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sábado, 5 de maio de 2012

MMA: A VIOLÊNCIA EXPLÍCITA (A visão de um especialista)


POR ODAIR BORGES*

MMA, UFC, PRIDE e outras siglas são sinônimos de briga de rua travestida de luta.
Nos primórdios do Japão feudal, os vários estilos de lutas eram praticados com objetivo de defesa pessoal de importância vital para o guerreiro Samurai, onde os conceitos de honra, coragem, disciplina e respeito eram a essência na formação integral do homem.



Não é essa a mensagem que atualmente vem sendo disseminada pelos lutadores, instrutores e patrocinadores do MMA, que sem formação e informação acadêmica, pegam carona na bandeira da moda, o que lhes proporciona a evidente exposição midiática, e sem duvida, a pecúnia vindoura.
No Brasil, o esperto cérebro do UFC encontrou clima propício e o espaço estratégico como um grande esquema para disseminar a modalidade onde é notória, em entrevistas tanto de lutadores como entrevistadores, comentaristas e cronistas a ignorância sobre o tema lutas.
Em simples análise técnica, a luta de MMA resume-se na sua maior parte em socos sem conhecimento de boxe.
Como disse nosso grande campeão Eder Jofre “se fossem lutar na regra do boxe não aguentariam um minuto”.
Na luta no solo, alguns praticam Ju Jutsu (JiuJitsu Brasileiro), mas a fragilidade técnica não permite finalizações nas oportunidades.
Há pouco tempo, quando de transmissão direta pela TV, torcedores de uma equipe de futebol, após assistirem em sua sede as lutas de MMA, saíram às ruas e mataram a socos e ponta pés outro torcedor de equipe rival de futebol, levados que foram pela violenta emoção.
É a união perfeita: torcidas de futebol e os fanáticos adeptos do MMA.
Poucos dias antes do inicio do último circo do MMA no Rio de Janeiro, durante entrevista coletiva, torcedores em manifestação grotesca e aos gritos de “Vai morrer! Vai morrer! Vai morrer!”, impediram o lutador americano Chad Mendes, desafiante do Brasileiro José Aldo, de ouvir as perguntas dos jornalistas credenciados.
Observando lutas anteriores de MMA, já vimos “nossos famosos” e também estrangeiros que, de forma rixenta e arrogante, desrespeitam adversários.
É o retorno aos combates sangrentos da antiga Roma, demonstrando a supremacia da nova afirmação da fera sobre o homem, levando jovens praticantes a serem adestrados para demonstrações narcisistas em busca de afirmação, através da agressão física.
Estão na mídia as agressões a professores, invasão de Universidades, alunos armados e brigas de torcidas.
São jovens perdendo suas referências e seus ideais, deixando-se levar por supostos prazeres, poderes e exibições.
A mídia por sua vez, apresenta o programa de lutas ou o “Panes et Circences”, da época dos pervertidos Calígula (12-41 AD) e Cômodus (161-192 AD), como sendo a mais pura e moderna atração contemporânea.
Ao mesmo tempo, o grande público vê nesse teatro de violência a oportunidade para exteriorizar uma perigosa agressividade que transcende o evento esportivo e que muitas vezes sem motivo aparente é transferida para a convivência social.
Podemos até pensar numa mostra de indignação dos que assistem, influenciados que estão, pela destruição de valores que temos presenciado em nosso meio político e social, que nos leva a pensar sobre o que é certo ou errado no comportamento das pessoas.
Em análise acadêmica, fundamentada em pesquisa cientifica, de acordo com a teoria de aprendizagem social, (Bandura e Walters, 1963) reforçam o conceito de agressão imitativa por meio do qual, crianças expostas a uma atividade agressiva de adultos, imitam esse comportamento, especialmente quando o modelo adulto é observado sendo bem sucedido e recompensado. Segundo (Elias e Dunning, 1986) os benefícios econômicos e o prestígio fazem com que se deixe de lado a rivalidade amistosa convertendo-a em rivalidade hostil.
É bem estabelecido na literatura que o reforço influencia fortemente o comportamento futuro. Para (Skinner,1953), atos de violência, emanam de uma variedade de fontes que podem ser:
a) O grupo de referência imediato do atleta: professores, treinadores, companheiros de equipe, amigos e família.
b) A estrutura do esporte principalmente no que diz respeito: ao ambiente de aprendizado e prática, às organizações esportivas, patrocinadores, empresários esportivos, cujo objetivo é apenas o lucro financeiro sem a preocupação educacional.
c) Atitude e fanatismo de fãs e torcedores, a mídia na procura de audiência e a sociedade em geral.
A agressividade como um estereótipo masculino desejável é talvez uma causa arraigada e significativa do reforço positivo que os atletas masculinos recebem para agirem agressivamente.
Quanto a isso os pais têm um importante papel na orientação de valores apropriados no comportamento social de seus filhos.
Assumindo-se que o instinto para o comportamento agressivo do indivíduo é uma constante, cabe portanto ao educador, quando utilizar das lutas como conteúdo programático, explorar os aspectos educativo, filosófico e social, de suma importância no ensino de qualquer modalidade de luta.

Artigo publicado no Jornal Correio Popular, de Campinas.

*Autor: Prof. Ms. Odair Borges
Mestrado em Educação Física pela Universidade de São Paulo.
Professor USP / PUCCAMP
Fonte: www.http://www.comunidadefanuel.com/

sexta-feira, 17 de junho de 2011

NÉRIO DOS REIS - PASTOR DA ASSEMBLÉIA DE DEUS É ASSASSINADO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


Um pastor da Igreja Assembleia de Deus foi assassinado com três tiros em frente à casa onde morava, na noite de segunda-feira no Parque Industrial, zona sul de São José dos Campos.

Segundo a Polícia Civil, Nério dos Reis, 47 anos, foi morto dentro do carro, enquanto chegava em casa.

Além de pastor, ele dava aulas de Teologia, trabalhava como voluntário em uma clínica de recuperação de dependentes químicos no bairro Cajuru, na zona leste, e era coordenador de produção na Eaton.

O enterro de Reis, na tarde de ontem, reuniu cerca de 300 pessoas no cemitério Parque das Flores, no Jardim Morumbi, zona sul.


A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses para o crime: latrocínio ou homicídio por vingança.
Crime. Segundo a polícia, Reis foi morto por volta das 23h. Duas pessoas, em uma moto, atiraram três vezes contra o Golf do pastor. Os atiradores usavam capacetes e efetuaram os disparos com a moto em movimento.

A polícia foi acionada, mas quando o socorro chegou ao local, a vítima já estava morta.

O motivo do crime ainda não foi esclarecido. Uma das suspeitas da polícia é de que o assassino seja algum ex-funcionário da Eaton, que tenha sido demitido por Reis.

“Ouvimos essa informação de conhecidos dele e estamos apurando. É uma possibilidade, mas ainda não há provas”, diz Vernei Antonio de Freitas, delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

Outra possível motivação para o crime seria uma tentativa de roubo frustrada. “Como conhecia muita gente, é possível que o ladrão tenha conhecido ele e o executado para evitar uma denúncia à polícia”, diz o delegado.

Família. Nério dos Reis era casado e tinha quatro filhos, sendo três mulheres e um homem. A filha mais velha tem 24 anos e o rapaz, mais novo, 16.

“Era um homem cheio de sonhos. Gostava de dar bons exemplos e ajudar as pessoas em volta. De repente, morre por um motivo banal", disse o pai da vítima, Hélio Ludovico dos Reis, de 71 anos.

Na igreja do Parque Industrial onde atuava há 24 anos, Reis era considerado um “referencial”. “É uma grande perda. Além de ser uma pessoa idônea, trabalhava como voluntário para ajudar as pessoas", afirmou Luiz Claudio Ferreira, 42 anos, pastor dirigente da Assembleia de Deus.

Despedida. O velório da vítima aconteceu a partir das 11h na igreja onde ele congregava.

Ao longo do dia, amigos de trabalho, fiéis da Igreja, companheiros de trabalho e familiares compareceram ao local.

“Ele morou neste bairro desde os 6 anos. Nunca cultivou inimizades. Era muito querido por todos”, afirma o pai.

O enterro aconteceu por volta das 17h.

Entenda o caso

Crime

Nério dos Reis foi assassinado por volta das 23h quando chegava à sua casa, no Parque Industrial, zona sul de São José

Ocorrência

A vítima estava dentro do veículo, quando duas pessoas se aproximaram de moto, efetuaram os disparos e fugiram

Atividades

Reis trabalhava como coordenador de produção na Eaton e era pastor na Igreja Assembleia de Deus há 24 anos; além disso era voluntário em uma clínica de recuperação para dependentes químicos e dava aulas de teologia

Motivos

A DIG trabalha com duas hipóteses para o homicídio: vingança ou latrocínio

Vingança

Como coordenador de produção, ele pode ter sido alvo de algum ex-funcionário revoltado por ter sido demitido do setor

Roubo

Por ser uma pessoa conhecida, outra hipótese é de que ele seria assaltado, mas reconheceuos ladrões e foi assassinado.

NOSSAS ORAÇÕES AOS FAMILIARES E AMIGOS ENLUTADOS! QUE DEUS CONSOLE E CONFORTE SEUS CORAÇÕES!

Nossas Orações aos amigos e tios "Antônio e Darmem", e seus familiares da Igreja Metodista em Vila Nova.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BULLYING



1.      O QUE É BULLING?

Bullying é uma palavra inglesa que significa intimidação.
O Bullying se refere a todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou outros.
O que exerce o "bullying" o faz para impor seu poder sobre outro através de constantes ameaças, insultos, agressões, humilhações, etc., e assim tê-lo sob seu completo domínio durante meses, inclusive anos.
A vítima sofre calada na maioria dos casos.
O maltrato intimidatório o fará sentir dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a conseqüências devastadoras como o suicídio.
Na realidade, a palavra é nova para nós, mas a prática é muito antiga. Quem, hoje na fase adulta da vida, não sofreu bullying na infância?
É só recorrer ao arquivo da mente e verá que, na maioria dos casos todos nós fomos vitimas dessa famigerada prática.
O bullying tem sido ao longo do tempo, motivo de traumas e sofrimentos para muitos, sendo ignorado pela maioria das pessoas, por acreditar tratar-se de "brincadeiras próprias da idade" ou ser necessário ao amadurecimento do indivíduo, sem, contudo, considerar os danos causados aos envolvidos.
Hoje, com a ampla divulgação por parte da mídia, conscientização dos pais, professores(as), disciplinários(as) e, principalmente de nossas crianças, felizmente, este “crime” está sendo denunciado e ganhando a repercussão que ele realmente merece, mostrando, inclusive, cada vez mais casos flagrantes de agressões físicas e psicológicas praticadas nas escolas, entre alunos e também contra professores.  
Os estudos sobre o bullying escolar tiveram início na Suécia, na década de 70 e na Noruega, na década de 80. Aos poucos, vem se intensificando nas escolas dos mais diversos países, sendo possível quantificá-lo em índices que variam de 5% a 35% de envolvimento.
No Brasil, os estudos são recentes, motivo pelo qual a maioria dos brasileiros desconhece o tema, sua gravidade e abrangência.
Pesquisas realizadas na região de São José do Rio Preto, interior paulista, (FANTE, 2000/03) e no município do Rio de Janeiro, (ABRAPIA, 2002), com o intuito de reconhecer a incidência bullying, revelaram que, em média, 45% dos estudantes de escolas públicas e privadas, estão envolvidos no fenômeno.
Estudos desenvolvidos pelo Instituto SM para a Educação, em cinco países (Espanha, Argentina, México, Chile, Brasil), evidenciaram que o Brasil se tornou campeão em bullying.
Sem termo equivalente na língua portuguesa, que expresse sua abrangência e formas de ataques, o tema desperta crescente interesse e preocupação entre os pais e profissionais das áreas de educação, saúde e segurança pública, devido aos prejuízos emocionais causados e por seu poder propagador capaz de envolver crianças nos primeiros anos de escolaridade.

2.      O COMPORTAMENTO BULLYING

O comportamento bullyng pode ser identificado em qualquer faixa etária e nível de escolaridade.
Entre três e quatro anos, podemos perceber tanto o comportamento abusivo, manipulador, dominador, quanto o passivo, submisso e indefeso.
Porém, a maior incidência está entre os alunos de 3ª a 8ª séries, período em que, progressivamente, os papéis dos protagonistas se definem com maior clareza.
Estudos demonstraram que a média de idade de maior incidência entre os agressores, situa-se na casa dos 13 a 14 anos, enquanto que as vítimas possuem em média, 11 anos.
Fato que vem a comprovar que os papéis dos protagonistas e as formas de maus-tratos empregadas se intensificam, conforme aumenta o grau de escolaridade.
Entre os adolescentes, uma prática que se torna comum, a cada dia, são os ataques virtuais, denominado de cyber-bullying.

3.      CYBER-BULLYING

Cyber-bullying é caracterizado pelo uso de ferramentas das modernas tecnologias de comunicação e de informação, principalmente através de celulares e da internet.
Fofocas, difamações, fotografias montadas e divulgadas em sites e no orkut, seguidas de comentários racistas e sexistas, e-mails ameaçadores, uma verdadeira rede de intrigas, que envolve alunos e professores.
Geralmente, os ataques são produzidos por um grupo de agressores, reduzindo as possibilidades de defesa das vítimas.
As estratégias de ataques, normalmente, são ardilosas e sutis, expondo as vítimas ao medo, à humilhação e ao constrangimento público.
Os agressores se valem de sua força física ou psicológica, além da sua popularidade para dominar, subjugar e colocar sob pressão, o "bode expiatório".
Entretanto, torna-se evidente entre eles a insegurança, a necessidade de chamar a atenção para si, de pertencer a um grupo, de dominar, associado à inabilidade de expressar seus sentimentos e emoções.
Por isso, a escolha das vítimas, privilegia aquelas que não dispõe de habilidades de defesa.
Com o tempo, as vítimas se sentem solitárias, incompreendidas e excluídas de um contexto que prima pela inclusão de todos.
As conseqüências do bullying incidem no processo de socialização e de aprendizagem, bem como na saúde física e emocional, especialmente das vítimas, que se isolam dos demais, carregando consigo uma série de sentimentos negativos que comprometem a estruturação da personalidade e da auto-estima, além da incerteza de estarem em um ambiente educativo seguro, onde possam se desenvolver plenamente. Em casos extremos, algumas vítimas executam seus planos de vingança, seguidos de suicídio.

Nos Estados Unidos, pelo menos 37 tiroteios ocorridos em escolas foram atribuídos ao bullying. O massacre de Columbine é um exemplo de como a vítima pode se transformar em agressor. 

Na pacata cidade de Taiuva (SP), após anos de ridicularizações, um jovem entra armado na escola, atira contra 50 estudantes e dá cabo à existência. 

Em Remanso (BA), um adolescente mata seu agressor principal, um garoto de 13 anos e a secretária do curso de informática.

Em Petrolina (PE), uma adolescente e seu colega asfixiam uma garota de 13 anos, por ser alvo de apelidos pejorativos.

O bullying é um fenômeno psicossocial expansivo, por isso considerado epidêmico, comprometedor do pleno desenvolvimento do indivíduo, por suas conseqüências psicológicas, emocionais, sociais e cognitivas, que se estendem para além do período acadêmico.

4.      CAUSAS PRINCIPAIS

Dentre as causas desse tipo de comportamento podemos citar os modelos educativos introjetados na primeira infância. O tipo de experiência vivenciada pela criança no ambiente familiar, poderá predispô-la a tornar-se uma protagonista do fenômeno.
Para o seu pleno desenvolvimento a criança necessita sentir-se amada, valorizada, aceita, incentivada à auto-expressão e ao diálogo, principalmente na adolescência, porém a noção de limites precisa ser estabelecida com firmeza e com coerência.
No entanto, quando no ambiente familiar há o predomínio de superproteção, modelo que inibe o desenvolvimento da capacidade de autonomia, de tomada de decisões, de exploração do ambiente e de defesa; ou o perfeccionismo, com alto nível de exigências e cobranças, mais do que elogios; ou a ambivalência, onde constantemente ocorre oscilação do humor, gerando muita insegurança pessoal; ou autoritarismo, com práticas educativas que se valem de agressões verbais, morais, psicológicas ou físicas; esses ingredientes psíquicos isolados ou somados, favorecem o envolvimento da criança em comportamentos bullying logo no início de sua experiência de socialização educacional.
São cinco os papéis que caracterizam este fenômeno:
·      Vítimas típicas,
·      Vítimas provocadoras,
·      Vítimas agressoras,
·      Agressores e
·      Espectadores.
Algumas constatações entre os envolvidos: é comum que quem sofreu alguma das formas de ataque reproduza os maus-tratos sofridos; os tipos de conseqüências são abrangentes, de acordo com as características de cada indivíduo e das características psicodinâmicas de sua família; as vítimas encontram dificuldade de buscar ajuda e quando buscam sentem dificuldade de serem compreendidas, além do temor em relação à resposta dos pais, ou de que a sua denúncia agrave ainda mais o seu problema.

5.      CONCLUSÃO

Dessa forma, estamos diante de um grande desafio.
As dimensões identificadas do problema, nos remetem a olharmos para a lacuna que se evidencia na convivência familiar e escolar, pois é notório entre os alunos a carência afetiva e a ausência de modelos humanistas que lhes sirvam de referencial.
Por isso, é necessário que as instituições de ensino invistam em conscientizar seus profissionais, pais e alunos sobre a relevância desse tema e desenvolvam estratégias preventivas, em parcerias com os diversos segmentos sociais, visando educar para a paz.
E que a prática da solidariedade, cooperação, tolerância, empatia, respeito às diferenças e compaixão caracterizem a atitude de amor das instituições de ensino e da família, em busca da construção da paz.

6.      FONTE DE PESQUISA:

·         http://br.guiainfantil.com/violencia-escolar/51-violencia-escolar-ou-bullying.html
·         Cleo Fante. Graduada em História e Pedagogia. Pós-graduada em Didática do Ensino Superior. Doutoranda em Ciências da Educação. Pesquisadora pioneira no Brasil, sobre o Bullying Escolar. Autora do livro Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para paz (Verus Editora). Autora do programa antibullying "Educar para a Paz". Diretora Geral do Cemeobes (Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar). Conferencista.

terça-feira, 18 de maio de 2010

CONGRESSO NACIONAL BRASILEIRO PODE PROIBIR A PALMADA




Congresso Nacional discute projeto que proíbe a aplicação de castigos físicos nos filhos, mesmo que a punição tenha caráter pedagógico.

O Jornal Hoje, da TV Globo, do dia 18 de maio de 2010, noticiou que a famosa "palmadinha educativa" nos filhos pode estar com os dias contados.

Um projeto de lei pretende acabar com todo tipo de castigo físico para as crianças.

Várias pessoas opinaram e o assunto é bem polêmico.

“Eu acho que não deve bater demais, mas uma palmadinha de vez em quando é bom”, acredita uma mãe.

“Não machucando é o jeito mais certo de criar filho”, diz o pai.

“Eu sou contra agressões de qualquer forma. Eu acho que conversando com seus filhos você consegue”, acredita outra mãe.

O congresso nacional discute um projeto que proíbe a aplicação de castigos físicos, moderados ou não, nos filhos, mesmo que a punição tenha caráter pedagógico.

Na prática seria o fim da tal "palmadinha educativa".

Segundo a reportagem, os pais que desobedecerem a lei podem ser obrigados a fazer tratamento psicológico ou psiquiátrico, junto com as crianças.

CORREÇÃO X COMPLACÊNCIA

O site guia do bebê faz uma abordagem interessante sobre o assunto:

Conselhos Importantes sobre a disciplina de filhos.
A falta de disciplina dos filhos tem gerado uma geração sem limites, perdida.
As leis em diversos países tem proibido os pais de disciplinarem seus filhos, e em alguns lugares podem até ser presos.
Depois reclamam da violência crescente, da rebeldia dos filhos e de uma geração que não tem princípios.
Quando os pais devem disciplinar os filhos?
- Sempre que desobecerem os pais.
- Sempre que mentir.
- Sempre que tratar outros com crueldade, desprezo ou malícia.
- Sempre que fizer manha, gritaria, cara feia, reclamação.
Como disciplinar?

- Levar para o quarto (não na frente dos outros).
- Conversar (explicar o motivo da disciplina).
- Sem ira (sem gritaria, sermões, ameaças). Os pais devem permanecer calmos e tranqüilos.
- Aplicar a vara (deve doer. Se não doer não adianta).
- Não permitir que esperneie, nem se rebele contra a disciplina; deve aprender a receber a vara.
- Depois deve haver consolo; abraços, beijos, oração, confissão a Deus.
- Se a criança ofendeu alguém, deve pedir perdão.
ALGUMAS PASSAGENS BÍBLICAS SOBRE A CORREÇÃO DOS FILHOS:
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)

“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)

“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)

“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)

“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)

“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)

“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)
CONCLUSÃO:
Penso que a violência dos pais e educadores na educação da criança é algo que deve ser combatido. No entanto, vejo que o Congresso Nacional, se aprovar como o projeto está, estará limitando os pais na educação de seus filhos e, ao invés de criar um remédio contra a violência doméstica, estará criando um terrível veneno contra a família, comprometendo ainda mais a futura geração.
FONTE: