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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Igreja Metodista envia carta ao governador de SP sobre protestos


No documento a igreja lamenta a violência entre policiais e manifestantes e condena o vandalismo.


Igreja Metodista envia carta ao governador de SP sobre protestosIgreja Metodista envia carta ao governador de SP sobre protestos

No dia 14 de junho a Igreja Metodista da 3ª Região Eclesiástica enviou uma carta ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, para lamentar a violência entre policiais e manifestantes que estavam nas ruas pedindo pela diminuição da passagem de ônibus.

O texto foi assinado pelo bispo José Carlos Peres que pediu para que o governador aceite dialogar para atender ao pedido dos manifestantes e se colocou a disposição para dialogar sobre este assunto.

O reverendo que atende na região da Vila Mariana, zona Sul da capital paulista, também aproveitou o momento para dizer que não concorda com a violência gerada nessas manifestações.

“Ao assistirmos as cenas dos confrontos entre policias e a população sentimos tristeza, especialmente porque muitos jovens com faixas nas mãos, apitos e um desejo enorme de fazer a diferença no país foram alvos de balas de borracha atiradas para todo lado por policiais”.

A pergunta que o bispo faz ao governador é se esta violência poderia ter sido evitada. “Não aprovamos qualquer tipo de violência”, diz ele se referindo a violência física e verbal.

“Apelamos para que o senhor estimule o diálogo de forma transparente para toda sociedade, cuide de nosso povo com o mesmo empenho na busca de votos em nossas ruas, shows, convenções e em nossas comunidades”, pediu.

O reverendo da Igreja Metodista também comentou sobre os interesses políticos que estariam por trás dessas manifestações que acabaram atraindo uma grande quantidade de pessoas usando a comoção e o desejo de mudar a realidade do Brasil.

No final da carta ele lamentou pelas pessoas infiltradas na multidão que causaram danos ao patrimônio público e privado. “Repudiamos estes que se aproveitam do momento e tornaram muito difíceis uma solução mais pacífica, mas entendemos que estes não representa o povo e seus anseios”.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Igreja Metodista se pronuncia quanto ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista se pronunciou na quarta-feira, 15/12, quanto ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Este é um documento orientador para o povo metodista, bem como para a sociedade brasileira e o governo brasileiro. Ele trata de temas da atualidade e é recurso para pequenos grupos, classes de escola dominical, bem como para trabalho de Pastorais e outros segmentos da Igreja.

Em 18 de fevereiro de 2010 a Igreja Metodista já havia publicado uma Declaração sobre o PNDH-3, onde afirmou que "cremos que a verdadeira segurança e ordem sociais só se alcançam na medida em que todos os recursos técnicos e econômicos e os valores institucionais estejam a serviço da dignidade humana, na efetiva justiça social, [1] pelo que adotamos a Declaração Universal dos Direitos Humanos". [2] Ela compromete-nos com princípios, dentre os quais muitos se encontram no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH - 3)."

O PNDH-3 insere-se no esforço nacional que, desde a década de 1990, organiza temas de direitos humanos em programas nacionais, em permanente debate com a sociedade civil, dos quais a Igreja Metodista tem participado, a partir de seu compromisso com o evangelho, a justiça social e a democracia.

O Programa propõe cinco eixos, que orientam 25 Diretrizes, estabelecendo, para cada uma das diretrizes, vários objetivos estratégicos, para cuja consecução são propostas diferentes ações programáticas:

a) A defesa da igualdade e o combate às injustiças sociais;

b) A defesa dos direitos das populações vulnerabilizadas;

c) O direito à memória e à verdade, como formas de libertação, pois a ausência da memória impossibilita a práxis libertadora;

d) O fortalecimento da Educação em Direitos Humanos;

e) A defesa da laicidade do Estado.

Tendo em conta os tópicos anteriores, o Colégio Episcopal da Igreja Metodista insta o Estado Brasileiro em suas distintas esferas, executivo, legislativo e judiciário, que dê garantias à liberdade de religião e culto a todos/todas os/as brasileiros/as e a todas as religiões e que, especificamente, que seja dada plena garantia da ação pastoral da Igreja Metodista, bem como de outras denominações, no âmbito da ação religiosa, no que se refere aos temas que são próprios à vida e ao evangelho; ou seja, nos limites e possibilidades propostos pelo princípio da laicidade do Estado.

Assim como reconhece ao Estado o seu campo próprio de ação e especificidades, a Igreja Metodista não espera (como fazem certas denominações religiosas), que o Estado assuma o papel de impor e fiscalizar orientações sobre a fé, tarefa que é das próprias confissões e não do Estado.

A Igreja Metodista, assim, exige do Estado que reconheça e lhe garanta, no seu campo próprio de ação, as respectivas especificidades de seu direito de ensinamento no âmbito dos que a procuram para aderir à fé, ou que dela já façam parte como membros.

Fonte: Site da Sede Nacional
 
LEIA O DOCUMENTO NA INTEGRA - (Aqui)