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sábado, 19 de setembro de 2015

A ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL NO BRASIL


ESBOÇO HISTÓRICO

“Eu tenho a certeza que as escolas dominicais são, atualmente, a melhor instituição prática para controlar esses elementos indisciplinados e violentos da sociedade e providenciar-lhes uma educação básica.” - Robert Raikes em audiência com a Rainha Carlota da Inglaterra.[1]

INTRODUÇÃO

Quando comemoramos o dia da Escola Dominical (3° domingo de setembro), normalmente nos lembramos do seu fundador, Sr. Robert Raikes (1736-1811), um jornalista que no ano de 1780, em Gloucester, na Inglaterra, iniciou um trabalho de educação cristã ministrada à crianças que não freqüentavam escola. A este homem sem dúvida alguma, devemos o início sistemático desta escola tão singular,[2] que se espalhou rapidamente por toda a Inglaterra, tendo oposição, todavia, contando também com o entusiasmo e apoio de inumeráveis pessoas, tais como, John Wesley (1703-1791)[3] e William Fox. Em 1788 a Escola Dominical já possuía, só na Inglaterra, mais de 250 mil alunos matriculados.[4]

Todavia, hoje queremos apresentar um esboço histórico do início da Escola Dominical no Brasil, para que junto possamos conhecer um pouco mais deste trabalho, que tantos benefícios espirituais trouxe, e continua trazendo à Causa Evangélica em nossa pátria.

Quando os primeiros missionários protestantes começaram a chegar no Brasil, o movimento das Escolas Dominicais já estava firmado na Inglaterra, tendo também, se tornado muito forte nos Estados Unidos. Isto explica parcialmente, o porquê deste trabalho ser logo implantado no Brasil, muitas vezes, até mesmo antes de se estabelecer formalmente o Culto público. Vejamos então, como a Escola Dominical surgiu no Brasil....

1. OS METODISTAS COMO PIONEIROS

No dia 28 de junho de 1835 embarca em Baltimore nos Estados Unidos rumo ao Brasil, o Rev. Fountain E. Pitts, que chegaria no Rio de janeiro em 19 de agosto de 1835,[6] permanecendo ali durante alguns meses, viajando em seguida para Montevidéu, e, depois de algumas semanas, tomou o vapor para Buenos Aires,que era o objetivo final de sua vinda.

O Rev. Pitts, entusiasmado com as perspectivas do trabalho evangélico, deu um parecer favorável à implantação de uma missão Metodista no Brasil. No dia 2 de setembro de 1835, ele escreve ao secretário correspondente da Sociedade Missionária da Igreja Metodista Episcopal (IME):

“Estou nesta cidade (Rio de Janeiro) há duas semanas, e lamento que minha permanência seja necessariamente breve. Creio que uma porta oportuna para a pregação do Evangelho está aberta neste vasto império. Os privilégios religiosos permitidos pelo governo do Brasil são muito mais tolerantes do que eu esperava achar em um país católico (...) Já realizei diversas reuniões e preguei oito vezes em diferentes residências onde fui respeitosamente convidado e bondosamente recebido pelo bom povo....”[9]

Na seqüência, Pitts opina sobre o caráter e a experiência daquele que deverá ser enviado como missionário...

“....Nosso pequeno grupo de metodistas precisará muito de um cristão experimentado para conduzi-lo; no entanto, eles estão decididos a se unirem e a se ajudarem mutuamente no desenvolvimento da salvação de suas almas (...) O missionário a ser enviado para cá dever vir imediatamente e iniciar o estudo do idioma português sem demora...”[10]

As sugestões de Pitts são aceitas. No dia 29 de abril de 1836 desembarca no Rio de Janeiro, proveniente de New York, Estados Unidos, o missionário, Rev. Justin Spaulding, acompanhado de sua esposa, o filhinho Levi, e sua empregada.[11] Spaulding demonstrou ser muito empreendedor no seu trabalho. Em carta ao secretário da IME, datada de 5/5/1836, menciona que já organizara uma pequena escola dominical com o grupo de metodistas que o Rev. Pitts reunira.[12] Posteriormente, em relatório ao secretário correspondente da IME, datado de 01/9/1836, acentua:

“.... Conseguimos organizar uma escola dominical, denominada Escola Dominical Missionária Sul-Americana, auxiliar da União das Escolas Dominicais da Igreja Metodista Episcopal... Mais de 40 crianças e jovens se tornaram interessados nela (...) Está dividida em oito classes com quatro professores e quatro professoras. Nós nos reunimos às 16:30 aos domingos. Temos duas classes de pretos, uma fala inglês, a outra português. Atualmente parecem muito interessados e ansiosos por aprender...”[13]

Desta forma, baseados nos documentos que temos, podemos afirmar que a primeira Escola Dominical no Brasil dirigida em português, foi organizada no dia 01 de maio de 1836. Com esta afirmação, estamos esclarecendo alguns equívocos cometidos, a saber: 1) A sugestão de que foi em junho de 1836 que o Rev. Spaulding teria iniciado a Escola Dominical;[14] 2) A afirmação de que foram os Congregacionais os primeiros a organizarem esta escola com aula em português em 19/08/1855;[15] 3) A declaração de que foram os Presbiterianos que iniciaram a referida escola em 1860.[16]

Voltando a nossa rota inicial, observamos que o trabalho Metodista apesar de ter sido bem iniciado, teve curta duração: a missão metodista, por diversas razões,[17] encerrou as suas atividades no Brasil em 1841. Neste mesmo ano[18] ou em 1842,[19] o Rev. Spaulding retornou aos Estados Unidos.

A missão Metodista só teria o seu reinício definitivo no Brasil, em 05/08/1867[20], com a chegada do Rev. Junius Eastham Newman (1819-1895) no Rio de Janeiro. Em abril de 1869, Newman mudou-se para o interior de São Paulo, Saltinho[21], trabalhando entre os colonos americanos... Ali, junto com os imigrantes de Santa Bárbara, organizou no terceiro domingo de 1871,[22] a Primeira Igreja Metodista do Brasil, com cultos em inglês. No entanto, o trabalho metodista só receberia convertidos brasileiros em 9 de março de 1879, no Rio de Janeiro.[23]

O Bispo John C. Granbery, da Igreja Metodista Episcopal do Sul, desembarcou no Rio de Janeiro de 4 de julho de 1886, fazendo então, a primeira visita episcopal metodista ao Brasil. Em 15/09/1886, organizou a primeira conferência anual metodista na Igreja Metodista do Catete.[24]

2. OS CONGREGACIONAIS: UMA ESCOLA DOMINICAL DEFINITIVA



O Dr. Robert Reid Kalley (1809-1888), médico e pastor escocês, acompanhado de sua esposa, Srª Sarah Poulton Kalley (1825-1907), desembarcou no Rio de Janeiro no dia 10/05/1855, às cinco horas da manhã, proveniente da Inglaterra[25].

O Dr. Kalley tivera uma experiência intensa. Ele como missionário na Ilha da Madeira – desde outubro de1838 –. realizava um trabalho muito concorrido, pontilhado por atividades de âmbito médico (fundando inclusive um hospital)[26], educacional e religioso. Foi então que em 1843, a Igreja católica moveu uma perseguição contra ele. Depois de passar vários meses (mais de cinco meses)[27] preso, foi liberto no final de 1843[28]. Em 1846 a situação tornou-se insustentável; a turba havia se voltado contra ele e, nem o consulado dava-lhe mais garantias... A sua casa “foi assaltada e queimada a sua biblioteca e valiosos manuscritos....”.[29] O caminho foi fugir da ilha – disfarçado de mulher enferma –, juntamente com algumas famílias de seus fiéis,[30] sucedendo-lhe centenas de outros protestantes que também fugiram dali.[31] À época, o Dr. Kalley era casado com Margaret Kalley, que viria falecer em 1851 na Síria[32]. Posteriormente (14/12/1852), casou-se com Sarah Poulton Wilson (1825-1907), "poetisa, lingüista e musicista",[33] proveniente de uma família abastada, que se tornaria nossa conhecida como Sarah Poulton Kalley[34].

As perseguições sofridas na Ilha da Madeira marcaram profundamente a sua personalidade, tornando-o bastante cauteloso em sua ação missionária, embora, sem jamais negligenciá-la.[35]

Devido a dificuldade de encontrar no Rio de Janeiro um imóvel que fosse conveniente para residência e atendesse aos seus objetivos na obra evangélica, o casal após visitar a Tijuca, Niterói e Petrópolis, decidiu-se finalmente por Petrópolis,[36] mudando-se para aquela cidade serrana em fins de julho de 1855, hospedando-se no hotel Oriente (que ficava localizado na atual rua Sete de Abril).[37] No dia 15 de outubro de 1855, finalmente o casal se mudou para a sua nova residência no distrito petropolitano de Schweizaerthal (bairro suíço), onde alugou a mansão “Gerheim” (“lar muito amado”),[38] de propriedade do Sr. Alexandre Fry.

A Escola Dominical foi inaugurada pelo casal Kalley em “Gerheim” na tarde de 19/8/1855.[39] - isto ocorreu com a permissão do atual inquilino da mansão: o embaixador americano Sr. Webb, que ainda não desocupara a casa,[40] com quem o Dr. Kalley fez boa amizade. Na ocasião a Srª Kalley leu a história do profeta Jonas, ensinou-lhes alguns hinos[41] e deram graças ao Senhor.[42]

Passados dois ou três domingos, a escola dominical passou a funcionar com uma classe de crianças e outra de adultos, sendo esta dirigida pelo Rev. Kalley, contando alunos negros[43]. “As classes da escola dominical continuaram a funcionar através de muitas dificuldades, tais como - os maus caminhos em ocasiões de grandes chuvas, doenças, distrações sociais, festas religiosas, visitas de amigos e, mais tarde, as ausências da amável professora, quando acompanhava o seu marido ao Rio, para animar os irmãos que tinham as suas reuniões no Bairro da Saúde”.[44]

Não se dispõe de dados estatísticos de matrícula e freqüência desta incipiente escola dominical; temos apenas alguns informes esparsos que nos revelam o seu crescimento constante:

Em 11/5/1856, a Srª Kalley começou a ler a Bíblia em português a algumas crianças e a duas de suas criadas (alemãs ?)[45]

Neste mesmo ano as reuniões passaram a ser realizadas em português, inglês e alemão.[46]

08/6/1856, além da presença de adultos, a Escola Dominical contava com dez crianças (quatro que falavam português[47] ou inglês[48] e seis que conheciam o alemão).[49]

Em 01/7/1856, há o registro de 13 alunos presentes. Num domingo de setembro, compareceram 17 alunos. A partir de outubro, a freqüência média passou a ser de 20 a 25 alunos, às vezes aumentando.

Uma aluna desta época, Christina Fernandes Braga[50]- avó da famosa historiadora Henriqueta Rosa Fernandes Braga[51] -, mais tarde, em 1917, relembraria com indisfarçável satisfação a sua infância, quando estudou com a Srª Kalley:

“Quando eu tinha a idade de 7 anos, em 1856, freqüentava a ‘Classe Bíblica’ do Dr. Robert Reid Kalley em Petrópolis, em sua chácara, à rua Joinville, hoje Ypiranga. Reuniam-se ali, das 2 ou 3 às 4 horas da tarde, aos domingos, para o estudo da Bíblia, sentados em volta de uma mesa grande, na sala de jantar, cerca de 30 a 40 alemães, meninos e meninas, em sua maioria, cada um trazendo seu Novo Testamento. Quem levasse decorados três versículos, recebia um cartãozinho com um texto bíblico; quem conseguisse adquirir 10 cartõezinhos, recebia um cartão maior, e quem conseguisse 3 maiores recebia um livro.

“Em todas as reuniões, cantavam-se hinos".

“À saída, encontrávamos os que vinham para o estudo bíblico em português - esses eram em menor número..."

“Após o estudo em português, reunia-se a ‘Classe Inglesa’”.

“(...) Deve-se notar que a ‘Classe Alemã’ era mais numerosa, pois a língua alemã era mais vulgarizada em Petrópolis, naquele tempo. Tanto o Dr. Kalley, como sua esposa, Mrs. Kalley, falavam bem esse idioma..."

“Mrs. Kalley só matriculava alunos de oito anos para cima e, no entanto, fui matriculada antes dessa idade, devido à minha persistência e porque sabia diversos capítulos de cor....”.[52]

Em 30/5/1860, o casal Kalley mudou-se para uma propriedade mais central em Petrópolis, denominada de “Eyrie”, pertencente ao Barão de Lucena (1835-1913), localizada à rua Joinville, n° 1 (Atual Avenida Ipiranga, 135).[53] A Escola Dominical continuou normalmente em sua residência.

Em 18/7/1864, nova mudança; agora o casal vai para o Rio de Janeiro, passando a residir provisoriamente na rua do Propósito, até que a reforma da sua nova casa fosse concluída, o que ocorreu em 18/11/1864, quando então foram morar à Travessa das Partilhas, 34 (depois 44 e 56). Nesta residência, a Escola Dominical continuou funcionando na sala de jantar. “Terminada a lição, os discípulos desciam a grande escadaria que ia ter ao salão da travessa das Partilhas, onde então se realizava o culto público e a pregação do Evangelho”.[54]

Com isso, os irmãos de Petrópolis que podiam, passaram a freqüentar a Escola Dominical do Rio de Janeiro, enfraquecendo assim, gradativamente a Escola de Petrópolis.[55] Por este ou por outros motivos, o fato é que este trabalho seria encerrado (1871 ?)[56]. No jornal O Christão - Órgão da União Evangélica Congregacional do Brasil e de Portugal -, de 15 de agosto de 1927, p. 7, encontramos um desabafo de alguém que subscrevia o seu artigo com as iniciais “A.A”, lamentando pelo término do trabalho em Petrópolis, ao mesmo tempo em que estimulava sua Igreja a reiniciar a obra evangélica naquela cidade.

Concluindo esta parte do estudo, podemos observar que a Escola Dominical organizada pelo casal Kalley, se caracterizou pela preocupação de se ensinar a Bíblia e hinos evangélicos. Recordemos o testemunho de sua antiga aluna: “Em todas as reuniões, cantavam-se hinos”. É digno de menção que eles editaram em 1861 um hinário com 50 hinos, intitulado, “Psalmos e Hinos para o Uso Daquelles que Amão A Nosso Senhor Jesus Cristo”, hinário que seria ampliado através dos anos: 2ª edição em 1865, com 83 hinos; 3ª edição em 1868 com 100 hinos; 4ª edição em 1873, 130 hinos.[57]

O casal retornou definitivamente para a Escócia em 1876.[58]

Neste método, encontramos delineado o princípio defendido por Martinho Lutero (1483-1546) em 1530, que disse: “Depois da teologia, não existe arte que se possa equiparar à música, porque sobre ela, depois da teologia, é que consegue uma coisa que no mais só a teologia proporciona: um coração tranqüilo e alegre.”[59]

3. OS PRESBITERIANOS E A ESCOLA DOMINICAL

O Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867) foi o primeiro missionário presbiteriano a se estabelecer no Brasil (12/8/1859) - antes dele esteve o Rev. James Cooley Fletcher (1823-1901), todavia, ele não pregou em português nem fundou igreja alguma, pois esta não era a sua missão, contudo, realizou um trabalho notável[60]...

Simonton, antes de vir para o Brasil estudara um pouco o português em New York,[61] no entanto, não se sentia seguro, como é natural, para pregar nesta nova e difícil língua...

Nestes primeiros meses de Simonton no Rio de Janeiro, torna-se visível a sua angústia por não conseguir aprender o português tão rapidamente como gostaria; ele se ofereceu a algumas pessoas para ensinar o inglês ou outra língua morta, enquanto elas, no caso, ensinariam-lhe o português ou, se não fosse o caso, ele forçosamente aprenderia o português, por ser obrigado a conversar com seus alunos na língua materna deles. Aqui dois personagens devem ser destacados. O primeiro, é o Dr. Manuel Pacheco da Silva (1812-1889), a quem Simonton trouxera carta de apresentação remetida por Fletcher.[62] O Dr. Pacheco era um intelectual, diretor do Externato do Colégio Imperial Dom Pedro II de 1855 a 1872,[63] função que exerceu com competência.[64] Ele era amigo de Fletcher e, tornou-se amigo, aluno de inglês e confidente de Simonton.[65] No início de seus contatos, o Dr. Pacheco ofereceu-se para ajudá-lo do estudo do português e Simonton retribuiu a oferta para o estudo do Hebraico.[66] Foi ele quem apresentou Simonton ao segundo personagem, que destaco; o Dr. Teófilo Neves Leão, que era Secretário da Instrução Pública, o qual "prometeu ajudá-lo a conseguir uma licença de professor, necessária para que pudesse legalmente abrir uma escola particular."[67]

Os dois tornaram-se amigos e, em dezembro de 1859, Simonton registra: "Começamos no dia seguinte (a aprender português e a ensinar inglês) e agora vou diariamente a seu escritório às duas horas. É importante ter como professor alguém que tenha bom conhecimento da língua."[68]

Apesar destes esforços, Simonton continuou tendo dificuldade com a língua e, as duas vezes em que anunciou no jornal a sua disposição em ensinar, não lhe trouxe alunos.[69]

Em 02/01/1860, Simonton mudou de residência, indo morar com uma família que falava o português: "Muitos esforços e orações foram coroados de êxito e moro em casa onde posso ouvir e falar o português (...) Estou bem instalado, mais que esperava em casa de fala portuguesa; já era mais que tempo de saber a língua da terra"[70].

Finalmente, em 22 de abril de 1860, ele começou uma classe de Escola Dominical no Rio de Janeiro, ao que parece na casa do Sr. Grunting, onde havia alugado um quarto para a sua residência, desde 10/4/1860, por um período de quase seis meses.[71] Este foi o seu primeiro trabalho em português. Os textos usados com as cinco crianças presentes (três americanas da família Eubank e duas alemãs da família Knaack), foram: A Bíblia, O Catecismo de História Sagrada e o Progresso do Peregrino, de Bunyan.[72] Duas das crianças, Amália e Mariquinhas (Knaack), confessaram ou demonstraram na segunda aula (29/04/1860), terem dificuldade em entender John Bunyan.[73]

A primeira Escola Dominical organizada em São Paulo pelos presbiterianos, ocorreu no dia 17 de abril de 1864, às 15 horas, com sete crianças, sob a direção do Rev. Alexander L. Blackford (1829-1890), que se encontrava no Brasil desde 25/7/1860 e, em São Paulo, desde 09/10/1863[74]. Este trabalho permaneceu e, posteriormente o seu horário foi transferido para às 10 horas, sendo seguido de um ato de Culto.[75]

Terminada esta parte histórica, façamos algumas considerações sobre a Educação Cristã...

4. A EDUCAÇÃO: IMPORTÂNCIA E LIMITES

O homem é um ser educável. Ninguém consegue escapar à educação; ela está em toda parte, sendo intencional ou não, somos bombardeados com informações e valores que contribuem para nos dar um nova cosmovisão e delinear o nosso comportamento,[76] conforme a assunção consciente ou inconsciente de valores e paradigmas que reforçam ou substituem os anteriormente aprendidos, manifestando-se em nossas atitudes e nova perspectiva da realidade que nos circunda.

A educação é um fenômeno “tipicamente humano”. Os animais podem ser adestrados, mas, só o homem pode ser educado. [77]

A educação é fundamental para uma construção e transformação social. A educação é mais do que a transmissão de informações; ela consiste principalmente na formação ética do homem[78]. A educação visa formar homens com valores morais que envolvam deveres para com Deus, para consigo mesmo, para com o seu próximo e para com a sua pátria.[79] A Educação moral engloba o homem todo, considerando-o como ser religioso, racional, emotivo, livre e responsável. A genuína educação visa formar o homem para viver criativamente em sociedade, a fim de que ele possa assimilar, adaptar e transformar a cultura, através de um posicionamento racional, emocional e moral; ou seja, que o homem viva e atue em seu meio, com a integridade do seu ser. Isto só se torna possível, se conseguirmos despertar em nossos alunos, o amor e o comprometimento incondicional com a busca da verdade; em outras palavras: compromisso com Deus e a Sua Palavra.

Todavia, se a educação é extremamente relevante, devemos observar que ela não resolve todos os problemas sociais, morais e espirituais. A educação pode nos mostrar o certo e nos estimular a praticá-lo; contudo, entre o conhecimento do certo e a sua prática, há uma grande distância (Vd. Rm 7.14-24).[80]

O filósofo grego Platão (427-347 aC.), seguindo o conceito de seu mestre Sócrates (469-399 aC.),[81] entendia que o homem pratica o mal por ignorância do bem. O problema para Platão, foi conseguir demonstrar a sua tese através do relacionamento com o seu “discípulo” de Siracusa, Dionísio, o Jovem. Este, cansado de suas lições, mandou Platão de volta para Atenas; em outro período (361 aC), quando Platão a seu pedido elaborou uma nova Constituição para Siracusa, o monarca não se agradando da mesma, o aprisionou. Este é apenas um, entre diversos exemplos que a História registra, de homens que sabiam a verdade, porém seguiam caminhos opostos.[82]

Reafirmamos a importância do ensino; todavia, enfatizamos que é o Espírito Santo Quem nos capacita a fazer a vontade de Deus, a seguir os Seus mandamentos: Estar convencido de uma verdade não capacita ninguém a praticá-la. (Vd. Jo 15.5; Fp 2.13; 1 Jo 5.3-5).

Por outro lado, devemos também reconhecer, que “Deus opera através de processos naturais de maneira sobrenatural.”[83] Nós como professores de Escola Dominical, somos os instrumentos naturais de Deus para uma obra que transcende a nossa capacidade de compreensão: a transformação do homem. Deus em Sua soberania se dignou em nos usar como Seus “instrumentos naturais” para a transmissão da Sua Palavra sobrenatural, daí a ênfase divina no ensino da Palavra (Vd. Dt 6.6-9; Pv 22.6; Os 4.6; Mt 28.18-20/1 Tm 4.1). O Evangelho “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Para tanto, o homem precisa conhecer o Evangelho, ser instruído a respeito do seu teor, e compete à Igreja fazê-lo. À Igreja cabe a responsabilidade intransferível de pregar o Evangelho a toda criatura. “A mais importante implicação da catolicidade da igreja, observa Kuiper, é seu solene dever de proclamar o evangelho de Jesus Cristo a todas as nações e tribos da terra.”[84] dominical

Van Horn declara o seguinte:

“O mestre cristão deveria descobrir o propósito do ensino: a formação do homem em sua personalidade independente servindo a Deus segundo Sua Palavra. Este propósito pode alcançar-se unicamente promovendo uma submissão obediente à Palavra de Deus tanto do mestre como do aluno.

“O ensino, segundo a Bíblia, é simplesmente a satisfação de uma necessidade divinamente ordenada (a renovação do homem caído e redimido no que Deus queria que ele fosse), em uma maneira divinamente ordenada (o uso de métodos conseqüentes com a autoridade máxima, as Escrituras).”

Concluindo, devemos nos lembrar que hoje nós somos herdeiros deste trabalho que cresceu e frutificou. Cabe-nos a responsabilidade de participar,orar e usar a nossa inteligência para aperfeiçoar a Escola Dominical, a fim de que ela continue sendo um veículo poderoso de propagação do Evangelho e de edificação espiritual da Igreja.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Chegada do Metodismo ao Brasil e o Trabalho dos Missionários



Uma síntese do Metodismo no Brasil de 1832 até 1885
Rev. Ronan Boechat de Amorim

1832

Em 1832 a Conferência Geral da Igreja Me-todista dos EUA decide estudar a possibilida-de de abrir trabalho missionário na América do Sul.

1835

Em 19 de agosto de 1835 desembarcava no Rio de Janeiro o Rev. Foutain E. Pitts, com a tarefa de reconhecimento e avaliação da aber-tura de frentes missionárias no Brasil, Uruguai e Argentina.

1836

Logo no início de 1836 o Rev. Pitts retorna aos EUA recomendando que se estabelecessem missões no Rio de Janeiro e Buenos Aires. Ele disse: “aquela gente tem o coração aberto para o Evangelho”. O relatório do Rev. Pitts causa grande impacto na Igreja Metodista dos EUA.

Em 29 de abril desse 1836 chega ao Rio de Janeiro, o Rev. Justin Spaulding para organizar o trabalho missionário.

Em junho de 1836 ele organiza a primeira Escola Dominical da Igreja Metodista no Brasil e a primeira Escola Dominical no Brasil. Tinha 30 alunos, entre os quais alguns brasileiros e o ensino era ministrado em português.

O Rev. Spaulding, no Rio, “iniciou seu tra-balho entre ingleses e americanos e em pouco tempo organizou uma congregação de 40 pessoas e uma Escola Dominical. Distribuiu entre o povo muitos exemplares das Escrituras Sagradas na língua por-tuguesa, fornecidos generosamente pela Sociedade Bíblica Americana. (...) Encontrou o povo bem dis-posto para seu trabalho”, conta-nos o livro Histó-ria do Metodismo, de Paul Eugene Buyers, pá-gina 409.

1837

Em 12 de novembro de 1937 chegaram novos missionários: Daniel P. Kidder e R.M. Murdy com suas respectivas esposas, Cynthia e Mrs Murdy. O trabalho era intenso. O povo brasileiro apreciava a pregação dos metodistas, mas havia muita oposição e hostilidade por parte dos padres. Estes diziam que o “protes-tantismo era o reino do Diabo”.

1840

Em 1940 morre Cynthia Harris Kidder, esposa do Rev. Kidder, vitimada pela febre amarela e é sepultada no Cemitério dos Ingle-ses, no Rio de Janeiro. Muito abalado e com um filho pequeno, Rev. Kidder retorna aos EUA. Em seu trabalho missionário de apenas três anos no Brasil o Rev. Kidder viajou bas-tante pelo país e mais tarde, nos EUA, escre-veu um livro contando e comentando sobre es-sas viagens. O Rev. Kidder tornou-se na Igreja-Mãe um grande líder, sobretudo na área do-cente da Igreja.

1841

O Rev. Justin Spaulding ficou no Brasil até o ano de 1841, quando voltou para os EUA a-companhado do Rev. Murdy e demais missio-nários. “Não sabemos com segurança quais foram os motivos da sua retirada e dos demais obreiros, mas sem dúvida o estado perturbado em que se a-chava a Igreja-Mãe, sobre a questão da escravidão, que a dividiu em 1844, foi a principal razão”, es-creve Paul E. Buyers.

1871

Em agosto de 1871 o Rev. Junius E. Newman, um imigrante que era pregador me-todista, depois de autorizado pela Igreja Epis-copal do Sul, organizou em Saltinho, perto de Santa Bárbara, SP, a primeira Igreja Metodista no Brasil, integrada por imigrantes norte-americanos. A Igreja também era conhecida como “Igreja do Campo” e reunia-se numa ca-sa de madeira.

O Rev. Newman escreve continuamente à Igreja-Mãe solicitando que o trabalho missio-nário no Brasil fosse retomado. Suas cartas sensibilizam a Igreja-Mãe.

1876

Em 2 de fevereiro de 1876 chegava ao Brasil o Rev. John James Ransom, oficialmente o 1º missionário metodista no Brasil enviado pela Igreja Metodista Episcopal do Sul dos EUA, que depois de algum tempo preparando-se, acabou por residir e desenvolver um trabalho missionário na cidade do Rio de Janeiro. O Rev. Newman fica como o Superintendente da Missão até 1879, quando Ransom assume essa função.

1877

Em 1877 falece Mary A. Newman, esposa do Rev. Newman e mãe de Annie e Mary.

1879

Em 1879 o Rev. Newman deixa Saltinho e vai para Piracicaba. Sem o Rev. Newman e su-as filhas a Igreja de Saltinho deixa de existir.

No natal de 1879 o Rev. Ransom casa-se com Annie, filha do Rev. Newman, indo morar e colaborar no trabalho missionário no Rio de Janeiro. Mas o casamento dura pouco, pois em meados de 1880 a jovem Annie morre.

O Rev. Ransom assume a Superintendência da Missão até 22 de dezembro de 1882.

1880

Em 1880, muito abatido pelo falecimento da esposa, o Rev. Ransom volta aos EUA para re-cuperar-se. Mas aproveita e prega em muitas Igrejas e Concílios, contanto suas experiências e desafiando a Igreja a investir mais em mis-sões no Brasil. Como resultado, traz consigo três novos obreiros.

1881

Em 16 de maio de 1881 chegam três novos missionários: o Rev. J. W. Koger e a esposa Frances S. Koger (que tinham um filhinho), Miss Marta Watts e o Rev. J. C. Kennedy, que vão trabalhar na cidade de Piracicaba, SP. O Rev. Koger foi logo designado missionário na cidade de Piracicaba e teve a ajuda de Miss Marta Watts que já no início de julho desse ano de 1881 organizava uma Escola Dominical, que reunia várias crianças nas manhãs de domin-go.

Em 2 de setembro de 1881, 4 meses depois de iniciado o trabalho, o Rev. Koger organiza-va a Igreja Metodista de Piracicaba com 9 membros. Era a terceira Igreja Metodista que surgia no Brasil. E 13 dias depois, Miss Watts abriu uma escola, que tinha uma única aluna. Por incrível que pareça essa foi a semente que mais tarde desabrocharia no Colégio Piracica-bano, que por sua vez, anos depois, viria a se transformar na UNIMEP, a primeira universi-dade metodista no Brasil.

No fim de 1881 o Rev. Kennedy, que esta-va em Piracicaba, vem para o Rio de Janeiro para ajudar o Rev. Ranson, que passaria a atu-ar também como um “evangelista geral”, com a tarefa de visitar, pregar e expandir para ou-tros lugares o trabalho missionário metodista. Foi assim que o metodismo chegou nas cida-des de São Paulo, SP, e Juiz de Fora, MG. O Rev. Ransom era também o redator da literatu-ra em português usada nas Escolas Dominicais metodistas. Ele é também o Superintendente do trabalho Missionário no Brasil.

1882

Em de setembro de 1882, os metodistas do Rio de Janeiro (liderados pelos Rev. Ransom e Rev. Kennedy) constroem o 1º templo metodis-ta no Brasil, a capela do Catete.

Em 22 de dezembro de 1882 o trabalho metodista no Brasil é dividido em duas áreas: o Distrito do Rio de Janeiro, sob a superinten-dência do Rev. Ransom e o Distrito de São Paulo, cujo Superintendente era o Rev. Koger, que também passa a ser o Superintendente Ge-ral do trabalho metodista no Brasil. O Rev. Ransom continua incumbido da expansão mis-sionária, particularmente em Juiz de Fora e na cidade de São Paulo.

1883

Em 4 de março de 1883, o Rev. Kennedy fica gravemente doente com a febre amarela e 11 dias depois viaja pra os EUA visando se res-tabelecer. Recuperado volta ao Brasil, casado com Jennie Wallace Kennedy, e trazendo con-sigo mais um missionário, o Rev. J. W. Tar-boux, com sua esposa e filhinho. O Rev. Tar-boux é designado para a congregação do Cate-te que funcionava no bairro de Santa Tereza, destinada aos estrangeiros.

Em outubro de 1883 o Rev. Ranson, o e-vangelista geral da Igreja, iniciou trabalho mis-sionário na cidade de São Paulo. No fim de ou-tubro Frances S. Koger, esposa do Rev. Koger, ficou muito doente e teve de ir aos EUA com seu filhinho para tratar-se. O Rev. Koger, para ser poupado, foi transferido para a cidade de São Paulo, Kennedy foi transferido para a Igre-ja de Piracicaba e para dar apoio ao Rev. Newman em Saltinho (Santa Bárbara). O Rev. Ransom ficou no Rio com o Rev. Tarboux.

O relatório estatístico da Missão no ano de 1883 registrava o seguinte: 5 missionários ho-mens, 4 missionárias casadas, 1 missionária solteira, 2 colportores (viajantes vendedores de Bíblias e livros), 130 membros e 21 candidatos a membro da Igreja Metodista do Brasil.

Em 1884

Em 10 de fevereiro de 1884 o Rev. Koger organiza a Igreja Metodista de São Paulo com 4 membros: 1 brasileiro, 1 inglês e um casal ita-liano; 3 homens e uma mulher. Organizou também uma Escola Dominical.

Em maio de 1884 chega a vez da Missão alcançar Juiz de Fora. Os primeiros passos fo-ram dados pelo Rev. Kennedy, mas o Rev. Ranson assume e muda-se para Juiz de Fora.

A chegada do metodismo...

Aos 11 de abril de 1884, com o restabele-cimento da esposa, o Rev. Koger volta a pasto-rear a Igreja de Piracicaba, onde permaneceu até sua morte e o Rev. Tarboux é quem assume a recém-criada Igreja de São Paulo. O Rev. Kennedy fica como pastor da igreja do Catete e da congregação metodista de língua inglesa em Santa Tereza. No final de 1884, Bernardo de Miranda e Ludgero de Miranda, dois ir-mãos membros da Igreja de São Paulo, come-çam no ministério pastoral. São os primeiros brasileiros no ministério pastoral. Bernardo Miranda desenvolve trabalho missionário a-brangendo Jundiaí, Penha e Mogi das Cruzes. Destacam-se também no cenário nacional dois outros obreiros da Igreja de São Paulo: os col-portores Samuel Elliot e João Bernini.

Em 2 de setembro de 1884 o Rev. Ransom, viúvo, casa-se novamente nos EUA. Tão logo retorna ao Rio de Janeiro dá especial atenção à redação e publicação dos periódicos da Escola Dominical, intitulados “A Escola Dominical” e “A nossa Gente Pequena”, ambos em portu-guês, utilizados em todas as Escolas Domini-cais metodistas no Brasil.

1885

Em janeiro de 1885 o Rev. Koger, Superin-tendente Geral da Missão no Brasil, promove em Piracicaba uma reunião de todos os mis-sionários metodistas no Brasil. A reunião ga-nhou o nome de Conferência Anual Missioná-ria e realizou-se nos dias 14 a 20 de janeiro. De-la participaram: Rev. Newman, Rev.. Koger, Rev. Kennedy e as missionárias educadoras Miss Watss e Miss Mary W. Bruce. Só o Rev. Ransom não compareceu.

“Entre outras coisas - descreve o Rev. Ken-nedy no seu livro Cincoenta Annos de Metho-dismo no Brasil - foram feitas as seguintes: Renderam-se graças a Deus pela conservação da vida e saúde de todos os novos obreiros desde a chegada dos novos reforços em maio de 1881; ouviram-se relatórios pormenorizados sobre todos os campos do trabalho, menos o de Minas Gerais, devido à ausência do seu pastor; fez-se um estudo minucioso dos métodos dos obreiros; tratou-se dos trabalhos escolares e li-terários, da tradução de certas obras importan-tes para o português, da obra de colportagem; de finanças e da distribuição de fundos; exten-são do trabalho em novos campos; deu-se mui-ta atenção à questão do reconhecimento pelo governo imperial, da nossa Igreja, como enti-dade jurídica, nomeando-se uma comissão permanente para tratar disso; da divisão do território entre as diversas igrejas evangélicas, desejosas de cooperar do melhor modo possí-vel, com as denominações cristãs, manifestan-do-lhes real simpatia e amor; externou-se a i-déia de que a Evangelização do Brasil, abaixo de Deus, dependeria, no fim das contas, mais de brasileiros convertidos, do que de missões sustentadas pela Igreja-Mãe; estudaram-se a questão da disciplina na igreja, especialmente com referência a observação do Dia do Senhor (Domingo) e a abstenção de bebidas, princi-palmente no fabrico e venda das mesmas...”

Ainda segundo o Rev. Kennedy, “no dia 20 de Janeiro de 1885, pela primeira vez na his-tória da nossa igreja brasileira, foram lidas as nomeações dos nossos pregadores e dali em diante não passou nenhum ano do calendário sem isso se fazer.

O Rev. Koger, Superintendente da Missão leu as seguintes nomeações:

Superintendente da Missão: J. W. Koger

Distrito do Catete: J.J. Ransom

Catete – Congregação de língua inglesa – a ser suprido

Catete – Congregação de língua brasileira – J.L. Kenndy e Samuel Elliot, ajudante

Circuito do Vale do Paraíba – J.J. Ransom

Distrito de São Paulo – J.W. Koger

Circuito e Estação de São Paulo – J.W. Tarboux e Bernardo de Miranda, ajudante

Circuito de Santa Bárbara – J.E. Newman

Circuito de Campinas – a ser suprido

Circuito de Piracicaba – J.W. Koger e um ajudante a ser suprido.”

Em 3 de março de 1885 começa a constru-ção do templo da Igreja de Piracicaba, o 2º templo metodista no Brasil, inaugurado no dia 1º de novembro do mesmo ano.

Em 5 de julho de 1885 organiza-se na Igre-ja do Catete a primeira Sociedade Missionária Metodista de Senhoras, hoje Sociedade de Mu-lheres Metodistas.

Bem, esta é uma síntese do metodismo no Brasil de 1832 até 1885. Brevemente continua-remos com a história do metodismo brasileiro até 1930, quando se deu a chamada “Autono-mia” da Igreja Metodista do Brasil em relação à igreja-mãe, a Igreja Metodista Episcopal do Sul dos Estados Unidos.