segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

APRENDENDO COM JESUS - A HISTÓRIA DA MULHER ADÚLTERA QUE FOI SALVA POR JESUS


Sermão pregado em 08/01/2017 na Igreja Metodista em São Pedro - Rev. Ednaldo Breves


INTRODUÇÃO:
Neste segundo domingo do ano de 2017, gostaria de meditar sobre esta passagem bíblica tão rica.
A História de Salvação da Mulher adúltera.
No entanto, numa análise mais profunda, é, também, a história de uma ARMADILHA dos Escribas e Fariseus para Jesus!
Eles estavam muito enciumados, pois Jesus estava tomando a atenção do povo para si, com seus ensinamentos com autoridade (Mateus 7:28-29 e 13:54) e seus milagres espetaculares. Inclusive ministrando o perdão de pecados. (Paralítico em Cafarnaum – Mateus 9)
A intenção dos Escribas e Fariseus era tirar Jesus de cena (MATAR JESUS) e voltarem novamente a atraírem a atenção do povo PARA ELES.
Num determinado dia, Jesus vai para o Monte das Oliveiras à noite e pela madrugada volta para templo, e, como o povo o ia ter com ele, NO PÁTIO DO TEMPLO, Jesus os ensinava. (IMPORTÂNCIA DO ENSINO)
Numa trama bem articulada, eles trouxeram uma mulher, em flagrante adultério, e a pôs no meio de todos. (DE PÉ E NUA DA SINTURA PARA CIMA) e disseram:
- Mestre! Esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na Lei nos mandou Moisés DIZ que tais mulheres devem ser apedrejadas! (Levítico 20:10 e Deuteronômio 22:22-24)
Eles só se esqueceram de um detalhe crucial: A Lei dizia que os dois deveriam ser apedrejados, Homem e Mulher! Mas, onde estava o homem com o qual esta mulher adulterou?
Talvez fosse um ilustre membro da sociedade, ou alguém amigo dos escribas e fariseus...
Esquecendo disso, ou se fazendo de espertos, perguntaram a Jesus:
Tú, pois, o que dizes:
A INTENÇÃO DELES ERA COLOCAR JESUS NUMA SITUAÇÃO MUITO DIFÍCIL;
A pergunta era muito capciosa e COMPLICADA para Jesus, se não, vejamos:
SE DISSESSE PARA NÃO APEDREJAR A MULHER, SERIA DENUNCIADO QUE ESTAVA INDO CONTRA A LEI DE MOISÉS!
SE ELE DISSESSE PARA APEDREJAR A MULHER, SERIA DENUNCIADO AO IMPERIO ROMANO QUE RESGUARDOU PARA SI O DIREITO DE APLICAR A PENA DE MORTE. (JOÃO 18:31)
Jesus, inclinando-se, começou a escrever na terra com o dedo. 
(Ele estava no Pátio do Templo. Um lugar com terra no chão.)
Jesus fica em silêncio!
O QUE ME CHAMA A ATENÇÃO, É QUE MESMO SENDO QUEM ERA, JESUS NÃO FOI PRECIPITADO;
HÁ UM DITADO QUE DIZ – SEJA DONO DO SEU SILÊNCIO PARA NÃO SER ESCRAVO DE SUAS PALAVRAS!
Devemos tomar cuidado com o que falamos e com o que escrevemos nas redes sociais. (Mateus 12:36-37)
Mas, eles insistiram: Tú, pois, o que dizes?
Agora Jesus fala e com a Sabedoria divina, cala todos os presentes:
- Quem dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que lhe atire pedra!
Interessante que ele não disse: - Quem dentre vós não for adúltero!
Ele disse Quem dentre vós estiver sem pecado... NA REALIDADE, ELE NIVELA TODOS OS PECADOS!
Dizendo isso, voltou a escrever no chão!
Ao ouvirem a resposta de Jesus, acusados pela própria consciência, começaram a se retirar, dos mais velhos aos mais novos, até ficar Jesus e a Mulher!
A PALAVRA DE JESUS TOCA FUNDO NA CONSCIÊNCIA DE TODOS.
COMEÇANDO PELOS MAIS VELHOS... ATÉ OS MAIS  NOVOS... Jesus tirou as máscaras de todos os que estavam ali e eram tão pecadores quanto aquela mulher.
Só o tipo de pecado era diferente, mas todos eram, semelhantemente, pecadores.
Então Jesus, levantando-se do chão, não viu mais ninguém, além da Mulher!
Então Jesus pergunta àquela mulher: Onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou.
- Não Senhor! Ela respondeu!
Então Jesus, cheio de graça e Misericórdia disse àquela mulher: 
NEM EU TAMPOUCO TE CONDENO; VAI E NÃO PEQUES MAIS!

DESENVOLVIMENTO:
NESTA NOITE QUERO FALAR DE CONFRONTAR O/A PECADOR(A)!
DA GRAÇA, DA MISERICÓRDIA E DO PERDÃO DE DEUS!
E DO DESAFIO DE DEUS PARA NÓS TE TERMOS UMA VIDA DE SANTIDADE;

SOBRE O CONFRONTO COM O PECADO!
O texto diz que a mulher foi apanhada em flagrante adultério! (João 8:4)
Ao estudar o texto pensei na benção que esta mulher recebeu ao ser apanhada em flagrante adultério, ter sido trazida onde estava Jesus.
Poderia ter sido morta por uma multidão de  religiosos legalistas enfurecidos!
Mas poderia também, não tendo sido pega no ato, continuar sua vida destruindo a família dos outros.
A Bíblia diz em Provérbios 28:13 – O que encobre suas transgressões jamais prosperará, mas o que confessa e deixa alcançará misericórdia!
Seja qual for o nosso pecado, o conselho de Deus nesta noite é REFLITA A PRÓPRIA VIDA, VÊ ONDE ESTÁ PECANDO! SE ARREPENDA! ABANDONE O PECADO!
Uma hora poderemos ser colocados nus diante de uma platéia!
I Pedro 4:14-16 - Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. Se algum de vocês sofre, que não seja como assassino, ladrão, criminoso ou como quem se intromete em negócios alheios. Contudo, se sofre como cristão, não se envergonhe, mas glorifique a Deus por meio desse nome.
Alguém pode dizer: Já errei muito!
A Bíblia diz em I Cor: 5:17: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

SOBRE A GRAÇA, DA MISERICÓRDIA E DO PERDÃO DE DEUS!
Era muito difícil a posição da mulher na cultura judaica do primeiro século.
A mulher judia, mesmo que pertencesse a uma família rica, estava situada em um patamar inferior na sociedade.
As mulheres e os não circuncidados, não podiam participar do templo.
Estavam fora do contexto religioso mais importante do judaísmo.
Um bom judeu, cuidadoso da lei e dos profetas, deveria começar o dia fazendo 3 orações.
Uma delas era a seguinte:  "Bendito sejas Tu, Eterno, nosso Deus, Rei do Universo que não me fizeste mulher". (Tratado Menachot).
Elas pertenciam a seus maridos e a seus filhos.
Assim a mulher passava de objeto de posse dos pais, para o marido e filhos.
Subjugada e sub-estimada.
Por pouca coisa, uma mulher poderia ser repudiada.
A Lei dizia: "Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera." Levítico 20:10
O que faria com que uma mulher, sabendo que a pena capital de morte seria aplicada, em caso de ser pega em flagrante adultério e, ainda assim, cometesse tal ato?
Ninguém sabe quais foram as promessas que o homem adúltero fez para aquela mulher.
Muitas vezes palavras doces e bonitas, tudo que não ouvia em casa, carinho, atenção e cuidado que seu marido já não mais a dedicava.
O coração falou mais forte, entregou-se ao que parecia uma paixão, enganou-se num amor que nunca tinha vivido de verdade.
E ali ela estava diante de Jesus. Abandonada, envergonhada, desiludida, enganada e xingada por todos aqueles homens insensíveis, próxima da morte. Vítima da vida. Quanta incompreensão.
O grande mestre que tudo discernia, abaixou-se a escrever no solo, dando tempo para que aqueles homens refletissem suas atitudes. Jesus estava dando tempo para que eles examinassem suas consciências primeiro.
"Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra." João 8:6
"Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela." Mateus 5:28
"E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela." João 8:7
Que grande ensinamento aquela mulher pôde experimentar do grande amor de Cristo.
Em sua íntima compaixão, Deus se importa com cada detalhe de nossas vidas.
Ele sabe as dificuldades que cada um de nós enfrentamos em todas as áreas de nossas vidas.

SOBRE O DESAFIO PARA UMA VIDA DE SANTIDADE;
E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão àqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. João 8:10-11
Na realidade, quando Jesus diz: Nem eu te condeno! Tem gente que para aqui e fica a impressão de um JESUS COMPLACENTE COM O PECADO DAQUELA MULHER”
No entanto, Jesus conclui: VAI, E NÃO PEQUES MAIS!
Jesus está dizendo àquela mulher: Eu entendo tudo o que você tem vivido, no entanto, adultério continua sendo pecado, portanto, vá e não peques mais!
Há uma chamada de responsabilidade para o Processo da Santidade!
Hebreus 12:14 - Segui a paz com todos e a Santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor!
Paulo escreve 2 versos tremendo sobre a mudança de vida, pos conversão e no processo da santificação:
I COR. 6
9 Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, 
10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. 
11 E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus. 
Efésios 4:27-28 - Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.

CONCLUSÃO:
Vida com Deus é vida por graça, mas, não é de graça.
Salvação é pela graça, mas não é de graça!
É vida de compromisso e santificação!
Marcos 8:34 diz: E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.
Reconhecemos que tudo isso é muito difícil: A porta continua sendo estreita!
Por mais que tenhamos nossas razões para pecar, nossos achismos, pecado continua sendo pecado e impedindo o homem de chegar ao céu!
Mas, o melhor de tudo é que para aqueles/as que se propõe a andar no caminho da santidade, essa pessoa nunca vai estar sozinha.
Mateus 28:20 – Eis que estou convosco todos os dias, disse Jesus, até a consumação dos séculos!
Como disse John Wesley: O melhor de tudo é que Deus está conosco!

Com carinho

Rev. Ednaldo Breves

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

CAVALO SE DESPEDE DE DONO EM ENTERRO


Durante cerimônia, animal deitou a cabeça em caixão de vaqueiro
 
Um cavalo comoveu a família e os amigos de um vaqueiro paraibano morto em um acidente de moto, no Rio Grande do Norte, no último domingo.

Durante velório realizado nessa terça-feira, em Cajazeiras, na Paraíba, o animal deitou a cabeça sobre o caixão e chamou a atenção de todos que estavam no local. O animal acompanhou o dono, Wagner de Lima Figueiredo, 34 anos, durante oito anos.

A vítima estava sozinha na motocicleta no momento do acidente e chegou a ser levada para um hospital da cidade de Mossoró, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Além de vaqueiro, ele também era funcionário da prefeitura de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.


 

FONTE: noticias@band.com.br

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

CGE067/2016 - ÚLTIMA PASTORAL DO BISPO PAULO LOCKMANN - COMO COMEÇAR ETERMINAR BEM O MINISTÉRIO PASTORAL


Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2016.                

Aos/Às                                                

Pastores/Pastoras                                                                    

Graça e Paz!

O Evangelho para cada pessoa no Estado do Rio de Janeiro, um grupo de discipulado para cada rua, e uma igreja para cada bairro ou cidade, para alcançar 1.000.000 de discípulos até 2021.
                                                                 
1) Por que é importante começar e terminar bem o Ministério?

Examinando vidas na Bíblia nós constatamos que nem todos os grandes líderes começaram e terminaram bem. E isto é decisivo, porque revela se houve crescimento ou não no ministério, que lições nós aprendemos na caminhada, com quem aprendemos, pois ninguém cresce sem uma postura de discípulo, e sem ajuda de um ou vários discipuladores.

Consideremos Noé, foi chamado de “justo e integro entre seus contemporâneos” (Gn 6.9), mas no final de sua história tão bonita, temos um quadro desolador, o encontramos embriagado de vinho e jazia nu dentro de sua tenda (cf. Gn 9.21). Que fim trágico!

Salomão a quem citamos seus provérbios, começou muito bem, pedindo a Deus sabedoria, a Bíblia dá um belo testemunho dele: “Assim, o rei Salomão excedeu a todos os reis do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria.” (I Rs 10.23). Mas não terminou tão bem quanto começou, o que a Bíblia diz: “Sendo já velho, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era de todo fiel para com o SENHOR, seu Deus, como fora o de Davi, seu pai.” (I Rs 11.4).

Mas houve quem começou com dificuldades, como Moisés, gago, centralizador, ao ponto de quase morrer, dele vem a primeira grande lição sobre discipulado e ministério compartilhado: “No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até ao pôr-do-sol. Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr-do-sol? Respondeu Moisés a seu sogro: É porque o povo me vem a mim para consultar a Deus; quando tem alguma questão, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer. Ouve, pois, as minhas palavras; eu te aconselharei, e Deus seja contigo; representa o povo perante Deus, leva as suas causas a Deus, ensina-lhes os estatutos e as leis e faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer. Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez; para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo.” (Ex 18.13-22). Esta lição com certeza deu um novo rumo à vida e ministério de Moisés, quando foram ocupar a terra ele enviou doze homens para como equipe observar a terra e trazer informe a Moisés (cf. Nm 13.17 a 14.19). Por fim, o livro de Deuteronômio termina com o seguinte testemunho sobre Moisés: “Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés impôs sobre ele as mãos; assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés. Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a face, no tocante a todos os sinais e maravilhas que, por mando do SENHOR, fez na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra; e no tocante a todas as obras de sua poderosa mão e aos grandes e terríveis feitos que operou Moisés à vista de todo o Israel.” (Dt 34.9-12). Moisés não só concluiu com êxito seu ministério como discipulou uma equipe e formou seu sucessor, Josué. O qual como vemos no livro de Josué começou e terminou muito bem seu ministério. Vamos agora aprender algo com Paulo sobre discípulos e ministério compartilhado.

2) Crescendo num Ministério Compartilhado (Fl 2.17-30)

a) Todo ministério exige esforço.

A partir do verso 17, Paulo começa a falar do seu ministério e da luta que ele enfrentava. É bom sublinhar novos aspectos do mesmo problema, que vimos no A.T., que é, o que Paulo faz aqui.

Na verdade Paulo está dizendo que ele pode vir a ser oferecido por libação, ato sacrificial ocorrido no templo, neste sentido nosso serviço torna visível o maior de todos serviços e libação, o de Jesus na cruz do Calvário. O que Paulo está dizendo é que seu ministério é uma forma de sacrifício. Neste sentido, não existe ministério sem sacrifício, doação, esvaziamento. Jesus advertiu que isto seria exigido de nós. "Se perseguiram a mim quanto mais perseguirão a vós outros". (Jo 15.20).

Paulo estava preso e sob condições bastante humilhantes, e a razão era a sua fé e seu ministério. Quantos de nós está disposto a assumir sua fé num nível igual a este, ser preso, muitas vezes chicoteado.

Analisando nestes termos, a maioria da Igreja não está preparada para o Ministério, qual seja ele. Nós estamos desejando o sucesso, como aliás, todas as pessoas na sociedade capitalista. Desde o ponto de vista desta sociedade o ministério cristão é um fracasso. As prerrogativas são dar, dar e dar. Se necessário dar a própria vida. A prerrogativa do mundo capitalista é ganhar, ganhar, e ganhar. Se necessário tomar a vida dos outros.

O difícil é quando nós queremos transformar o ministério em algo de lucro, de vantagem pessoal. Aí temos o caos instalado na Igreja, isto já aconteceu, sempre com perdas para o Reino de Deus.

Tratemos de assumir a luta, o suor, e as lágrimas do ministério, sabendo que ele não é masoquismo, ele tem compensações, mas não são as que buscamos, mas as que Deus dá livremente, quando nos encontra fiel a Ele, na prática de um ministério.

b) Ministério é alegrar-se e chorar juntos, é servimos uns aos outros.

Não existe alegria maior para um cristão do que saber qual é o seu dom espiritual e colocá-lo em prática em um ministério frutífero. Sentir as pessoas sendo abençoadas por Deus, através do seu ministério, é sem dúvida uma compensação sem igual. Todo o/a cristão/ã pode experimentá-la, pois os dons espirituais são para todos os membros e o ministério é a consequência natural do dom espiritual. Só há ministério frutífero onde há o dom do Espírito Santo. E o contrário também é verdade, só há dons do Espírito Santo onde há ministério frutífero, um não existe sem o outro, um é a evidência do outro.

Vimos que também Paulo estava se alegrando com os irmãos em Filipos, pelo progresso que haviam feito, ele sabiamente os edificava manifestando aprovação pela vida deles, quando ele diz: "...sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me e com todos vós me congratulo.” Demonstrando assim reconhecimento e sentindo-se parte do ministério dos irmãos. Não os tratava como inferiores, ou que só precisavam aprender, mas reconhece-se abençoado pelo serviço da fé deles. Esta postura de ministério compartilhado de fé em comunhão é que dá força ao ministério da igreja. Paulo edificava e era edificado.

Junto a isto há o compartilhar dos sentimentos, todos nós precisamos de quem chore conosco, quem nos ouça, quem se alegre conosco. Temos mais facilidade de compartilhar as horas alegres. Os irmãos em Filipos vinham assistindo a Paulo numa hora difícil, estava na prisão. E conseguia alegrar-se na prisão. Não porque gostava de sofrer, mas porque isto estreitava a relações dele com os/as irmãos/ãs de Filipos, estes irmãos e irmãs o ajudavam a sorrir. Por outro lado, porque as suas cadeias serviram de testemunho à guarda pretoriana, e assim Cristo era pregado também no cárcere.

Nossas igrejas precisam ser um espaço de compartilhamento e acolhimento de todos os que necessitam, sem discriminação. Ron Lee Davi, em seu livro, "Perdão Incondicional", cita o livro de Jerry Cook, "Aceitação e Perdão", no qual diz: "Por que as pessoas vão ao botequim da esquina, em busca de algo que a Igreja poderia oferecer?" Ele continua: "Estão procurando alguém que os ouça. Por isso, embebedam-se e contam todos os seus problemas ao garçom, ou ao amigo. Estes choram com ele e riem com ele. Lá pelas tantas dizem: Olhe já são 2 horas da madrugada, é melhor você ir para casa. Assim saem cambaleando e voltam no dia seguinte para outra dose da mesma coisa. O quê estão procurando? Estão procurando amor e aceitação. Mas não podem ir à igreja  porque a igreja não gosta de bêbados."

Devemos nos empenhar para que nossas igrejas sejam um espaço aberto à diversidade de ministérios, mas também a diversidade de pessoas. E todos se sintam amados, ouvidos e valorizados. Afinal todos foram alvos do amor de Deus em Cristo.

c) O ministério de Timóteo - Fl 2.19-24.

Nós já vimos que o ministério é uma via de duas mãos, contribuímos e recebemos. Devemos estar preparados para dar e abertos para receber dos irmãos o que Deus tem para nós.

Foi com tal propósito que Paulo informa a Igreja de Filipos que iria enviar a Timóteo, Paulo queria levar algo através de Timóteo, mas receber também informações do que Deus estava fazendo. Entre o que ia enviar, uma era a carta que estudamos, que acabou sendo levada por Epafrodito como veremos depois.

A razão pela qual Paulo podia confiar a Timóteo tão importante tarefa era os sentimentos dele. Paulo havia falado já para que tivessem o sentimento que houve em Cristo Jesus (2.5), ele volta a falar de sentimento aplicando a Timóteo, isto significa que este tinha o mesmo sentimento de Cristo, sentimento de humildade, sentimento de Servo de Deus, e não servo de si mesmo. Aliás, o complemento da frase confirma isto, por duas vezes:"...que sinceramente cuide dos vossos interesses..." Timóteo ia atender, servir o povo de Deus em Filipos. Junto a isto a frase continua e diz: "...pois todos buscam o que é seu próprio..." (Fl 2.21). Isto quer dizer que Timóteo como Cristo não fazia a sua vontade, não buscava os seus próprios interesses, mas os de Deus e dos irmãos.

Aqui está a grande virtude de Timóteo, ser servo, isto ele aprendera com Paulo.

Na Igreja nós estamos precisando aprender a ser servos uns dos outros, ao invés de nos servimos dos outros, como faz a nossa sociedade egoísta, sermos servos uns dos outros de verdade.

O servo como foi Paulo e Timóteo, tem algumas qualidades visíveis. Quero sublinhar agora apenas duas. A primeira é a sinceridade, ou seja, a vida transparente e verdadeira, seus sentimentos e motivações são conhecidos de todos. Paulo afirmou isto de Timóteo, nós podemos comprovar isto em Paulo. Será que podemos perceber isto em cada um de nós? Vivemos numa sociedade de muita mentira, onde o que vale é a aparência, não o que na verdade é, cada pessoa tenta vender uma imagem bonita e simpática, a realidade no íntimo é outra. Sinceridade é não representar, é não usar máscara, é ter sentimentos puros e amorosos com todos. A segunda é o caráter provado e aprovado. Precisamos de servos que como Timóteo tenham sido testados e aprovados, e cujos frutos falam claramente de quem ele é. Isto significa que nós devemos testar os servos e servas de Deus, Jesus deu tarefa aos discípulos, eles foram (Lc 10.12 e 17.20), realizaram e retornaram contando (relatório) o que se passara com eles. O mesmo havia feito Paulo com Timóteo. Precisamos por a prova os/as obreiros e obreiras, candidatos ao ministério da Palavra e a qualquer outro ministério, e se aprovado, os credenciamos.

d) O ministério de Epafrodito - Fl 2.25-30. Exemplo de ministério compartilhado.

Epafrodito entra nesta história, ou se desejam nesta epístola, numa mudança de planos. Marshal, H. - The Epistle to the Philippians - Epworth Commentaries - London - 1992, em seu comentário a Filipenses afirma que aqui vemos os planos humanos de Paulo e a vontade de Deus. Há duas mudanças. Inicialmente Paulo pretende enviar Timóteo, e depois ele mesmo esperava ir, e finalmente ele precisa enviar outro, que é quem de fato vai, e este é Epafrodito.

Epafrodito era de Filipos, pois fora portador em nome da igreja de Filipos de oferta a Paulo (Fl 4.18) segundo alguns comentadores um de seus pastores, porém, já servia a Paulo como auxiliar, principalmente no relacionamento com as igrejas da Macedônia, porém há pouco tempo, pois não chega ser citado no prólogo da carta como fora Timóteo (Fl 1.1).

Depois de ter servido como mensageiro de Filipos e de Paulo, havia adoecido gravemente, e a notícia correra ao ponto de Paulo saber que o povo estava preocupado com a saúde de Epafrodito. Não fora plano de Paulo enviá-lo, porém a recuperação dele da enfermidade e o seu desejo de ir e tranquilizar pessoalmente suas ovelhas em Filipos, deve ter sido a razão das mudanças de planos.

Paulo vai qualificar a pessoa de Epafrodito, e com isto nos dá alguma informação das características de um ministro aprovado como foi Epafrodito.

Começa referindo-se a Epafrodito como irmão, isto significa que este compartilhava a mesma fé e visão da obra de Paulo. Podemos dizer que quem se habilita a um ministério tem que ter uma fé audaciosa, e uma fé com visão missionária, pois o objetivo missionário é que exercita a fé. Quem não tem sonho, alvo missionário, não precisa exercitar a fé, pois não pretende chegar a lugar nenhum, contenta-se com manter, ou seguir a rotina. Ministrar em nome de Deus como Paulo e Epafrodito é entrar numa grande obra, é preparar-se para coisas extraordinárias, prodigiosas. Afinal, vamos servir ao Senhor de toda glória e poder. Paulo define como via o ministério de Epafrodito dizendo: "...honrai sempre a homens como esse..." (Fl 2.29).

Epafrodito era um cooperador de Paulo e da Igreja em geral. Podemos dizer um diácono, um servidor como Timóteo. A Igreja se ressente de cooperadores. O que significa isto? Cooperador é aquele que trabalha sem aparecer, a grande maioria gosta de ser o/a cabeça, o/a dirigente. O cooperador serve onde for necessário, da tarefa simples às complexas, ele está sempre disponível.

Epafrodito era também companheiro de lutas de Paulo. O que significa companheiro de lutas? Trata-se de amigo e irmão nas horas mais difíceis. No momento em que a morte e a prisão rondavam ao apóstolo Paulo, lá estava Epafrodito para animá-lo, consolá-lo, servir de apoio. Todos nós precisamos de um companheiro/a de lutas.

Epafrodito era também mensageiro e auxiliar nas necessidades de Paulo. Quem não tem necessidades? Todos! Porém nem todos conseguem quem os auxilie, esteja presente na hora certa. No caso descrito na carta, Epafrodito veio trazendo notícias e oferta para as necessidades de Paulo (4.18). Ao mesmo tempo Paulo precisava de um mensageiro para levar a carta, e por algum motivo Timóteo não podia ir de imediato, nem Paulo conseguira a liberdade que ele esperava, mas lá estava Epafrodito pronto, como auxiliar e mensageiro. Um verdadeiro servo. Sim, ministério compartilhado é construído numa relação de serviço mútuo.

Conclusão: 

Esta é a 348 carta pastoral que vos envio, com ela, ainda que longa, deixo a essência de alguns ensinos que recebi de Deus no decorrer dos meus 47 anos de ministério pastoral e 29 de ministério Episcopal. Rogando que o Deus que me concedeu a Graça de realizar meu ministério com tantas bênçãos, dê a cada um de vós, graça e unção para verem os frutos do vosso trabalho transformados em vidas salvas e discipuladas, com vistas a ganharmos Um Milhão de Discípulos e Discípulas.

Com amor e amizade o irmão mais velho,

Bispo Paulo Lockmann 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

POR QUE CELEBRAMOS O NATAL NO DIA 25 DE DEZEMBRO?

NATAL - ESTRATÉGIA MISSIONÁRIA DA IGREJA

O Cristianismo tem uma mensagem a ser compartilhada, mensagem de Boas Novas para todos os povos (Lc 2.10).

Apesar da Teologia de Missões ser recente em sua formulação metodológica-sistemática, o ardor missionário já era presente nos primeiros passos da Igreja Cristã. A igreja cresceu porque investiu em missões. A inculturação, como prática missionária, nunca foi vista como uma paganização dos valores cristãos, mas como método de comunicação do evangelho. Isso foi praticado por Paulo (1 Co 9.19-23). Cristo havia confiado à igreja uma mensagem que precisava ser levada a todos os povos. Após a ressurreição, esta foi sua preocupação e comissionamento (cf. Mt.28. 19).

A mensagem missionária está estritamente relacionada com o indivíduo e com a sua cultura. Conhecer a cultura e se expressar na mesma produz pontes intermináveis que promovem a comunicação do evangelho.

O esforço missionário da Igreja até o quarto século foi conquistar o mundo para Cristo. Nessa prática estavam também sendo trabalhadas duas tarefas importantes: guerrear contra o paganismo e discipular os novos convertidos. A estratégia para isso foi substituir algumas comemorações pagãs, e, na mesma data, promover as Boas-Novas e o ministério de Cristo. Isso fica claro quando analisamos as festas do Natal e da Epifania.

A INTRODUÇÃO DO NATAL

A data do 25 do dezembro foi fixada pelos pagãos para celebrar o nascimento do sol Natalis solis invicti. Os pagãos só começaram a celebrar essa data no ano 274 d.C. Nesse período, a igreja estava passando pelos seus últimos e terríveis dias de perseguição. O paganismo estava ainda forte, e esta foi uma estratégia para apagar as raízes do Cristianismo e formar raízes religiosas nos pagãos. Em 336 d.C, 62 anos depois, a Igreja de Roma incluiu no calendário Filocaliano a celebração do Natal Cristão no dia 25 de dezembro. Como o Edito do Tolerância de Constantino em 313 d.C., que deu liberdade religiosa aos cristãos, abriu as portas para a evangelização, a Igreja procurou diversas estratégias, dentro de sua limitação, para colocar Jesus como o Soberano das Nações, o Deus encarnado.

Como a provocação de 274 d.C. deu certo para o lado dos pagãos, agora a igreja, gozando de liberdade, toma posse da data e proclama Jesus Cristo o Sol da Justiça, baseado em Malaquias 4.2. Na oratória de implantação do Evangelho, a frase era: “Vamos celebrar o Nascimento do nosso Rei no dia 25 de dezembro. O deus Sol está destronado”.

Além de ser uma afronta ao paganismo, foi uma estratégia para colocar Jesus no centro da vida social e derrubar os sentimentos religiosos antigos do novo convertido. Essa prática não significou uma paganização do Cristianismo como alguns desejam afirmar.

A ORIGEM DA EPIFANIA

Antes, porém de ser celebrado o 25 do dezembro como o dia do Natal, os cristãos do fim do segundo século, já celebravam a Epifania, festa realizada no dia 6 de janeiro. Já nessa época a estratégia era missionária e transcultural.

No Oriente, o dia 6 de janeiro estava ligado ao nascimento virginal de Aion/Dionísio (segundo Epifânio) e com diversas outras lendas de epifania nas quais os deuses se manifestavam aos seres humanos. Plínio discorre a respeito dos modos como Dionísio revelava a sua presença naquele dia, transformando água em fontes e fontes em vinho (Natural History).

Os cristãos, nessa época, perseguidos pelos romanos, tiveram a estratégia de celebrar, na mesma data, a epifania de Jesus (Manifestação de Jesus). Para confrontar os poderes das trevas, elegeram essa data como especial no calendário da Igreja. Nessa festa pregavam o nascimento virginal de Cristo, a visita dos magos a Jesus e seu milagre de transformar a água em vinho em Caná da Galiléia. Nessa celebração, segundo Jerônimo que morou 24 anos em Belém, o batismo era o conteúdo principal.

Muitos estudiosos vêem na Epifania uma cristianização da festa dos Tabernáculos. As duas celebrações incluíam a vigília durante a noite toda, a iluminação de círios e a procissão das luzes, as águas da vida, os ramos de palmeiras e alusões ao matrimônio. Essa prática de cristianizar festas judaicas, comuns em algumas seitas do passado, tem reaparecido na atualidade, em algumas igrejas evangélicas, com o intuito de enraizar suas práticas litúrgicas na Bíblia, principalmente no Antigo testamento, depreciando assim as festas cristãs.

AS FESTAS CRISTÃS

Tanto o Natal quanto a Epifania foram praticados pelos cristãos para substituir, a partir de uma visão missionária, os festivais pagãos relacionados com o solstício de inverno no Ocidente no dia 25 de dezembro, e no Oriente, em Alexandria, no dia 6 de janeiro. Ambas as festas tornaram-se mais freqüentes no século quarto.

No ano 386 d.C, a festa do Natal já havia sido introduzida em Antioquia. Crisóstomo foi um grande estrategista para que essa data fizesse parte do calendário da Igreja. Como homem de Deus, Crisóstomo observou a oportunidade missionária que a data do Natal poderia favorecer. O Sol da Justiça, Jesus Cristo, nasceu para derrotar o deus solístico. A estratégia era mostrar que a fé no Deus encarnado era um a fé poderosa.

Os grandes teólogos e pregadores capadócios Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzeno, respectivamente nos anos 370 e 380, escreveram sobre a importância dessa data e usaram os temas do Natal e da Epifania para resistir aos arianos que não criam na divindade do Jesus.

DEZEMBRO: INADEQUADO?

Hoje o Natal já não traz essa bagagem apologética e missionária da Igreja Antiga. A festa na atualidade tem duas vertentes: uma mundana e outra cristã. O mundo celebra o Natal da glutonaria, da embriaguez, do comércio e, principalmente, colocou a figura do Papai Noel para substituir a figura do bebê e da manjedoura. A Igreja, por outro lado, celebra o Natal de Jesus. Corais se preparam para cantar a história de Jesus. As crianças treinam suas peças teatrais. O culto de Natal celebra a herança da vida abundante do Cristo. Os símbolos são muitos e difíceis de serem catalogados. Hoje o Natal é a celebração do nascimento do Menino Deus. É para nós uma data festiva e alegre, rica de símbolos e adereços. É uma oportunidade para presentear quem amamos e comemorar o aniversário de Jesus.

Alguns alegam que o mês de dezembro é muito inadequado para o nascimento do Jesus. Alguns estudos colocam o nascimento de Jesus nos meses do abril ou maio. Mas Leon L. Morris não vê dessa forma. Ele diz que os pastores que estavam no campo pastoreando seus rebanhos estavam cuidando deles para os sacrifícios do Templo. Os rebanhos deviam ser guardados somente no ermo, segundo as tradições rabínicas da Mishna e do Talmude. Uma regra rabínica estipulava que qualquer animal achado entre Jerusalém e um lugar perto de Belém deveria ser considerado uma vítima sacrificial. A mesma regra encontrada na Mishna fala de achar ofertas para a Páscoa dentro de trinta dias antes daquela festa, isto é, em fevereiro. Morris conclui dizendo: “Visto que os rebanhos podem, portanto, estar nos campos no inverno, a data tradicional para o nascimento de Jesus, 25 de dezembro, não está excluída” (Lucas. Introdução e comentário. Vida Nova).

OPORTUNIDADE MISSIONÁRIA

O Natal do passado, além do significado litúrgico do nascimento de Jesus e da festa tinha o significado de oposição à idolatria e o anúncio da nova vida em Cristo, o verdadeiro Sol da Justiça. Que possamos reler o Natal e redescobrir a grande oportunidade missionária que essa data nos favorece. Reunamos nossa família diante da árvore do Natal, símbolo criado pelo reformador Martinho Lutero, e celebremos o dia 25 do dezembro com entusiasmo e vida, aproveitando para pregar o Evangelho da Reconciliação. Celebremos o nascimento do Jesus com alegria e festa. Celebremos o nosso Sol da justica!
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FONTE: Texto publicado no AVANTE de dezembro de 2000,
No Portugal Evangélico em 2003 e No Fé e Nexo em 2006.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NOMEAÇÕES PASTORAIS DA PRIMEIRA REGIÃO ECLESIÁSTICA - AJUSTES PARA 2017


De acordo com a Legislação Canônica em vigor, e atendendo as necessidades da Primeira Região Eclesiástica, faço, na qualidade de Bispo, as seguintes alterações no quadro de nomeações pastorais:

1 - DISTRITO DE BANGU
Superintendente Distrital – Rev. Paulo Vieira
SARAPUÍ
Josias Ferreira Barbosa, Pastor Ativo, Tempo Parcial, (1)

2 - DISTRITO DE BARRA MANSA
Superintendente Distrital: Rev. Ananias Lúcio da Silva
BARRA MANSA
Ananias Lúcio da Silva, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (10), Titular
Bernadete Maria Estevam da Silva, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, (10), Coadjutora
Douglas Farat, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1)
COLÔNIA
Anderson Magno Nascimento da Silva, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1)
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL DE CURINGA
A suprir

3 - DISTRITO DE CAMPO GRANDE
Superintendente Distrital: Rev.Lúcio Sant’Anna Ferreira
BETEL CAMPO GRANDE
Bruno Roberto Pereira dos Santos, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Fernando Schmidt e Silva, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (2), Coadjutor

4 - DISTRITO DE CASCADURA
Superintendente Distrital:
PILARES
Maximiliano Miler, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
José Luiz Dantas de Souza, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (3) Ajudante
José Claudio Vargas Esteves, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, Sem ônus (1) Ajudante

5 - DISTRITO DO CATETE
Superintendente Distrital:
CATETE
Nilson Alves Teixeira, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Jonas Falleiro Júnior, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (5), Coadjutor
Samira Alves Teixeira da Luz Silva, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, (1), Coadjutora
VILA ISABEL
Lúcio Sant’Anna Ferreira, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Edmar Leonardo da Silva, Presbítero Ativo, Tempo Parcial,(3) Coadjutor
Tiago Medeiros da Costa Silva, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial (3) Ajudante

6 - DISTRITO DE DUQUE DE CAXIAS
Superintendente Distrital: Rev. Marco Antônio da Silva Ferreira
LOTE XV
Robson Lima dos Santos, Missionário Designado, Tempo Parcial, (1)
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL BETEL DE MANTIQUIRA
Flávio Ricardo Bahiense da Silva, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)

7 - DISTRITO DE JACAREPAGUÁ
Superintendente Distrital: Rev. Flávio dos Santos
BARRA DA TIJUCA
Péricles de Oliveira Ribeiro, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Janaina Manso Ribeiro, Pastora Ativa, Tempo Parcial, (1), Ajudante
CURICICA
Pierre Monteiro Lessa, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)
FREGUESIA
Alberto Saraiva Sampaio, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)
Alexandre de Medeiros Pereira, Missionário Designado, Tempo Parcial, (1) Ajudante
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL DO RECREIO
Thiago Manso Ribeiro, Missionário Designado, Tempo Parcial, (1)

8 – DISTRITO DE NILÓPOLIS
Superintendente Distrital: Rev. Paulo César Braga de Abreu
EDSON PASSOS
José Carlos Hott, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)
PAULO DE TARSO
Altair Costa Filho, Pastor Ativo, Tempo Integral, (1)

9 - DISTRITO DE NOVA IGUAÇU
Superintendente Distrital: Revda. Fátima da Cruz Valente
COMENDADOR SOARES
Felipe de Mattos Itaboraí, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Integral, (1)

11 - DISTRITO DE REALENGO
Superintendente Distrital: Rev. Maximiliano Miler
REALENGO
Nelson Eduardo Santos Lucas, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Cláudio Ribeiro do Nascimento, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, Sem Ônus(, (1) Coadjutor
Rute Noemi da Silva Souza, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1) Ajudante

12 - DISTRITO DE RESENDE
Superintendente Distrital: Rev. Rodrigo Vieira Buçard
RESENDE
Rodrigo Vieira Buçard, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (12) Titular
André Luis Moliterno Monteiro Missionário Designado, Tempo Parcial, (1) Ajudante,
Elenice Maria Dias, Missionária Designada, Tempo Parcial, (1) Ajudante

⎫ Congregação de Penedo
Zulima de Jesus Arruda Moreira, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, Sem ônus (7), Ajudante
VILA NOVA (RESENDE)
Iro Machado, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)
⎫ Congregação de Cruzeiro
Marcelo de Castro Lodoro, Missionário Designado, tempo Parcial, (1)

13 - DISTRITO DE SANTA CRUZ
Superintendente Distrital:
COSMOS
Tânia Maria Francisco da Silva, Presbítera Ativa, Tempo Integral, (1) Titular
Ronaldo Luis da Silva, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, sem ônus, (1) Ajudante
ITACURUÇÁ
Vagner Rosa Carvalho, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1)
NOVA BETEL PACIÊNCIA
Sérgio Santiago Coelho, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)
SANTA CRUZ
Daniel Silveira, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Titular
Rafael Bernardo de Pontes, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1) Coadjutor
⎫ Congregação de Novo Arraial
Wellington Rosa Batista, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (3) Ajudante
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL JARDIM WEDA
Mauro José da Silva Victor, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL IBIRAPITANGA
Mauro José da Silva Victor, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)

15 - DISTRITO DE VALENÇA
Superintendente Distrital: Rev. Cleber Rosa França
VALENÇA
Luis Henrique Hott Ramos, Presbítero Ativo, Tempo Integral (1) Titular
Maria Angélica Gripp Faria da Silva, Presbítera Ativa, Tempo Integral, (1), Coadjutora
Jônatas Silva, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1), Ajudante
VASSOURAS
Ana Cristina Caldas da Rocha, Presbítera Ativa, Tempo Integral (1)
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL EM MENDES
Thiago de Souza Lima, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1) Titular
Thaiana Ferreira Maciel, Aspirante ao Presbiterado, Sem ônus, Tempo Parcial, (1) Ajudante
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL EM MIGUEL PEREIRA
Thiago de Souza Lima, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1) Titular
Thaiana Ferreira Maciel, Aspirante ao Presbiterado, Sem ônus, Tempo Parcial, (1) Ajudante

16 - DISTRITO DE VOLTA REDONDA
Superintendente Distrital: Rev. Anselmo Francisco do Amaral
RETIRO
Anselmo Francisco do Amaral, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (12), Titular
Miriam Isabel Gallo do Amaral, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, (12), Coadjutora
⎫ Congregação Nova Primavera
José Carlos Paula Chagas, Missionário Designado, Tempo Parcial, (1)
⎫ Congregação Roma II
Everton Faria, Evangelista, Tempo Parcial, (1)
SANTO AGOSTINHO
Carlos Alexandre da Silva Reis, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (15), Titular
⎫ Congregação Belmonte
Mauro de Paiva Luciano, Pastor Ativo, Tempo Parcial, (1) Titular
Henriqueta Maria Rodrigues Pereira Luciano, Pastora Ativa, Tempo Parcial, (1) Ajudante
VOLDAC
Carlos Eduardo Mota Chaves, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (17)
Cleonice Dias Reis, Missionária Designada, Tempo Parcial, (1), Ajudante
Mário Cesar dos Santos, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1) Ajudante
VOLTA GRANDE II
Nilo Sérgio Vieira, Pastor Ativo, Tempo Integral, (15)
Weberth Ventura Valerio, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1) Coadjutor
VOLTA REDONDA
Rubem Andrade Mandú da Silva, Presbítero Ativo, Tempo Integral, (1), Titular
Guilherme de Souza Mandú, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (1) Ajudante
⎫ Congregação de Vila Rica
CAMPO MISSIONÁRIO DISTRITAL DE CANDELÁRIA
Robson Luis Dias de Oliveira, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1)

OBREIROS A NOMEAR
Roberto Nascimento de Oliveira, Aspirante ao Presbiterado, Tempo Parcial, (2) Ajudante
Rogério Vanderlei Maia do Amaral, Aspirante ao Presbiterado, (3)
ASSESSORIA PASTORAL AOS/ÀS ALUNOS/AS DA FACULDADE DE TEOLOGIA EM SÃO PAULO
Revda.Danielle Lucy Bósio Frederico, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, (1)

IX - PASTORAIS ESCOLARES E CAPELANIAS
a) INSTITUTO METODISTA DE AÇÃO SOCIAL - IMAS
Hélio de Oliveira, Presbítero Ativo, Tempo Parcial, (1) Coord.
Laiza Francisca Gomes, Presbítera Ativa, Tempo Parcial, (6)

As nomeações acima, de Tempo Parcial, são sem ônus, o que não impede de a igreja aprovar uma ajuda de custo, despesas de viagens e expedientes pastorais.

Rio de Janeiro, 01 de fevereiro de 2016.
Bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann