europeia.

Ratzinger, na cerimônia que abriu a Quaresma, mostrou disposição de cortar as asas dos que se movimentam para fechar um nome para a sua sucessão.

Evidentemente, sem fumaça branca e sem a inspiração do Espírito Santo, como reza a tradição: o Espírito Santo é quem escolhe o novo papa e conduz os votantes, que são meros instrumentos.

Pano rápido. O papa Ratzinger faz de tudo para recolocar os clérigos nos trilhos. Ele advertiu para que coloquem fim “às ambições pessoais e ao carreirismo na Igreja”.

FONTE: http://terramagazine.terra.com.br/semfronteiras/blog/2012/02/24/papa-bento-xvi-ataca-os-carreiristas-que-tramam-a-sua-sucessao-bertone-fala-em-abutres/


Lista de "papáveis"

Confira a lista dos "papáveis" com mais chances de assumir o posto mais alto da Igreja Católica, em ordem alfabética de sobrenome.

João Braz de Aviz, (Brasil, 65) trouxe ar fresco para o departamento do Vaticano para congregações religiosas quando ele assumiu em 2011. Ele apoia a preferência para os pobres na teologia da libertação da América Latina, mas não os excessos de seus defensores.

Timothy Dolan, (EUA, 62) tornou-se a voz do catolicismo dos EUA depois de ser nomeado arcebispo de Nova York, em 2009. Seu humor e dinamismo impressionaram o Vaticano, onde as duas coisas estão em falta. Mas cardeais estão receosos de um "superpapa" e seu estilo pode ser norte-americano demais para alguns.

Marc Ouellet, (Canadá, 68) é o chefe da Congregação para os Bispos. Ele disse uma vez que se tornar papa "seria um pesadelo". Apesar de bem relacionado, o secularismo generalizado de sua Québec nativa poderia atrapalhá-lo.

Gianfranco Ravasi, (Itália, 70) é ministro da Cultura do Vaticano desde 2007 e representa a Igreja para o mundo da arte, ciência, cultura e até mesmo para ateus. Este perfil poderia prejudicá-lo se os cardeais decidirem que precisam de um pastor experiente em vez de outro professor como papa.

Leonardo Sandri, (Argentina, 69) nasceu em Buenos Aires de pais italianos. Ele deteve o terceiro posto mais alto do Vaticano como chefe de gabinete em 2000-2007, mas não tem experiência pastoral.

Odilo Pedro Scherer, (Brasil, 63) é considerado o mais forte candidato da América Latina. Arcebispo de São Paulo, a maior diocese do maior país católico, ele é conservador no Brasil, mas considerado moderado nos demais lugares. O rápido crescimento das igrejas protestantes no Brasil poderia pesar contra ele.

Christoph Schoenborn, (Áustria, 67) é um ex-aluno de Bento com um toque pastoral que o pontífice não tem. O arcebispo de Viena foi classificado como "papável" desde a edição do catecismo da Igreja na década de 1990.

Angelo Scola, (Itália, 71) é arcebispo de Milão, um trampolim para o papado, e muitos italianos apostam nele. Especialista em bioética, ele também conhece o Islã como chefe de uma fundação para promover a compreensão entre muçulmanos e cristãos. Sua densa oratória pode irritar cardeais que buscam um comunicador caristmático.

Luis Tagle (Filipinas, 55) tem um carisma muitas vezes comparado com o do falecido papa João Paulo 2º. Ele também é próximo ao papa Bento depois de trabalhar com ele na Comissão Teológica Internacional. Embora tenha muitos fãs, ele só se tornou cardeal em 2012.

Peter Turkson (Gana, 64) é o principal candidato africano. Chefe do escritório de justiça e paz do Vaticano, é o porta-voz da consciência social da Igreja e apoia a reforma financeira mundial.

CONCLAVE DE 117 CARDEAIS ELEGERÁ O SUCESSOR DE BENTO XVI

EM TEMPO: Conclave (do latim cum clave, que significa com chave) é a reunião em clausura muito rigorosa dos cardeais aquanto da eleição do Papa. Os cardeais permanecem incomunicáveis com o exterior até haver um Papa escolhido.


A Radio Vaticano informou que 117 cardeais eleitores participarão do conclave, entre eles o alemão Walter Kasper e o italiano Severino Poletto, que completarão 80 anos em março, idade limite para votar na escolha do novo papa. Pela constituição Universi Dominici Gregis (De Todo o Rebanho do Senhor), não entram no conclave quem tiver completado 80 anos antes de ser declarada a Sé Vacante, pela morte e, no caso, renúncia do papa. Mas o número de participantes vai cair para 116, porque o cardeal indonésio Julius Darmaatmadja, de 78 anos, anunciou que não irá a Roma, por estar doente.

Roma, 11 fev (EFE).- O Conclave para a escolha do próximo papa será realizado até o fim de março, já que deve ocorrer de 15 a 20 dias depois de 28 de fevereiro - data na qual Bento XVI deixará o Pontificado - e contará com a participarão de 117 cardeais em regime de isolamento.

Habitualmente, o Conclave é realizado na Capela Sistina. Os cardeais se hospedam no edifício denominado "Domus Sanctae Marthae" (Residência Santa Marta), na Cidade do Vaticano.

Embora sejam levados deste prédio ao Palácio Apostólico de ônibus, o isolamento dos cardeais é total. Eles são proibidos de usar o telefone, assistir a televisão ou trocar qualquer tipo de correspondência com o exterior nos dias prévios à escolha.

Em 2007, Bento XVI modificou as regras para a eleição de seu sucessor - concretamente o sistema de maioria estabelecido pelo texto de 1996. Com isso, para escolher o sucessor de Bento XVI, será preciso obter mais de dois terços dos votos dos cardeais eleitores em todas as urnas.

Até então, era necessária essa maioria, mas se após o terceiro dia de votações e chegada a 33ª ou 34ª apuração não houvesse resultados positivos, a definição aconteceria por maioria absoluta.

Além disso, a nova regra estabelece que quando chegar a vez de voto dos dois cardeais mais votados, estes não poderão participar da votação.

No que diz respeito ao nome dos candidatos, deve constar na cédula escrita uma caligrafia diferente da particular de cada cardeal, e está proibido aos eleitores revelar a qualquer outra pessoa notícias sobre as votações, antes, durante e depois da designação do novo papa.

Após cada eleição, as cédulas são queimadas. A tradição indica que os cardeais devem usar palha seca ou úmida para que a fumaça seja preta (se não foi escolhido o papa) ou branca (se a votação deu como resultado a eleição do novo pontífice).

Assim que o eleito "aceitar sua escolha canônica" como sumo pontífice, o primeiro dos diáconos - cardeal Protodiácono - anuncia da sacada da Basílica vaticana a eleição do novo papa com a tradicional citação: "Nuntio vobis gaudium magnum: Habemus Papam$escape.getQuote().EFE


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