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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Estresse no ministério pastoral: saiba como evitar

Fonte: Expositor Cristão / julho 2010, p.8 e 9.

Quem nunca teve um dia de estresse no trabalho? Quando este tema vira rotina e os sintomas se tornam crônicos é preciso ficar em alerta. Quando o assunto é o estresse em clérigos(as) é mais grave ainda porque estes se sentem responsáveis por uma gama de atividades e funções. Quando não dá para desempenhar todas as funções, automaticamente surge a cobrança pessoal. Se o trabalho se transforma em um tormento, você pode estar sofrendo a Síndrome de Burnout, um distúrbio psíquico causado por esgotamento físico e mental intenso associado ao trabalho. Isso sugere que quem tem esse tipo de estresse sente-se consumido física e emocionalmente, e começa a apresentar comportamento agressivo e irritado.
A matéria que você está lendo se refere ao estresse na vida dos clérigos(as). Para tal, a redação do Expositor procurou o psicólogo e pastor, Cesar Roberto Pinheiro que fez seu mestrado na PUC – Campinas. O pastor Cesar entrevistou 74 pastores(as) da 3ª Região Eclesiástica para chegar aos dados precisos do nível de estresse em clérigos(as) metodistas. O resultado do nível de estresse das pessoas pesquisadas foi maior, percentualmente, que o nível da população de São Paulo, ou seja, 50 por cento para os pastores(as) e 35 por cento para São Paulo. Isso é preocupante! Também procuramos o pastor e psicólogo, Josias Pereira, que tem uma ampla experiência em psicologia clínica e pastoral e, por fim, o ex-professor titular da faculdade de teologia e pastor aposentado, Rev. Ronaldo Sathler Rosa, por agregar uma larga experiência na área do cuidado pastoral.
Na pesquisa realizada pelo pastor Cesar, ele identifica que os pastores em geral têm uma grande dificuldade para lidar com esse tipo de tensão, pois o trabalho pastoral “constituiui-se em um dos mais polêmicos da sociedade, exigindo um conjunto de qualidades e responsabilidades às vezes, muito acima do que é exigido em outras profissões como, por exemplo: integridade ética e moral; equilíbrio emocional em todos os momentos; conduta exemplar; conhecimento em diversas áreas (musical, administrativa, legal, relacional); dedicação exclusiva; proximidade relacional (costuma-se dizer no meio eclesial metodista que ‘o pastor/a precisa ser um amigo/a’); saúde física plena (‘o/a pastor/a não pode ficar doente’); e senso de empatia”.
Destaque
O resultado do nível de estresse das pessoas pesquisadas foi maior, percentualmente, que o nível da população de São Paulo, ou seja, 50 por cento para os pastores(as) e 35 por cento para São Paulo.



O serviço pastoral, então, gera estresse? Ao citar alguns pesquisadores da área do estresse ocupacional, Cesar Pinheiro, afirma que “qualquer tipo de trabalho possui agentes potencialmente estressores para o indivíduo”. Nesse sentido, “o trabalho pastoral também está sujeito ao estresse. Os dados obtidos indicam que 50 por cento da população pastoral metodista [dentre 74 clérigos(as) entrevistadas], tende a estressar-se no exercício do ministério. Este percentual obtido é sobremaneira elevado, considerando-se dados de pesquisas recentes sobre o tema. De acordo com o estudo realizado pela Dra. Marilda Lipp, do Laboratório de Estudos Psicofisiológicos de Stress, da PUC-Campinas, a média do nível de stress na cidade de São Paulo é de 35 por cento. Logo a presença de estresse na amostra pesquisada encontra-se significativamente acima da média da população geral de São Paulo, e isto é muito preocupante”. Vale ressaltar, também, a orientação do psicólogo Josias Pereira: “uma pessoa estressada afeta as outras com as quais convive dispersando o seu mal estar entre os demais, pois o relacionamento inter e intrapessoal é altamente afetado”, portanto, o estresse pode interferir no lar.

Período mais estressante

Para Cesar o período mais estressante no ministério está entre os primeiros cinco anos. Ele afirma: “De acordo com minha pesquisa, os primeiros 5 anos do ministério pastoral tendem a ser os mais estressantes. Dentre a amostra estudada, 50 por cento relatou que os primeiros cinco anos foram os mais estressantes no ministério pastoral. Cabe destacarmos ainda que a parte do grupo (17 por cento) referiu o período entre 6 e 10 anos como o mais estressante do seu ministério”. Para Josias Pereira, sua experiência pastoral e psicológica indica que não é somente no início do ministério que o estresse atinge o pastor(a), mas também quando se aproxima da aposentadoria: “a rigor não podemos definir no início do ministério, pois tudo depende muito das condições pessoais e circunstanciais, bem como das contingências. No entanto, a experiência indica que é mais provável nos primeiros anos de ministério e nas proximidades da aposentadoria, talvez pela insegurança do porvir, que também se apresentam com freqüência em outras atividades”, e acrescenta: “quanto maior convicção do chamado divino, menor é o risco de estresses, pois o principal fator determinante são os conflitos de valores, embora esteja sempre inconsciente, pois quando conscientizados os sintomas podem a ser resolvidos”.
Também nesse sentido é reveladora a pesquisa de Roseli Margareta K. de Oliveira que aponta em sua dissertação de mestrado, numa pesquisa envolvendo 38 pastores da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) que, o nível de estresse está presente nos primeiros cinco anos do ministério, inclusive alguns dos pastores entrevistados pela pesquisadora, já se encontram com a síndrome de Burnout, ou como define o psicólogo Josias Pereira, “o esgotamento nervoso”. Se você é uma pessoa extremamente exigente e perfeccionista e que não mede esforços para atingir bons resultados, é preciso tomar cuidado, pois essas pessoas são as mais vulneráveis à síndrome. 

Sintomas com maior frequência

Os sintomas mais presentes de acordo com Cesar Pinheiro são definidos da seguinte forma: “sintomas físicos, por exemplo, dores de cabeça, boca seca, tensão muscular entre outras; sintomas psicológicos: ansiedade, vontade de fugir de tudo, hipersensibilidade emotiva...; sintomas físico-psicológicos (quando os anteriores estão presentes). Desta forma ao verificarmos a prevalência de sintomas, descobrimos que 48,65 por cento do grupo com estresse, apresentou sintomas psicológicos (com predominância entre as mulheres), 37,84 por cento, sintomas físicos e 13,51 por cento, estavam entre aqueles com ambos os sintomas. Um detalhe significativo é que, dentre as mulheres participantes da pesquisa, o segmento das clérigas casadas revelou maior índice de estresse (78,5 por cento) em relação às clérigas solteiras (45,45 por cento)”.
Para Josias Pereira pode-se considerar “os sintomas em função de suas conseqüências, isto é, há manifestações somáticas que são graves, porém, não apresentam urgência, pois suas conseqüências ocorrem a longo prazo, tais como fenômenos digestivos ou dermatológicos e outros tantos. Já as agudas são as crises circulatórias ou cardíacas, são os casos de AVC’s (acidente vascular cerebral, isto é, derrame cerebral ou infarto cerebral) que exigem atendimento com muita urgência, pois qualquer demora pode ser fatal”. Entretanto, ressalta o pastor, “é bom saber que para todos estes casos a prevenção ainda é o melhor remédio”.

Principais estressores ocupacionais em clérigos(as)

A pesquisa realizada pelo psicólogo Cesar Pinheiro revela dados surpreendentes, pois os maiores estressores em clérigos(as), os três mais importantes foram: “preocupação com a educação dos filhos frente às mudanças de residência; ter que sujeitar ao processo de nomeação pastoral e, por fim, ter que negociar os subsídios pastorais com a administração da Igreja”. Além do mais, as mulheres casadas tiveram um maior índice de estresse, possivelmente, “por estar relacionada aos múltiplos papéis sociais que elas precisam assumir, principalmente com respeito à vida pessoal”, conclui Cesar.
Acúmulo de funções também pode ser uma fonte de estresse, pois mesmo que a pessoa dê conta de realizar os trabalhos que lhe são designados, “quando ele não é reconhecido, a satisfação acaba se transformando em compulsão. Isso leva ao esgotamento, depressão ou transtornos ansiosos", como define a psicóloga Fernanda Elpes Nakao em uma entrevista na Revista Vida e Saúde em setembro de 2009.

Dicas de como prevenir o estresse

Existem meios de prevenir o estresse? O pesquisador Cesar Pinheiro dá algumas dicas: “É preciso considerar alguns aspectos importantes no controle e prevenção do estresse: alimentação, descanso, exercícios físicos, apoio psicológico e o cuidado pastoral”. Cesar afirma, ainda, que “a fé é um aliado poderoso no processo de enfrentamento do stress”.
O professor Ronaldo Sathler Rosa afirma que “a prática rotineira de atividades físicas, devidamente orientadas e ajustadas à condição particular de cada um, é fator positivo para a eliminação de cansaços desproporcionais e para o equilíbrio da personalidade. A vida sedentária atinge, obviamente, o humor, a vitalidade, e pode comprometer o exercício prudente e responsivo do ministério pastoral”. O professor lembra ainda que “em nossa cultura brasileira os homens, em geral, não dão muita importância ao aspecto preventivo para o seu próprio bem-estar integral. O ‘cuidar de si’, tanto corretiva como preventivamente, é condição para ‘cuidar de outrem’ por meio do cuidado pastoral”.
Sathler conclui que outro fator que contribui para que não se dê maior atenção à saúde entre pastores, “é a ausência de uma Teologia da Saúde: a saúde considerada como inserida na mensagem cristã da salvação. Não se restringe, portanto, às curas das patologias individuais e da sociedade. A mensagem da salvação visa à criação de novo modo de vida, de renovação da mente, de novas atitudes em linha com os ensinamentos das Escrituras. Uma causa provável da pouca atenção da teologia sobre a saúde, deve-se à ênfase unilateral na ‘união da alma com Deus’. O corpo, é, então, ignorado. Sofre a alma com o corpo danificado; sofre o corpo com a alma ferida!”.

Algumas regrinhas básicas para evitar o estresse:

Peça ajuda para resolver os problemas; fragilidades? Não tenha medo ou receio de expô-las; repense se você é uma pessoa perfeccionista. Ninguém consegue ser perfeito em tudo e controlar todas as situações; jamais se sobrecarregue, delegue funções; mantenha organizada sua rotina de trabalho, como por exemplo, horários para ler e responder e-mail’s, estudo, visitação, separe a sua folga pastoral para a família; desfrute do lazer, atividade física e vida social. Enfim, a vida de qualquer pessoa, independente de ser clérigo(a) ou não, precisa de um equilíbrio entre o prazer e as obrigações. Essa seria, em nossa conclusão, o segredo para uma vida saudável, tanto pastoralmente profissional como pessoal.

Pr. José Geraldo Magalhães Jr.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ter um cachorro faz bem a saúde

Já é de conhecimento geral que cachorros podem ajudar a diminuir o estresse, no entanto, outro motivo para gostar da ideia de ter um bichinho desses em casa é que eles deixam seu coração mais forte.
Pesquisadores de uma universidade japonesa monitoraram 191 pessoas, entre 60 e 80 anos, com colesterol alto, diabetes, e pressão sanguínea alta. 
Cerca de 40% dos participantes tinham um cachorro em casa. E foram esses os voluntários que mostraram maior variação nos batimentos cardíacos – isso diminui o risco de morrer por conta de alguma doença no coração.
Entre os pacientes com problemas em alguma das artérias do coração, aqueles que tinham um cão viveram um ano a mais do que os outros doentes, segundo a pesquisa.
Os pesquisadores não sabem explicar o motivo dessa melhora, mas acredita-se que ter a companhia de um cachorro supre parte da nossa necessidade de interação social e ainda nos deixa menos estressados.
Para quem pode: Vale a pena ter um cachorro!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

REDES WIRELESS: EXISTE ALGUM PERIGO PARA A SAÚDE?


Renato Sabbatini*


O grande crescimento das redes de comunicação de dados por tecnologia sem fio (wireless), como Wi-Fi, WiMax, OFDM e Bluetooth, tem causado alguma preocupação entre as autoridades de saúde em todo o mundo. Algumas perguntas são colocadas de imediato:
• Estaria realmente aumentando, no ambiente urbano, a intensidade média dos campos eletromagnéticos na faixa das radiofreqüências usadas em telecomunicação (900 MHz a 10 GHz)?
• Esses campos possuem potência suficiente para provocar algum tipo de dano biológico?
• A exposição contínua, a curta distância, às emissões de campos de radiofreqüência pode representar um risco à saúde? Qual?
• Existem situações especiais, como escolas e hospitais, em que não se recomenda colocar pontos de acesso sem fio, antenas onidirecionais ou direcionais, etc?
Caso essas respostas sejam todas positivas, corremos o risco de estar vivendo um experimento de larga escala, no qual centenas de milhões de pessoas estão expostas. Os resultados danosos poderiam ser catastróficos, principalmente em longo prazo.

Radiação não-ionizante

Felizmente, parece não haver motivos para preocupação, dizem os cientistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este órgão multilateral da ONU montou há alguns anos um grupo de especialistas para investigar os resultados da literatura científica e médica a respeito dos efeitos de campos eletromagnéticos não-ionizantes sobre a biologia e a saúde.
O tipo de radiação utilizada em radiocomunicação (incluindo o rádio e a televisão, que existem há muito tempo) é do tipo não-ionizante. O que significa isso? Ao contrário da radiatividade, dos raios gama, dos raios-x e de alguns tipos de raios ultravioleta, as microondas e ondas de rádio não possuem energia suficiente para quebrar ligações moleculares. Quando isso acontece, elétrons são arrancados pela energia da radiação incidente e formam-se íons, cujo acúmulo pode ser nocivo para as células e tecidos orgânicos, levando à morte celular e à mutação. Em casos de exposição longa e intensa aos raios ionizantes, pode surgir até mesmo o câncer, como aconteceu com os sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki e com os moradores próximos a Chernobyl, entre outros exemplos.
O único efeito plenamente demonstrado das radiações não-ionizantes (RNI) é o aquecimento da matéria, por rotação e agitação de moléculas bipolares. É este, aliás, o princípio por trás do forno de microondas. E o calor pode realmente causar danos biológicos consideráveis, se for de uma certa energia.

Baixa potência

Nos dispositivos usados para telecomunicação, em geral a potência utilizada é muito baixa. Por exemplo, uma antena de uma estação radiobase típica de telefonia celular irradia entre 20 W a 100 W. A antena do telefone celular GSM irradia menos do que 1 W. Um ponto de acesso Wi-Fi fica entre 30 mW e 200 mW. Ou seja, é muito pouco para provocar qualquer efeito térmico significativo. Um fator extremamente importante é que, à medida que uma pessoa se afasta de uma antena, a intensidade cai de maneira muito rápida. A alguns metros de uma antena de Wi-Fi, por exemplo, a intensidade é de apenas um milésimo da original. A 20 ou 30 metros, a radiação é tão pequena que somente instrumentos muito pequenos são capazes de detectá-la.
Além disso, quanto menor o alcance da antena, menor é a potência de irradiação utilizada. Por exemplo, pontos de acesso Wi-Fi domésticos são projetados para um raio de cerca de 60 a 70 metros. Um dispositivo Bluetooth alcança no máximo um par de metros de distância. Uma estação radiobase de telefonia celular alcança algumas centenas de metros a no máximo a uns 2 km. Um estudo francês, que monitorou 24 horas por dia, através de um sensor portátil, os campos de radiofreqüência a que estavam submetidos voluntários no seu cotidiano, detectou que as freqüências de 900 MHz a 6 GHz (usados na telefonia celular - GSM, CDMA, TDMA - e nas redes Wi-Fi, OFDM e WiMax) representam menos de 2% de toda a potência recebida ao longo do dia. As rádios FM e os canais de TV em UHF e VHF são as que mais contribuem, com cerca de 10% a 20%.
A maior surpresa (mas não tanto) é que cerca de 70% dos campos de radiofreqüência que recebemos são oriundos de fontes naturais, como o sol, os planetas, os corpos aquecidos de qualquer natureza, etc. Com isso, é absolutamente irrelevante a contribuição total de densidade de potência de radiofreqüência dos sistemas de comunicação sem fio.
A densidade de potência média também não parece estar aumentando. Ela é muito pequena, pois os sinais de rádio das múltiplas fontes e freqüências interferem uns com os outros, pois não são sincronizados.
No caso das antenas direcionais, como as parabólicas, embora elas tenham uma intensidade maior que os outros tipos de antenas, o dano biológico provável é também muito pequeno, pois geralmente elas são colocadas em pontos muito altos, fora do trânsito normal de pessoas. Os feixes emitidos abrangem um espaço bem restrito. Os únicos que devem se preocupar com elas são os trabalhadores que fazem montagens e manutenção em grande proximidade, mas a forma de evitar possíveis danos é simples: basta desligar o equipamento quando estas atividades forem realizadas.

Limites de segurança

Depois de 50 anos de pesquisas e mais de 20 mil trabalhos publicados, a conclusão do grupo da OMS é clara: não existem efeitos sistemáticos comprovados pela radiação não-ionizante (RNI) sobre a saúde humana, desde que os sistemas respeitem determinados limites máximos de exposição (em biologia, tudo em excesso pode fazer mal, até água; então, as exposições a agentes físicos e químicos devem ser limitadas).
Nesse sentido, nos anos 70 formou-se um comitê científico independente, chamado ICNIRP (International Committee for Non-Ionizing Radiation Protection, ou Comitê Internacional para a Proteção de Radiações Não-Ionizantes). Esse comitê determinou, em versões sucessivas, quais são os níveis de RNI do espectro eletromagnético, para cada faixa de freqüência, que provocam o aquecimento de 1 grau Celsius em um volume determinado de matéria. Em seguida, dividiram esse valor por 50 e propuseram os valores limites de segurança que não devem ser ultrapassados.
Atualmente, todos os equipamentos de radiofreqüência respeitam esses limites, dos handsets de telefonia celular às placas de Wi-Fi de laptops, das grandes antenas de rádio e TV às pequenas microcélulas da telefonia celular. O Brasil, através de normas legais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), adotou os padrões ICNIRP, e os fabricantes e operadoras são obrigados a respeitá-los para homologar seus equipamentos e sistemas.

Conclusões

Os prefeitos e secretários de saúde e de meio ambiente das comunidades que estão querendo implementar redes sem fio para projetos de Cidade Digital podem ficar tranqüilos quanto a um potencial risco de saúde para a população. As densidades de potência das antenas onidirecionais e a direcionalidade das antenas parabólicas excluem a probabilidade de interações danosas com organismos vivos, mesmo em longo prazo.
Um estudo dinamarquês, que acompanhou mais de 400 mil usuários de telefones celulares por até 20 anos, demonstrou risco zero de câncer. E os estudos de revisão feitos por um grande número de órgãos nacionais e internacionais envolvidos com a proteção à radiação concluíram unanimemente que não existem motivos para temer riscos à saúde dessas radiações não-ionizantes, desde que sejam respeitados os limites de segurança.
* Renato Sabbatini é PhD em neurofisiologia e professor em tecnologias de informação e comunicação em saúde da Unicamp. Foi presidente da Federação Latino-Americana da Associação Internacional de Informática Médica e da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde. Atualmente é presidente do Instituto Edumed para Educação em Medicina e Saúde, que ajudou a fundar, e consultor independente. Foi eleito em 2007, pela revista InfoExame, um dos 50 Campeões em Inovação em Tecnologia. Formas de contato: sabbatini@edumed.org.br e (19) 3252-7762.
Copyright © 2007 Renato Marcos Endrizzi Sabbatini 

domingo, 12 de agosto de 2012

BISPO ADONIAS DEIXA A U.T.I. APÓS CATETERISMO

O bispo Adonias Pereira do Lago, submetido a um cateterismo após um infarto no dia 5 de agosto, já está no quarto. Ele passou alguns dias na UTI Coronária, no Hospital Santa Rosa em Cuiabá-MT em observação. 
fonte: Assessoria de Comunicação da Igreja Metodista
Ele falou por telefone com o Secretário Executivo do Colégio Episcopal, bispo Stanley da Silva Moraes, nesse sábado, 11, e disse que está bem.
O procedimento agora é aguardar a avaliação da equipe médica para os próximos passos. O bispo Adonias pediu também para agradecer ao povo metodista que orou e continua intercedendo pela vida dele. 
O Colégio Episcopal da Igreja Metodista convoca todos/as os/as metodistas a interceder pela vida do bispo Adonias Pereira do Lago e por seus familiares.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ESTADO DE SAÚDE DO BISPO ADONIAS

Estimados(as) pastores(as),


Graça e Paz!


- Comunicamos para os devidos fins:

Dia 05/08, no 1º domingo do mês de agosto de 2012, fomos surpreendidos ao saber que nosso amado bispo Adonias havia passado mal enquanto descansava de uma viagem missionária para Cuiabá-MT.

Ontem, digo que, ao amanhecer, pelas 5:30hs da manhã, o bispo sentiu dores fortes na região do tórax, uma queimação no estômago, forçou vomitar, as dores passaram a aumentar, e ele percebeu que teve que fazer um esforço maior para se levantar e pedir por ajuda.

Na oportunidade, o bispo estava hospedado na casa do nosso irmão pastor Rogério Caputi. E, apresentando muita dificuldade, o bispo solicitou ao amado pastor que o levasse até o hospital, e assim, passasse por um exame médico (palavras do próprio bispo para mim).

Todos, achavam que não era nada de pior ou mais grave.

E as dores vinham e iam...algumas vezes mais fortes que outras. Ao chegarem no hospital, depois de realizarem vários exames ficou diagnosticado que realmente tinha sido um enfarto.

Foi exatamente: Momentos difíceis, de agonia e de aflição... UM SUSTO PARA TODOS NÓS! Mas, para o nosso conforto emocional e espiritual, informo que o pior já passou.

Ele agora está bem.

O nosso bispo foi transferido para o melhor hospital da cidade, onde os recursos são indiscutivelmente os melhores do Estado.

Enquanto o bispo Adonias e eu conversávamos, ele no leito do hospital, num gesto de amor e companheirismo, eu disse carinhosamente ao bispo que ele deveria descansar, o aconselhei diminuir um pouco o ritmo, compartilhar conosco um pouco desse fardo e se tranquilizar para recompor as suas forças, pois a Igreja reconhecia todo o seu potencial e estava em oração por ele, ao lado dele, naquele instante de lutas, retalhações e tantos desafio.

Percebi que o seu semblante mudou, ele esboçou um olhar maravilhoso e um sorriso contagiante. Agradeceu-me, demonstrando-me quebrantamento.

Apesar desse momento turbulento e de tensão, o bispo recebeu no hospital o acolhimento e a visita de alguns de nossos membros.

Sempre sereno e tranquilo acolheu a todos com amor e pastoreio.

Realmente foi um grande susto. O deixamos no hospital, sob os cuidados médicos, mas ele nos deixou uma imagem boa em nossa lembrança.

Queridos/as,

Mesmo com dificuldades, o bispo expressou ânimo, fidelidade de servo e filho de Deus, demonstrou carisma e fé pelas coisas que ele crê, compartilhou comigo naqueles momentos de experiências..., juntos, ele dividiu comigo alguns de seus melhores sonhos para a Igreja Metodista no Brasil e um cuidado especial com os Campos Missionários. Realmente, foi incrível ver em seus olhos tamanha paixão.

Então, depois que recebemos a notícia do médico, o pastor Rogério, como sempre... sempre disposto para servir, tratava dos detalhes entre os corredores do hospital: a de confortar alguns colegas, familiares, amigos que pediam notícias por telefone... e nós permanecemos com o bispo, ao lado dele, até que ele fosse transferido para a UTI.

As Igrejas de Cuiabá e Várzea Grande-MT estão unidas, dando apoio e assistência ao bispo.

Agora, ele está em recuperação. Continua fazendo exames, e pedimos o carinho, apoio e atenção de todos/as os/as colegas pastores/as para que se mantenham e oração para que dias melhores venham e tragam-nos, com mais pressa, a recuperação do nosso querido pastor e bispo Adonias.

Logo mais, estarei indo para o hospital, revê-lo, e mais tarde poderemos dar novas e boas notícias.

Tudo está sobre o controle do Senhor, e a nós, dispomo-nos em servi-lo com o nosso melhor.

Sem mais, aguardem novas informações e contatos.

Registro aqui a nossa emoção, gratidão a Deus, e testemunhamos pelo extraordinário apoio e estima de nossos amados colegas neste momento de solidariedade.

"Um semeou, o outro, plantou, o outro treinou, mas Deus é que dá o crescimento"

A DEUS SEJA A GLÓRIA.

Um forte abraço pastoral,

Rev. Osni Ferreira Benedito

IGREJA METODISTA EM VÁRZEA GRANDE-MT.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

INAUGURADO A USF - UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DO BAIRRO SÃO PEDRO


Os moradores do bairro São Pedro estão comemorando a entrega da Nova Unidade de Saúde da Família (USF), realizada na noite do dia 17 de Julho de 2012. As novas USFs possuem os mesmos moldes da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e essa é a terceira unidade inaugurada, de um total de oito que estão sendo construídas na cidade. Além do bairro São Pedro, as novas unidades foram inauguradas nos bairros Getúlio Vargas e Piteiras.

A inauguração teve início com a Palavra do Rev. Ednaldo Breves, que leu o Salmo 133 e falou sobre a importância da Unidade, pois onde há unidade Deus ordena a bênção e a vida. Destacou a conquista da Comunidade, como fruto da bondade de Deus, empenho das Autoridades Públicas do Município, Dirigentes antigos e atuais da Associação de Moradores, instituições e moradores locais. Falou do abaixo assinado que os membros da Igreja Metodista fizeram em maio de 2008, solicitando a obra, tendo sido colhido mais de 1100 assinaturas. A seguir orou agradecendo a Deus e pedindo suas bênçãos para as Autoridades Municipais, Funcionários que trabalharam na construção do Posto, Funcionários da Saúde que vão trabalhar no Posto e para todos os moradores do bairro.

A seguir a palavra foi dada ao presidente da Associação de Moradores, Ednaldo Martins Garcia, que agradeceu pela obra. - A nova unidade é um sonho de muitos anos e chegou no momento certo. Agradecemos por mais essa conquista, que é uma vitória de todos os moradores. A Prefeitura não mediu esforços para trazer a USF para o bairro. Essa é uma obra de qualidade que conta com profissionais qualificados e os moradores não precisarão mais se deslocar para outros bairros para serem consultados. Tenho certeza que essa é a primeira de outras obras que virão para o bairro - comemorou.

O Vereador Lula, também falou da relevância da obra e parabenizou a comunidade de São Pedro por esta belíssima obra.



No final o secretário de Saúde, Wilton Neri, fazendo uso da palavra, disse que a nova unidade é uma grande conquista dos moradores.

- É uma alegria poder entregar essa unidade aos moradores. Essa é uma obra bonita e de qualidade, que valoriza todo o bairro. A USF - construída nos mesmos moldes da UPA - é mais um benefício na área de saúde para a comunidade. Já entregamos três unidades novas e vamos entregar mais cinco nos bairros Jardim Primavera, Boa Vista II, Santa Lúcia, São Luís e Loteamento Belo Horizonte - no bairro Vista Alegre - comenta ele, citando ainda outras obras na área de saúde, como as duas Clínicas da Família (Boa Sorte e Vista Alegre) e a UPA da Região Leste.

A seguir as autoridades que compunham o Palanque foram até a entrada do posto, onde desataram a fita, dando por inaugurado o Posto, que foi aberto para visitação de uma população feliz e grata pelo que estavam vendo.



Nossa gratidão a diretoria atual da Associação de Moradores do Bairro São Pedro!

Nossa gratidão a diretoria anterior da Associação de Moradores do Bairro São Pedro


REAÇÃO DOS MORADORES:


Os moradores estavam muito contentes, como contam a funcionária pública Eliane Rodrigues de Castro, moradora do bairro há 47 anos, e a pedagoga Maria do Carmo Garcia - uma das primeiras moradoras do bairro.


- Em 2008, a Igreja Metodista fez um abaixo assinado solicitando a implantação de uma unidade de saúde e, na ocasião, conseguiu mais de mil assinaturas. O bairro estava precisando de uma obra como essa e estamos muito felizes - comenta Eliane Rodrigues de Castro.

- Moro no bairro há mais de 50 anos e acompanhei o desenvolvimento da comunidade. Essa USF é uma reivindicação antiga dos moradores e só temos a agradecer. A administração pública se preocupou com o que era mais necessário para o bairro e estamos muito felizes. A nova unidade é mais um sonho realizado - concluiu Maria do Carmo Garcia.

sábado, 14 de julho de 2012

UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO BAIRRO SÃO PEDRO - UM SONHO DE TODA COMUNIDADE

Um sonho realizado! Depois de muita luta, muito esforço de toda liderança comunitária, um abaixo assinado com mais de 1150 assinaturas colhidas pela Igreja Metodista entre os moradores do bairro, muitas audiências com Secretários de Saúde do Município, prefeitos e gestão diferentes, vemos que todo esforço, toda luta e que a espera teve um final feliz!

Prestes a ser inaugurado, nesta Terça Feira, 17.07.2012, às 19:00 Hs, a UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA, USF, não é uma conquista de uma pessoa ou um Grupo isolado, mas uma conquista de uma comunidade que soube superar as diferenças por uma causa maior!

Obrigado Prefeito José Renato!
Obrigado Secretário Municipal de Saúde, Dr. Wilton Neri!
Obrigado a todas as Lideranças Comunitárias, atuais e anteriores!

Acima de tudo:

MUITO OBRIGADO SENHOR DEUS POR ESTA IMPORTANTE CONQUISTA!


Os bairros que estão recebendo as obras das novas unidades de saúde são: Piteiras e São Pedro, sendo que este último passará a contar também com o Programa Saúde da Família. 

Ainda serão entregues as unidades dos bairros Boa Vista II, Jardim Primavera, e em breve terão início as obras no Loteamento Belo Horizonte, no bairro Vista Alegre, Santa Lúcia e São Luís.

 Que venham mais obras para a nossa cidade!!!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

BARRA MANSA APROVA LEI CONTRA POLUIÇÃO SONORA DE CARROS


BARRA MANSA APROVA LEI CONTRA POLUIÇÃO SONORA DE CARROS


O excesso de ruído, nos centros urbanos, que causa incômoda poluição sonora, é prejudicial à sáude e ao bem estar da população e constitui parte integrante da poluição ambiental. Estudiosos do tema indicam que os efeitos mais nocivos  ao homem, durante os anos, submetido ao excesso de ruído, são: perda da audição, sensibilidade a ruído, interferência na comunicação, enxaqueca, agressão ao sono, problemas cardíacos, estresse. Em tempos em que já há cidades brasileiras onde o som excessivo do toque de celulares jé coibido por lei,  os veículos que circulam com sons que incomodam os ouvidos -hoje cena muito comum em vias urbanas- estão com os dias contados, pelo menos no Município de Barra Mansa. A Câmara de Vereadores do município do Sul Fluminense, terra natal de Jair da Rosa Pinto, ex- craque da seleção brasileira que disputou a Copa de 50 ( Jair nasceu em Quatis, hoje município emancipado, na época era distrito de Barra Mansa), acaba de aprovar uma lei de proteção ambiental que fiscalizará e punirá proprietários de veículos que infringirem limites de som previstos na legislação pertinente.
Um bom exemplo para os demais municípios brasileiros. A norma, que agora será submetida à apreciação do Poder Executivo, prevê a retenção dos veículos para regularização e multa no valor de R$ 600,00 ao dono do carro. Registre-se que também constitui infração de trânsito, prevista no Artigo 228, do Código de Trânsito Brasileiro (infração de competência municipal), usar no veículo equipamento com som em volume ou frequência que não sejam autorizados pelo Contran, conforme regulamentação estabelecida na Resolução/ Contran 204/06, relativamente ao volume e frequência de sons de equipamentos utilizados em veículos e que estabelece ainda a metodologia para medição a ser adotada pelas autoridades de trânsito ou seus agentes, na forma que se segue.

RESOLUÇÃO Nº 204, DE 20 DE OUTUBRO DE 2006

Art. 1º. A utilização, em veículos de qualquer espécie, de equipamento que produza
som só será permitida, nas vias terrestres abertas à circulação, em nível de pressão sonora não superior a 80 decibéis - dB(A), medido a 7 m (sete metros) de distância do veículo.
Parágrafo único. Para medições a distâncias diferentes da mencionada no caput,
deverão ser considerados os valores de nível de pressão sonora indicados na tabela do Anexo
desta Resolução.

Art. 2º. Excetuam-se do disposto no artigo 1º desta Resolução, os ruídos produzidos
por:

I. buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha-à-ré, sirenes, pelo motor e demais
componentes obrigatórios do próprio veículo;

II. Veículos prestadores de serviço com emissão sonora de publicidade,
divulgação, entretenimento e comunicação, desde que estejam portando
autorização emitida pelo órgão ou entidade local competente.

III. Veículos de competição e os de entretenimento público, somente nos locais
de competição ou de apresentação devidamente estabelecidos e permitidos
pelas autoridades competentes.

Art. 3º. A medição da pressão sonora de que trata esta Resolução se fará em via
terrestre aberta à circulação e será realizada utilizando o decibelímetro, conforme os seguintes
requisitos:

I. Ter seu modelo aprovado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial - INMETRO, atendendo à legislação metrológica em vigor e
homologado pelo DENATRAN - Departamento Nacional de Trânsito;

II. Ser aprovado na verificação metrológica realizada pelo INMETRO ou por entidade
por ele acreditada;

III. Ser verificado pelo INMETRO ou entidade por ele acreditada, obrigatoriamente
com periodicidade máxima de 12 (doze) meses e, eventualmente, conforme
determina a legislação metrológica em vigor;

§ 1º. O decibelímetro, equipamento de medição da pressão sonora, deverá estar posicionado a
uma altura aproximada de 1,5 m (um metro e meio) com tolerância de mais ou menos 20 cm.
(vinte centímetros) acima do nível do solo e na direção em que for medido o maior nível
sonoro.

§ 2º. Para determinação do nível de pressão sonora estabelecida no artigo 1º., deverá ser
subtraída na medição efetuada o ruído de fundo, inclusive do vento, de no mínimo 10 dB(A)
(dez decibéis) em qualquer circunstância.

§ 3º. Até que o INMETRO publique Regulamento Técnico Metrológico sobre o
decibelímetro, os certificados de calibração emitidos pelo INMETRO ou pela Rede Brasileira
de Calibração são condições suficientes e bastante para validar o seu uso.
Art. 4°. O auto de infração e as notificações da autuação e da penalidade, além do
disposto no CTB e na legislação complementar, devem conter o nível de pressão sonora,
expresso em decibéis - dB(A):
I. O valor medido pelo instrumento;
II. O valor considerado para efeito da aplicação da penalidade; e,
III. O valor permitido.

Parágrafo único. O erro máximo admitido para medição em serviço deve respeitar a
legislação metrológica em vigor.

Art. 5º. A inobservância do disposto nesta Resolução constitui infração de trânsito
prevista no artigo 228 do CTB.

Art, 6o . Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ANEXO

Nível de Pressão Sonora (máximo )                                             Distância de medição

104 decibéis                                                                                    0,5 metros
98 decibéis                                                                                      1,0 m
92 decibéis                                                                                      2,0 m
86 decibéis                                                                                      3.5 m
80 decibéis                                                                                      3,0 m
77 decibéis                                                                                    10,0 m
74 decibéis                                                                                    34,0 m 

Acresce-se o fato de que transitar com som alto, em incômodas “orquestras ambulantes”, sem que se possa sequer ouvir o som das buzinas dos outros veículos ou o som do apito do guarda, colocando em risco a segurança de trânsito, também constitui, além de infração de trânsito e infringência à lei específica ambiental por poluição sonora e a normas do CONAMA, contravenção prevista no Artigo 42 da Lei de Contravenções Penais.

Que o bom exemplo de Barra Mansa contagie a todos na busca de um trânsito civilizado (se beber não dirija) e menos nocivo aos humanos e ao meio ambiente. É o que se espera de uma sociedade dita civilizada.  .

                           Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro

SOM ALTO É CRIME; LIMITES JÁ CONSTAM DE LEI AMBIENTAL


SOM ALTO É CRIME; LIMITES JÁ CONSTAM DE LEI AMBIENTAL
A prática é comum; muitos nem percebem os prejuízos que causam aos seus semelhantes. O excesso de som é crime e pode provocar danos à saúde das pessoas. Em Cuiabá, uma equipe de fiscalização trabalha dia e noite para tentar coibir os exageros, que acontecem nas ruas, praças, estabelecimentos comerciais e até em residências.
Nos finais de semana, o telefone do Disk Silêncio recebe, em média, 80 reclamações de som alto a cada noite. Em muitos casos, os fiscais precisam de apoio da Polícia Militar para realizar o trabalho, devido a resistência dos infratores. "Geralmente isso ocorre em locais públicos, postos de combustível, bares, onde os envolvidos estão alcoolizados e não aceitam a ordem para baixar o som. Alguns até nos agridem", relata o fiscal Ademir Gomes de Moura.
Nos locais onde é constatado o exagero, os aparelhos são apreendidos e um auto de infração é lavrado. Tudo é encaminhado à Delegacia de Meio Ambiente (Dema), que abre um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para investigar o caso.
Segundo o delegado João Henrique de Brito Santos, em média, três procedimentos são iniciados por semana. "São infrações de menor potencial ofensivo e de solução mais rápida. Na maioria das vezes, em uma semana conseguimos ouvir os envolvidos e encaminhar o procedimento ao Juizado Volante Ambiental - Juvam.
O perfil dos envolvidos é parecido. A maioria é homem com até 40 anos. Mas algumas mulheres também já foram flagradas cometendo imprudências.
O delegado lembra que os aparelhos apreendidos também são encaminhados ao Juvam e não são devolvidos ao infrator; desta forma, o número de reincidentes é pequeno. "É muito raro termos reincidentes. Eles vêm aqui, querem os aparelhos, mas não devolvemos. Já percebemos que, se forem devolvidos, esses infratores voltam a cometer o crime no mesmo dia". Somente por decisão judicial os aparelhos podem retornar para o proprietário.

RESIDÊNCIAS

Quando a infração ocorre em residências o trabalho da equipe de fiscalização não é tão fácil. "Não podemos chegar e entrar na casa, pois precisamos de ordem judicial. Então vamos lá e orientamos a pessoa sobre o crime que está cometendo. Se mesmo assim o som continuar incomodando os vizinhos, retornamos ao local e fazemos a aferição na casa do denunciante", detalhou o fiscal.
Segundo ele, caso seja constatado excesso de decibéis, o auto de infração é elaborado e encaminhado ao Juvam. Os envolvidos são convocados para tentar uma conciliação; caso não haja acordo, o procedimento retorna à Dema e é aberto um TCO.
Isso também ocorre em festas populares realizadas nos bairros. "É preciso que as pessoas mantenham a lei da boa vizinhança. Se forem fazer festas, procurem conversar com os vizinhos, explicar que é um caso especial. Se não houver denúncia, a equipe não vai ao local".
O delegado João Henrique lembra que o crime, amparado pela Lei 9.0605/98, que trata de crimes ambientais, é incondicionado, ou seja, independe da vontade da pessoa. "Uma vez aberto o procedimento, o denunciante não pode voltar atrás. As investigações vão continuar independentemente da vontade dele, pois causa prejuízos ao coletivo".
Condomínios - Excessos de som também ocorrem, com freqüência, em condomínios. Nestes casos, os fiscais só podem entrar se tiverem permissão do síndico. "Como os condomínios têm um estatuto, é preciso que o síndico exija o cumprimento. Se nos enviarem um ofício autorizando a entrada, podemos fazer a autuação nos casos de denúncias", explicou o fiscal.

LIMITE

Durante a fiscalização as equipes utilizam um equipamento denominado decibelímetro. O limite aceito depende da localização. Na área residencial, o máximo permitido é de 50 decibéis (dB) no período diurno e 45 dB à noite. Já no perímetro comercial, o limite é de 60 dB, em qualquer período. Já nas áreas industriais é de 70 dB. Próximo a igrejas, hospitais, escolas, casas de repousos, as restrições são maiores. Mas, na prática, nem sempre os limites são respeitados.
Em uma ação dos fiscais na avenida Fernando Corrêa da Costa, região do Coxipó, em Cuiabá, um caminhão de som atingiu 99,5 dB, acima do permitido na área comercial, de 60 dB.
Assim que percebeu a aproximação da equipe, o condutor desligou o som. Mas a equipe já tinha feito a aferição. O veículo foi orientado a parar e o responsável, notificado. Segundo o fiscal, este mesmo caminhão já tinha sido abordado uma vez por excesso de som. "Vamos notificá-lo novamente e orientar que procure a prefeitura para ser feita a aferição do som. Se for pego mais uma vez cometendo infrações vamos apreender o veículo".
Na prefeitura, é aferido o limite máximo para cada área e indicado no aparelho. O dono do caminhão recebe uma licença e, caso seja flagrado com excesso, é apreendido. O condutor Paulo Kim disse que tem conhecimento das regras e que sabe da necessidade da licença. "Esse trabalho tem que ser feito né. Vamos nos regularizar". A representante da empresa que contratou o caminhão para propaganda disse que a agência tinha providenciado todas as licenças, mas que iria até a prefeitura para realizar o procedimento exigido pela fiscalização.

CORTEJO

Durante o trabalho, a equipe flagrou até um veículo com som automotivo acompanhando um cortejo. Também estava acima do limite: 99,4 dB. "Neste caso vamos até a funerária responsável orientá-la e notificá-la. Caso se repita, podemos abordar o veículo e fazer a apreensão".
A pena para quem cometer o crime, de acordo com o artigo 54 da lei 9.605/98, é de seis meses a um ano de detenção, podendo ser "paga" com prestação de serviços.

PREJUÍZOS

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 210 mil pessoas morrem todo ano no mundo de ataques do coração provocados por barulhos.
Para se ter uma idéia do som que chega aos seus ouvidos, a intensidade de um liquidificador ou de um aspirador de pó varia entre 80 e 90 dB. Já de uma balada, em ambiente fechado, de 120 dB.
A exposição em ambientes com este volume por muito tempo pode trazer danos irreparáveis à audição. A perda auditiva começa mais cedo, mas não ocorre de imediato, podendo levar de 10 a 15 anos.

CONFIRA ABAIXO OS RUÍDOS QUE PODEM SER MAIS DO QUE UM SIMPLES INCÔMODO E AQUELES QUE SÃO TOTALMENTE INÓCUOS


CONFIRA ABAIXO OS RUÍDOS QUE PODEM SER MAIS DO QUE UM SIMPLES INCÔMODO E AQUELES QUE SÃO TOTALMENTE INÓCUOS:

Limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde: 55 decibéis

Turbina do avião a jato: 140 decibéis
Arma de fogo: 130-140 decibéis
Cortador de grama: 107 decibéis
Latido de rottweiler: 105 decibéis
Shows de Rock, com distância de 1 a 2 metros da caixa de som:105-120 decibéis
Furadeira: 100-105 decibéis
Piano tocando forte: 92-95 decibéis
Boeing 737-700 decolando do aeroporto de Congonhas, a 100 metros de distância: 91 decibéis
Pátio do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro: 80-85 decibéis
Avenida movimentada: 85 decibéis
Bronca: 84 decibéis
Motor de um ônibus municipal: 82 decibéis
Tráfego pesado: 80 decibéis
Automóvel (passando a 20 metros): 70 decibéis
Conversação a 1 metro 50: 60 decibéis
Sala silenciosa: 50 decibéis
Área residencial à noite: 40 decibéis
Telefone: 40 decibéis
Passos: 35 decibéis
Falar sussurrando: 20 decibéis

LEI DO SILÊNCIO


LEI DO SILÊNCIO

LEI Nº 126, DE 10 DE MAIO DE 1977

Dispõe sobre a proteção contra a poluição sonora, estendendo, a todo o Estado do Rio de Janeiro, o disposto no Decreto-Lei nº 112, de 12 de agosto de 1969, do ex-Estado da Guanabara, com as modificações que menciona.
O Governador do Estado do Rio de Janeiro, faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

 TÍTULO I
DAS PROIBIÇÕES

               Art. 1º - Constitui infração, a ser punida na forma desta Lei, a produção de ruído, como tal entendido o som puro ou mistura de sons, com dois ou mais tons, capaz de prejudicar a saúde, a segurança ou o sossego público.
               Art. 2º - Para os efeitos desta Lei, consideram-se prejudiciais à saúde, à segurança ou ao sossego público quaisquer ruídos que:
I - atinjam, no ambiente exterior ao recinto em que têm  origem, nível sonoro superior a 85 (oitenta e cinco) decibéis, medidos no cursor C do “Medidor de Intensidade de Som”, de acordo com o método MB-268, prescrito pela Associação Brasileira de Normas Técnicas;
II - alcancem, no interior do recinto em que têm origem, níveis de sons superiores aos considerados normais pela Associação Brasileira de Normas Técnicas;
III - produzidos por buzinas, ou por pregões, anúncios ou propaganda, à viva voz, na via pública, em local considerado pela autoridade competente como “zona de silêncio”;
IV - produzidos em edifícios de apartamentos, vila e conjuntos residenciais ou comerciais, em geral por animais, instrumentos musicais ou aparelhos receptores de rádio ou televisão ou reprodutores de sons, tais como vitrolas, gravadores e similares, ou ainda de viva voz, de modo a incomodar a vizinhança, provocando o desassossego, a intranqüilidade ou desconforto;
V - provenientes de instalações mecânicas, bandas ou conjuntos musicais e de aparelhos ou instrumentos produtores ou amplificadores de som ou ruído, tais como radiolas, vitrolas, trompas, fanfarras, apitos, tímpanos, campainhas, matracas, sereias, alto-falantes, quando produzidos na via pública ou quando nela sejam ouvidos de forma incômoda;
VI - provocados por bombas, morteiros, foguetes, rojões, fogos de estampido e similares;
VII - provocados por ensaio ou exibição de escolas-de-samba ou quaisquer outras entidades similares, no período de 0 hora às 7 horas, salvo aos domingos, nos feriados e nos 30 (trinta) dias que antecedem o tríduo carnavalesco, quando o horário será livre.


TÍTULO II
DAS PERMISSÕES

              Art. 4º - São permitidos – observado o disposto no art. 2º desta Lei – os ruídos que provenham:
I - de sinos de igrejas ou templos e, bem assim, de instrumentos litúrgicos utilizados no exercício de culto ou cerimônia religiosa, celebrados no recinto das respectivas sedes das associações religiosas, no período de 7 às 22 horas, exceto aos sábados e na véspera dos dias feriados e de datas religiosas de expressão popular, quando então será livre o horário;
II - de bandas-de-música nas praças e nos jardins públicos em desfiles oficiais ou religiosos;
III - de sirenes ou aparelhos semelhantes usados para assinalar o início e o fim da jornada de trabalho, desde que funcionem apenas nas zonas apropriadas, como tais reconhecidas pela autoridade competente e pelo tempo estritamente necessário;
IV - de sirenas ou aparelhos semelhantes, quando usados por batedores oficiais ou em ambulâncias ou veículos de serviço urgente, ou quando empregados para alarme e advertência, limitado o uso ao mínimo necessário;
V - de alto-falantes em praças públicas ou em outros locais permitidos pelas autoridades, durante o tríduo carnavalesco e nos 15 (quinze) dias que o antecedem, desde que destinados exclusivamente a divulgar músicas carnavalescas sem propaganda comercial;
VI - de explosivos empregados em pedreiras, rochas e demolições no período das 7 às 22 horas;
VII - de máquinas e equipamentos utilizados em construções, demolições e obras em geral, no período compreendido entre 7 e 22 horas;
VIII - de máquinas e equipamentos necessários à preparação ou conservação de logradouros públicos, no período de 7 às 22 horas.
IX - de alto-falantes utilizados para propaganda eleitoral durante a época própria, determinada pela Justiça Eleitoral, e no período compreendido entre 7 e 22 horas.
Parágrafo único – A limitação a que se referem os itens VI, VII e VIII deste artigo não se aplica quando a obra for executada em zona não residencial ou em logradouro público, nos quais o movimento intenso de veículos e, ou pedestres, durante o dias, recomende a sua realização à noite.

TÍTULO III
DAS PENALIDADES E DA SUA APLICAÇÃO

              Art. 5º - Salvo quando se tratar de infração a ser punida de acordo com lei federal, o descumprimento de qualquer dos dispositivos desta Lei sujeita o infrator às penalidades estabelecidas pelo Poder Executivo.
              Art. 6º - Na ocorrência de repetidas reincidências, poderá a autoridade competente determinar, a seu juízo, a apreensão ou a interdição da fonte produtora do ruído.
              Art. 7º - Tratando-se de estabelecimento comercial ou industrial, a respectiva licença para localização poderá ser cassada, se as penalidades referidas nos artigos 5º e 6º desta Lei se revelarem inócuas para fazer cessar o ruído.
              Art. 8º - As sanções indicadas nos artigos anteriores não exoneram o infrator das responsabilidades civis e criminais a que fique sujeito.

TÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

              Art. 9º - Qualquer pessoa que considerar seu sossego perturbado por sons ou ruídos não permitidos poderá solicitar ao órgão competente providências destinadas a fazê-los cessar.
             Art. 10 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Pressão arterial deve ser medida nos dois braços, diz estudo

Medir a pressão dos dois braços não é uma prática comum entre médicos e enfermeiros, mas deveria ser.

Uma revisão de 28 estudos mostra que a diferença de 15 mmHg ou mais entre a pressão sistólica dos dois braços representa um risco 70% maior de morte por doença cardíaca, como infarto. A pesquisa foi publicada na revista médica "Lancet".

A pressão sistólica é a mais alta -em caso de valores normais, a sistólica é 12 e a diastólica, oito. Uma diferença de 15 mmHg poderia significar que, em um braço, a pressão seria de 12 e no outro, 13,5.

A diferença pode indicar doença vascular periférica (endurecimento ou afunilamento das artérias das pernas e dos pés) e risco de doença cardiovascular cerebral, que pode causar demência.

Segundo Celso Amodeo, cardiologista especialista em hipertensão do HCor (Hospital do Coração), pressões diferentes podem indicar um bloqueio em um dos lados do corpo por causa de uma placa de gordura nos vasos.

A medida da pressão nos dois braços pode identificar pacientes com alto risco de doença vascular sem sintomas, dizem os autores da revisão, da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

Eles afirmam que essa prática, preconizada pelas diretrizes dos EUA e do Reino Unido, não é seguida pela maioria dos médicos.

O mesmo acontece no Brasil, segundo os especialistas.

A diretriz no país diz que as medidas devem ser obtidas nos dois braços e, se houver diferença de 20 mmHg, as causas devem ser investigadas, de acordo com Weimar Barroso de Souza, presidente do departamento de hipertensão arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

"O problema é que essa recomendação não é muito seguida. É importante que estudos como esse venham à tona até para as pessoas cobrarem esse tipo de cuidado."

Ele afirma, no entanto, que a medição "dupla" só é necessária na primeira consulta. "Não é preciso fazer isso todas as vezes. Se você conhece o paciente, já sabe que em tal braço a pressão é maior e é aquele que você vai acompanhar", afirma.

Ele lembra ainda que sempre vai haver uma diferença entre a pressão dos dois braços, mas ela deve ser menor que 15 mmHg.

"Com o estudo ligando a diferença a um risco cardiovascular maior, a recomendação de medir a pressão nos dois braços fica mais forte", afirma Décio Mion, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

TRATAMENTO

Em caso de diferença, o primeiro passo é identificar por que há essa alteração. "Pode ser por causa do estreitamento dos vasos das pernas, porque a pessoa já teve derrame ou infarto, por pressão alta não tratada ou outros fatores de risco, como o tabagismo", afirma Mion.

Souza diz que os primeiros cuidados são a alteração desses fatores, como mudar a alimentação e parar de fumar. Depois, o médico pode recorrer ao tratamento adequado das doenças associadas que pioram o quadro, como diabetes e colesterol alto.

Segundo Amodeo, medir a pressão nos dois braços faz parte da investigação médica correta e deveria ser feita em todos os pacientes, independentemente de idade e risco de doenças cardiovasculares.

Ele afirma que o médico deve apalpar os pulsos e, se houver uma diferença notável, é provável que as pressões serão diferentes também. Nesse caso, o ideal é que o médico meça também a pressão das pernas, para não deixar passar uma obstrução de artéria nos membros inferiores.