terça-feira, 29 de julho de 2014

UMA GUERRA NUNCA É SANTA!

Ricardo Lengruber Lobosco
 O conflito entre israelenses e palestinos tem raízes bem antigas. Entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, uma migração em massa de judeus de vários países para a Palestina provocou uma mudança na demografia local. Majoritariamente árabe, a região - que até 1917 pertencia ao Império Otomano e depois, até 1948, foi um protetorado britânico - passou a ter uma população judaica cada vez maior.
Em 1947, a ONU pôs em prática um plano de divisão do território em duas partes: uma para os judeus e outra para os árabes. A insatisfação em torno do mapa definido pela ONU gerou uma guerra civil entre os dois povos.
Um dos principais pontos de discordância era a existência de projetos nacionalistas diferentes. Discordavam sobre o que seria uma Palestina independente: uma Palestina árabe ou um Israel judaico? São projetos nacionais que disputam o mesmo território, que desejam criar um tipo de comunidade política em que o outro projeto não está incluído.
Gaza e Cisjordânia se mantiveram sob ocupação estrangeira árabe até 1967, quando a Guerra dos Seis Dias, entre Israel e as nações vizinhas, resultou na ocupação israelense da Faixa de Gaza e da Cisjordânia (incluindo a parte oriental de Jerusalém).
A partir daí, Israel assumiu uma política de colonização de Gaza e da Cisjordânia com judeus, por meio de assentamentos. Por vários anos, a ONU considerou a ocupação dos territórios palestinos ilegal e determinou que Israel retornasse às fronteiras pré-1967, o que tem sido ignorado pelo governo israelense. Essa guerra (de 1967) é o núcleo da problemática mais recente. É o empecilho da solução de dois Estados [Israel e Palestina].
Apenas em 2005, Israel decidiu retirar seus colonos e militares da Faixa de Gaza, entregando sua administração à Autoridade Nacional Palestina (ANP). Apesar disso, Israel continuou a controlar as fronteiras e o acesso marítimo a Gaza.
Na Cisjordânia, pouco mudou já que a política de assentamentos judaicos e a ocupação militar do território continuaram. Ainda hoje, grande parte desse território palestino tem sua administração civil e militar concentrada nas mãos de Israel.
Apesar da devolução de Gaza aos palestinos, o território passou a ser o principal foco de problema do conflito israelense-palestino, já que, em 2006, o Hamas, movimento fundamentalista islâmico, venceu as eleições parlamentares palestinas. Em seguida, o Hamas rompeu com o Fatah, organização política e militar palestina, tomando o controle de Gaza, enquanto seu rival político mantinha o controle sobre a Cisjordânia.
Visto como um grupo terrorista por Israel, pelos EUA e por países europeus, o Hamas sofreu uma série de sanções por parte desses países. O governo israelense ampliou a vigilância sobre Gaza, aumentando seu controle sobre as fronteiras e restringindo a circulação de produtos e pessoas entre os dois territórios. Desde então, houve uma série de confrontos abertos entre as duas partes: o governo israelense e o Hamas.
Além dos confrontos abertos que resultaram em centenas de mortes (na maioria, de palestinos), a relação entre israelenses e palestinos nas últimas décadas tem sido marcada por atentados, conflitos entre militares israelenses e civis palestinos, intifadas (revoltas populares) e tentativas frustradas de acordos de paz.
Entre os principais pontos de desacordo estão: 1) a divisão de Jerusalém, 2) a retirada dos colonos israelenses de terras palestinas, 3) o retorno de refugiados das guerras árabe-israelenses a suas antigas terras e 4) o reconhecimento da Palestina como Estado independente.
Nos últimos dias, tem-se acompanhado a intensificação do conflito na Faixa de Gaza. Até o momento, mais de 260 pessoas morreram e 2 mil ficaram feridas na sequência dos ataques iniciados em julho. A nova espiral de violência foi desencadeada após o sequestro e homicídio, em junho, de três jovens judeus na Cisjordânia (um ataque que Israel atribuiu ao Hamas, grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza) seguido da morte de um jovem palestino queimado em Jerusalém por extremistas judeus. A partir daí, tiveram início os lançamentos de foguetes do Hamas e os bombardeios de Israel.
O linguista judeu, radicado nos EUA, Noam Chomsky ajuda a compreender a dor do momento: "Um bom retrato está disponível num relatório da UNRWA (a agência da ONU para refugiados palestinos). As crianças palestinas em Gaza sofrem imensamente. Uma vasta proporção é afetada pelo regime de desnutrição imposto pelo bloqueio israelense. A prevalência de anemia entre menores de dois anos é de 72,8%; os índices registrados de síndrome consuptiva, nanismo e subpeso são de 34,3%, 31,4% e 31,45%, respectivamente. E estão piorando. Quando Israel está em fase de 'bom comportamento', mais de duas crianças palestinas são mortas por semana – um padrão que se repete há 14 anos. As causas de fundo são a ocupação criminosa e os programas para reduzir a vida palestina a mera sobrevivência em Gaza. Enquanto isso, na Cisjordânia os palestinos são confinados em regiões inviáveis e Israel tomas as terras que quer, em completa violação do direito internacional e de resoluções explícitas do Conselho de Segurança da ONU – para não falar de decência."
O exército israelense, o quarto maior do mundo, mas o mais moderno e sofisticado do todos, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de "danos colaterais". Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam, aos milhares, os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica.
Não há inocentes em nenhum dos lados. De Israel, um governo reacionário que entende como sua a terra e exclusivamente seu o direito, sem falar numa população que apoia ou cala cinicamente perante o terror perpetrado por seu governo; da Palestina, uma liderança extremista que tem como arma o terrorismo clássico onde gente simples vira moeda de troca sem muito valor, com muito sangue e horror.
Teologicamente, há quem pense em Israel como o legítimo filho da promessa; e nos Palestinos como bastardos que não têm os direitos a que hoje reclamam. Isso é equivocado. Ler a Bíblia sob essa ótica é reduzi-la e fazê-la dizer para o mundo contemporâneo verdades que estão circunscritas a um outro tempo. Anacronismo. A perenidade da Bíblia está na sua capacidade de nos revelar o caráter de Deus: partidário dos que sofrem; solidário com os que morrem.
E, nesse pormenor, convém ler a história de Hagar (e seu filho bastardo!) e descobrir que foi Deus quem foi salvá-la da morte no deserto, depois de expulsa por Sara e Abrão (os pais legítimos!). Convém ler as histórias do Egito opressor, de onde Deus fizera libertar os israelitas; mas é preciso não se esquecer do mesmo Egito que foi refúgio para o pequeno Jesus e sua família quando Herodes os ameaçava de morte.
Não há lugares, povos e pessoas absolutas na Bíblia. Há, isso sim, a opção preferencial de Deus pelas vítimas que sofrem. Não importa seus nomes ou "de que lado estejam". Se há vítimas, Deus está com elas. Sofre com elas.
Eu creio assim: se hoje há um rosto para Deus no oriente médio, esse rosto é árabe-palestino, porque é aí que está o sofrimento. Mas não apenas aí.
Antes de sermos "descendentes" do povo de Deus (Israel), somos discípulos de Jesus (que sofreu numa cruz como as vítimas desse mundo de terror).
Como cristãos que ousamos acreditar num mundo de paz, creio devamos nos unir em torno de ideias de humanização desse nosso tempo. Um clamor - politicamente concreto junto a governos - pelo repúdio ao expansionismo violento e violador do direitos humanos por parte de Israel e do Hamas talvez seja um bom começo. Fato é que não há lado com razão; há pessoas morrendo inutilmente. Isso precisa de um basta.
Não creio que Deus esteja desse ou daquele lado; apenas chora cada criança que sofre. Está na cruz outra vez.

terça-feira, 22 de julho de 2014

6 TIPOS DE POSTS QUE VOCÊ DEVE EVITAR FAZER NO FACEBOOK

Por Redação Olhar Digital


Um elefante incomoda muita gente; um post no Facebook pode incomodar muito mais. Todos têm em seu feed de notícias alguma pessoa especialista em atualizar as centenas de amigos sobre absolutamente nada. 

Esta pessoa provavelmente incomoda por não contribuir para as conversas na rede social. O Wait But Why fez um longo post explicando que uma boa postagem no Facebook é relevante tanto para quem posta quanto para quem lê. Se ele for humorístico, informativo, divertido ou interessante de alguma forma, ele é válido.

Baseado nisso, o Youpix fez uma lista dos 6 tipos de posts que mais incomodam na rede social, que reproduzimos abaixo. Vale lembrar que não há modo correto de usar o Facebook e você pode continuar fazendo o que faz, caso se encaixe nos perfis abaixo, mas saiba que há pessoas incomodadas com isso.

- A frase misteriosa


É aquele post feito sobre a vida pessoal do usuário, sem nenhum tipo de detalhamento, publicado de forma aleatória, de modo que absolutamente ninguém sabe do que se trata. É um desabafo misterioso e deixa vários com a pulga atrás da orelha. Pode ser uma indireta, uma celebração, ou apenas uma reclamação sobre alguma coisa que ninguém nunca vai saber qual é.

- Quando o privado vira público


Evite expor momentos privados e pessoais para toda a sua timeline. Quando for chamar algum amigo para sair, converse com ele por Inbox. Quando for agradecer aos companheiros pela companhia em alguma festa, Inbox. Este tipo de informação não acrescenta em nada para quem não tem ligação com o post.

- Querido diário


O Facebook não é seu diário. Você não precisa postar tudo o que faz para todos os seus contatos verem, principalmente porque a maioria deles não quer saber o que você fez durante o seu dia. Apenas faça suas coisas, você não precisa divulgar que foi ao banheiro.

- Casais felizes


Você não precisa esfregar na cara de todos os seus contatos como você tem um relacionamento feliz com sua namorada ou seu namorado. A maioria, inclusive, preferia que você não fizesse isso. Curtam seus momentos, em vez de ficar publicando desnecessariamente no Facebook. Gabar-se do namoro é desnecessário.

- Discurso desnecessário


Nem todos os seus contatos no Facebook são realmente seus amigos. Agradecer a todos por alguma meta atingida sem nem ao menos dizer qual ela é certamente pegará alguns de surpresa. Estas pessoas não te ajudaram, não fizeram questão de te ajudar e, possivelmente, se você pedisse ajuda, elas se recusariam a prestá-la. Guarde agradecimentos para quem realmente foi importante.

- Capitão óbvio

Muito simples: se sua opinião é um consenso geral e já foi repetida milhões de vezes em todos os meios possíveis e estabelecida como uma verdade absoluta, por que divulgá-la para os seus contatos? Se for dar algum palpite sobre algum tema cuja opinião geral já é conhecida (corrupção atrasa o país, por exemplo), ao menos se aprofunde no assunto. A lógica é que acrescentar é bom, repetir é ruim.

domingo, 13 de julho de 2014

Estudo científico aponta que é impossível determinar a homossexualidadeatravés do DNA

Os resultados de um estudo científico exaustivo publicado no início deste ano sugerem que a homossexualidade não pode ser diretamente atribuída a um “gene gay”, mas depende bastante de uma variedade de fatores, incluindo as influências ambientais e sociais.


O estudo surge como uma frustração para ativistas pró-homossexuais que há muito alegavam que a homossexualidade e “orientações sexuais” são causadas principalmente por fatores genéticos anormais. A argumentação desses ativistas é a de que os indivíduos herdam um “gene gay” e que, portanto, têm tendência à atração por pessoas do mesmo sexo, o que as torna incapazes de apreciar os casamentos tradicionais.
Os resultados científicos foram publicados durante a Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Chicago. Durante o encontro, Michael Bailey, da Universidade Northwestern anunciou que os resultados completos da pesquisa sugerem que a genética por si só não determina a “orientação sexual”.
Em sua pesquisa, Bailey e outros cientistas examinaram o DNA de 400 homens que se descrevem como homossexuais. Em última análise, os pesquisadores concluíram que a homossexualidade não pode ser atribuída a genes específicos, segundo informou o Noticias Cristiana.
Os resultados mostram que é impossível prever com precisão o comportamento sexual de uma pessoa através da análise de seu DNA. Alan Sanders, professor da Universidade de Northwestern que liderou o estudo, confirmou que a teoria do “gene gay” é, em grande parte, infundada.
-Nós não acreditamos que a genética seja toda a história – afirmou Sanders, segundo o The Telegraph.
Bryan Fischer da American Family Association comentou o resultado obtido pelos cientistas, afirmando que o estudo demonstra que o comportamento homossexual é, em última análise, uma escolha individual.
- Se as pessoas não são biologicamente predeterminadas a seguir o estilo de vida gay, então a mudança é possível, como um fato científico. Isto leva a uma simples verdade impressionante: há esperança para o homossexual – concluiu Fischer.

Fonte: Gospel Mais

quinta-feira, 3 de julho de 2014

OS DOIS CAVALOS! (UMA BELA HISTÓRIA SOBRE OS VERDADEIROS AMIGOS)

Na estrada de minha casa, há um pasto onde vivem dois cavalos.

De longe, parecem cavalos normais mas, quando olhamos bem, percebe-se que um deles é cego.


Contudo, o dono não se desfez dele e arranjou um amigo, um cavalo mais jovem.
Isto é de admirar!

Ao observá-los, ouviremos um pequeno sino, e este está no pescoço do cavalo menor.

Assim, o cavalo cego sabe onde está o seu companheiro e vai até ele.

Ambos passam os dias comendo e no final do dia o cavalo cego segue o companheiro até o estábulo.

Percebemos que o cavalo com o sino está sempre olhando se o outro o acompanha e, às vezes pára, para que o outro possa alcançá-lo.

E o cavalo cego guia-se pelo som do sino, confiante que o outro o está levando para o caminho certo.
Como o dono, desses dois cavalos, Deus não se desfaz de nós só porque não somos perfeitos, ou porque temos problemas ou desafios.
Ele cuida de nós e faz com que outras pessoas venham em nosso auxílio, quando precisamos.

Algumas vezes somos como o cavalo cego, guiado pelo som do sino daqueles que Deus coloca em nossas vidas.

Outras vezes, somos como o cavalo guia, ajudando outros a encontrar seu caminho.

E assim são os bons amigos!

Não precisamos vê-los, mas estão presentes em nossas vidas!

Por favor, ouça o meu pequeno sino;

Eu também ouvirei o seu.


(Autor Desconhecido)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

AMIGO É COISA PRÁ SE GUARDAR DO LADO ESQUERDO DO PEITO

O Dia Internacional do Amigo, celebrado a 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.

A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele envioucerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas, instituir o Dia do Amigo.

Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo, é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras.

A Lei 5.287, de autoria do deputado João Pedro, sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial, institui o dia 20 de julho, de cada ano, como Dia do Amigo, no Calendário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. A data comemorativa, no entanto, não implicará em decretação de feriado.

A todos meus amigos e amigas que não tem seus retratos expostos nesta matéria, inclusive todos os membros e líderes da Igreja Metodista em São Pedro, Igrejas Evangélicas em Geral, clientes e familiares, minha gratidão por suas vidas.

Feliz Dia do Amigo!!!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A ARTE DE CUIDAR DOS ENFERMOS



Leonardo Boff*


Nos últimos anos tenho trabalhado de forma aprofundada a categoria do cuidado especialmente nos livros Saber cuidar e O cuidado necessário (Vozes). O cuidado, mais que uma técnica ou uma virtude entre outras, representa uma arte e um paradigma novo de relação para com a natureza e com as relações humanas, amoroso, diligente e participativo. Tenho tomado parte em muitos encontros e congressos de operadores da saúde, com os quais pude dialogar e aprender, pois o cuidado é a ética natural desta atividade tão sagrada. 
Retomo aqui algumas ideias referentes às  atitudes que devem estar presentes em quem cuida de enfermos, seja em casa seja no hospital. Vejamos algumas delas entre outras.
Compaixão: é  a capacidade de colocar-se no lugar do outro e sentir com ele. Não dar-lhe a impressão que está só e entregue à sua própria dor. 
Toque da carícia essencial: tocar o outro é devolver-lhe  a certeza de que pertence à nossa humanidade. O toque da carícia é uma manifestação de amor. Muitas vezes, a doença é um sinal de que  o paciente quer se comunicar, falar e ser ouvido. Quer identificar um sentido na doença. O enfermeiro ou a enfermeira ou médico e a médica podem ajudá-lo a se abrir e a falar. Testemunha uma enfermeira: “Quando te toco, te cuido; quando te cuido, te toco; se és um idoso, te cuido quando estás cansado; te toco quando te abraço; te toco quando estás chorando; te cuido quando não estás mais podendo andar". 
Assistência judiciosa: O paciente precisa de ajuda, e a enfermeira ou o enfermeiro deseja cuidar. A convergência destes dois movimentos  gera a reciprocidade e a superação do sentimento de uma relação desigual. A assistência deve ser judiciosa: tudo o que o paciente pode fazer, incentivá-lo a fazer,  e assisti-lo somente quando já não o pode fazer por si mesmo.
Devolver-lhe  a confiança na vida: O que o paciente mais deseja é recuperar a saúde. Daí ser decisivo devolver-lhe a confiança na vida: em suas energias interiores, físicas, psíquicas e espirituais, pois elas atuam como verdadeiras medicinas. Incentivar gestos simbólicos, carregados de afeto. Não raro, os desenhos que a filhinha traz para o pai doente suscitam nele tanta energia e comoção que equivale a um coquetel de vitaminas. 
Fazê-lo acolher a condição humana:Normalmente o paciente se interroga perplexo: “por que isso foi acontecer comigo, exatamente agora que tudo na vida estava dando certo? Por que, jovem ainda, sou acometido de grave doença?"Tais questonamentos remetem a uma reflexão humilde sobre a condition humaine que é, em  todo o momento, exposta a riscos  e a vulnerabilidades inesperadas.
Quem é sadio sempre pode ficar doente. E toda doença remete à saúde, que é o valor de referência maior. Mas não conseguimos saltar por cima de nossa sombra e não há como não acolher a vida assim como é: sadia e enferma, bem sucedida e fragilizada, ardendo por vida e tendo que aceitar eventuais doenças e, no limite, a própria morte. É nestes momentos que os pacientes fazem profundas revisões de vida. Não se contentam apenas com as  explicações científicas (sempre necessárias), dadas pelo corpo médico mas anseiam por umsentido que surge a partir de um diálogo profundo com seu self  ou da palavra sábia de um parente, de um sacerdote, de um pastor ou de uma pessoa espiritual. Resgatam, então, valores cotidianos que antes sequer percebiam, redefinem seu desenho  de vida e amadurecem. E acabam tendo paz.
Acompanhá-lo na grande travesia: Há um momento inevitável que todos, mesmo a pessoa mais idosa do mundo, devem morrer. É a lei da vida, sujeita à morte: uma travessia decisiva. Ela deve ser preparada por toda uma vida que se guiou por valores morais generosos, responsáveis e benfazejos. 
Mas, para a grande maioria, a morte é sofrida como um assalto e um sequestro, gerando sentimento de impotência.  E então dá-se conta de que, finalmente, deve se entregar. 
A presença discreta, respeitosa da enfermeira ou do enfermeiro ou do parente próximo ou da amiga, pegando-lhe a mão, sussurrando-lhe palavras de conforto e de coragem, convidando-o a ir ao encontro da Luz e ao seio de Deus, que é Pai e Mãe de bondade, podem fazer com que o moribundo saia da vida sereno e agradecido pela existência que viveu. 
Sussurrar-lhe ao ouvido, se possui uma referência religiosa, as palavras tão consoladoras de São João: Se teu coração te acusa, saibas que Deus é maior que teu coração (3,20). Pode entregar-se tranquilamente a Deus, cujo coração é de puro amor e de misericórdia. Morrer é cair nos braços de Deus.
Aqui o cuidado se revela muito mais como arte que como  técnica e supõe no agente de saúde densidade de vida, sentido espiritual  e um olhar que vai para além da morte. Atingir este estágio é uma missão a que o enfermeiro e enfermeira e também os médicos e médicas devem buscar para serem plenamente servidores da vida. Para todos valem as sábias palavras“A tragédia da vida não é a morte, mas aquilo que deixamos morrer dentro de nós enquanto vivemos”.  
* Leonardo Boff, teólogo e filósofo, é autor de 'Vida para além da morte' (Vozes, 2012).

SEGURANÇA: ADESIVOS PODEM SER PERIGOSOS


“Alguém pode utilizar de forma criminosa porque os dados são eficazes para a prática de crimes", afirma Benedito Antonio Valencise, delegado seccional.

A esteticista Marialba Alcântara colou um adesivo no carro e não vê problema em mostrar a família. Cada boneco representa um integrante da casa. “Eu gosto da minha família grande e quero que todo mundo veja que a gente tem uma família feliz”.Para ela "a família feliz" é um só inocente adesivo, mas tem gente que trata o assunto com mais cautela.

Carlos Augusto Evangelista se considera uma vítima do adesivo. Bandidos seguiram o segurança do banco onde sacou dinheiro até a casa onde mora. Para ele, o adesivo no carro facilitou a ação dos criminosos. “O adesivo com certeza passou alguma dica, se ele me seguindo queria alguma dica, já teve a dica no adesivo. Mediante o ocorrido eu vou retirar”.

Nas universidades, a mania entre os estudantes é colocar no carro adesivo com o nome do curso e a cidade onde fica a faculdade.

Felipe Camargo Teodoro aprova o enfeite. “Como eu faço o curso, eu senti vontade de colocar o adesivo, eu acho que não tem problema”.

“Não tem dúvida que é perigoso porque as pessoas fornecem dados importantes que permitem a identificação, localização ou até dados que possibilitam a prática de quaisquer outros crimes, como por exemplo, a extorsão”, explica Benedito Antonio Valencise.

Outros adesivos informam os nomes dos filhos que estão com a família no carro. Para o delegado seccional, um prato cheio para os golpistas. “Nós temos conhecimento de situações de pessoas que conseguiram dados dessa forma e praticaram crimes".

Além dos cuidados com os adesivos, também é preciso redobrar a atenção com as informações disponibilizadas na internet. Sites de relacionamento e as redes sociais ganham a cada dia milhares de novos usuários. Muitos não se preocupam em deixar os seus dados pessoais expostos na rede mundial de computadores, uma rica fonte de informações os golpistas.

Por isso alguns cuidados são importantes para não se tornar mais uma vítima dos criminosos. “Nós devemos advertir, as pessoas para que tenham mais moderação nesses relacionamentos digitais e coloquem informações pontuais, informações que não possam comprometer a vida pessoal e profissional dessas pessoas no futuro. Uma vez ocorrendo o ato criminoso, procurar uma delegacia de polícia”, diz Daniel Freire e Almeida, da comissão direitos na internet - OAB / SP.

Fonte: G1

TAUTOLOGIA

A gente sabe que está errado, mas instintivamente se faz. São muito comuns, no dia-a-dia... (talvez com o intuito de grifar o sentido do que se quer dizer...) .

E eu só os conhecia como pleonasmo... .

Você sabe o que é tautologia? .

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso "subir para cima". Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo ( de ligação )

- acabamento ( final )

- certeza ( absoluta )

- quantia ( exata )

- nos dias 8, 9 e 10, ( inclusive)

- juntamente ( com )

- ( expressamente) proibido

- em duas metades (iguais )

- sintomas ( indicativos )

- há anos ( atrás)

- vereador ( da cidade)

- ( outra) alternativa

- detalhes ( minuciosos )

- de sua ( livre ) escolha

- superávit ( positivo )

- ( todos ) foram unânimes

- conviver ( junto )

- fato ( real )

- encarar ( de frente )

- amanhecer ( o dia )

- criação ( nova )

- retornar ( de novo )

- empréstimo ( temporário )

- surpresa ( inesperada )

- escolha ( opcional )

- planejar ( antecipadamente )

- ( continua a ) permanecer

- ( possivelmente ) poderá ocorrer

- comparecer ( em pessoa )

- gritar ( bem alto )

- propriedade ( característica )

- ( demasiadamente ) excessivo

- a seu critério ( pessoal )

- exceder ( em muito )

Note que todas essas repetições são dispensáveis.

Por exemplo, "surpresa inesperada". Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.

Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.

Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Verifique se não está caindo nesta armadilha.

terça-feira, 10 de junho de 2014

CRISTÃOS SÍRIOS SÃO PERSEGUIDOS E MORTOS NA GUERRA CIVIL DO PAÍS

Posto esta matéria para que tomem conhecimento da situação dos nossos irmãos na Síria. Informações essas não veiculadas pela grande mídia nacional e internacional. Será por quê?


A situação de guerra vivida atualmente pela Síria, país vizinho do Iraque, onde trabalhamos, foi agravada pela tomada da cidade cristã de Maaloula. Segundo relatos de testemunhas que fugiram da cidade, jihadistas tomaram localidade e, armados, tentaram obrigar moradores locais a se converterem ao islamismo, sob a mira de armas. Maaloula, uma das cidades cristãs mais famosas da Síria, é conhecida mundialmente por seus habitantes ainda falarem aramaico, o idioma falado por Jesus Cristo. Estima-se que 80% dessa população se refugiou em cidades vizinhas. O conflito armado na Síria, entre forças do governo e tropas rebeldes, é responsável por mais de 90 mil vítimas fatais, e milhares de desabrigados e refugiados. A vida dos cristãos também foi afetada, e muitos perderam propriedades, empregos e entes queridos, alguns por conta dos constantes bombardeios, outros devido ao caráter religioso que a guerra tem tomado.

Caros irmãos, sei que estas imagens são chocantes, mas elas mostram a realidade dos nossos irmãos na Síria, país que tive a oportunidade de conhecer e de residir por quase 3 meses. Meu coração está muito apertado, pois pude conhecer vários irmãos e congregar com eles em nosso tempo nesse país. Vários foram degolados e outros crucificados por não se renderem ao islã. Eles estão realmente pagando um alto preço por sua fé.

Cristão Sendo Crucificado Por Muçulmanos


A crise que assola o país, ainda hoje, provoca um sofrimento terrível ao povo, em particular, a comunidade cristã (cerca de 8% da população do país) paga um alto preço por viver em uma zona de guerra. Todos os dias, há ameaças de destruição e morte, completa. Essa situação tem incentivado cristãos a deixarem o país, conforme revela um pastor sírio: “Como cristãos, ouvimos abertamente, que não há lugar para nós aqui, e não nos sentimos bem-vindos, por ambos os lados (governo e rebeldes). Sentimos muito medo”.


Depoimento de um brasileiro que mora na Jordânia:

“A guerra na Síria a cada dia que passa está mais violenta, os rebeldes estão muito agressivos e o resultado desta barbárie foi a forma como eles nos presentearam na Páscoa, ao crucificarem uma criança e jogarem futebol com a cabeça do pai desta criança! Morreram simplesmente por serem cristãos!”

O homem sentado no chão, vestida de branco, é um pastor cristão que vive na Síria. Na parte da manhã ele saiu para pregar o Evangelho, e quando ele voltou para casa naquela tarde, ele encontrou os seus quatro filhos mortos, assassinados pelos muçulmanos.


Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus. “Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem ve levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.
Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês”. (Mt 5.10-12).

Leia Mais: http://www.gazetadebeirute.com/2013/07/perseguicao-de-cristaos-na-siriachama.
html#ixzz3300JCTLn

Este foi o apelo do autor da matéria: POR FAVOR, DIVULGUEM E OREM!!!

Mensagem recebida do Kurdistão - Iraquiano

quinta-feira, 5 de junho de 2014

EDUCAÇÃO INFANTIL - A PROPÓSITO DA LEI DAS PALMADAS APROVADA PELO CONGRESSO NACIONAL

CORREÇÃO X COMPLACÊNCIA

O site guia do bebê faz uma abordagem interessante sobre o assunto:

Conselhos Importantes sobre a disciplina de filhos.
A falta de disciplina dos filhos tem gerado uma geração sem limites, perdida.
As leis em diversos países tem proibido os pais de disciplinarem seus filhos, e em alguns lugares podem até ser presos.
Depois reclamam da violência crescente, da rebeldia dos filhos e de uma geração que não tem princípios.
Quando os pais devem disciplinar os filhos?
- Sempre que desobecerem os pais.
- Sempre que mentir.
- Sempre que tratar outros com crueldade, desprezo ou malícia.
- Sempre que fizer manha, gritaria, cara feia, reclamação.
Como disciplinar?

- Levar para o quarto (não na frente dos outros).
- Conversar (explicar o motivo da disciplina).
- Sem ira (sem gritaria, sermões, ameaças). Os pais devem permanecer calmos e tranqüilos.
- Aplicar a vara (deve doer. Se não doer não adianta).
- Não permitir que esperneie, nem se rebele contra a disciplina; deve aprender a receber a vara.
- Depois deve haver consolo; abraços, beijos, oração, confissão a Deus.
- Se a criança ofendeu alguém, deve pedir perdão.
ALGUMAS PASSAGENS BÍBLICAS SOBRE A CORREÇÃO DOS FILHOS:
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC)

“Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)

“Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA)

“Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH)

“Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI)

“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH)

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)

“A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC)
CONCLUSÃO:
Penso que a violência dos pais e educadores na educação da criança é algo que deve ser combatido. No entanto, vejo que, se a Presidente (Presidenta?) Dilma sancionar a Lei, como está, estará limitando os pais na educação de seus filhos e, ao invés de criar um remédio contra a violência doméstica, estará criando um terrível veneno contra a família, comprometendo ainda mais a futura geração.
FONTE:

PREPARANDO-SE PARA UMA VELHICE MAIS TRANQUILA FINANCEIRAMENTE

Fazer o orçamento. Este é o primeiro passo para poder economizar dinheiro. Afinal, sem saber quanto ganha e quanto gasta, não é possível descobrir onde pode cortar gastos extras para começar a poupar e manter essa poupança.
Evite o desperdício. Tudo entra nessa conta: luz, água, banda larga, gastos com telefone, pacotes de TV, consumo inútil em shoppings. O professor Rocha diz que há pessoas que se iludem com uma falsa qualidade de vida, gastando mais do que podem. No fim, não sabem onde perderam tanto dinheiro.
Toda a família deve participar. Feito o orçamento e decidido onde será implementada a economia, não adianta só o pai apertar os cintos e os filhos continuarem no mesmo ritmo de gasto. Ou os filhos sustentarem os pais que não se esforçam por ajudar. Toda a família deve se readequar aos novos padrões de consumo para que a poupança aconteça.
Fuja da falsa qualidade de vida. Dê preferência a gastos que lhe tragam alguma qualidade de vida hoje e no futuro. Nem sempre comprar é sinal de qualidade de vida. Exemplos: trocar o carro toda hora para manter o status social ou consumir sem ter dinheiro e se endividar no cheque especial são estratégias equivocadas.
Resista à tentação e siga rumo ao objetivo. A pessoa economiza e junta um bom dinheiro. Quando se dá conta do montante, porém, não resiste e sai comprando carro, fazendo uma viagem. Por isso é importante separar as reservas: uma para as despesas de curto prazo e outra, para garantir um futuro mais tranquilo.
Reinvente-se profissionalmente. À medida que o tempo passa, o profissional mais velho não consegue competir com o mais novo. Por isso, é importante ampliar sempre suas qualificações, como fazer cursos de mestrado para poder dar aulas, verificar se seu trabalho permite explorar nichos de mercado, prestar consultorias.
Adapte-se à sua nova realidade de vida. Cabe a cada pessoa entender sua nova fase de vida e se adaptar a ela, sem medo de abrir mão daquilo que um dia foi importante, mas hoje é desnecessário. Por exemplo: um casal de 40 anos que tenha 3 filhos pequenos precisa de uma casa grande; mas, quando esses filhos crescem e saem de casa, o casal pode se mudar para uma casa menor e diminuir seus gastos para aproveitar melhor a renda.
Enriqueça também por dentro. Fuja da armadilha de se achar velho e inapropriado para o mundo atual; ou, ao contrário, achar-se o senhor da verdade. Procure colaborar e ser útil para o mundo, ensinando o que sabe e aprendendo com as novas gerações. Essa também é uma maneira de se manter dinâmico e usufruir tudo o que conseguiu economizar.  
Se possível, economize 10% de seus rendimentos mensais.

Fonte: UOL FINANÇAS

SENADO APROVA A LEI DAS PALMADAS

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) a chamada "Lei da Palmada", que pune castigos que resultem em sofrimento físico a crianças. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff (PT).


A aprovação ocorre depois de quatro anos de tramitação do projeto no Congresso. O texto determina que as crianças sejam educadas sem o uso de castigo físico ou "tratamento cruel ou degradante, como forma de correção, disciplina ou educação".


Defensora da proposta, a apresentadora Xuxa Meneghel acompanhou a votação da tribuna do Senado, ao lado do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), com o neto do parlamentar em seu colo, Enzo.

Ao contrário da Câmara, onde foi hostilizada por um deputado durante a votação, Xuxa recebeu elogios dos congressistas e até um pedido de desculpas do senador Mário Couto (PSDB-PA) em nome do Congresso. No final da votação, a apresentadora chorou e abraçou Renan.

"Você não devia ter ouvido nada do que ouviu na Câmara porque não precisa ouvir. Eu disse para a minha mulher que eu ia lhe pedir desculpas por um deputado ter usado expressão chula. Aquele safado daquele deputado lhe ofendeu", disse Mário Couto.

O projeto ganhou o nome de "Lei Menino Bernardo" em homenagem a Bernardo Boldrini, que teria sido morto pela madrasta e por uma amiga dela no interior do Rio Grande do Sul, com o suposto apoio do pai.

Além das punições já previstas pelo Código Penal, o projeto determina que os responsáveis pela criança ou adolescente que adotem condutas violentas sejam encaminhados para programas de proteção à família, tratamentos psicológicos ou psiquiátricos, e a cursos de orientação. Também há previsão de receberem advertência legal.

Caberá ao Conselho Tutelar analisar os casos e definir as medidas de punição, assim como encaminhar as crianças a tratamentos especializados.

O projeto também estabelece multa de três a 20 salários mínimos para os profissionais de saúde, assistência social, educação ou qualquer pessoa que ocupe função pública e não comunique as autoridades sobre casos de violência contra crianças que tenha conhecimento.

CRÍTICAS

A maior resistência à proposta foi da bancada evangélica, que defende a autonomia dos pais para educarem seus filhos. O senador Magno Malta (PR-ES) tentou adiar a votação para a semana que vem, mas acabou derrotado depois de forte pressão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) –que foi pessoalmente à comissão que analisou o projeto antes do plenário para garantir sua aprovação.

"Um tapa na bunda, colocar de castigo ou cortar mesada? Não existe receita pronta que exista para todos. Correção não tem ligação nenhuma com violência", afirmou Malta.

Em defesa do projeto, a senadora Ana Rita (PT-ES), relatora, argumentou que seu principal objetivo é estimular as famílias a não usarem da violência com as crianças. "A ação primordial desta lei é proteger meninas e meninos de tratamento degradante."

Xuxa disse que a lei não interfere na educação familiar nem pune quem estabelecer castigos físicos, mas "mostra que as pessoas podem e devem ensinar uma criança sem usar violência". "Ninguém vai prender ninguém. Se der uma palmada, a pessoa vai ser presa? Não, de maneira nenhuma. É só para impedir que usem violência", afirmou a apresentadora.

Os senadores fizeram uma mudança de redação no texto para separar em artigos diferentes o detalhamento de "castigo físico" e "tratamento cruel ou degradante". A medida permite que a presidente Dilma Rousseff vete apenas parte do projeto, sem comprometer a essência da proposta.

Há pressão de congressistas para que Dilma vete as punições aos agentes públicos, mantendo a obrigação de comunicar as autoridades apenas para os que trabalham nas áreas de saúde, educação ou assistência social.


Fonte: UOL

quarta-feira, 28 de maio de 2014

FAMÍLIA, ONDE ESTÁS?

Por Bispo Emérito, Paulo Ayres Mattos extraído do Expositor Cristão de fevereiro de 2000

Em conversa com membros de nossa Igreja, foi-me perguntado, certa vez, por que certas famílias que não são evangélicas vivem de forma feliz, enquanto muitas de nossas famílias enfrentam situações bastante difíceis e até mesmo trágicas. É verdade que muitas vezes nos deparamos com situações que nos deixam bastante intrigados: pessoas não cristãs, e nem mesmo religiosas, experimentam uma vivência familiar de forma bem estruturada, digna e feliz, num ambiente onde é possível desenvolver-se relacionamentos de amor, respeito mútuo, confiança e solidariedade.
O que nos deixa de certa forma curiosos, diante de tal situação, é que não tendo valores e referencias religiosos para sua vida familiar, aquelas pessoas podem realizar, de maneira bem sucedida, muitas das vivencias que as famílias cristãs, ainda que as aspirem, não conseguem concretizá-las no seu dia-a-dia. Como pode isto acontecer?
Não seria impossível para elas, pela falta de tais valores, a construção de relacionamentos que nós, pessoas religiosas, consideramos o ideal para uma família cristã?
E por que nós, que temos no Evangelho a constante inspiração para experimentar em todos os nossos relacionamentos o amor manifesto em Cristo, temos que enfrentar muitas vezes o fracasso de nossas famílias “cristãs”?
Ora, não é verdade que a vida em família é umas das mais constantes experiências humanas em qualquer época e lugar? Em que pese as mais diferentes maneiras de sua organização social e cultural, de padrões éticos e políticos, de formação espiritual e religiosa, a experiência humana de família praticamente está presente em todos os momentos da humanidade. Todos os povos, raças e nações, para sua própria sobrevivência material e espiritual, tiveram de desenvolver relacionamentos entre mulheres, homens, crianças, jovens, adultos e idosos que genericamente conhecemos como família.
Em qualquer quadrante da terra, os seres humanos foram levados, de uma forma ou de outra, a se estruturaram em família de maneira mais ou menos organizada ou institucionalizada. Não temos como escapar desta realidade presente em praticamente todas as comunidades de humanos, baseando-se em valores, nem sempre compartilhados por outros grupamentos humanos, as comunidades desenvolveram valores éticos e religiosos com o objetivo de proteger e reforçar a vivência da família como algo imprescindível à sua própria existência comunitária e individual. É em tais valores que os indivíduos encontram o sentido para sua própria vida.
Constituem famílias, ainda em nossos dias, no Oriente e no Ocidente, pobres e ricos, amarelos, negros e brancos, religiosos e não-religiosos, analfabetos e doutores, nas cidades e nos campos. Há uma força maior que nós mesmos como indivíduos, até mesmo segundo a diferentes, contraditórios e antagônicos valores, nos levam a formar a família. Mesmo quando é comum dizer-se hoje que a família está em crise, superada e abandonada, desestruturada ou corrompida não conseguimos evitar sua formação. Como seres humanos, no fundo de nosso íntimo, às vezes de forma até inconsciente, desejamos ter uma família onde podemos amar e nos sentir amados. Se assim não fosse, como poderíamos explicar um impulso quase irresistível que as pessoas descasadas têm para se casar novamente?
Devemos, é verdade, reconhecer que, como instituição social, nem sempre a família vai bem. As chamadas “rápidas transformações sociais” experimentadas por quase toda humanidade, trouxeram impactos tremendos sobre a família tradicional. Já não é mais possível manter-se os valores, critérios e padrões próprios da família patriarcal. O mundo de relações patriarcais vai ficando rapidamente para trás; entretanto, ele continua dentro cada um de nós. Esta é a família que está em crise. Queremos viver em família, mas não sabemos como!
Se buscarmos na Bíblia, como evangélicos que somos, orientação para vivermos nossos relacionamentos familiares, entendemos que, em sua origem, a família não é uma instituição humana que se limita a uma determinada raça, cultura ou religião. Toda a humanidade está chamada por Deus a compartilhar da vida familiar. Para a Bíblia, a família independentemente de sua organização sócio-cultural é um dos relacionamentos humanos estabelecidos por Deus antes mesmo do pecado entrar no mundo. Diferentemente de outras instituições humanas, como as religiosas e as políticas, que vieram a existir para ajudar a humanidade a lidar com a realidade do pecado, a vivência familiar já estava determinada nos propósitos divinos no ato da criação: E disse Deus: façamos o ser humano (sentido original do termo em hebraico) à nossa imagem e semelhança; homem e mulher os criou”. Segundo o primeiro capítulo de Gênesis, a existência humana foi desde o seu início comunitária em torno da bipolaridade homem-mulher e que precisa ser compartilhada por suas gerações vai além de seu conteúdo biológico, para se tornar manifestação da imagem e semelhança do próprio Deus em seu espírito Criador. Por isso, ainda que também afetada pela realidade de nossas fraquezas e limitações humanas, entendidas teologicamente como decorrentes da experiência do pecado, ”constituem famílias, ainda em nossos dias, no Oriente e no Ocidente, pobres e ricos, amarelos, negros e brancos, religiosos e não-religiosos, analfabetos e doutores, nas cidades e nos campos”.
Diante de tal compreensão bíblica-teológica não devíamos, portanto, ficar intrigados ou mesmo supresos quando víssemos mulheres e homens, idosos, jovens e crianças experimentando relações familiares produtoras de vivências de felicidade, carinho e amor apesar de sua vida não-religiosa. Se assim acontece, é porque em qualquer relacionamento familiar em que os participantes estão emocionalmente dispostos a viver em beneficio da felicidade do outro, e não somente de si próprio (relações de amor-solidário e não-egoísta), aí está presente o espírito Criador de Deus. Esta é uma questão que, pela iniciativa do próprio Deus, se dá dentro daquilo que certos teólogos denominam “ordem da criação”, isto é, dentro do âmbito das relações morais que valem para todos os seres humanos independentemente da necessidade de uma revelação especial como temos em Jesus Cristo (ordem da salvação), conforme Atos 14:15-17 e Romanos 1:20.
E é por isso mesmo que Jesus vai a Caná da Galiléia a um casamento, sem qualquer ato ou atitude religiosa, e faz o seu primeiro milagre (sinal messiânico em João) somente para garantir a alegria daquele momento familiar.
Mas tal entendimento significa para nós que a “ordem da salvação”, isto é, o fato de termos em Jesus Cristo nosso referencial de vida baseado nos valores do Reino de Deus, não tem implicações para a vivência familiar? Certamente de modo nenhum!
O fato que “constituem famílias, ainda em nossos dias, no Oriente e no Ocidente, pobres e ricos, amarelos, negros e brancos, religiosos e não-religiosos, analfabetos e doutores, nas cidades e nos campos” não significa que o sermos novas criaturas em Cristo não importa para a constituição de nossas famílias. Importa sim, e muito!
Os valores do Reino de Deus reforçam e fortalecem aquela dimensão moral do amor-solidário que está presente nas vivências familiares que se dão mesmo fora âmbito da “ordem da salvação”. Aqui, podemos parafrasear com humildade e sem preconceitos o dito de Jesus: “se vossa justiça não exceder a dos fariseus....”
Se é possível mesmo fora da “ordem da salvação”, vivenciar-se o amor-solidário na vida familiar, quanto mais deve ser para aquelas pessoas que confessam Jesus Cristo como Senhor e Salvador, aquele que é a maior manifestação desse amor, sinal da presença de Deus entre todos os seres humanos!


FONTE: http://1re.metodista.org.br/conteudo.xhtml?c=2381