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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

‘Não se deve ampliar a voz dos imbecis’, diz Gloria Perez sobre evangélicos




Depois da polêmica repercussão da novela ‘Salve Jorge’ entre os evangélicos, a autora da novela Gloria Perez respondeu dizendo que os protestos são de interesse comercial e apelam mais para o fundamentalismo.


“E penso que, em casos assim, o pessoal da imprensa deveria seguir o sábio conselho do Millôr Fernandes: ‘Não se deve ampliar a voz dos imbecis’”, afirmou ela, segundo jornal O Globo.

Um grupo de membros da Igreja Universal do Reino de Deus fez campanha pelas redes sociais alegando que a novela faz veneração a Ogum – entidade espiritual representada no Brasil por São Jorge – e apologia ao lesbianismo.

A novela estreou com um índice considerado baixo no Ibope de 35,5 pontos, a segunda pior audiência em estréia no horário nobre da Globo, segundo o jornal Estadão.

Apesar disso, Gloria Perez disse que está feliz com a audiência da novela. “Achei surpreendente: estreamos no primeiro dia de horário de verão, quando todo mundo se atrapalha com a hora, enfrentamos o horário político, e ainda assim chegamos aos 40 pontos em São Paulo (a média foi de 35 pontos)”.

De acordo com a autora, o segundo capítulo que teve 37 pontos fez mais um “gol”, visto que desde 1985, com ‘Roque Santeiro’, um segundo capítulo não bate a audiência do primeiro.
Ibope ruim

Apesar do positivismo da autora, segundo o jornalista Lauro Jardim, a nova novela da Globo está com problema de audiência. 

Na última quinta-feira (31/10), ‘Salve Jorge’ registrou 28 pontos na Grande São Paulo, segundo números prévios do Ibope. E este é um índice que preocupa a emissora.

No mundo ideal e ambicioso da Globo, uma novela das nove deveria estar na faixa dos 40 pontos.

Fonte: The Christian Post e Veja

segunda-feira, 2 de julho de 2012

EVANGÉLICOS SÃO 22,2% NO BRASIL



O número de evangélicos no Brasil aumentou 61,45% em 10 anos, segundo dados do Censo Demográfico divulgado nesta sexta, dia 29, pelo IBGE.

Em 2000, cerca de 26 milhões se disseram evangélicos, ou 15% da população. Em 2010, eles passaram a ser 42 milhões, ou 22% dos brasileiros.

A queda do percentual de católicos é histórica, de acordo com o instituto. O número de católicos vem caindo desde 1970.

A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) perdeu fiéis entre o Censo 2010, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, e o de 2000.

Apesar do aumento da população brasileira no período analisado, a igreja fundada pelo bispo Edir Macedo perdeu 229 mil adeptos, passando de 2,102 milhões para 1,873 milhão.

Os dados sobre religião são obtidos por meio de amostragem.

Já a Igreja Mundial do Poder de Deus ganhou 315 mil seguidores e apareceu pela primeira vez na lista de igrejas do Censo.

A congregação foi fundada no final da década de 1980 por Valdemiro Santiago, após ele deixar a Igreja Universal, onde era pastor.

Entre aqueles que se declararam evangélicos em 2010, os de origem pentecostal (Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Nova Vida, entre outras) representavam 60% ou 10,4% da população.

Já os de missão (luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, adventistas, etc.) são 18,5% ou 4,1% dos brasileiros.

- O crescimento dos evangélicos foi impulsionado, principalmente, pelas igrejas pentecostais. As de missão pararam de crescer – explica Cláudio Dutra Crespo, da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

A Assembleia de Deus é a religião evangélica que mais cresceu entre 2000 e 2010, passando de 8,4 milhões para 12,3 milhões de fiéis.

sábado, 30 de junho de 2012

O Censo revelou uma mudança no perfil religioso dos brasileiros. O número de evangélicos aumentou 61% entre os anos 2000 e 2010, mas os católicos seguem sendo maioria no país.
Apesar disso, o número de fiéis diminuiu na última década. Em 2010, eram 123,3 milhões de católicos apostólicos romanos, 1,7 milhão a menos do que no ano 2000. A proporção caiu de 73,6% para 64,6% da população. Em 1970, eram quase 92%.
“A igreja não acompanhou os seus migrantes, não acompanhou o seu povo. A igreja tem que sair um pouco dos seus muros, das suas igrejas, tem que abrir janela, porta e ir onde está o povo de Deus”, opina o membro do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento/CNBB Thierry Lineard.
Os evangélicos, por outro lado, foram os que mais cresceram. Passaram de 15,4% para 22,2% da população. Em dez anos, as diferentes igrejas evangélicas conquistaram 16 milhões de fiéis. Hoje são mais de 42 milhões.
“Nós abordamos as pessoas, as suas casas, os logradouros públicos. Procuramos trabalhar na evangelização homem a homem, por assim dizer. Um trabalho de evangelismo pessoal”, conta o presidente da Confederação Nacional das Assembléias de Deus, José Wellington Bezerra da Costa.
Na última década, aumentou ainda a proporção de pessoas sem religião, que já são 8% dos brasileiros, e de espíritas, que são 2%. Tendência seguida por outras religiões como umbanda, budismo e candomblé, que ganharam seguidores.
A pesquisa que aponta o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil também mostra que as preferências em relação à religião variam bastante de região para região e de estado para estado.
O Nordeste é a região que proporcionalmente tem mais católicos. Os evangélicos têm maior participação no Norte e os espíritas no Sudeste. Entre os estados, o Piauí é o que tem o maior percentual de católicos, 85%. O de evangélicos está em Rondônia, 33,8%, e o de espíritas, noRio de Janeiro, 4%.
O Censo mostra que os espíritas são os que têm a maior renda e o maior nível de escolaridade.
“Esse movimento da diversidade que é muito próprio da sociedade brasileira se reflete sobre as religiões também, quer dizer, não temos mais uma igreja que seja absolutamente majoritária em todos os segmentos”, aponta o coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, Luís Antônio Pinto de Oliveira.
“O importante é você ter o respeito com o próximo e saber lidar com isso”, aconselha o músico Eduardo Arantes.


FONTE: G1 - IBGE

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS DIVULGA NOVA REALIDADE DAS RELIGIÕES NO BRASIL


  •  Em 2003, 74% dos brasileiros se declaravam católicos.
  • Em 2009, número caiu para 68,4%.
  • Número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%.
  • Aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião.
 A Fundação Getúlio Vargas divulgou, nesta terça-feira (23/08), um novo mapa das religiões no Brasil, traçado com base na última pesquisa de orçamentos familiares do IBGE.
 
A certidão de batismo é a lembrança do tempo em que Patrícia era católica. Hoje ela se diz sem religião e não faz questão que a filha de 8 anos escolha uma crença. “Eu acho que há pessoas que necessitam de uma igreja, de uma direção, e outras que não”, ela defende.
 
 A maioria dos brasileiros ainda é de católicos, mas a queda no número de seguidores é maior a cada ano.
  •  Em 2003, 74% dos brasileiros se declaravam católicos.
  • Em 2009, o número caiu para 68,4%.
  • A redução foi maior entre jovens e mulheres.
  • O número de evangélicos subiu de 17,9% para 20,2%.
  • Aumentou também o número de pessoas que afirmam não ter religião: de 5,1% para 6,7%.
O mapa mostra, acima de tudo, que o Brasil é um país de diversidade religiosa e isso fica bem caracterizado nas capitais brasileiras.
  • O Rio de Janeiro tem a maior proporção de espíritas.
  • São Paulo concentra mais seguidores de religiões orientais.
  • Porto Alegre tem a maior proporção de praticantes de religiões afro-brasileiras.
  • Vitória é a cidade mais evangélica entre as capitais.
  • Teresina tem a maior proporção de católicos.
  • E é em Boa Vista que há mais pessoas sem religião.
Um mapa que ainda deve se alterar nos próximos anos.
 
“Uma das coisas que mudaram mais, nos últimos 20 anos, eu diria que é a composição religiosa da população. Ela vinha mudando a uma determinada taxa, agora ela está mudando dez vezes mais rápido que nos cem anos antes”, avalia Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CRESCE O NÚMERO DE EVANGÉLICOS NOMINAIS


Segundo reportagem no site Folha.com, o número de evangélicos que não mantêm vínculo com nenhuma igreja cresceu, informa reportagem de Antônio Gois e Hélio Schwartsman, publicada na Folha desta segunda-feira (15.08.2011).

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, eles passaram de 4% do total de evangélicos em 2003 para 14% em 2009, um salto de 4 milhões de pessoas.

Os dados do IBGE também confirmam tendências registradas na década passada, como a queda da proporção de católicos e protestantes históricos e alta dos sem religião e neopentecostais.

No caso dos sem religião, eles foram de 5,1% da população para 6,7%. Embora a categoria seja em geral identificada com ateus e agnósticos, pode incluir quem migra de uma fé para outra ou criou seu próprio "blend" de crenças --o que reforça a tese da desinstitucionalização.

A matéria ainda apresenta um exemplo muito comum nos dias de hoje, que é o caso de uma senhora que frequenta Três Igrejas ao mesmo tempo.