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quinta-feira, 10 de abril de 2025

A ESPERANÇA QUE VAI ALÉM DA MORTE

TEXTOS BASE:

§        Salmos 39:4-7

§        Provérbios 14:32 - “O ímpio é derrubado pela sua maldade, mas o justo, ainda morrendo, tem esperança.”


INTRODUÇÃO: Um Momento de Dor e Reflexão

§        Queridos irmãos e familiares,

§        Hoje estamos reunidos em um momento que naturalmente traz dor, saudade e lágrimas.

§        A perda de alguém querido nunca é fácil.

§        Mas como servos de Deus, nós não enfrentamos esse momento como aqueles que não têm esperança.

§        A Palavra nos ensina que há uma grande diferença entre a morte do ímpio e a morte do justo.

§        Provérbios 14:32 nos lembra: “O ímpio é derrubado pela sua maldade, mas o justo, ainda morrendo, tem esperança.”

§        E esperança é uma expectativa de que alguma coisa muito boa vai acontecer!

§        E esta esperança não é utopia, pois em I Cor. 2:9, Paulo nos diz: "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam."

DESENVOLVIMENTO:

§        Lemos dois textos ricos para meditarmos neste momento tão desafiador em nossas vidas.

§        Não temos tempo, nem a pretensão de explorar os textos totalmente.

§        Mas, vamos refletir em alguns temas que consideramos importantes neste tempo!


1. A Realidade da Morte

§        A morte é uma certeza que todos nós enfrentaremos um dia.

§        Não importa posição social, riqueza, idade ou força — todos passarão por esse vale.

§        Mas a Bíblia não nos deixa confusos sobre esse assunto.

§        Ela nos prepara para a morte e, mais do que isso, nos dá uma esperança viva.


2. O Fim do Ímpio e a Esperança do Justo

§        O texto diz que “o ímpio é derrubado pela sua maldade”.

§        Isso significa que aquele que vive afastado de Deus, confiando apenas em si mesmo, sem arrependimento, sem fé, enfrenta a morte sem consolo.

§        Mas o texto não para aí. Ele nos dá uma promessa maravilhosa: “…mas o justo, ainda morrendo, tem esperança.”

 

§        O justo tem esperança mesmo na hora mais escura.

§        Mesmo no leito de morte, mesmo nos últimos suspiros, o justo descansa na certeza de que a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida com Deus.


3. Que Esperança é Essa?

§        É a esperança da vida eterna.

§        É a esperança de que Jesus venceu a morte e abriu o caminho para que todos os que creem n’Ele também vivam para sempre.

§        Jesus disse em João 11:25: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”

§        Essa é a esperança do justo — não uma ilusão, mas uma certeza fundamentada em Cristo.

 

4. Consolo para os que Ficam

§        A dor da separação é real. As lágrimas, a saudade, o vazio — tudo isso é natural.

§        Mas a Palavra nos convida a não chorar como os que não têm esperança.

§        1 Tessalonicenses 4:13 diz: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.”

§        Aqueles que morrem em Cristo estão seguros.

§        Eles descansam nos braços do Senhor e aguardam o dia da ressurreição.

§        Essa é a nossa esperança.

 

5. Um Chamado à Reflexão

§        Esse momento também é um convite à reflexão sobre a nossa própria vida.

§        Como estamos vivendo?

§        Estamos preparados para o dia em que nos encontrarmos com Deus?

§        A esperança do justo não começa na morte, mas em vida — quando escolhemos seguir a Cristo.

§        Se você deseja essa esperança, hoje é o dia de entregar sua vida a Jesus, para que quando a morte vier, ela não seja derrota, mas vitória.

 

CONCLUSÃO:

§        A morte é dura, mas para o justo, ela não tem a última palavra.

§        O justo, mesmo morrendo, tem esperança.

§        Essa esperança consola, sustenta e aponta para o reencontro eterno com o Senhor.


OBSERVAÇÃO: Sermão pregado no Ofício Fúnebre de meu Irmão Euzelino Breves, na Igreja Metodista de Jardim América, em 09 de abril de 2025.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A ARTE DE CUIDAR DOS ENFERMOS

Leonardo Boff*

Nos últimos anos tenho trabalhado de forma aprofundada a categoria do cuidado especialmente nos livros Saber cuidar e O cuidado necessário (Vozes).

O cuidado, mais que uma técnica ou uma virtude entre outras, representa uma arte e um paradigma novo de relação para com a natureza e com as relações humanas, amoroso, diligente e participativo.

Tenho tomado parte em muitos encontros e congressos de operadores da saúde, com os quais pude dialogar e aprender, pois o cuidado é a ética natural desta atividade tão sagrada. 

Retomo aqui algumas idéias referentes às  atitudes que devem estar presentes em quem cuida de enfermos, seja em casa, seja no hospital.

Vejamos algumas delas entre outras.

Compaixão: é a capacidade de colocar-se no lugar do outro e sentir com ele. Não dar-lhe a impressão que está só e entregue à sua própria dor. 

Toque da carícia essencial: tocar o outro é devolver-lhe  a certeza de que pertence à nossa humanidade. O toque da carícia é uma manifestação de amor. Muitas vezes, a doença é um sinal de que  o paciente quer se comunicar, falar e ser ouvido. Quer identificar um sentido na doença. O enfermeiro ou a enfermeira ou médico e a médica podem ajudá-lo a se abrir e a falar. Testemunha uma enfermeira: “Quando te toco, te cuido; quando te cuido, te toco; se és um idoso, te cuido quando estás cansado; te toco quando te abraço; te toco quando estás chorando; te cuido quando não estás mais podendo andar". 

Assistência judiciosa: O paciente precisa de ajuda, e a enfermeira ou o enfermeiro deseja cuidar. A convergência destes dois movimentos  gera a reciprocidade e a superação do sentimento de uma relação desigual. A assistência deve ser judiciosa: tudo o que o paciente pode fazer, incentivá-lo a fazer,  e assisti-lo somente quando já não o pode fazer por si mesmo.

Devolver-lhe  a confiança na vida: O que o paciente mais deseja é recuperar a saúde. Daí ser decisivo devolver-lhe a confiança na vida: em suas energias interiores, físicas, psíquicas e espirituais, pois elas atuam como verdadeiras medicinas. Incentivar gestos simbólicos, carregados de afeto. Não raro, os desenhos que a filhinha traz para o pai doente suscitam nele tanta energia e comoção que equivale a um coquetel de vitaminas. 

Fazê-lo acolher a condição humana: Normalmente o paciente se interroga perplexo: “por que isso foi acontecer comigo, exatamente agora que tudo na vida estava dando certo? Por que, jovem ainda, sou acometido de grave doença? 
"Tais questonamentos remetem a uma reflexão humilde sobre a condition humaine que é, em  todo o momento, exposta a riscos  e a vulnerabilidades inesperadas.

Quem é sadio sempre pode ficar doente. E toda doença remete à saúde, que é o valor de referência maior. Mas não conseguimos saltar por cima de nossa sombra e não há como não acolher a vida assim como é: sadia e enferma, bem sucedida e fragilizada, ardendo por vida e tendo que aceitar eventuais doenças e, no limite, a própria morte.

É nestes momentos que os pacientes fazem profundas revisões de vida. Não se contentam apenas com as  explicações científicas (sempre necessárias), dadas pelo corpo médico mas anseiam por um sentido que surge a partir de um diálogo profundo com seu self  ou da palavra sábia de um parente, de um sacerdote, de um pastor ou de uma pessoa espiritual. Resgatam, então, valores cotidianos que antes sequer percebiam, redefinem seu desenho  de vida e amadurecem. E acabam tendo paz.

Acompanhá-lo na grande travesia: Há um momento inevitável que todos, mesmo a pessoa mais idosa do mundo, devem morrer. É a lei da vida, sujeita à morte: uma travessia decisiva. Ela deve ser preparada por toda uma vida que se guiou por valores morais generosos, responsáveis e benfazejos. 

Mas, para a grande maioria, a morte é sofrida como um assalto e um seqüestro, gerando sentimento de impotência.  E então dá-se conta de que, finalmente, deve se entregar. 

A presença discreta, respeitosa da enfermeira ou do enfermeiro ou do parente próximo ou da amiga, pegando-lhe a mão, sussurrando-lhe palavras de conforto e de coragem, convidando-o a ir ao encontro da Luz e ao seio de Deus, que é Pai e Mãe de bondade, podem fazer com que o moribundo saia da vida sereno e agradecido pela existência que viveu. 

Sussurrar-lhe ao ouvido, se possui uma referência religiosa, as palavras tão consoladoras de São João: Se teu coração te acusa, saibas que Deus é maior que teu coração (3,20). Pode entregar-se tranquilamente a Deus, cujo coração é de puro amor e de misericórdia. Morrer é cair nos braços de Deus.

Aqui o cuidado se revela muito mais como arte que como  técnica e supõe no agente de saúde densidade de vida, sentido espiritual  e um olhar que vai para além da morte. Atingir este estágio é uma missão a que o enfermeiro e enfermeira e também os médicos e médicas devem buscar para serem plenamente servidores da vida. Para todos valem as sábias palavras

“A tragédia da vida não é a morte, mas aquilo que deixamos morrer dentro de nós enquanto vivemos”.

* Leonardo Boff, teólogo e filósofo, é autor de 'Vida para além da morte' (Vozes, 2012).

quinta-feira, 5 de março de 2015

PASTOR MORRE NO MOMENTO EM QUE DIRIGIA UM CULTO FÚNEBRE

Pastor evangélico que dirigia culto fúnebre cai morto após clamar a Deus por ajuda

Um pastor que dirigia um culto fúnebre clamou a Deus por ajuda e caiu morto, segundo relato dos fiéis que acompanhavam a cerimônia.
O pastor Darryl Edwards gritou “Deus, eu preciso de sua ajuda” e caiu, inconsciente. Os paramédicos que atenderam a ocorrência o declararam morto em menos de uma hora.
“Ele estava falando sobre como você precisa estar pronto para a morte, porque você nunca sabe o dia nem a hora”, afirmou Sheila Edwards, irmã do pastor. Segundo informações do Charisma News, Edwards tinha 55 anos de idade e dirigia a Igreja Metodista Fannin Street United há cinco anos.
Mesmo chamando a ambulância, os fiéis presentes no culto fúnebre disseram que sabiam que ele tinha falecido mesmo antes do socorro médico declarar o óbito. No percurso em direção ao hospital, os paramédicos desistiram das tentativas de reanima-lo e o motorista desligou as luzes de emergência da ambulância, pois já não havia mais nada a ser feito.
Quando a família chegou ao hospital, Sheila diz que houve um ligeiro impulso, mas a vida em seus olhos tinha ido embora: “Ele sempre disse que você nunca sabe quando está chegando a hora de partir, então você tem que fazer o que é certo, no momento. ‘Sua vida e morte é um ministério’”, disse a irmã, parafraseando o pastor.
Darryl Edwards havia fundado uma churrascaria e usava o estabelecimento como um ministério, atendendo os sem-teto. “Ele teve cuidado com todos os que batiam em sua porta. Se eles pediam um sanduíche, eles saíam com três ou quatro, porque ele sabia que eles precisariam de comida para mais tarde. Eles recebiam um sanduíche e um sermão”, contou Sheila. “Ele era um homem de amor. Ele exemplificou que o amor não tem fim”, disse seu irmão James.
O pastor gostava de andar de moto e era conhecido por compartilhar o Evangelho. Ele era famoso em torno da cidade como um homem “faz-tudo”, sempre oferecendo-se para servir os outros. Darryl Edwards deixou esposa, filho, sete netos e um bisneto.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

UMA PALAVRA DE ESPERANÇA AOS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DA MORTE OU CONVIVENDO COM UM DOENTE TERMINAL



UMA PALAVRA DE ESPERANÇA AOS QUE ESTÃO NA IMINÊNCIA DA MORTE OU CONVIVENDO COM UM DOENTE TERMINAL

"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias". (Salmo 23)

Os caminhos do pastor, às vezes, levam a vales sóbrios.
Não podemos andar sempre sob a luz do sol. Os vales sombrios fazem parte de nossa experiência, assim como os pastos verdejantes e as águas tranqüilas.
Nos vales sombrios é que se percebe a habilidade do pastor.
Ele conseguirá manter o seu rebanho unido? Todas as ovelhas atravessarão em segurança? Nenhuma se perderá ou ficará ferida?
As melhores palavras do versículo 4 do Salmo 23 são: Tu estás comigo.
O Pastor já não está na frente conduzindo o rebanho. O vale é sombrio demais para isso. Agora, ele caminha conosco, passo a passo, lado a lado, acalmando o Seu rebanho com sua presença serena. Se Deus está conosco, não temos nada a temer.
A morte lança uma sombra assustadora sobre a vida. Visite qualquer hospital ou asilo e você verá o medo estampado nos rostos das pessoas dali. Vá a um funeral e observe a expressão das pessoas de luto. Um dos motivos de odiarmos os funerais é que não gostamos de enfrentar a verdade incontestável de nossa própria mortalidade.
Podemos lutar contra vários inimigos, mas não podemos lutar contra a morte. O anjo da morte geralmente ganha.
Um dia chegará o momento de atravessar o vale da sombra da morte. Precisamos de um guia que nos ajude a encontrar o caminho através dessa região de trevas até a luz do outro lado. Onde encontrar um guia que possa nos levar através desse vale?
Deve ser alguém que já passou por ali antes, que já atravessou o vale, que possa nos pegar pela mão e nos guiar por onde ele passou.
A quem recorrer? Onde encontrar um guia como esse? Seu nome é Jesus! Ele já passou por ali. Ele conhece o caminho. Ele chegou até a luz do outro lado e virá para nos buscar.
Graças a Deus, nós, suas ovelhas, não atravessaremos esse vale sozinhos. Jesus vai caminhar conosco. Ele nos conduzirá para o outro lado.
Haverá um dia que os nossos guias na terra (Pais, amigos, pastores, etc...) nos levarão até determinado ponto.
Dali para frente apenas o Senhor Jesus Cristo poderá nos ajudar a atravessar. E assim Ele o dará.

HINO 81 DO HINÁRIO EVANGÉLICO:

3ª Estrofe:

E no momento de transpor o rio
Que Tu por mim quiseste atravessar,
Com Tua mão segura bem a minha,
E sobre a morte hei de triunfar

FONTE:
·         Creia Sempre – Ray Pritchard – Editora Vida
·         Hinário Evangélico Metodista – Editora Cedro