quinta-feira, 29 de abril de 2010

FUI TRAÍDA, E AGORA?

A descoberta de uma traição é o desmoronar de tudo aquilo que dava como certo até aquele momento. A pessoa com quem escolheu partilhar a vida quebrou o pacto do amor, da intimidade e da fidelidade ao envolver-se com uma terceira pessoa. Ao sentimento da incredulidade, junta-se uma dor e uma raiva indescritíveis. Sente-se sozinha, incapaz de perdoar e de voltar a confiar no seu parceiro. Não sabe se vai conseguir percorrer o caminho que se segue. Eis o que deve esperar numa primeira fase:


·       O choque inicial. Esta é a fase da incredulidade total – é incapaz de compreender que o seu companheiro esteve física, emocional e intimamente ligado a outra pessoa que não você. Passa os dias a reviver o tempo em que a infidelidade ocorreu, fazendo ligações e tentando perceber como é que não viu o que se estava a passar, como é que não viu que a sua vida se tornou uma mentira. Só lhe apetece “acordar” deste pesadelo.

·       Raiva e mais raiva. Lentamente, começa a aperceber-se que não se trata de um pesadelo, é a realidade a cores. Confrontada com esta realidade à qual não consegue fugir, os episódios de choro, de gritos, discussões, agressões e o partir de objetos são comuns – sente-se fora de controlo e é assim que vai agir. Nesta fase pode ainda sentir-se fisicamente doente e incapaz de sair da cama, de ir trabalhar ou de ver e falar com outras pessoas.

·       O desejo de vingança. Esta será, provavelmente, a fase mais complicada e onde poderá exprimir a sua raiva de formas muito perigosas, pouco saudáveis ou até mesmo ilegais. A fúria pode cegá-la, impedindo-a de pensar de forma clara e racional, o que pode trazer ao de cima o desejo de vingança. Pode começar a imaginar e a planejar maneiras de se vingar do seu companheiro ou até da pessoa com a qual foi traída. Idéias de como e com quem trair o seu parceiro começam a invadir os seus pensamentos, assim como formas de o magoar pessoal, profissional ou financeiramente. Nesta altura, é preciso pensar que esta é apenas mais uma fase e também esta vai passar. Tomar atitudes baseadas nas emoções e na dor vão provavelmente levá-la a fazer coisas sobre as quais mais tarde vai arrepender-se.

·       Dissipar a ira. Esta fase é marcada pelo fim dos episódios violentos e descontrolados, resultando num desgaste emocional onde a dor latente mantém-se. Demasiada cansada e esgotada até para chorar, chegou a altura de tentar uma reconciliação ou então colocar um ponto final na relação. Embora devastada, começa a raciocinar novamente, deixando de pensar na outra mulher e volta as suas atenções para a sua vida, para o seu companheiro e para a forma como vão resolver a situação.

PASSOS PARA A RECONCILIAÇÃO:

 

Poderá parecer estranho juntar as palavras “infidelidade” e “reconciliação” na mesma frase, mas o certo é que apenas 30% dos casais que enfrentam uma traição acabam por se separar. Ou seja, a esmagadora maioria consegue ultrapassar o adultério e, segundo psiquiatras, terapeutas e investigadores, a relação emerge mais forte do que nunca! Veja como:
1.   Recomeçar. Se escolheu o caminho da reconciliação, segue-se uma fase de intensa comunicação com o seu parceiro: toda a verdade terá de vir a tona (não se martirize ao querer saber os detalhes mais sórdidos) e terão de perceber o porquê desta traição. Exija do seu parceiro total honestidade, que cesse todo e qualquer contato com a outra mulher (se ainda não o fez), que não desdramatize a situação, que não a culpe exclusivamente a si, esperando que esqueça o assunto de um dia para o outro. Se fez alguma coisa que possa ter contribuído para essa infidelidade, tem de assumir a sua quota-parte da responsabilidade. Este será um processo longo e árduo, onde também você terá de se questionar acerca do seu papel na relação e como melhorá-la. Se, por outro lado, optou por terminar a relação, esta será uma fase de intensa solidão, mas é importante reagir: procurar novos interesses, um novo sentido na vida, sem necessariamente ir a correr para os braços de outro homem (não estará preparada por um novo envolvimento emocional). O importante é não fechar-se em casa, deixando-se entregue à sua tristeza – quanto mais fizer isto, mais difícil será seguir em frente.

2.   Voltar a confiar. Uma comunicação aberta e franca sobre tudo aquilo que aconteceu, o que sentiram e o que sentem agora é meio caminho andado para voltar a estabelecer uma relação de confiança. O regresso a um dia-a-dia onde o seu esposo está nitidamente se esforçando para se redimir e voltar a solidificar a vossa relação é um bom sinal. Da sua parte, também terá de estar preparada para perdoar e para não dificultar uma situação que por si só já é complicada. Mais uma vez, este será um processo moroso e contínuo, mas que pode ser apoiado pelo estabelecimento de uma nova data para o vosso aniversário, uma mudança no vosso estilo de vida, a instituição de uma nova forma de comunicação, entre outros. O ideal não é procurar a relação que tinham, mas sim começar de novo.

3.   Lembranças e memórias. O que nunca vai poder apagar da mente serão nomes, lugares, ou momentos que vão recordar a altura em que o seu companheiro foi infiel: pode ser uma música muito popular naquela época ou o restaurante pelo qual passa quando vai ao dentista e onde sabe que eles jantaram frequentemente. Estas lembranças podem surgir a qualquer momento e não há nada que possa fazer para as evitar, apenas evite ficar obcecada com coisas que estão agora no passado, que não pode mudar e que no fundo está a tentar esquecer e enterrar.

4.   Estabelecer objetivos realistas. Quer queira, quer não, a relação com o seu parceiro nunca será como antes. Mas, tenho uma boa notícia: Com o tempo poderá até ser melhor. Mas, no momento, você terá de questionar-se: consigo viver com esta nova realidade? Vou conseguir perdoar o meu companheiro e não falar sobre a sua traição todos os dias? Confio nele? Ele já assumiu a sua responsabilidade, a sua culpa? Tem-se dedicado à reconciliação? Foi totalmente honesto quando disse que nunca mais voltaria a acontecer nada semelhante? Se sim, a reconciliação é um objetivo realista. Se, por outro lado, o seu parceiro continua a desmentir o seu caso amoroso, não responde às suas perguntas, continua a agir de forma suspeita e/ou mantém o contato com a outra mulher, terá de avaliar se vai conseguir viver assim. Talvez a reconciliação não seja uma meta razoável. Terá de pensar em si. Coloque-se em primeiro lugar.

5.   O novo eu. Com ou sem o seu esposo, você pode se recuperar e bem. Vai demorar o seu tempo, mas sairá deste momento horrível uma pessoa mais forte, mais saudável, mais atenta. As lições mais importantes a retirar são:

·         Não pode entregar a sua felicidade numa bandeja a outra pessoa, nem estar totalmente dependente do seu parceiro, seja ele quem for.
·         Cultive os seus próprios interesses, fique próximo da família, amigos e comunidade de fé;
·         DECIDA SOBREVIVER, construa uma rede de apoio;
·         Seja como for, com a ajuda de Deus e força de vontade, você terá uma preciosa lição de vida e de crescimento pessoal, que futuramente poderá até ajudar outras pessoas.

Concluindo:

1.      Se resolver perdoar, evite as constantes cobranças, lembranças e vingança subliminar. Como vingança subliminar eu quero dizer aquela situação onde você expõe a pessoa em público, ainda que seja pra contar que você o perdoou.
2.      Creio que a restauração é um passo possível e muitas pessoas que passaram por esta experiência dramática tiveram seus relacionamentos restaurados. É plenamente possível.
3.      Outra coisa. A decisão de restauração do casamento ou não deve ser exclusivamente das partes envolvidas. Deve-se evitar tomar decisões baseadas em opiniões de terceiros, sem a plena convicção dos reais interessados.
4.      Um texto bíblico interessante para quem quer buscar a restauração é Jeremias 18:1 a 6

Jeremias 18

1
A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo:
2
Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.
3
E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas,
4
Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer.
5
Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
6
Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.

domingo, 25 de abril de 2010

CRENTE, EVANGÉLICO, PROTESTANTE OU CRISTÃO?



CRENTE, EVANGÉLICO, PROTESTANTE OU CRISTÃO???

CRENTE – A palavra crente é designada para definir aquele que crê. Assim, posso ser identificado com um espírita que crê na reencarnação. Posso ser identificado com um budista, que crê no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Se disser que sou crente posso não ser muito claro, pois qualquer um que crê em qualquer coisa pode ser chamado de crente. A Bíblia diz que até os demônios são crentes, pois crêem (Tiago 2:19).
  • QUANDO DISSER QUE SOU CRENTE, PRECISO ESPECIFICAR QUE SOU “CRENTE EM CRISTO JESUS”.

  • IMPORTANTE: MAIS QUE DIZER, PRECISO DEMONSTRAR COM MINHA VIDA.
EVANGÉLICO – Segundo o dicionário, evangélico é aquele que se apresenta em conformidade com o Evangelho. Infelizmente, este nome anda meio em descrédito, pois muitos que se dizem evangélicos tem uma vida totalmente desassociada dos valores contidos na Bíblia Sagrada.
  • QUANDO DISSER QUE SOU EVANGÉLICO, PRECISO ESCLARECER QUE SOU PELO FATO DE MOLDAR MINHA VIDA E MINHA CONDUTA PELOS VALORES APRESENTADOS NO EVANGELHO DE JESUS CRISTO.
  • IMPORTANTE: MAIS QUE DIZER, PRECISO DEMONSTRAR COM MINHA VIDA.
PROTESTANTE - Esta expressão teve origem na "Declaração de Fé" que alguns membros da Dieta (Assembléia, Concílio) de Spira, a segunda, (1529) fizeram. Esta Assembléia foi presidida pelo rei Fernando, ardoroso defensor do papismo. Este secretamente discutiu um decreto para sufocar certas regalias que gozavam as igrejas reformadas. Antes da votação, alguns membros retiraram-se do plenário para uma sala contígua e formularam uma declaração iniciada assim: "NÓS PROTESTAMOS E DECLARAMOS ABERTAMENTE DIANTE DE DEUS E DE TODOS OS HOMENS...".

Os que assim protestaram receberam o nome de "protestantes".

SER PROTESTANTE É:

1. Ser zeloso e fiel para com a sã doutrina da Palavra de Deus.

2. Jamais aceitar qualquer heresia.

3. Ser combatente contra as hostes malignas que procuram desviar os servos de Deus dos bons princípios religiosos de regra, fé e prática.

4. Ser cristão maduro, firme e equilibrado.

5. Não se conformar com a secularização, fugir do “nada haver” e ser profeta de Deus, anunciando a graça de Cristo Jesus e denunciando todo tipo de pecado.
  • QUANDO DISSER QUE SOU PROTESTANTE, PRECISO DEMONSTRAR COM MINHA VIDA UMA ATITUDE DE PROFETA E PROFETIZA DE DEUS, NÃO TENDO MEDO, NEM COVARDIA, PARA COMBATER TODOS OS TIPOS DE HERESIAS QUE ESTÃO SENDO ENSINADOS COMO SE FOSSEM VERDADES.
  • IMPORTANTE: MAIS QUE DIZER, PRECISO DEMONSTRAR COM MINHA VIDA.
CRISTÃO – O termo “cristão” foi usado pela primeira vez para designar os seguidores de Cristo em Antioquia, conforme Atos 11.26 e aparece apenas duas outras vezes em toda a Bíblia (At 26.28 e 1Pe 4.16). A palavra grega para cristão significa seguidor de Cristo. Ele, portanto, é a pessoa central e não nós.

• QUANDO DISSER QUE SOU CRISTÃO, PRECISO DEMONSTRAR COM MINHA VIDA QUE SOU UM SEGUIDOR DOS ENSINAMENTOS DE JESUS CRISTO.

• O FATO DE TER NASCIDO NUM LAR CRISTÃO NÃO FAZ DE MIM UM CRISTÃO.

• O FATO DE FREQUENTAR UMA IGREJA CRISTÃ NÃO FAZ DE MIM UM CRISTÃO.

• O FATO DE LER A BÍBLIA E SER SIMPÁTICO COM A DOUTRINA CRISTÃ NÃO FAZ DE MIM UM CRISTÃO.

• SÓ POSSO DIZER QUE SOU CRISTÃO QUANDO SIGO, OBEDEÇO, TENHO ALIANÇA E COMPROMISSO COM CRISTO JESUS E COM SUA VONTADE REVELADA NA BÍBLIA SAGRADA.

sábado, 24 de abril de 2010

PACTO DE LAUSANNE


Introdução


Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e dasafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.

1. O Propósito de Deus

Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

2. A Autoridade e o Poder da Bíblia

Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo

Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

4. A Natureza da Evangelização

Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

5. A Responsabilidade Social Cristã

Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

6. A Igreja e a Evangelização

Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

7. Cooperação na Evangelização

Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização

Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.

9. Urgência da Tarefa Evangelística

Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

10. Evangelização e Cultura

O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

11. Educação e Liderança

Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiáticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

12. Conflito Espiritual

Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.

13. Liberdade e Perseguição

É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos previniu de que a perseguição é inevitável.

14. O Poder do Espírito Santo

Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

15. O Retorno de Cristo

Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

Conclusão

Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!

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[Lausanne, Suíça, 1974]

Para maiores informações sobre o movimento de Lausanne, visite Lausanne Committee for World Evangelization

DESAFIOS PARA A IGREJA NA PÓS MODERNIDADE

(Texto Escrito pelo Pr. Raimundo Alberto Pereira )
Se olharmos em nossa volta, podemos perceber que aconteceram mudanças significativas em nosso mundo, querendo aceitar ou não, vivemos em um mundo pós-moderno e com ele o desafio de entender estas mudanças e como influenciam as pessoas no seu modo de pensar, sentir e agir, cabe à igreja compreender estas mudanças para que ela possa assim contextualizar a mensagem bíblica ao homem pós-moderno.

O que é Pós-modernidade?

Pós-modernidade é uma atitude intelectual que se expressa numa série de procedimentos culturais que recusa os ideais, crítica ao modernismo e aos princípios e valores que constituem o suporte da cultura ocidental moderna. É uma época que está emergindo, substituindo aquela em que estamos inseridos, moldando cada vez mais a nossa sociedade.

O texto profético de Paulo em (2Timóteo 3:1-5) revela o perfil dos homens dos últimos dias, e este perfil se encaixa perfeitamente no homem pós-moderno, vejamos: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” O texto fala de tempos trabalhosos, isto quer dizer que teremos muito trabalho para alcançar estes homens.

O Mundo mudou
Se o mundo mudou e as pessoas mudaram, a liderança cristã precisa mudar a sua maneira de interagir com aqueles que são objeto do amor de Deus, não estou dizendo que devemos mudar o evangelho ou barganhá-lo, definitivamente não, mas o que devemos mudar é nossa estratégia, nossa liturgia, nossa linguagem, ou seja, o nosso modus operandi, pois a igreja não pode mais pensar com a cabeça do século XX, estamos nos século XXI e precisamos nos contextualizar e não nos acomodar, os princípios divinos são inegociáveis, mais a forma como pregamos e nos apresentamos a nossa comunidade pode ser revisto para que a comunidade esteja acessível à igreja e a igreja acessível à comunidade.

Entendemos que não se prega o evangelho no vazio, se prega num contexto, O próprio Jesus ao proclamar o evangelho ele estava plenamente contextualizado a cultura e aos costumes de sua época, a mensagem de Jesus foi ouvida e alcançou seu propósito, pois ela estava em harmonia com ambiente daqueles dias, Jesus usava recursos visuais, teatrais, e falava a linguagem do povo a quem queria alcançar Jesus até usa palavras que estava na boca do povo como a palavra “Libertação”, pois o que o povo mais desejava uma vez que viviam sob o domínio do Império Romano. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32).

Se quisermos alcançar o homem pós-moderno precisaremos entendê-lo. Com a decepção da modernidade e a morte da razão o homem saiu em busca de novos paradigmas buscando significado para a sua vida. Veja abaixo os conceitos de um homem pós-moderno:

Verdade --- Relativa e não absoluta. Pilatos: Que é a Verdade?
Instituições --- Falharam em promover um mundo melhor
Autoridade --- Sinônimo de opressão, Crise de liderança.
Valores --- Não há padrão de certo e Errado. Troca do ético pelo estético
Viver --- Individualista, Hedonista, Narcisista e Secularizado.
Religião --- Menos dogmática e mais experimental e pragmática
Ideologia --- Plural – Todas têm suas verdades.
Passatempo --- Buscar o novo – Atenienses pós-modernos
Bênção --- É um produto conquistado.
Pecado --- Não existe. não se sinta culpado liberte-se da culpa.
Existência --- Preciso pertencer a alguma coisa. As tribos Urbanas.
Princípios --- Devem ser politicamente corretos
Realidade --- È o que percebemos e o que sentimos.
Progresso --- De maneira sustentável, forte apelo ecológico
Espiritualidade --- Mística e Esotérica

Gestalt disse que "educar sem conhecer o homem é como caminhar no deserto sem bússola e sem meta". É preciso saber quem é a pessoa que se educa. Assim também pregar sem conhecer para quem se prega é caminhar no deserto sem bússola e sem meta. É preciso saber como é a pessoa para quem pregamos. Muitos pregadores têm uma mensagem que serve para qualquer lugar. Estudam a Bíblia, mas não estudam gente.

A Igreja precisa mudar

Se quisermos alcançar o homem pós-moderno precisamos mudar. Um dos costumes que temos é sacralizar o passado e demonizar o presente, é comum se ouvir nos púlpitos que antigamente foi melhor do que hoje, ao lermos na Bíblia: “Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta.” (Eclesiastes 7:10) nota-se que não é sábio pensar assim, devemos ter a mente aberta para as mudanças, precisamos de uma renovação mental, ou termos uma cosmovisão de mundo, pois se queremos alcançá-lo precisaremos entendê-lo.

Gostamos de receber visitas em nossas igrejas, como é gostoso poder apresentá-los em nossos cultos, mais ficamos preocupados quando não há visitantes principalmente em nossos cultos dominicais, então cabe ai uma reflexão: será que estamos sendo atrativos a nossa comunidade? Procure saber ou quem sabe até fazer uma pesquisa sobre como a comunidade ver a sua igreja, fique atento ao que as pessoas vão falar e se prepare para mudar. A igreja de Jerusalém caiu na graça do povo: “Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” (Atos 2:47), precisamos cair na graça da nossa comunidade, ela precisa nos ver como agentes de transformação, o apóstolo Paulo declara em (1Coríntios 9.22): "Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns". Paulo sabia que precisava se adequar ao contexto para alcançar o propósito de evangelizar o mundo gentio, da mesma forma a igreja na pós-modernidade necessita se ajustar aos novos tempos.
Certo dia ao conversar com o borracheiro perto de minha igreja, ele me disse: Pastor um dia que eu me converter eu quero ser de sua igreja, pois eu conheço a vida de vocês! Estamos sendo visto e lido pela nossa comunidade. Como a sua comunidade vê a sua igreja?

Há líderes que não têm uma visão global do mundo, e, o que é pior, muitos não tem sequer uma visão integral de sua fé, sabendo encaixar o mundo nela, analisando o mundo por ela. Sua fé é apoiada em pequenos credos, sem uma visão holística do evangelho. Necessitamos ter uma cosmovisão do evangelho, uma explicação e aplicação que atenda ao homem pós-moderno.
Desafios para o(a) Pastor(a) Pós moderno
Pastorear pressupõe amar o trabalho que se faz, e lidar com gente sem amá-las e sem amar o trabalhar com gente, é sinal de fracasso. O amor ao que se faz dá forças para superar as crises e competência para se atualizar. Digo que o pastorado é uma atividade que é feito com coração. As marcas ficarão na vida das pessoas que entrarem em contato conosco.

Pregamos o que gostamos ou o que as pessoas precisam ouvir? O púlpito está dando respostas sérias ou é um falatório sobre religião? Pregamos apenas assuntos ou pregamos uma pessoa, Jesus, que tem respostas para a vida das pessoas? Com que estamos preocupados? Com assuntos que nos dizem respeito ou com as necessidades dos ouvintes? De que se ocupa o púlpito? De Cristo ou de política denominacional. Para que o usamos? Para glorificar a Cristo ou para enviar recados aos outros?

A igreja Deve ser uma comunidade calorosa, sadia e honesta. As pessoas devem ser ouvidas e levadas a sério. Devem ver seriedade no trato, e ser uma comunidade terapêutica para com os feridos e desiludidos com a modernidade.

Faça algumas reflexões sobre sua prática eclesiástica:

1. Nossa liturgia fala a linguagem do povo?
2. A mensagem é contextualizada e prática?
3. Usamos recursos modernos na apresentação da Mensagem?
4. A música usa letras que as pessoas entendem?
5. Nossos projetos levam em conta as mudanças?
6. Nossa arquitetura é atrativa e moderna?
7. Nossa igreja é uma comunidade calorosa e atenciosa com os visitantes?

sábado, 17 de abril de 2010

FUI DECEPCIONADO(A), E AGORA?




Ninguém está isento ou imune de enfrentar e lidar com a decepção em diferentes momentos da vida. 

Quando as coisas não acontecem ou se passam de acordo com os nossos planos, a primeira coisa que sentimos é a decepção. Isso é normal. 

Nada há de errado com este sentimento. Mas devemos saber o que fazer, ou isso se transformará em algo mais sério.

Como alguém já disse: "Não podemos impedir que um pássaro pouse em nossa cabeça, mas podemos impedi-lo de fazer um ninho ali."

Em Filipenses 3.13, lemos uma declaração do apóstolo Paulo: ...mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão....

É exatamente isso que  devemos fazer quando ficamos decepcionados. Devemos abrir mão das causas da decepção e continuar a vida em direção ao que Deus tem para nós.

Não é justo conosco mesmo engessar nossas vidas por causa dos outros. Bem sei que a decepção dói, mas não devemos cometer a tolice em descontar em nós mesmos, nos isolando, atraindo enfermidades... Tá amarrado, em nome de Jesus!!!

Penso que, se somos íntegros, sinceros, honestos... e um pseudo-amigo nos trai, bola prá frente... Ele(a) é quem perdeu! Perdeu um(a) amigo(a) sincero(a). Ele(a) é que tem de se lamentar, não eu!

Deus tem sempre coisas novas e melhores para as nossas vidas. 

Ele sempre tem algo fresco, mas parece que queremos nos agarrar ao velho. Parece que quando somos feridos, sempre queremos falar sobre suas decepções na vida, em vez de sobre seus sonhos e visões para o futuro.

Faça um favor a você mesmo(a): Troque o disco! Pense e fale das coisas boas que Deus já fez em sua vida, ao invés de ficar ruminando algo que só vai te fazer mal!

As misericórdias de Deus são novas todos os dias...As misericórdias do SENHOR não tem fim; renovam-se a casa manhã...(Lamentações 3.22-23). 

Cada dia é um novo começo, novinho em folha! 

Podemos abrir mão das decepções de ontem e dar a Deus uma chance de fazer alguma coisa maravilhosa para nós hoje.

Você pode estar pensando: "Já fui decepcionado(a) tantas vezes que tenho medo de ter esperança" 

É exatamente nesse ponto de falta de esperança que o diabo quer que estejamos! 

No entanto, temos uma promessa de Deus, que aqueles que colocam a sua esperança Nele jamais serão decepcionados ou envergonhados. (Romanos5.5) . 

Isso não significa que jamais teremos uma experiência decepcionante com Ele.

Isso significa que não precisamos viver e permanecer na decepção. 

Faça de Jesus o seu melhor amigo. Ele nunca vai te decepcionar. Muito pelo contrário, com Ele vamos ter forças para perdoar os que nos feriram, nos ferem e, certamente, nos ferirão.

Com Jesus vivemos melhor e temos sempre resultados positivos em nossa vida emocional.

Que Deus te abençoe e te dê a paz!

A VAQUINHA



A Vaquinha 

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu discípulo quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. 
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar sem calçamento, a casa de madeira, os moradores, um casal, três filhos vestidos com roupas rasgadas e sujas então se aproximou do senhor, aparentemente o pai da família, e perguntou: 
" Neste lugar não há sinais de comércio e de trabalho, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?"
Ao que o senhor respondeu:
"Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc. para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo."
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora.
No meio do caminho voltou ao seu fiel discípulo e ordenou: 
"Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo"
O Jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre foi cumprir a ordem.
Assim empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar àquela família, pedir perdão e ajudá-los. Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela família tivera que vender o sítio para sobreviver "apertou" o passo e chegando lá logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:
"Continuam morando aqui."
Espantado ele entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre.
Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha): 
"Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida??????"
O senhor entusiasmado respondeu:
“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora!!"




PONTO DE REFLEXÃO:


  1. Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua. Aproveite a proximidade do final do milênio para empurrar sua "vaquinha" morro abaixo.
  2. Você poderá se surpreender com o potencial e a criatividade que traz dentro de si, e que nunca teve a oportunidade de desenvolver.
ABRA-SE PARA O NOVO!!!!

PASTORES PRESOS NAS FERRAGENS DE ACIDENTE LOUVAM A DEUS E LEVAM OS BOMBEIROS ÀS LÁGRIMAS






Dois pastores evangélicos e um motociclista morreram num acidente envolvendo sete veículos, na manhã de ontem (24/02/2010), na Rodovia do Contorno, trecho da BR 101 que liga Serra a Cariacica na região metropolitana de Vitória, no Espirito Santo.

Os religiosos pertenciam à Igreja Assembleia de Deus e haviam saído de Alegre, município da Região Sul do Estado, rumo a uma convenção estadual da igreja em Nova Carapina II, na Serra.

Os veículos - cinco caminhões, uma moto e um automóvel Del Rey - bateram um atrás do outro. O engavetamento aconteceu às 8h15, no quilômetro 277, na Serra. Os pastores estavam no carro.

Tudo começou quando um caminhão freou por causa do intenso fluxo de carros no sentido Cariacica - Serra. Os veículos que vinham atrás dele frearam também, mas o último caminhão - de uma empresa de cerveja - não conseguiu parar a tempo. Com isso, os veículos que estavam à frente foram imprensados uns contra os outros.

Os pastores José Valadão de Souza e Nelson Palmeira dos Santos e o motociclista Jonas Pereira da Silva, 52 anos, morreram no local. Dois outros pastores, que também estavam no Del Rey, sobreviveram, e o motorista de um dos caminhões sofreu arranhões nas pernas. Nenhum dos outros caminhoneiros ficou ferido.

O proprietário e condutor do Del Rey é o pastor Dimas Cypriano, 61 anos, do município de Alegre. Ele saiu ileso do acidente e teve ajuda do motorista José Carlos Roberto, carona de um dos caminhões, para sair do veículo.

Seu amigo de infância, o pastor Benedito Bispo, 72, ficou preso às ferragens. Socorristas do Serviço Médico de Atendimento de Urgência (Samu) e bombeiros fizeram o resgate dele. O pastor teve politraumatismo e foi levado para o Hospital Dório Silva, na Serra.

A mulher de Benedito chegou a ver o marido sendo socorrido e teve que ser amparada por um familiar. Ela também seguia para a convenção num outro veículo. A rodovia ficou interditada durante vários momentos da manhã de ontem nos dois sentidos. O trecho só foi totalmente liberado no início da tarde.

O pastor Dimas Cypriano, que sobreviveu ileso ao acidente na manhã de ontem, no Contorno, contou que usava cinto de segurança e que ficou preso ao tentar sair. Ele dirigia o Del Rey e disse que precisou de ajuda para sair do carro. Mas depois continuou no local, acompanhando os trabalhos de resgate do colega, Benedito Bispo. Nas mãos, levava uma Bíblia que ficou suja de sangue. Mas isso não impediu que o pastor orasse durante o socorro.

O mais comovente do triste episódio, foi o relato dado pelos dois pastores sobreviventes, populares e pelos bombeiros que tentavam tirar os pastores, ainda com vida, presos às ferragens.

As testemunhas citadas, contam que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:

Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Minh'alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de
Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei
Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus de ti!

Aos poucos suas vozes foram se silenciando para sempre.

As lágrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguem morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão . 

NOSSO CÉREBRO É IMPRESSIONANTE !!!




De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lteras etejasm no lgaur crteo. 
O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.


SOHW DE BLOA.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3
F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310
COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453

4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? 

POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! 

SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!!

APÓS UM ANEURISMA, PASTOR ELIAS BARBOSA PASSA BEM


Pastor Elias Barbosa passa bem


O pastor Elias Barbosa, da Igreja Metodista em Rio da Prata, passa bem.

A família agradece as orações de todos e informa que a única recomendação médica agora é repouso.


PASTORES DO DISTRITO DE BARRA MANSA ORAM CONJUNTAMENTE PELO
PASTOR BARBOSA ELIAS.
Os pastores do Distrito de Barra Mansa, em Reunião mensal, realizada na Igreja Metodista em Boa Sorte, estiveram orando pelo pronto restabelecimento do Pastor Elias Barbosa.

Conclamamos  a todo Povo de Deus que esteja orando pela saúde do Pastor Elias, bem como  pela saúde de todo o corpo pastoral.

ESTRESSE ESPIRITUAL

Recebi este artigo, desconheço o autor, mas seja quem for, louvo a Deus pela vida de quem escreveu, devido a relevância do assunto.




Estresse Espiritual

Vez por outra experimentamos desalento espiritual. É como se um grande e pesado fardo caísse sobre nossos ombros sem que tenhamos força para suportá-lo durante determinada parte do percurso do viver cristão. Dá vontade de desistir, parar e ficar só esperando o tempo passar, ou até mesmo, deixar de continuar investindo nesse projeto de vida chamado fé. Isso não é privilégio só de gente mais fraca; grandes gigantes espirituais, na bíblia, quase sucumbiram. Basta pensar em Elias na caverna da melancolia; Davi nas garras da angústia, clamando: " Tem misericórdia de mim ó Deus!" ; Moisés desanimado por causa da rebeldia do povo de Israel; Jeremias chorando, entristecido diante do exílio de sua gente; e, finalmente, Jesus e Paulo: um, angustiado no Getsêmane, o outro, atravessado por um espinho na carne. Nem sempre estamos no monte da transfiguração com Jesus, muitas vezes experimentamos o fedor do vale dos ossos secos, e, estressados espiritualmente, nos arrastamos desanimados.


Quais são as causas do estresse espiritual? Aponto a seguir apenas algumas que considero mais importantes:

1 - Perdas significativas. Assim como Jó, muitas vezes inesperadamente alguém perde pessoas que ama ou posição social, bens, emprego, etc. Toda perda leva ao luto. Isso é muito natural. Por isso é absolutamente compreensível a tristeza daí decorrente. É claro que, se for persistente e durar por muito tempo, o luto terá deixado de cumprir seu ciclo normal transformando-se em depressão, paralizando a vítima, que deixa de se importar com a vida e enfia a cabeça no buraco da melancolia. Isso também toca o lado espiritual.

2 - Enfermidades. Principalmente aquelas que debilitam o organismo. E como não existem grandes fronteiras entre o orgânico e o psicológico, o humor acaba afetado. É difícil não se abater, até espiritualmente, enquanto depositário de uma enfermidade crônica ou grave.

3 - Problemas emocionais. A conversão não isenta ninguém de problemas dessa ordem. O salmista disse à sua própria alma: "... É ele quem perdoa as tuas iniquidades e sara as tuas enfermidades" (Sl 103:3). Isso indica que mesmo um coração regenerado pode abrigar conflitos emocionais. Tais problemas interferem no relacionamento das pessoas consigo próprias e com as outras, dentro e fora da família. Podem conduzir à depressão, sentimento crônico de angústia e até a distúrbios mentais mais sérios. Certamente o emocional fragilizado toca destrutivamente o espiritual de qualquer pessoa mesmo que ela leve uma vida devocional ativa.

4 - Pecados não confessados. No salmo 32, o salmista diz que os seus ossos envelheceram e seu humor de tornou depressivo por causa de pecados não confessados. O sentimento de culpa persegue muita gente dentro de nossas igrejas e tem feito muita gente adoecer e experimentar o desânimo espiritual.

ATITUDES A SEREM TOMADAS:

Existem algumas atitudes que podem prevenir o desânimo espiritual. Essas dicas lhe serão muito úteis mesmo se o estresse já estiver instalado. É claro que isso aqui não é nenhuma receita infalível mas pode ser de muita utilidade.

1 - Identifique as causas do seu estresse particular. Cada um tem uma experiência de dor diferente da dos outros. É importante então, que, reconheça a gênese e o percurso do seu próprio sofrimento. O que deu certo pra fulano pode não dar certo para você. O que foi ruim para ele pode ser bom para você.

2 - Seja humilde. Admita que você está com problemas. Ninguém é blindado, nem é mais ou menos espiritual por estar conflitado. Cada um de nós carrega seu fardo pessoal e reconhecer-se em crise é o primeiro e indispensável passo para a vitória.

3 - Reparta sua dor com alguém. É terapêutico verbalizar o problema, principalmente diante de uma pessoa amadurecida que não tenha inclinações para condenar ou apontar soluções mágicas e fórmulas prontas.

4 - Se necessário procure ajuda profissional séria e competente. Não vá na onda do evangeliquês preconceituoso que elaborou a famosa frase escapatória: " Meu psicólogo é Jesus". Assim como você vai a um médico para ser tratado de problemas orgânicos, não se acanhe de procurar ajuda psicoterapêutica quando preciso for. Fique certo de uma coisa, Deus não o reprovará por isso.

5 - Pratique sistematicamente exercícios espirituais. Quem não cultiva o hábito de ler a Bíblia e orar deixa brechas grandes em sua vida e é facilmente atingido pelas flechas do abatimento espiritual(Ef. 6:12-18).

CONCLUSÃO:

Nenhum de nós está isento de experimentar estresse espiritual. Aliás, todo crescimento pressupõe crise, pois é na luta que se dá a vitória; é na fraqueza que se experimenta o poder de Deus ( II Cor. 12:10a). O importante é aprender sempre, olhar para a frente e cultivar a esperança. Sobretudo, confiar naquele que prometeu estar sempre conosco todos os dias, Jesus Cristo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

VINHO OU SUCO DE UVA?


O QUE DIZ A BÍBLIA?
O quer dizer que "vinho" na Bíblia?

Vinho, hoje em dia, é invariavelmente entendido a ser uma bebida alcoólica. Muitas pessoas pensam, automaticamente, que qualquer "vinho" mencio-nado na Bíblia tinha um conteúdo significativo de álcool. Mas, isso não é verdade.


"Vinho" na Bíblia é o produto da uva. Freqüentemente se refere a uma bebida alcoólica semelhante a tais bebidas hoje. Em tais casos, o vinho é descrito como causador de muito sofrimento, e como algo que conduz homens a cometer diversos pecados vergonhosos. Deus claramente proibe o uso de tal vinho, e dá bons motivos para não bebê-lo. O uso de bebida forte pelos sacerdotes ativos no tabernáculo foi proibido, pois eles precisavam discernir entre o certo e o errado, e tinham a responsabilidade de ensinar a palavra de Deus ao povo (Levítico 10:8-11). Sacerdotes de hoje (cristãos ­ 1 Pedro 2:5) têm o mesmo motivo para abster-se totalmente de bebidas alcoólicas, exceto nos permitidos usos medicinais (1 Timóteo 5:23). Não era para reis beberem, porque precisavam usar bom senso e juízo (Provérbios 31:4-5). A justiça continua sendo um aspecto importante da vida de cada servo fiel ao Senhor (Filipenses 4:8). O uso de bebidas alcoólicas é geralmente condenado na Bíblia (Provérbios 20:1; 23:29-35; Gálatas 5:21; 1 Pedro 4:3; 1 Coríntios 5:11; etc.).

Mas, a palavra "vinho" é também usada na Bíblia para descrever o produto não fermentado da uva -- o que nós chamamos suco de uva. Pode ver isso em casos onde as mães o deram aos bebês (Lamentações 2:11-12) e onde é considerado uma bênção de Deus (por exemplo, Oséias 2:8-9). Usando a palavra "vinho" em dois sentidos, Jesus diz em Marcos 2:22 que vinho novo rompia odres velhos (já esticados e endurecidos). A expansão de fermentação natural estourava os odres velhos.

Da mesma maneira que nossa palavra "bebida" tem que ser entendida no contexto (poderia ser água, refrigerante, suco, cerveja ou vodca, dependendo do contexto), o sentido de "vinho" nas Escrituras tem que ser determinado pelo contexto.

Compreendendo esse fato ajudará a entender o primeiro milagre de Jesus (João 2:1-11). Nada no texto sugere que Jesus transformou água em bebida alcoólica. No contexto de tudo que a Bíblia fala sobre bebida forte, é inimaginável que Jesus teria feito centenas de litros de vinho alcoólico.

 
AUTOR DO ESTUDO: Dennis Allan

segunda-feira, 12 de abril de 2010

VAMOR RIR UM POUCO...


POEMA ARABE - LINDO (Autor desconhecido)
سب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و
ديمقراطيةتح نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و وا
حدئيس الوزراء هالحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى
مجلسين واحد للأعياعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج
الانتخابات نائب. نتائجالانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات,
بينما كل سنوات, بينمايعين عنتخاباتضو من مجلس ا الشعب أيض
ا. رئيس الوزراء و الوزراءيتم ماعيةو تعيينهمللأعيان
Quase chorei nenhum trecho que diz:
قبل البرلمان اعتمادا على نتائج

domingo, 11 de abril de 2010

ERA TUDO O QUE EU QUERIA ... (A propósito do Dia do(a) Pastor(a) Metodista)

ERA TUDO O QUE EU GOSTARIA...

A propósito do dia do/a pastor/a (11/04)

No dia do/a pastor/a

Eu desejo abraçar os/as amigos/as, ovelhas, sentir o calor humano que aquece a alma e o coração e recordar os afetos e o carinho de pessoas que se comprometem num “companheirismo de jugo”...

Eu desejo ver o sorriso das crianças, a alegria dos avós e a serenidade dos/as servos/as de Deus que conseguem enxergar a ação divina nas pequenas atitudes...

No dia do/a pastor/a

Eu queria chorar a dor que possa ter provocado em pessoas que pastoreei e chorar a dor, a maldade e a impiedade com que algumas ovelhas me trataram...

Eu queria lamentar como os salmistas fizeram no passado e reafirmar a minha fé e esperança no futuro sob graça de Deus...

No dia do/a pastor/a

Eu não espero ser homenageado, mas chamado de pastor, tão simplesmente chamado de pastor, ou mesmo de bispo, não pelo encargo do cargo, mas pelo carisma do ministério...

Eu desejo ouvir a voz das ovelhas que tão carinhosamente e confiadamente me chamam de pastor...

No dia do/a pastor/a

Eu queria ter a certeza de que as crianças de hoje, bem como meus filhos e futuros netos, que espero ter, encontrem a Igreja Metodista “metodista” e não precisem de inúmeras justificativas para explicar o inexplicável e tampouco terem que buscar outra comunidade de fé que evidencie uma vivência mais saudável e salutar do Evangelho...

Eu gostaria de dizer com toda a tranqüilidade e confiança que a graça de Deus, e não as gracinhas do homem e da mulher, é a base da doutrina, da vida e da missão da “nossa Igreja”...

No dia do/a pastor/a

Eu gostaria de aconselhar as minhas ovelhas para terem cuidado com os falsificadores, os falsificados, os dissimulados e os impiedosos que se vestem de espirituais para enganar e roubar a ingenuidade e a simplicidade das pessoas...

Eu gostaria de expressar sem medo de retaliações e perseguições que alguns modelos estereotipados que se instalaram em nossos apriscos são cismáticos e antagônicos ao modo de ser Igreja Metodista....

Eu gostaria de falar do estilo de liderança autoritário, calculista, frio, ameaçador... Falar de modelos de discipulado... modelos de práticas pastorais... e pedir para que Jesus seja o principal modelo de pastoreio...

No dia do/a pastor/a

Eu espero ver uma igreja acolhedora, terapêutica, solidária, educadora, missionária, libertadora, ministerial e inserida na realidade, ofertando amor em todo o tempo e para todos/as...


Eu espero encontrar os carvalhos de justiça plantados na casa do Senhor, como afirma o profeta Isaías em seus oráculos...


Bispo Josué Adam Lazier

sábado, 10 de abril de 2010

DIA 11 DE ABRIL - A IGREJA METODISTA COMEMORA "O DIA DO(A) PASTOR(A)


Cartaz retirado do site da Área Nacional

Ser pastor, um grande desafio!

Autor Desconhecido



Se o culto termina cedo: "O pastor é muito frio e metódico, não deixa o Espírito Santo operar."

Se o culto excede do horário: "O pastor é irresponsável e impontual."
Se vem um pregador de fora e excede o horário: "Como Deus usa aquele homem, olha só que horas o culto acabou!"
Se o pastor excede o horário: "O pastor não entende que temos de trabalhar amanhã cedo, tudo tem que ser feito com ordem e decência!"
Se Deus usa um pregador de fora: "Que homem usado por Deus!"
Se Deus usa o pastor: "Está querendo se mostrar e imitar outros pregadores."
Se o pastor prega muito: "É muito chato e cansativo!"
Se prega pouco: "Não conhece bem a palavra."
Se a palavra do pregador de fora falou em sua vida: "Aquele tem Dom de discernimento."
Se a palavra do pastor falou em sua vida: "Ele sabe tudo de mim, está querendo me expor."
Se o pastor faltar a algum culto: "É sem cuidado com suas obrigações."
Se algum irmão ou obreiro falta: "Estava cansado e precisava relaxar um pouco."
Se o pastor não visita: "É descuidado e relaxado com suas ovelhas."
Se visita: "Não tem mais o que fazer, gostar de viver nas casas para filar a bóia dos irmãos."
Se sai de casa muito: "Não liga para sua família."
Se é caseiro: "É preguiçoso."
Se anda mal arrumado: "É muito relaxado, descuidado e pobre."
Se anda bem arrumado: "É metido e quer ter aparência de rico."
Se os filhos do pastor são peraltas e erram: "O pastor não os educa adequadamente e não os disciplina."
Se são seus filhos ou dos irmãos: "Criança é assim mesmo. Carecem de misericórdia e orações."
Se o pastor cai em pecado: "É um enganador e vigarista - Alguém dirá: eu já sabia que isto ia acontecer."
Se algum irmão cai em pecado: "Coitado! É digno de misericórdia e ajuda."
Se o pastor erra em alguma coisa: "Isso é inadmissível, logo surgem mágoas dele."
Se alguém erra: "Isso é uma casualidade, temos que perdoar uns aos outros."
Se o pastor é bem de vida: "Está roubando a igreja."
Se não é bem de vida: "É um homem de pouca fé."
Se ora muito: "Está querendo se mostrar e ser santão."
Se ora pouco: "É irresponsável e preguiçoso."
Se a esposa do pastor não é ativa na igreja: "Coitado do pastor merecia uma esposa bem melhor para ajudá-lo no ministério."
Se é ativa: "É metida e gosta de se aparecer."


A Bíblia diz- Hb. 13.7 e 17:

"Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil."

Como você está tratando, amando e honrando seu pastor e a família dele?


SE VOCÊ FOSSE PASTOR GOSTARIA DE TER UMA OVELHA IGUAL A VOCÊ NO SEU REBANHO?