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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

CGE067/2016 - ÚLTIMA PASTORAL DO BISPO PAULO LOCKMANN - COMO COMEÇAR E TERMINAR BEM O MINISTÉRIO PASTORAL


Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2016.                

Aos/Às                                                

Pastores/Pastoras                                                                    

Graça e Paz!

“O Evangelho para cada pessoa no Estado do Rio de Janeiro, um grupo de discipulado para cada rua, e uma igreja para cada bairro ou cidade, para alcançar 1.000.000 de discípulos até 2021.”
                                                                 
1) Por que é importante começar e terminar bem o Ministério?

Examinando vidas na Bíblia nós constatamos que nem todos os grandes líderes começaram e terminaram bem. E isto é decisivo, porque revela se houve crescimento ou não no ministério, que lições nós aprendemos na caminhada, com quem aprendemos, pois ninguém cresce sem uma postura de discípulo, e sem ajuda de um ou vários discipuladores.

Consideremos Noé, foi chamado de “justo e integro entre seus contemporâneos” (Gn 6.9), mas no final de sua história tão bonita, temos um quadro desolador, o encontramos embriagado de vinho e jazia nu dentro de sua tenda (cf. Gn 9.21). Que fim trágico!

Salomão a quem citamos seus provérbios, começou muito bem, pedindo a Deus sabedoria, a Bíblia dá um belo testemunho dele: “Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria.” (I Rs 10.23). Mas não terminou tão bem quanto começou, o que a Bíblia diz: “Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.” (I Rs 11.4).

Mas houve quem começou com dificuldades, como Moisés, gago, centralizador, ao ponto de quase morrer, dele vem a primeira grande lição sobre discipulado e ministério compartilhado: “No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até ao pôr-do-sol. Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr-do-sol? Respondeu Moisés a seu sogro: É porque o povo me vem a mim para consultar a Deus; quando tem alguma questão, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer. Ouve, pois, as minhas palavras; eu te aconselharei, e Deus seja contigo; representa o povo perante Deus, leva as suas causas a Deus, ensina-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer. Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez; para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo.” (Ex 18.13-22). Esta lição com certeza deu um novo rumo à vida e ministério de Moisés, quando foram ocupar a terra ele enviou doze homens para como equipe observar a terra e trazer informe a Moisés (cf. Nm 13.17 a 14.19). Por fim, o livro de Deuteronômio termina com o seguinte testemunho sobre Moisés: “Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés impôs sobre ele as mãos; assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés. Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a face, no tocante a todos os sinais e maravilhas que, por mando do SENHOR, fez na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra; e no tocante a todas as obras de sua poderosa mão e aos grandes e terríveis feitos que operou Moisés à vista de todo o Israel.” (Dt 34.9-12). Moisés não só concluiu com êxito seu ministério como discipulou uma equipe e formou seu sucessor, Josué. O qual como vemos no livro de Josué começou e terminou muito bem seu ministério. Vamos agora aprender algo com Paulo sobre discípulos e ministério compartilhado.

2) Crescendo num Ministério Compartilhado (Fl 2.17-30)

a) Todo ministério exige esforço.

A partir do verso 17, Paulo começa a falar do seu ministério e da luta que ele enfrentava. É bom sublinhar novos aspectos do mesmo problema, que vimos no A.T., que é, o que Paulo faz aqui.

Na verdade Paulo está dizendo que ele pode vir a ser oferecido por libação, ato sacrificial ocorrido no templo, neste sentido nosso serviço torna visível o maior de todos serviços e libação, o de Jesus na cruz do Calvário. O que Paulo está dizendo é que seu ministério é uma forma de sacrifício. Neste sentido, não existe ministério sem sacrifício, doação, esvaziamento. Jesus advertiu que isto seria exigido de nós. "Se perseguiram a mim quanto mais perseguirão a vós outros". (Jo 15.20).

Paulo estava preso e sob condições bastante humilhantes, e a razão era a sua fé e seu ministério. Quantos de nós está disposto a assumir sua fé num nível igual a este, ser preso, muitas vezes chicoteado.

Analisando nestes termos, a maioria da Igreja não está preparada para o Ministério, qual seja ele. Nós estamos desejando o sucesso, como aliás, todas as pessoas na sociedade capitalista. Desde o ponto de vista desta sociedade o ministério cristão é um fracasso. As prerrogativas são dar, dar e dar. Se necessário dar a própria vida. A prerrogativa do mundo capitalista é ganhar, ganhar, e ganhar. Se necessário tomar a vida dos outros.

O difícil é quando nós queremos transformar o ministério em algo de lucro, de vantagem pessoal. Aí temos o caos instalado na Igreja, isto já aconteceu, sempre com perdas para o Reino de Deus.

Tratemos de assumir a luta, o suor, e as lágrimas do ministério, sabendo que ele não é masoquismo, ele tem compensações, mas não são as que buscamos, mas as que Deus dá livremente, quando nos encontra fiel a Ele, na prática de um ministério.

b) Ministério é alegrar-se e chorar juntos, é servimos uns aos outros.

Não existe alegria maior para um cristão do que saber qual é o seu dom espiritual e colocá-lo em prática em um ministério frutífero. Sentir as pessoas sendo abençoadas por Deus, através do seu ministério, é sem dúvida uma compensação sem igual. Todo o/a cristão/ã pode experimentá-la, pois os dons espirituais são para todos os membros e o ministério é a consequência natural do dom espiritual. Só há ministério frutífero onde há o dom do Espírito Santo. E o contrário também é verdade, só há dons do Espírito Santo onde há ministério frutífero, um não existe sem o outro, um é a evidência do outro.

Vimos que também Paulo estava se alegrando com os irmãos em Filipos, pelo progresso que haviam feito, ele sabiamente os edificava manifestando aprovação pela vida deles, quando ele diz: "...sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me e com todos vós me congratulo.” Demonstrando assim reconhecimento e sentindo-se parte do ministério dos irmãos. Não os tratava como inferiores, ou que só precisavam aprender, mas reconhece-se abençoado pelo serviço da fé deles. Esta postura de ministério compartilhado de fé em comunhão é que dá força ao ministério da igreja. Paulo edificava e era edificado.

Junto a isto há o compartilhar dos sentimentos, todos nós precisamos de quem chore conosco, quem nos ouça, quem se alegre conosco. Temos mais facilidade de compartilhar as horas alegres. Os irmãos em Filipos vinham assistindo a Paulo numa hora difícil, estava na prisão. E conseguia alegrar-se na prisão. Não porque gostava de sofrer, mas porque isto estreitava a relações dele com os/as irmãos/ãs de Filipos, estes irmãos e irmãs o ajudavam a sorrir. Por outro lado, porque as suas cadeias serviram de testemunho à guarda pretoriana, e assim Cristo era pregado também no cárcere.

Nossas igrejas precisam ser um espaço de compartilhamento e acolhimento de todos os que necessitam, sem discriminação. Ron Lee Davi, em seu livro, "Perdão Incondicional", cita o livro de Jerry Cook, "Aceitação e Perdão", no qual diz: "Por que as pessoas vão ao botequim da esquina, em busca de algo que a Igreja poderia oferecer?" Ele continua: "Estão procurando alguém que os ouça. Por isso, embebedam-se e contam todos os seus problemas ao garçom, ou ao amigo. Estes choram com ele e riem com ele. Lá pelas tantas dizem: Olhe já são 2 horas da madrugada, é melhor você ir para casa. Assim saem cambaleando e voltam no dia seguinte para outra dose da mesma coisa. O quê estão procurando? Estão procurando amor e aceitação. Mas não podem ir à igreja  porque a igreja não gosta de bêbados."

Devemos nos empenhar para que nossas igrejas sejam um espaço aberto à diversidade de ministérios, mas também a diversidade de pessoas. E todos se sintam amados, ouvidos e valorizados. Afinal todos foram alvos do amor de Deus em Cristo.

c) O ministério de Timóteo - Fl 2.19-24.

Nós já vimos que o ministério é uma via de duas mãos, contribuímos e recebemos. Devemos estar preparados para dar e abertos para receber dos irmãos o que Deus tem para nós.

Foi com tal propósito que Paulo informa a Igreja de Filipos que iria enviar a Timóteo, Paulo queria levar algo através de Timóteo, mas receber também informações do que Deus estava fazendo. Entre o que ia enviar, uma era a carta que estudamos, que acabou sendo levada por Epafrodito como veremos depois.

A razão pela qual Paulo podia confiar a Timóteo tão importante tarefa era os sentimentos dele. Paulo havia falado já para que tivessem o sentimento que houve em Cristo Jesus (2.5), ele volta a falar de sentimento aplicando a Timóteo, isto significa que este tinha o mesmo sentimento de Cristo, sentimento de humildade, sentimento de Servo de Deus, e não servo de si mesmo. Aliás, o complemento da frase confirma isto, por duas vezes:"...que sinceramente cuide dos vossos interesses..." Timóteo ia atender, servir o povo de Deus em Filipos. Junto a isto a frase continua e diz: "...pois todos buscam o que é seu próprio..." (Fl 2.21). Isto quer dizer que Timóteo como Cristo não fazia a sua vontade, não buscava os seus próprios interesses, mas os de Deus e dos irmãos.

Aqui está a grande virtude de Timóteo, ser servo, isto ele aprendera com Paulo.

Na Igreja nós estamos precisando aprender a ser servos uns dos outros, ao invés de nos servimos dos outros, como faz a nossa sociedade egoísta, sermos servos uns dos outros de verdade.

O servo como foi Paulo e Timóteo, tem algumas qualidades visíveis. Quero sublinhar agora apenas duas. A primeira é a sinceridade, ou seja, a vida transparente e verdadeira, seus sentimentos e motivações são conhecidos de todos. Paulo afirmou isto de Timóteo, nós podemos comprovar isto em Paulo. Será que podemos perceber isto em cada um de nós? Vivemos numa sociedade de muita mentira, onde o que vale é a aparência, não o que na verdade é, cada pessoa tenta vender uma imagem bonita e simpática, a realidade no íntimo é outra. Sinceridade é não representar, é não usar máscara, é ter sentimentos puros e amorosos com todos. A segunda é o caráter provado e aprovado. Precisamos de servos que como Timóteo tenham sido testados e aprovados, e cujos frutos falam claramente de quem ele é. Isto significa que nós devemos testar os servos e servas de Deus, Jesus deu tarefa aos discípulos, eles foram (Lc 10.12 e 17.20), realizaram e retornaram contando (relatório) o que se passara com eles. O mesmo havia feito Paulo com Timóteo. Precisamos por a prova os/as obreiros e obreiras, candidatos ao ministério da Palavra e a qualquer outro ministério, e se aprovado, os credenciamos.

d) O ministério de Epafrodito - Fl 2.25-30. Exemplo de ministério compartilhado.

Epafrodito entra nesta história, ou se desejam nesta epístola, numa mudança de planos. Marshal, H. - The Epistle to the Philippians - Epworth Commentaries - London - 1992, em seu comentário a Filipenses afirma que aqui vemos os planos humanos de Paulo e a vontade de Deus. Há duas mudanças. Inicialmente Paulo pretende enviar Timóteo, e depois ele mesmo esperava ir, e finalmente ele precisa enviar outro, que é quem de fato vai, e este é Epafrodito.

Epafrodito era de Filipos, pois fora portador em nome da igreja de Filipos de oferta a Paulo (Fl 4.18) segundo alguns comentadores um de seus pastores, porém, já servia a Paulo como auxiliar, principalmente no relacionamento com as igrejas da Macedônia, porém há pouco tempo, pois não chega ser citado no prólogo da carta como fora Timóteo (Fl 1.1).

Depois de ter servido como mensageiro de Filipos e de Paulo, havia adoecido gravemente, e a notícia correra ao ponto de Paulo saber que o povo estava preocupado com a saúde de Epafrodito. Não fora plano de Paulo enviá-lo, porém a recuperação dele da enfermidade e o seu desejo de ir e tranquilizar pessoalmente suas ovelhas em Filipos, deve ter sido a razão das mudanças de planos.

Paulo vai qualificar a pessoa de Epafrodito, e com isto nos dá alguma informação das características de um ministro aprovado como foi Epafrodito.

Começa referindo-se a Epafrodito como irmão, isto significa que este compartilhava a mesma fé e visão da obra de Paulo. Podemos dizer que quem se habilita a um ministério tem que ter uma fé audaciosa, e uma fé com visão missionária, pois o objetivo missionário é que exercita a fé. Quem não tem sonho, alvo missionário, não precisa exercitar a fé, pois não pretende chegar a lugar nenhum, contenta-se com manter, ou seguir a rotina. Ministrar em nome de Deus como Paulo e Epafrodito é entrar numa grande obra, é preparar-se para coisas extraordinárias, prodigiosas. Afinal, vamos servir ao Senhor de toda glória e poder. Paulo define como via o ministério de Epafrodito dizendo: "...honrai sempre a homens como esse..." (Fl 2.29).

Epafrodito era um cooperador de Paulo e da Igreja em geral. Podemos dizer um diácono, um servidor como Timóteo. A Igreja se ressente de cooperadores. O que significa isto? Cooperador é aquele que trabalha sem aparecer, a grande maioria gosta de ser o/a cabeça, o/a dirigente. O cooperador serve onde for necessário, da tarefa simples às complexas, ele está sempre disponível.

Epafrodito era também companheiro de lutas de Paulo. O que significa companheiro de lutas? Trata-se de amigo e irmão nas horas mais difíceis. No momento em que a morte e a prisão rondavam ao apóstolo Paulo, lá estava Epafrodito para animá-lo, consolá-lo, servir de apoio. Todos nós precisamos de um companheiro/a de lutas.

Epafrodito era também mensageiro e auxiliar nas necessidades de Paulo. Quem não tem necessidades? Todos! Porém nem todos conseguem quem os auxilie, esteja presente na hora certa. No caso descrito na carta, Epafrodito veio trazendo notícias e oferta para as necessidades de Paulo (4.18). Ao mesmo tempo Paulo precisava de um mensageiro para levar a carta, e por algum motivo Timóteo não podia ir de imediato, nem Paulo conseguira a liberdade que ele esperava, mas lá estava Epafrodito pronto, como auxiliar e mensageiro. Um verdadeiro servo. Sim, ministério compartilhado é construído numa relação de serviço mútuo.

Conclusão: 

Esta é a 348 carta pastoral que vos envio, com ela, ainda que longa, deixo a essência de alguns ensinos que recebi de Deus no decorrer dos meus 47 anos de ministério pastoral e 29 de ministério Episcopal. Rogando que o Deus que me concedeu a Graça de realizar meu ministério com tantas bênçãos, dê a cada um de vós, graça e unção para verem os frutos do vosso trabalho transformados em vidas salvas e discipuladas, com vistas a ganharmos Um Milhão de Discípulos e Discípulas.

Com amor e amizade o irmão mais velho,

Bispo Paulo Lockmann 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

BISPO PAULO DE OLIVEIRA LOCKMANN DESISTE DE CONCORRER AO EPISCOPADO E ANUNCIA APOSENTADORIA

Bispo Paulo Lockmann em discurso no Concílio Mundial Metodista (2012).
O Bispo Paulo de Oliveira Lockmann, candidato ao episcopado pelas 1ª e 7ª Regiões, anunciou nesse sábado um comunicado oficial sobre a desistência de concorrer às eleições para bispo no 20º Concílio Geral, conclave da Igreja Metodista que acontece entre os dias 3 a 10 de julho, em Teresópolis/RJ. Na mensagem, o Bispo afirma: “…por razões familiares e por reconhecer que depois de 28 anos de episcopado e 46 de ministério  pastoral devo isto a minha família”. Lockmann destacou no comunicado que vai se dedicar à família, pregação e a pesquisa bíblica. No final desse ano, o Bispo Lockmann deve oficializar diretamente o pedido de aposentadoria à Comissão  de Relações Ministeriais da Igreja Metodista. Leia o comunicado abaixo enviado às delegações das 1ª e 7ª Regiões Eclesiásticas:

“Queridos irmãos.
Com muita contrição e gratidão a Deus e a Igreja Metodista comunico aos/às irmãos/ãs que, desde o dia 9 de junho, comuniquei ao bispo Adonias P. do Lago meu pedido de retirada do meu nome da lista de candidatos ao Episcopado da Igreja Metodista. Por razões familiares e por reconhecer que depois de 28 anos de episcopado e 46 de ministério pastoral devo isto a minha família e oferecer a Glaucia, minha esposa dedicada, e a pesquisa bíblica outra grande paixão. Encerro um momento ministerial e começarei outro dedicado a pregação e ensino da Bíblia.
No final do ano estarei entregando meu pedido de aposentadoria à Comissão de Relações Ministeriais.
Agradecido a todos vós, rogo as bênçãos de Deus sobre o nobre trabalho desta delegação.
Bispo Paulo Lockmann”.

Perfil – O Expositor Cristão de julho publicou  os perfis dos/as candidatos/as ao episcopado.  Até o fechamento da edição de julho, o Bispo Paulo de Oliveira Lockmann, permanecia como um dos possíveis Bispos eleitos no 20ºCG.
O Bispo Lockmann construi ao longo da carreira ministerial, sob a graça de Deus, um ministério exemplar. Ele têm 46 anos de ministério pastoral na vida da Igreja Metodista,  é casado e tem quatro filhos. É doutor em Teologia com estudos de pós-graduação na Universidade de Marburgo, além de licenciatura em História e Teologia Novo Testamento.
O Bispo Lockmann também possui especialização em Língua Hebraica e Aramaica. Iniciou o ministério pastoral muito jovem. Aos 20 anos, ainda como seminarista, pastoreou a igreja em Canoas (2ªRE), e em Copacabana/RJ. Posteriormente, como diácono, a igreja em Jardim Botânico e, como pastor ajudante, a Igreja Metodista no Catete. Assumiu como pastor integral assim que saiu na faculdade, em 1973, passando pelas igrejas do Catete, Queimados, Méier e Jardim Botânico, todas no Rio de Janeiro.
Em São Paulo, passou pelas igrejas em Vila Nova Cachoeirinha e Santo Amaro. Ocupou várias funções na instituição em terras brasileiras, entre elas, foi secretário-geral de Evangelização; professor de Novo Testamento na Faculdade de Teologia; secretário regional de Evangelização da 1ª Região; bispo assistente da Fateo; presidente do Colégio Episcopal e Cogeam. No âmbito internacional foi membro do Comitê de Evangelismo do Concílio Mundial Metodista, professor permanente do Instituto Mundial de Missões da Faculdade de Teologia Candler da Universidade de Emory (EUA), além de membro do Presidium do Concílio Mundial Metodista e presidente do Conselho das Igrejas Evangélicas Metodistas da América Latina (CIEMAL). Em 2012 assumiu como presidente do Concílio Mundial Metodista. Possui 15 livros publicados.
FONTE: Expositor Cristão

domingo, 17 de fevereiro de 2013

VARIAÇÕES SOBRE O MINISTÉRIO PASTORAL

1) Pastor-Pastora – Um Serviço Distinto

Estamos começando um novo ano. É bom refletir sobre a natureza do nosso ministério.

Tenho dito aos/às seminaristas que encontro nas igrejas locais que é diferenciado e especial ser pastor/a. Por isso, é fundamental ser chamado e capacitado por Deus; sem isso, é impossível ser pastor/a na percepção bíblica do termo.

Nada deixa um de nós pastores/as mais aborrecido/a do que em meio a uma visita pastoral, algum amigo ou parente da família visitada, volta-se e se dirige a nós perguntando: “Além de ser pastor/a, você trabalha com o que mesmo?” Temos sempre que exercitar a longanimidade, dizendo das várias tarefas do pastor/a, mas fica um tom de ofensa no ar. Paulo, para evitar ser pesado, trabalhou, fazendo tendas, mas deixou claro quão lícito era que:

“Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho.”(1 Co 9.13-14)

Somos obrigados a viver emoções intensas entre o choro e a festa, e às vezes vivemos isso no mesmo dia. Precisamos cuidar e ser cuidados.

Há também na natureza distinta do ministério pastoral uma dimensão profética. Nós não ensinamos e pregamos para ser aprovados pelos/as homens/mulheres, visto que o sentido profético do nosso ministério nos coloca em constante confronto com interesses pessoais, pecados individuais e comunitários. Nesse sentido, o compromisso profético começa com nossas próprias escolhas.

Não dá para estarmos aliançados/as com Deus, e as autoridades postas por Ele, conforme prescreve as Escrituras, e querer desfrutar de benefícios, frutos de acordos com lideranças não santas. Sempre houve e haverá quem se acerque de nós com propostas de vantagens nem um pouco santas. Simão, o mago, é um exemplo disso em Atos dos Apóstolos (Cf. At 8.9-13). Atenção! A natureza humana decaída gosta de ouvir mentiras que amenizem sua culpa e pecado, Ou que lhe ofereçam vantagens e facilidades

Muito ainda poderia dizer sobre a natureza distinta do nosso ministério pastoral, mas preciso lembrar outras coisas prioritárias.

2) Pastor – Pastora – Homen e Mulher de Deus.

Neste tempo em que sobram religiões e Igrejas e que falta Deus, sobram também líderes religiosos, mas faltam homens e mulheres de Deus. O pastor/a que Deus quer abençoar e usar na crise atual precisa ter a coragem de ser diferente e a convicção de continuar na direção certa da Palavra, aconteça o que acontecer.” [1]

Como enviados de Deus, fazemos uma obra espiritual que pertence a Deus e é feita em nome de Deus.

Esta obra de Deus visa à salvação do povo e à formação do caráter de Deus (discipulado), na vida dos convertidos. NUNCA deve ser realizada, visando a algum lucro particular nosso. Um motivo errado alcança objetivo errado, e assim destrói um ministério de um/a servo/a de Deus. Pois devemos nos vigiar, para não estarmos nos servindo do ministério, ao invés de servir a Deus e ao povo, nosso rebanho. A abnegação, a auto-negação, é absolutamente necessária a todo cristão, especialmente ao pastor/a.

Não esqueçamos as palavras de Jesus:

“Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.” (Lc 9.23-24)

Como pessoas é inevitável que cultivemos alguns relacionamentos mais profundos com alguns líderes da igreja que pastoreamos. Mas cuidado, pois deve ser notório que damos atenção e amor a todos, afinal, somos pastores/as de todo o rebanho.

Como João Wesley, nós somos homens e mulheres de um livro, a Bíblia. É lícito buscar outros conhecimentos. Bernardo de Claraval dizia: “Há os que adquirem conhecimentos pelo valor do conhecimento, isto é vaidade de baixo nível. Mas há os que desejam tê-lo para edificar outros – isso é amor.”[2] Cultivemos a leitura diária da Palavra, e de bons livros.

3) Pastor – Pastora – E Autoridade Espiritual.

Um dos nossos grandes desafios é que o púlpito, a cátedra pastoral, é um lugar santo. O povo olha para nós, e espera ouvir Deus falar com eles. Por isso é que recebemos de Deus autoridade e unção espiritual, para sermos usados na edificação do povo, instrução no caminho do discipulado, e envio ao mundo para a Missão. Sabendo que esta autoridade é delegada por Deus, pela Igreja e pelo Bispo no ato da nomeação, assim o exercício da autoridade se dá em submissão. Uma boa ilustração disto é João Batista: ”Respondeu João: O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada.“ (Jo 3.27) e ”Convém que ele cresça e que eu diminua.“ (Jo 3.30)

Mas para falar sobre este tema precisamos ouvir Paulo: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.” (Rm 13.1-2)

Não tenho saída: para exercermos autoridade precisamos estar submissos à autoridade. No nosso caso, pastores/as metodistas, temos o Concílio Geral, Concílio Regional e o Bispo, de onde emanam as orientações e direcionamentos para o exercício de nosso ministério. É notório que nós não fazemos parte do rol de membros da igreja local e sim do Concílio Regional, pois ali fomos eleitos/as e ordenados/as pastores/as pelo Bispo.

Watchman Nee diz: “A maior exigência que Deus faz ao homem não é carregar a cruz, servir, ofertar ou negar a si mesmo. É a obediência.”[3]

Lúcifer se tornou Satanás quando tentou usurpar a autoridade de Deus, e quis competir com o Senhor. Assim, tornou-se adversário dEle. A queda de Satanás foi provocada pela rebeldia. Isaías 14.12-15 e também Ezequiel 28.13-17 têm sido reconhecidos na História da Igreja como descrição da queda de Satanás. Ofender a autoridade de Deus, de sua Palavra, e das que foram instituídas por Ele, abre uma brecha espiritual na vida do crente.

Como pastores/as, sofremos e vemos com frequência a rebeldia de ovelhas e o que isso resulta. Desejamos ver nosso rebanho submisso à direção e condução que lhes damos. Todos já experimentamos o desgaste de ver lideranças rebeldes que resistem e conspiram contra nossas orientações e decisões. Portanto, devemos ter muito cuidado, na nossa condição de pastores/as, para que não nos rebelemos contra as orientações de decisões do Bispo e dos Concílios Regionais e Geral. As consequências são sempre danosas sobre as nossas vidas.

A unção de Deus e sua consequente autoridade é concedida aos que têm o coração quebrantado e submisso.

Para finalizar, deixo o conselho do Apóstolo Pedro:

“Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pe 5.5-7)

Que Deus renove e abençoe nosso ministério pastoral.

Bispo Paulo Lockmann


[1] Warren W. Wiersbe. – A Crise de Integridade. São Paulo: Vida, 1993. p. 100.
[2] Baxter, Richard. O Pastor Aprovado. São Paulo: P.E.S., 1989. p. 36.
[3] Nee. Watchman. Autoridade Espiritual. São Paulo: Vida, 2009. p.17.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ALTERAÇÕES NAS NOMEAÇÕES PARA 2013 - IGREJA METODISTA 1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA



ALTERAÇÃO DO QUADRO DE NOMEAÇÕES PASTORAIS PARA O BIÊNIO 2012/2013

Fonte: Gabinete Episcopal

Confira, abaixo, as alterações no quadro de nomeações pastorais para o biênio 2012/2013 feitas nesta 4ª-feira, 28 de novembro de 2012. Em breve será publicado aqui no site o quadro completo. Aguarde.

De acordo com a Legislação Canônica em vigor, e atendendo as necessidades da Primeira Região Eclesiástica, faço, na qualidade de Bispo, as seguintes nomeações pastorais:

1 - DISTRITO DE BARRA MANSA
Superintendente Distrital: Rev. Ananias Lúcio da Silva

COLÔNIA
Dayse Regis de Medeiros, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, (1)

CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL EM PITEIRAS
Adir Marcelino da Silva, Aspirante ao Pastorado, Tempo Parcial (1)
  
2 - DISTRITO DE CABO FRIO 
Superintendente Distrital: Rev. Elson Amaral Brum

ARARUAMA
Mônica Mendes Oliveira França, Presbítera Ativa, Tempo Integral, (1)

ARRAIAL DO CABO
José Pedro Provetti, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (3) Titular
Maria José Rezende dos Santos, Pastora Ativa, Tempo Parcial, (1) Coadjutora

BETEL PORTO DO CARRO
A Suprir

CABO FRIO
Elson Amaral Brum, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Allan Baral Ximenes de Souza Pinto, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Coadjutor
Eduardo Guimarães Rocha, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (16), Coadjutor

Projeto Desperta Débora
Sílvia Barreto Guimarães Faria, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, Sem ônus, (11) Coadjtora

Congregação de Monte Alegre
Alfredo Seiceira, Pastor Ativo, Tempo Parcial, (1) Ajudante

IGUABA GRANDE
Marco Antonio de Oliveira, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

JARDIM ESPERANÇA
Herlo Romão de Oliveira, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

3 - DISTRITO DE CAMPO GRANDE
Superintendente Distrital: Rev. Paulo Vieira

NOVA BETEL
Paulo Mudesto Filho, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)

SALVADOR EM INHOAÍBA
Robson Alexandre Pereira, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Alexandre Vitaliano Barbosa, Presbítero Ativo, Tempo parcial, (1) Coadjutor

4 - DISTRITO DE CASCADURA
Superintendente Distrital: Rev. Lúcio Sant´Anna Ferreira

CAVALCANTE
Sérgio Luís dos Santos, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Adriana Márcia C. Tardelli, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1), Ajudante

5 - DISTRITO DO CATETE
Superintendente Distrital: Rev. Antonio Faleiro Sobrinho

CATETE
Marcello José Pimenta Fraga, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Adilson Nunes Monteiro, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1), Coadjutor
Thiago Carreiro Miguel, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Integral, (1) Ajudante
Jonas Falleiro Júnior, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1), Coadjutor

COPACABANA
Paulo César Braga de Abreu, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Sérgio Ovídio Wermelinger Goulart, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1), Coadjutor

6 - DISTRITO DE DUQUE DE CAXIAS
Superintendente Distrital: Marco Antônio da Silva Ferreira

DUQUE DE CAXIAS
Marco Antônio da Silva Ferreira, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Leandro Luiz Teixeira Gabriel, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Integral, Ajudante, (1)

Congregação de Parque Suécia
Isaías dos Santos Silva, Evangelista, Tempo Parcial, Sem ônus, (1)

SARACURUNA
Hélio Marzullo, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)

8 - DISTRITO DE JACAREPAGUA
Superintendente Distrital: Rev. Cesar dos Santos Silva

TAQUARA
Cesar dos Santos Silva, Presbítero Ativo, (1) Tempo Integral, Titular
Carlos Jorge de Carvalho, Presbítero, Tempo Parcial, (1) Coadjutor
Flávio dos Santos Marcolino, Evangelista, Tempo Parcial, (3)

CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL DE RIO II
Danielle Lucy Bósio Frederico, Presbítera Ativa, Tempo Integral, (1)

9 – DISTRITO DE MACAÉ
Superintendente Distrital: Rev. Rogério da Silva Oliveira

JARDIM CARIOCA
Raphael Barbosa Rego, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Sérgio Rodrigues Teixeira, Presbítero, Tempo Parcial, (1), Coadjutor

10 – DISTRITO DE NILÓPOLIS
Superintendente Distrital: Rev. Rubem Andrade Mandú da Silva

NOVA CIDADE
Adriano Correa da Silva, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

11 - DISTRITO DE NITERÓI
Superintendente Distrital: Rev. Nelson Magalhães Furtado

TRIBOBÓ
Joel Alves Neto, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

13 - DISTRITO DE PÁDUA
Superintendente Distrital: Rev. Ricardo Fróes de Cnopp

BOA NOVA
Ademilson Maranduba Andrade, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

14 - DISTRITO DA PENHA
Superintendente Distrital: Rev. José Magalhães Furtado

JARDIM VISTA ALEGRE
Carlos Henrique Silvestre Onofre, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

15 - DISTRITO DE PETRÓPOLIS
Superintendente Distrital: Rev. Ewander Ferreira de Macedo

PETRÓPOLIS
Ewander Ferreira de Macedo, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Islan Conegundes de Souza, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Integral (1) Ajudante

Congregação Alto da Independência
Antônio Luiz de Freitas Júnior, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (3) Ajudante

Congregação de Bonsucesso
Paulo Roberto Kappaum, Evangelista, Tempo Parcial, (9)

16 - DISTRITO DE REALENGO
Superintendente Distrital: Rev. Paulo Vieira

ÁGUA BRANCA
Celso Moreira de Carvalho, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1)

PADRE MIGUEL
Luis Fernando de Oliveira e Silva, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)
Nilson de Freitas Couto, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (2), Coadjutor

18 - DISTRITO DE SANTA CRUZ
Superintendente Distrital: Rev. Bruno Leonardo Soares do Couto

SANTA CRUZ
Bruno Leonardo Soares do Couto, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular

Congregação de em Novo Arraial
Sheila Luiza de Paiva, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (2) Ajudante

ITACURUÇÁ
Bruno Leonardo Soares do Couto, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Fábio da Silva Linhares, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1) Ajudante

19 - DISTRITO DE SÃO GONÇALO
Superintendente Distrital: Rev. Nelson Magalhães Furtado

TANGUÁ
Aluísio Ferreira Neto, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)Titular
Rhui de Souza Marins Macharet, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (3), Coadjutor
Inês Pacheco da Silva, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, (2), Coadjutora

20 - DISTRITO DE SÃO JOÃO DE MERITI
Superintendente Distrital: Revda. Carmen de Souza

PRATA
Luciano Pereira Vergara, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)

23 - DISTRITO DE VALENÇA
Superintendente Distrital: Rev. Cleber Rosa França

BARRA DO PIRAÍ
Cleber Rosa França, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (8) Titular

Congregação em Morsing
Janice dos Santos Cezar, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1) Ajudante

CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL EM MENDES
Janice dos Santos Cezar, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1)

CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL EM MIGUEL PEREIRA
Ronaldo Aguiar Chagas, Missionário, sem ônus, (1)

CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL DE VASSOURAS
Vinicius Bonifácio Tavares, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

24 - DISTRITO DE VOLTA REDONDA
Superintendente Distrital: Rev. Anselmo Francisco do Amaral

AÇUDE II
Ruberval da Silva Ribeiro, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)

VOLTA REDONDA
Paulo Pereira da Silva, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (5), Titular
Carlos Eduardo de Araújo Mattos, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial (1) Ajudante

PASTORAIS ESCOLARES E CAPELANIAS

C) LAR METODISTA ANA GONZAGA - LAMAG
Marcos Cezar Osório, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)

As nomeações acima, de Tempo Parcial, são sem ônus, o que não impede de a igreja aprovar uma ajuda de custo, despesas de viagens e expedientes pastorais.

Rio de Janeiro, 28 de novembro de 2012
Bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ORAÇÃO PELO BISPO PAULO LOCKMANN

Conclamamos a todo o povo de Deus que esteja orando pela pronta recuperação do nosso Bispo Paulo Lockmann!!!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

ENCONTRO REGIONAL DE DISCIPULADO - PURA BÊNÇÃO



Com ministrações do Revmo. Bispo Paulo Lockmann e Pastor Carlos Alberto Bezerra, o Encontro Regional de Discipulado, realizado de 15 a 17 de junho de 2012, na Escola de Missões da Igreja Metodista em Teresópolis, foi um marco positivo na vida da Igreja Metodista, abençoando a vida de Pastores e Evangelistas ali presentes.

Que venham outros!!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

NOMEAÇÕES EM ÁUDIO PARA O BIÊNIO 2012/2013 - IGREJA METODISTA 1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA (ÁUDIO COM BISPO E REFLEXÃO)


REFLEXÃO:

Os membros das Igrejas e Pastores e Pastoras da Igreja Metodista estão vivendo um Advento Duplo. O primeiro, claro, refere-se a um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.
O segundo, refere-se as nomeações para o Biênio 2012/2013, que ocorrerá dia 14 de dezembro, quarta feira, num culto especial, na Igreja Metodista em Cascadura, onde o Bispo Paulo Lockmann lerá as nomeações, em que aguardamos o nascimento de um novo tempo, um novo biênio de empenho, dedicação e realizações em prol do Reino.

Muitas expectativas! Tempo de muitas especulações! Muitas nomeações apócrifas nos bastidores! Mas, tudo isso faz parte deste momento...
Creio que Deus está o controle e que a Igreja é a noiva de Cristo.

O maior interessado nas nomeações é o próprio noivo. Ele sabe exatamente quem vai cuidar bem de sua amada noiva: a Igreja.

Portanto, é bom deixar claro as(aos) mais afoitos que Deus não está nem um pouco preocupado, nem se importa com aqueles (Pastores, Pastoras e Membros de Igrejas) que querem escolher a "melhor Igreja", o "melhor salário", as "melhores posições", os(as) "Pastores(as) mais legais, mais convenientes", etc...

Deus se preocupa com sua Igreja, com o seu povo.

E, tenho a mais clara convicção, que a mão de Deus regerá, como exímio Maestro, as mãos de nosso Bispo (Homem de Deus) e, cada um(a) irá, exatamente, para onde Deus quer que vá.

Tenho dito à minha Igreja: "Nem um dia a mais. Nem um dia a menos." Deus vai me deixar aqui ou me tirar no tempo Dele.

Creio que uma Igreja sábia deve orar, não para o(a) Pastor(a) fique ou saia, mas para Deus faça exatamente a sua vontade que é "... boa, perfeita e agradável" (Romanos 12:2)

Vamos continuar orando pelas Igrejas, pelos SDs, pelo Bispo, pelos(as) Pastores(as).

Até o dia 14 de dezembro muitas coisas ainda podem acontecer.

Muita coisa ainda pode mudar!

Aquilo que, para alguns é tido por certo, pode se tornar uma grande surpresa.

Para aqueles(as) que estão esperando no Senhor e tem convicção do Seu chamado, fica a paz de espírito e a lembrança da benção que acompanhava vida do Patriarca Isaque na terra dos Filisteus (Gênesis 26): ONDE ELE ABRIA POÇO BROTAVA ÁGUA, POIS A BENÇÃO DE DEUS ESTAVA COM ELE!

Para todos nós Pastores e Pastoras, desejo que esta convicção esteja em nossas vidas.

Somos chamados por Deus e cada um(a) de nós estará exatamente onde Ele quer que estejamos.

E onde Ele nos colocar FRUTIFICAREMOS para Glória do nome do nosso amado Senhor e Salvador.

Com carinho!

Rev. Ednaldo Breves
Pastor da Igreja Metodista em São Pedro - Barra Mansa - RJ

Jesus: Um messias na rua

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"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles."
(Mt 1.18-25)

Natal é recordação, e mesmo atualização da obra que o Filho de Deus ao nascer entre nós veio realizar. É também uma recordação permanente do papel fundamental da mulher e da criança na obra da Salvação.
Primeiro, Maria, uma mulher simples, ocupa um papel de destaque na história da Salvação, lugar antes reservado a profetas e reis, quase sempre homens.
Por outro lado, o relato deixa claro que ainda assim ela é vulnerável, pois sua gravidez é posta em suspeita, os homens tinham de legitimá-la. Se não fosse a intervenção do anjo, Maria teria permanecido rejeitada. Aqui fica claro que a Salvação começa por restabelecer a dignidade da maternidade.
A situação da gravidez de Maria segue sendo uma denúncia por não dispor de condições mínimas de segurança. O risco corrido por Maria de estar só e sem recursos segue sendo a situação de fragilidade e marginalidade que muitas mães vivem nas ruas de nossas cidades. Homens que não assumem a paternidade são mais frequente do que desejaríamos. Apenas ocasionalmente uma ou outra mulher consegue na justiça que um ou outro homem assuma sua responsabilidade.
Na verdade, o risco que Maria correu é o drama real de muitas mulheres. Com Maria o socorro de Deus veio nas expressões da mensagem do anjo de Deus. Onde estão hoje os anjos de Deus? Cabe à Igreja servir de mensageira de Deus às mulheres que solitárias dão à luz a seus filhos, algumas nas ruas de nossas cidades. Dessa forma é que entendemos Jesus como Salvador, aquele que nos envia para salvar o povo de seus pecados, ou seja, de suas misérias, injustiças, impiedades. Sim, resgatar da solidão da miséria é ajudar as pessoas a conhecerem Jesus e nele a Salvação.
Em segundo lugar, sobre uma criança, o menino Jesus, começa a se construir o sonho de Deus, aquele que como disseram os anjos aos pastores: "...eis aqui vos trago boa nova (Evangelho) de grande alegria, que o será para todo o povo." Jesus, o menino, é sinônimo de boa nova, de grande alegria. E assim também é o nascimento dos nossos filhos: é uma grande alegria acolher a chegada de uma criança, para isso nós preparamos: o ambiente, o melhor possível, o enxoval, roupas e outros utensílios, preparados em cada família quando está para nascer uma criança. A acolhida do Filho de Deus deveria ser festejada pelo povo de Israel, e recordada por nós. Deus ouviu o clamor de seu povo e lhe deus o Messias, ou, como disse Simeão, a Salvação de Deus, Redenção de Jerusalém. Mas não foi assim, o menino nascido de Deus, por sua serva Maria, foi quase rejeitado pelo pai. Além disso, foi ordenada sua morte ainda quando criança, pelo rei Herodes. E, finalmente, não havia lugar para ele, nem na estalagem. Assim, o nascimento de Jesus, além de trazer o sonho de Deus, traz denúncia ao descaso com as crianças.
Muitas das nossas crianças são mortas nas ruas das nossas cidades, fruto da violência que se instaurou ao nosso redor, mortes planejadas e ordenadas pelos novos Herodes. Até quando Senhor??? São nas ruas do Centro do Rio ou nas periferias e lugares, por todo lado vemos crianças a nos anunciar, recordar: Nasceu de novo Jesus. E do mesmo modo não há lugar para a Maria de Jesus dar à luz a sua criança. Sem lugar, sem nome, e algumas sem pai e sem mãe. Até quando Senhor???
Sim, não havia lugar para Jesus em Israel. Difícil ironia: o tão esperado não encontra lugar. Por quê? Porque o rei queria conservar seu poder seus acordos com Roma, porque a ordem social e econômica que ele organizara seria confundida.Não havia lugar para Jesus na própria religião judaica, pois os sacerdotes e escribas em sua teologia não tinham lugar para um Messias como ele. O padrão teológico da religião judaica era estranho para o padrão de Jesus: seu nascimento, suas companhias, seus discípulos, em tudo se diferenciava dos religiosos. Finalmente, não havia lugar para Jesus na vida das pessoas: os desafios pessoais apresentados por Jesus foram rejeitados por muitos; o exemplo do jovem rico, que se afasta, recusando dar o que tem aos pobres e segui a Jesus, ilustra os termos claros da boa nova: trata-se de compromisso exclusivo com Jesus, perdão e justiça aos que nEle creem, especialmente os pobres, pois, afinal, a maioria dos ricos já tem a sua consolação.
Assim. O Natal deve ser um momento de pensarmos nos anúncios que ele traz, e também as denúncias que ele sublinha. Quando estivermos fazendo nossas compras, pensemos nos verdadeiros sentidos no Natal, falemos ao derredor: Natal é mais do que estas vitrines, presentes. É verdade que já sabemos, mas não e verdade que anunciamos o que sabemos. Tampouco vamos permitir que nosso Natal ocorra somente entre quatro paredes; vamos tirar nossa festa de dentro de casa, de dentro do templo, e vamos colocá-la nas ruas, como fazem os comerciantes. Sim, sejamos criativos. Levemos o Natal para a praça, preparemos uma cantata, algo diferente. Vamos incomodar, no bom sentido, o povo; vamos chegar junto das pessoas nas ruas. Sim, preparemos a festa para todos, pois Jesus é a boa nova de alegria para todo o povo! ALELUIA!
Bispo Paulo Lockmann

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Bispo Paulo Lockmann é empossado presidente do Concílio Mundial Metodista


Nesta segunda-feira, 8 de agosto, ocorreu em Durban, África do Sul, a cerimônia de posse do bispo Paulo Lockmann como presidente do Concílio Mundial Metodista.

Minutos antes da cerimônia, o bispo Paulo Lockmann pousou para foto ao lado do Reverendo Paulo Nogueira e do Prof. Paulo Garcia.

Na cerimônia, ele recebeu a medalha que o consagra como presidente da instituição que congrega metodistas do mundo inteiro.


A mesa do Concílio Mundial Metodista ficou assim:

Paulo Tarso de Oliveira Lockmmann - Presidente (Bispo - Brasil)
Sarah Francis Davis - Vice-presidenta (Bispa - Jamaica)
Kirby Hickey - Tesoureiro (Leigo - Estados Unidos)


O Bispo Paulo Lockmann pregou sobre João 4 em um momento significativo para o metodismo brasileiro e latino-americano. Ele é o primeiro presidente latino-americano do Concílio Mundial.

Fonte: Redação com informações da FaTeo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Bispo Paulo Lockmann é eleito presidente do Concílio Mundial Metodista

A eleição aconteceu hoje às 9 da manhã, na Igreja Metodista Central em Durban, que fica em Dubai na África do Sul, 4 da manhã no horário de Brasília.

O evento acontece a cada cinco anos e pela primeira vez a presidência do Concilio Mundial vem para a América Latina. A eleição do bispo traz para o Brasil, no estado do Rio de Janeiro a liderança de cerca de 80 milhões de membros da família wesleyana espalhada pelo mundo.

Paulo Lockmann, recentemente, foi reeleito bispo pelo Concílio Geral, em Brasília, por mais cinco anos na Primeira Região Eclesiástica, no estado do Rio de Janeiro.

Fundado em 1881, o concílio é uma associação de igrejas de tradição metodista que compreende a maior parte das denominações mundiais Wesleyanas. A ele estão filiadas 76 igrejas presentes em 136 países.

Essa é a 20ª edição, sob o tema "Jesus Cristo - para a Cura das Nações".

No encontro são oferecidas palestras e mesas redondas para promover a comunhão, a reflexão e a capacitação das lideranças metodistas mundiais.

Na seqüência acontece a Conferência Mundial Metodista, entre os dias 4 e 8 de agosto, realizada no Centro de Convenções Internacionais.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O ENVANGELHO PARA CADA PESSOA - UM GRUPO PEQUENO EM CADA RUA - UMA IGREJA EM CADA BAIRRO


Bispo Paulo Lockmann

1) O evangelho para cada pessoa

- Foi ordem de Jesus

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” ( Mc 16.15-16).

- Foi prática da igreja primitiva

“Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”. (Aos. 5.27-29)

- Foi vivido e ensinado por Paulo

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” (Rm. 10.9-10)

2) Um grupo de discipulado para cada rua.

- Jesus ministrou de casa em casa

“Indo eles de caminho, entrou Jesus num povoado. E certa mulher, chamada Marta, hospedou-o na sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, e esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos”. (Lc.10. 38-39)

- A igreja primitiva se propagou de casa em casa

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.” Atos 2. 42-43)

“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas

refeições com alegria e singeleza de coração.” (Atos 2. 46)“E todos os dias, no templo e de casa em casa, Não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo”. (Atos 5.42)

- Paulo ministrou de casa em casa

“Jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa,”(Atos 20.20)

3) Uma igreja para cada bairro ou cidade

- Jesus ministrou de cidade em cidade

“Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o

evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele.” (Lc. 8.1)

- A igreja primitiva se espalhou de cidade em cidade

“A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor,e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.” (Atos 9.31)

- Paulo ministrou de cidade em cidade

“Ao passar pelas cidades, entregavam aos irmãos, para que as observassem, as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém. Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.” (Atos 16.4-5)

“E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações. Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.” (Atos 20. 22-24)