domingo, 12 de junho de 2016

DIFERENTES VERSÕES SOBRE A ORIGEM DO DIA DOS NAMORADOS


Nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, transformou no dia dos namorados, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos.

Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos.

Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês “From your Valentine”. Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro.

O FERIADO ROMÂNTICO OU O DIA DOS NAMORADOS JUDAICO: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto.

Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama.

Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo.

De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Índia. O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo.

Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras.

Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos.

A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas ‘Feriado do Amor’ são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro “À Luz da Menorá”).

No Brasil, a origem da data é menos romântica.

Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948.

Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia: “não é só com beijos que se prova o amor”. A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine’s Day - o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos.

É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso.

A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data.

Adaptação: Lilian Russo


(Fontes: Revista Época, edição 160/2001; IBGE Teen e Revista Eletrônica Rio Total)

sábado, 11 de junho de 2016

O N'AMOR'O - NO MEIO DO NAMORO TEM QUE TER AMOR

Uma excelente orientação para os nossos jovens ...

O NAMORO AINDA EXISTE?
PASTOR CIRO SANCHES ZIBORDI

" Quando eu era jovem e solteiro, tive a felicidade de ter sido instruído por meus pais e pastores acerca do namoro cristão. Aprendi que, para ser abençoado no casamento, é preciso começar certo, tendo um namoro de acordo com a vontade do Senhor (Rm 12.1,2), pois “... aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.17).

Aprendi que há três fases muito importantes num relacionamento afetivo: namoro, noivado e casamento. O namoro é a fase em que o futuro casal se conhece e, por isso, deve conversar, conversar, conversar... O noivado é o período de preparação para o casamento, isto é, a união do casal propriamente dita.

Como fui abençoado nessa área, sinto-me no dever de ajudar a outros, o que procurarei fazer, nesta semana em que ocorre o chamado DIA DOS NAMORADOS, por meio deste artigo. Sei que, para muitos, o que eu vou dizer aqui parecerá ultrapassado, arcaico e rígido demais para esse tempo em que prevalecem influências filosóficas como relativismo, hedonismo, egoísmo, imediatismo e narcisismo. Mas espero ajudar pelos menos os jovens realmente interessados em glorificar a Deus em tudo (1 Co 10.31).
O que é o nAMORo?

Confunde-se, hoje em dia, namoro com flerte, aventura e relacionamento sem compromisso. O chamado “ficar” parece ter chegado para ficar. E é comum ouvir jovens dizendo: “Eu só fiquei com ele naquele dia; não foi nada sério”. Entre as pessoas que não temem a Deus prevalece a idéia de que os namorados podem se relacionar intimamente, sem nenhuma restrição. E vemos pscicólogos e a própria mídia incentivando isso.
O namoro — namoro, mesmo! — é uma fase de conhecimento recíproco, que precede o período de preparação para o casamento: o noivado. Na palavra “namoro” está contido o termo “amor”, evidenciando que não se trata de um período sem importância. O nAMORo verdadeiro é para pessoas que se amam, e não para aquelas que apenas têm uma atração passageira ou simplesmente não querem ficar sozinhas.
Quando começar um nAMORo?

Para se começar um namoro, é preciso ter alcançado a maturidade, período que só vem após a adolescência, que é uma fase de transição entre a infância e a juventude. Como não se trata de passatempo, mas de uma importante etapa, só deve pensar em namoro quem realmente está determinado a casar. Quem namora por namorar está começando errado e sofrerá as conseqüências (Gl 6.7). E quem diz que namoro sério deve, necessariamente, se preocupar com as condições mínimas para um futuro casamento.

Certo rapaz que havia pedido uma jovem em casamento ouviu dela a seguinte condição: “Eu quero que você converse com o meu pai”. O rapaz concordou em pedir permissão ao pai da jovem para namorá-la (prática que, hoje em dia, é tida como retrógrada, infelizmente).
Começou, então, o interrogatório:
— Você trabalha? — perguntou o pai da jovem.
— Não, mas Deus vai me ajudar — respondeu o rapaz.
— Estuda?
— Não, precisei parar. Mas Deus vai me ajudar.
— Tem idéia de como sustentará a minha filha enquanto nenhum de vocês estiver trabalhando?
— Não, mas tenho certeza de que Deus me ajudará...
Ao ouvir as repetitivas respostas, o pai disse à jovem: “Minha filha, eu não sabia que agora eu sou Deus...”
Lembre-se: Deus ajuda aqueles que se esforçam e têm vontade de trabalhar (Jó 5.7; Pv 31.27). Quem namora — namora, mesmo! — deve ter um alvo: o casamento. E deve trabalhar em prol de tal realização.

Como encontrar a pessoa ideal para nAMORar?

Quem pensa em namorar de verdade, tendo como objetivo o casamento, precisa atentar para duas coisas importantes. Primeiro, deve orar com fé, esperando no Senhor (Sl 40.1), pois Ele é poderoso para lhe preparar a pessoa certa (Pv 19.14). Ao mesmo tempo, é necessário procurar (Pv 18.22), pois em tudo, na vida, existe a parte de Deus e a do homem (Pv 16.1,2; Tg 4.8).
O jovem cristão deve ter cuidado com os profetizadores casamenteiros (Ez 13.2,3; Ap 2.20), pois a profecia, como dom do Espírito Santo que se manifesta, usualmente, num culto coletivo a Deus, não serve, em regra geral, para ajudar os jovens crentes a encontrarem a “pessoa preparada”. As suas finalidades são edificação, exortação e consolação do povo de Deus (1 Co 14.3).
Muitos hoje são infelizes em sua vida conjugal porque deram ouvidos a falsos profetas. Namoro é coisa séria! Não se deve permitir que a escolha tenha a interferência de terceiros, exceto dos pais, que devem sim aconselhar e ajudar os filhos nessa tomada de decisão.

Deve-se, ainda, orar e procurar uma pessoa, segundo os critérios contidos na Palavra de Deus. Nessa busca, é necessário identificar qualidades, como a espiritualidade (1 Co 2.14-16; 5.11), a beleza interior (Pv 15.13). Muitos se preocupam demasiadamente com a beleza física, que é enganosa (Pv 31.30). Esquecem-se de que a beleza da alma é a mais importante (1 Sm 16.17) e permanece mesmo com o passar dos anos, enquanto a exterior é ilusória, passageira e morrerá tal como uma flor (Pv 11.22; 1 Pe 1.24,25).

É preciso se preocupar também com a compatibilidade (Am 3.3). Muitos hoje dizem que isso não é importante e pensam que podem namorar uma pessoa descrente para ganhá-la para Jesus. Fazer isso, no entanto, é o mesmo que se jogar em um poço para tentar salvar alguém que lá caiu. E ninguém faria isso. Deve-se jogar a “corda” do evangelho para o não-crente se salvar, mas sem nenhum envolvimento sentimental.

Meu conselho é: antes de começar um namoro, é preciso verificar se não há incompatibilidades espiritual, social, etária, cultural, etc. A mais perigosa é a espiritual (2 Jo vv. 10,11). Considerando que a Bíblia chama os incrédulos de filhos do diabo (1 Jo 3.10), não havendo, pois, meio-termo, relacionar-se com um significa ter o Diabo como sogro.

Não pense que um(a) filho(a) do Diabo terá Deus como sogro, em razão de se relacionar com um(a) filho(a) de Deus, equilibrando, assim, o relacionamento. Nos casos de mistura, sempre é o crente o prejudicado (Gn 6.1-4; 1 Co 10). Por quê? Porque está pecando conscientemente, ignorando o que a Palavra de Deus ensina quando ao jugo desigual com os infiéis (2 Co 6.14-18). Não há, portanto, nenhum consenso entre a luz e as trevas, entre Cristo e Satanás.

Que cuidados se deve tomar em um nAMORo?

Aos que já namoram dou alguns conselhos. É preciso ter a preocupação de não exceder nas intimidades (2 Tm 2.22). Não é preciso se sentar a um metro de distância nem pedir para alguém ficar entre os dois. Todavia, não se deve confundir carinho com carícias, que devem ser guardadas para o casamento (Pv 6.27,28; 20.21). Para isso, é preciso vencer as concupiscências, cobiças (Tg 1.14,15; 1 Jo 2.15-17), seja a dos olhos (Gn 3.6; Js 7.21; Mt 6.22,23), seja a da carne (1 Co 6.19,20). Peço ao leitores interessados no assunto que confiram todas as referências bíblicas, pois elas são muito mais relevantes (mas muito, mesmo!) do que as próprias palavras deste editor.

Quanto tempo deve durar o nAMORo?

Nem muito nem pouco tempo. Geralmente, quem prolonga o período do namoro é porque não tem vontade de casar. Alguns, após longos anos, casam, mas não são felizes. O motivo? É possível que o casamento tenha sido ocasionado por pressão, e não por amor verdadeiro. Por outro lado, quem namora pouco tempo, não se prepara suficientemente para o casamento e poderá ter problemas sérios de ajustamento conjugal.

Como conduzir o nAMORo de acordo com a vontade de Deus?

Leia sempre a Palavra de Deus (Sl 119.105); ore todos os dias (1 Ts 5.17; Jr 33.3); cultive o amor (1 Co 16.14; 13.4-8), pois, sem ele, não há razão para existir namoro; aprenda a renunciar; não seja sempre o(a) “dono(a) da verdade” (Fp 2.4); saiba viver em harmonia (Pv 17.1), aprendendo a “dar o braço a torcer” (Pv 15.1); seja fiel, pois, quem não é fiel no namoro, não o será no casamento. Quem ama de verdade se mantém fiel até o fim (Pv 5.15-20; Ml 2.14,15).

Livros do Pastor Ciro: Blog do Pastor Ciro Zibordi
Nota: ilustrações do texto: por João Cruzué

DIA DOS NAMORADOS - UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR

Com um curativo em sua mão, na qual havia um profundo corte, Antônio, muito apressado, pediu urgência no atendimento, pois tinha um compromisso.

O médico doutor Evandro que o atendia, curioso perguntou o que tinha de tão urgente para fazer.

O simpático Antônio lhe disse que todas as manhãs ia visitar sua esposa que estava em um abrigo para idosos, com mal de Alzheimer muito avançado.

O médico muito preocupado com o atraso do atendimento disse:

- Então hoje ela ficará muito preocupada com sua demora?

No que o senhor respondeu:

- Não, ela já não sabe quem eu sou.

Há quase cinco anos que não me reconhece mais.

O médico então questionou:

- Mas então para quê tanta pressa, e necessidade em estar com ela todas as manhãs, se ela já não o reconhece mais?

Antônio então deu um sorriso e batendo de leve no ombro do médico respondeu:

- Ela não sabe quem eu sou... Mas eu sei muito bem quem ela é!

Doutor Evandro teve que segurar suas lágrimas enquanto pensava...

O verdadeiro AMOR, não se resume ao físico, nem ao romântico.

O verdadeiro AMOR é aceitação...
  1. De tudo que o outro é...
  2. De tudo que foi um dia...
  3. Do que será amanhã...
  4. e do que já não é mais!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O 13 QUE A HISTÓRIA NÃO CONTOU

Autor: Professor Acúrsio Esteves 

Assim a escola me ensinou, assim eu aprendi e assim acreditei durante longos anos da minha vida. É certo que nunca entendi bem porque a Princesa Isabel, “A Redentora”, decidira tomar tal atitude contrariando os interesses dos que detinham o poder e entrando em sintonia com os anseios da subjugada população negra, de alguns poetas, intelectuais e políticos sonhadores que se diziam abolicionistas. Pensava: foi uma verdadeira revolução sem sangue feita por uma mulher de coragem.

O que a escola nunca me ensinou foi que à época, os negócios do açúcar brasileiro, que era a principal fonte de riqueza nacional e onde estava alocada aproximadamente 90% da mão-de-obra escrava, iam de mal a pior. O açúcar da América Central era mais barato, mais próximo dos grandes mercados e de melhor qualidade que o nosso. Não dava para competir. Infelizmente só aprendi a “História da Conveniência”, e Geografia Física onde os aspectos políticos e econômicos “não eram” de nosso interesse.

O imenso contingente de escravos tornara-se então um fardo para os senhores de engenho. Como sustentar esta ”horda” de homens, mulheres e crianças, mesmo sob miseráveis condições, diante de tal crise econômica? Era a pergunta que não se calava e que teve apenas uma resposta: Demissão em massa. Sim amigos e amigas, a demissão em massa foi a solução encontrada para os trabalhadores e trabalhadoras forçados que edificaram e sustentavam a economia nacional. E foi a maior, mais cruel de todos os tempos e quiçá de todas as partes do mundo.

Foi uma demissão sem direitos trabalhistas, quando milhões de trabalhadores saíram do único abrigo que conheceram por toda a vida apenas com seus míseros pertences e a roupa do corpo. E não tinham direito a ficar se quisessem. Só os mais aptos ao trabalho ou os que possuíssem alguma especialização foram mantidos como empregados, apenas pelo interesse do seu senhorio capitalista. Esta demissão teve um nome bonito: Lei Áurea.

Antes dela, porém, vieram outras da mesma forma convenientes aos interesses da classe dominante. Vejamos: A primeira foi a Lei Eusébio de Queirós, em 1850, que proibia o tráfico. Como a Inglaterra na prática já havia decidido interceptar e apreender os navios negreiros, libertando os escravizados, então, foi uma lei inócua. 

A segunda, a Lei do Ventre Livre, 1871, serviu apenas para diminuir a pressão social dos abolicionistas. Ela não tinha aplicação prática, pois, como a criança pode ser livre com pais escravos? Será que ela, a criança, teria escola, moradia digna e cidadania enquanto seus pais estavam nas senzalas? Ela, que ainda seria tutelada até a idade de 21 anos pelos senhores de seus pais, teria vida de cidadã ou de escrava? 

A terceira, a Lei dos Sexagenários, 1885, foi a mais perversa de todas, pois a expectativa de vida do cidadão livre à época era de 60/ 65 anos e a do escravo 32/40 anos. Eram raros os que chegavam à idade contemplada pela lei. Era muito difícil ter o controle da idade exata do escravo. Ainda hoje não são poucas as pessoas que não possuem registro de nascimento. Então, se o negro estivesse apto ao trabalho, forte, com boa saúde, era fácil dizer que ele ainda não tivesse alcançado a idade prevista pela lei. Porém se ele estivesse doente ou imprestável para o trabalho, nada mais cômodo que conferir-lhe os 60 anos e mandá-lo embora.

Após a “libertação”, o imenso contingente “livre”, dentre os quais estavam os fracos, doentes, velhos, crianças e outros “excedentes”, foi enxotado de uma hora para outra para o olho da rua. Não havia uma política agrária nem instrução pública e gratuita para os libertos, como defendia Joaquim Nabuco. Você já parou para refletir sobre as futuras condições de vida dos(as) que foram “libertados”? 

Onde iriam morar?
Como iriam sobreviver?
Iriam ser respeitados de uma hora para outra como cidadãos e cidadãs?
Que tipo de oportunidades a “sociedade” que eles construíram ofereceria para que esta gente construísse sua vida?

Não é preciso ser especialista em sociologia para responder a estas indagações. Mas onde foi parar esta gente escorraçada das ruas das cidades por “vadiagem”? Que não tinha trabalho para sustentar a si nem a sua eventual família, nem moradia digna? Foi parar na periferia das cidades, morando em casas(?) miseráveis, sem esgoto, luz, água tratada, lazer, trabalho, educação, saúde, dignidade... Onde permanece, em sua grande maioria, até os dias atuais. Alguma semelhança com a Rocinha, Alagados, Pela Porco, Buraco Quente, Vigário Geral, Jardim Felicidade, Vila Zumbi, não é mera coincidência.

Morros, favelas, invasões, palafitas; ícones da desigualdade social convivendo lado a lado com o progresso, o conforto, a saúde, o lazer, a educação, o trabalho, a vida digna. Morros, favelas, invasões, palafitas; locus do subemprego, da miséria, da violência, da informalidade, da contravenção, da exclusão, da fome, da morte em vida, da vida que finda a mingua, da injustiça social... Vergonha nacional. Nova versão do antigo jugo escravocrata, quilombos urbanos do século XXI.

* Acúrsio Esteves é professor da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Faculdades Jorge Amado e FACDELTA, em Salvador, Bahia. 

Treze de maio de 1888 passou para a história do Brasil como o dia em que teria se acabado a escravidão em terras tupiniquins. Depois que a pena da princesa anunciou por decreto que não mais haveria jugo, a população negra a partir de então seria livre, não teria mais senhorio e poderia viver com dignidade e igualdade.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS DIA DAS MÃES

Quando chega o segundo domingo de maio, é gostoso receber e demonstrar amor às mães pelo seu dia.

É um dia também para se lembrar, com o coração cheio de gratidão, das mães que já se foram.

Afinal, o Dia das Mães nasceu como uma homenagem póstuma da metodista norte-americana Anna Marie Jarvis à sua própria mãe. A primeira comemoração oficial foi numa Igreja Metodista, 100 anos atrás.

No ano de 1905, Anna Marie Jarvis recebeu um duro golpe: a morte de sua mãe, exemplo de dedicação e fé. Dois anos mais tarde, em 1907, no segundo domingo de maio, Anna convidou várias amigas para sua casa na Filadélfia, EUA, para uma celebração de ação de graças pela vida de sua mãe. Na ocasião ela anunciou a idéia de se instituir um dia nacional em honra às mães.




No verão seguinte, Anna escreveu ao Superintendente da Escola Dominical da Igreja Metodista Andrews em Grafton, sugerindo que a igreja na qual sua mãe tinha dado aulas por 20 anos, celebrasse o Dia das Mães em sua homenagem.

Assim, no dia 10 de Maio de 1908, celebrou-se oficialmente o primeiro Dia das Mães da história. Em 1914, a celebração tornou-se nacional, aprovada pelo Presidente Woodrow Wilson.

Desde 1908, a homenagem às mães acontece na Igreja Metodista Andrews, agora conhecida como Capela do Dia das Mães, na cidade de Grafton, West Virginia. O local tornou-se também uma espécie de museu dedicado à comemoração.






A HISTÓRIA QUE NÃO É CONTADA:


Mas nem tudo foram rosas (ou cravos, escolhidos por Anna para simbolizar a data) na bela história do Dia das Mães. Muito cedo Anna se decepcionaria com os rumos tomados pela comemoração. Ela ficava simplesmente chocada quando via os comerciantes aproveitando-se da data. “Não era essa minha intenção! Eu queria que fosse um dia de sentimento, não de lucro!, reclamava Anna. Desgostosa, ela ironizava: “Um cartão impresso não significa nada, a não ser que você é muito preguiçoso para escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo. E doce! Você compra uma caixa para sua mãe – e come a maior parte você mesmo. Um lindo gesto!”

O mesmo empenho que Anna teve para criar e oficializar o Dia das Mães, ela teve para destruí-lo. Em 1923, moveu um processo contra o governo de Nova York para cancelar a celebração e, é claro, perdeu. Enraivecida, ela atacou uma barraca de florista (mais ou menos como Jesus fez com as mesas dos cambistas no templo de Jerusalém) e foi presa por perturbação da ordem.

Anna Jarvis nunca conseguiu fazer com que o Dia das Mães “acabasse” ou voltasse à pureza original. Morreu pobre e sozinha, aos 84 anos de idade, e foi enterrada ao lado de sua mãe.

Suzel Tunes

(traduzido e adaptado dos sites: http://www.mothersdayshrine.com/)

quinta-feira, 5 de maio de 2016

MÃE MÁ - A PROPÓSITO DO DIA DAS MÃES

O referido texto foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

A MÃE MÁ

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:

- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".

- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

- Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

- "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos à toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Para meditação: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Charles Thomas Studd


"Se Jesus é Deus e Ele morreu por mim, então nenhum sacrifício pode ser muito grande para nós"

Charles Thomas Studd (1860-1931) poderia ter sido mais um atleta que gastou seus dias em árduas competições e apenas isso. Entretanto, sua biografia demonstra que quando Deus toca o coração de alguém, seus rumos e planos são mudados dramaticamente, de uma maneira maravilhosa. O inglês Charles Studd era considerado um dos maiores desportistas do final do século 19. Milionário, ele herdara da família a importância de 29 mil libras esterlinas, uma fortuna naquela época, mas se recusara a tirar proveito dela, temendo que o dinheiro pudesse atrapalhar seus nobres ideais.

Determinado a investir na obra de Deus, enviou cinco mil libras esterlinas para o missionário James Hudson Taylor, que se tomou uma lenda ao ser o primeiro a levar a Palavra ao interior da China; outras cinco mil libras para um pastor, William Booth, fundador do Exército da Salvação; cinco mil para Dwight L. Moody, para que este iniciasse o estabelecimento do Instituto Bíblico Moody. Studd doou ainda outras importâncias, sobrando-lhe apenas 3.400 libras, as quais ele, no dia do seu casamento, deu à esposa. Esta também doou o presente e comentou, na época: Jesus pediu ao jovem rico que desse tudo aos pobres. E Studd completou: Agora nos achamos na situação de poder dizer que não possuímos nem prata nem ouro, referindo-se ao texto de Atos 3.6. Loucura? Não. Charles Thomas Studd tinha a certeza de que o Senhor era o dono de todas as coisas. Essa demonstração de entrega total foi apenas o começo. Todavia, foi o suficiente para que o Senhor desse a Charles um novo rumo. Mais tarde, Ele o chamaria para o ministério.

Studd viajou para a China, onde trabalhou como missionário. Posteriormente, foi para a Índia e para o continente africano. Seu pensamento era: "Se Jesus é Deus e Ele morreu por mim, então nenhum sacrifício pode ser muito grande para nós". Como resultado de seus esforços, foi fundada, um pouco antes de sua morte, a Cruzada de Evangelização Mundial, que hoje conta com mais de mil missionários em todo o mundo. A mensagem deixada por Studd foi simples: enquanto a maioria investe em bens materiais, outros investem no Reino de Deus.

Família - Essas lições de Charles Studd foram aprendidas desde muito cedo. Ele era filho de um fazendeiro de origem indiana, Edward Studd, que se havia aposentado na Índia e mudado para uma casa rural no município de Tidworth, em Wiltshire, Inglaterra.

O pai de Studd, curiosamente, tinha-se convertido em 1877, quando um amigo o levou para ouvir uma pregação de Moody, o mesmo pastor que seria ajudado por seu filho, Charles Studd, anos mais tarde. Após a conversão, Edward, imediatamente, deixou as atividades seculares e passou a usar sua casa para reuniões evangelísticas até o dia de sua morte, em 1879.

Charles Studd e seus dois irmãos, Kynaston e George, estudavam longe de casa. Curiosamente, os três converteram-se a Cristo em um culto doméstico, e terminaram apaixonados pelo Evangelho. Os três irmãos eram campeões de críquete, um dos esportes mais tradicionais da Inglaterra. As habilidades excepcionais mostradas por Charles Studd naquele esporte fizeram com que ele ganhasse um lugar na seleção inglesa, em 1882, época em que a equipe havia perdido uma partida para a Austrália e estava desacreditada. Sob a liderança de Charles Studd, os ingleses jogaram na Austrália, no ano seguinte, e recuperaram o troféu.

Tempo de confrontação - Dois anos após a conquista do campeonato, no entanto, com a doença e morte de George, Charles Studd sentiu-se confrontado pela seguinte pergunta: De que adiantam toda a fama e valor de lisonja quando um homem tem de enfrentar a eternidade? Ele percebeu, então, que sua conversão, ocorrida seis anos antes, não havia produzido frutos. Resoluto, ele declarou: O críquete não vai durar; a honra também não, bem como nada neste mundo. Mas tenho que viver para o mundo que há de vir.

A partir de então, Charles começou a testemunhar de Jesus aos amigos e jogadores da mesma equipe. Sua intenção era captar recursos para o ministério de seu irmão, Kynaston, que tinha fundado uma organização missionária entre estudantes. Logo, ele teve a alegria de conduzir outros a Deus.

Até aquele momento, Studd testemunhara entre os próprios sócios e amigos. Contudo, depois de ouvir, na China, uma pregação na qual um missionário falara da necessidade de os servos de Deus agirem como pescadores de almas, tudo mudou. Ele sentiu que Deus o estava chamando. Embora seus amigos e parentes tentassem dissuadi-lo, Charles começou a considerar a pregação que ouvira e marcou uma reunião com o Pr. James Hudson Taylor, o diretor da missão no interior da China.

Rumo à China - A decisão de Studd foi seguida por mais seis amigos dele. Ao mesmo tempo em que o grupo se preparava, uma onda de conversões ocorria entre os estudantes das maiores Universidades da Grã-Bretanha, graças à missão fundada por Kynaston, anos antes. Alunos de Edimburgo, Londres, Oxford e Cambridge entregavam-se ao Senhor como jamais ocorrera antes. Eles se transformariam, anos depois, nos missionários que difundiriam a Palavra de Deus pelo mundo. Em pouco menos de dois meses, Studd e alguns amigos já estavam prontos para a viagem à China.

Lá, Charles Studd passou dez anos. Quando, finalmente, retomou à Inglaterra, ele foi convidado a visitar a América, onde Kynaston havia organizado um movimento evangelístico entre os estudantes locais. Durante aquela excursão, ele testemunhou o derramar de bênçãos poderosas em muitas faculdades e igrejas. Aquilo mexeu tanto com Studd, que ele iniciaria uma seqüência de viagens missionárias impressionante.

Missões na Índia e na África - De 1900 a 1906, Studd pastoreou uma igreja em Ootacamund, no Sul da Índia. Naquela região, diversos funcionários britânicos se converteram a Cristo. Depois de um rápido retomo à Inglaterra, ele partiu, em 1910, para o Sudão, na África. Studd ficara impressionado com o fato de a Palavra ser quase totalmente desconhecida na África Central, e lá fundou uma missão, a Heart of Africa Mission (Missão Coração da África).

Em sua primeira viagem ao Congo Belga*, em 1913, ele estabeleceu quatro missões em uma área habitada por oito tribos diferentes. A partir dali, Charles começaria a viajar sozinho — sua esposa ficara doente. Entretanto, o trabalho do Senhor e o chamado da família não mudaram. De sua casa, na Inglaterra, ela e as quatro filhas do casal coordenavam o ministério de Studd. Sua esposa era a responsável por missões em diversos países da África, do Oriente Médio e da China.

Ela fez uma última visita ao Congo em 1928, reviu o marido e faleceu pouco tempo depois. Em 1931, aos 70 anos, Charles Thomas Studd morreu, entretanto, até os seus últimos dias, ele pregou a salvação pela fé em Jesus Cristo, no campo missionário, em Málaga, na África. Foi, de fato, um gigante. Um herói da fé.

* (Até 1971, este país tinha o nome de Congo Belga. Depois, Mobuto Sese Seko o batizou com o nome de Zaire. Em 1997, passou a se chamar República Democrática do congo).

Fonte: Revista Graça

Ministério Público pede a proibição da oração do Pai Nosso em escolas públicas e gera revolta

Ministério Público pede a proibição da oração do Pai Nosso em escolas públicas e gera revolta
A oração ensinada por Jesus a seus discípulos – e compartilhada por todos os cristãos, independentemente se católicos ou evangélicos – foi proibida nas escolas públicas do estado do Mato Grosso do Sul.

A proibição foi definida após o Ministério Público Estadual (MPE-MS) emitir um parecer recomendando que a prática fosse encerrada, devido à reclamação de um pai de aluno, provavelmente ateu.

A Secretaria Municipal de Educação explicou, através de nota, que a decisão foi tomada para evitar uma ação civil pública da Promotoria de Direitos Humanos, que pedia a interrupção de todas as manifestações de cunho religioso no ambiente escolar.

Em entrevista ao telejornal Bom Dia MS na manhã da última segunda-feira, 04 de abril, o promotor de Justiça, Luciano Loubet, se manifestou favorável à decisão: “A recomendação tem dois fundamentos: pela Constituição Federal o Estado é laico, ou seja, um Estado que não tem religião, e o segundo é pela liberdade de religião. Não foi uma decisão imposta às escolas católicas ou evangélicas, mas uma decisão para escolas públicas que são pagas pelos impostos de todos”, argumentou Loubet.

No entanto, a postura do MPE-MS foi rebatida pelo promotor Sérgio Harfouche, da Vara da Infância, Juventude e Educação. Segundo informações do G1, ele entrou com um pedido de reavaliação do posicionamento da instituição: “Se é interesse de alguém não participar, que assim o faça. Mas, eu tenho uma esmagadora maioria de pais nas escolas querendo que seus filhos tenham essa liberdade de expressão. Ninguém vai ser obrigado a crer ou não crer. Ninguém vai ser beneficiado por crer e nem punido por não crer. Impedir que as pessoas, assim tenham, como se tradicionalmente se tem na escola, me parece que isso é uma violação maior do que a que se pretende proteger”, ponderou o promotor.

Para a mãe Elaine Martinez Brito, que trabalha como agente de saúde, “a oração não deve ser proibida”, pois oferece uma palavra boa para as crianças.

A pressão de militantes ateus na sociedade vem aumentando. Nos Estados Unidos, diversos casos semelhantes são registrados anualmente, e no Brasil, ações equivalentes também já foram noticiadas. Em algumas cidades, ações na Justiça obrigaram a retirada de crucifixos das repartições públicas. O caso mais extremo foi a tentativa, anos atrás, de remover a frase “Deus seja Louvado” das cédulas do real.

FONTE: Notícia Gospel

sexta-feira, 1 de abril de 2016

SER PASTOR!

Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.

Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.

Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.

Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível". Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.

Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.

E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.

Eu sou pastor.

Obrigado, Senhor!

Autor: Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP

quarta-feira, 30 de março de 2016

O QUE FAZER QUANDO SOMOS CRITICADOS?

Quando receber críticas, você deverá:

Ter maturidade para saber que, por melhor que você seja, não é imune a elas;

Ter humildade quando elas forem justas para rever seus conceitos e atitudes;

Ter paciência para não pagar com a mesma moeda, quando elas forem injustas;

Ter nobreza para perdoar, porque muitas serão feitas de maneira traiçoeira e por quem você menos espera;

Ter convicção de que você deve agradar a Deus, ainda que isso venha a desagradar pessoas;

Ter compaixão por aqueles que não sabem fazer nada mais na vida, do que criticar os outros.

(Transcrito do Facebook)

terça-feira, 29 de março de 2016

FILME "A PAIXÃO DE CRISTO" DEIXA OS MUÇULMANOS IMPACTADOS

O FILME ‘A PAIXÃO DE CRISTO’ FOI LANÇADO EM NAÇÕES ISLÂMICAS


ORIENTE MÉDIO - Muçulmanos ouvem que o filme é anti-semita e vão aos cinemas. O filme "A Paixão de Cristo" foi lançado em várias nações no Oriente Médio. A agência de notícias Prayer News Alert remeteu dois relatórios interessantes do e do Kuweit e chama para orar pelo lançamento global do filme, onde muitas outras nações islâmicas permitirão o lançamento sem censura.

Por Mark Kelley
Joel News/Advance News

RELATÓRIO DO CATAR
Para a surpresa e choque de todos, o filme ‘A Paixão de Cristo’ estreou aqui no Catar, dia 2 de abril. Até agora, nós pudemos mostrar secretamente o filme Jesus para uma minoria de catarianos em uma casa. Nas próximas semanas, potencialmente, milhares de muçulmanos árabes verão este retrato poderoso do sofrimento e morte de Cristo.

Em um período de somente duas horas, mais catarianos ouviram do Evangelho do que eu pude alcançar em quase cinco anos vivendo aqui. A legenda árabe foi totalmente precisa – eles não suavizaram nada ou alteraram qualquer linguagem que os muçulmanos não concordassem. Todos nós assistimos ao filme completamente impressionados com o que Deus fez. Os muçulmanos que sentaram perto de nós foram tocados – alguns ficavam sem ar, choravam e outros reagiam com repugnância à brutalidade que Jesus enfrentou.

Contudo, se você ouviu alguma coisa sobre o porquê os muçulmanos árabes queriam ver o filme, você deve conhecer o verdadeiro motivo: é porque eles "ouviram" que o filme é antijudeu e, como eles odeiam judeus, eles querem vê-lo. O interessante de tudo isto é que Deus está usando este filme para comunicar o Evangelho e quem está motivando para que seja assistido pode ser o espírito contrário. A mensagem de amar seus inimigos e de Jesus orando por eles para que fossem perdoados enquanto Ele estava na Cruz tocou os freqüentadores muçulmanos do filme de forma poderosa.

Por favor, orem por estes pedidos urgentes: 


1. Que este filme tenha permissão para ser mostrado durante um período significante. O filme tem sido mostrado em três teatros diferentes, até quatro vezes ao dia. Os fundamentalistas certamente farão um tumulto sobre este evento nunca antes visto. Quando imaginamos que a televisão através de satélite iria ser a forma mais significante para o Senhor plantar as sementes do Evangelho, este filme chega nas nações muçulmanas!

2. Que este filme provoque uma grande sacudida nos corações de muitos muçulmanos, levando-os a salvação.

3. Que Deus nos dirija aos homens e mulheres que foram e serão impactados por este poderoso filme.

RELATÓRIO DO KUWEIT
O filme ‘A Paixão de Cristo’ é tão popular aqui que outros filmes têm sido cancelados para que este filme seja mostrado em todos os cinemas do complexo. Eu levei um amigo na segunda noite. O filme estava passando em todos os três cinemas. Eu avaliaria que bem mais de 50% das pessoas que estavam no cinema eram muçulmanos locais, incluindo mulheres completamente cobertas com véu. Você podia perceber como este filme impactou a todos. No segundo dia, muitos dos jornais locais anunciaram o filme na primeira página.

O lançamento foi muito oportuno. A morte do líder palestino Ahmad Yassin aconteceu na manhã após a estréia do filme (21/03). A resposta árabe foi uma grande e nova onda de ódio pelos judeus, que foi demonstrada por uma grande manisfestação pública (27/03). Em um tempo em que o ímpeto dos muçulmanos de odiarem foi renovado, o Senhor trouxe ‘A Paixão de Cristo’, dizendo-lhes – “Não, amem seus inimigos! Perdoem-lhes!” O contraste é chocante.

Nota do jornal JOEL NEWS: O líder palestino Yasser Arafat assistiu a "A Paixão de Cristo’ em uma tela particular na cidade West Bank de Ramallah, e fez uma positiva afirmação a respeito do filme.

Somente hoje (02/04) duas mulheres locais me perguntaram, "Você tem o Novo Testamento em árabe? Eu e todos os meus amigos queremos lê-lo!" Um outro me perguntou onde ele poderia conseguir uma Bíblia em árabe na internet. Isto nunca aconteceu anteriormente! O filme está gerando um interesse tão grande por Jesus e pelas Escrituras que todo o cristão com quem nós temos conversado parece ter uma história parecida como a destas duas mulheres. Que isto continue a aumentar.

Os jornais têm apresentado vários artigos sobre o filme. Todos estes jornais surpreendentemente não falam nada sobre a ênfase da crença islâmica de que Jesus não morreu na cruz.

As pessoas estão falando a respeito de irem assistir ao filme. Orem para que muitas pessoas o façam, e através do filme, despertem interesse e fome de conhecer mais de Jesus e a Bíblia.

Orem para que os corações sejam alcançados pelo amor de Jesus. Orem para que cristãos aproveitem o máximo desta oportunidade para compartilharem com seus amigos e estarem disponíveis para aqueles que serão impactados pelo o que tiverem assistido.

Fonte: Joel News/Advance News

segunda-feira, 21 de março de 2016

RÁDIO LOUVORES DO CÉU

GRADE DE PROGRAMAÇÃO RÁDIO LOUVORES DO CÉU

PARCEIRA DA RTM - "RÁDIO TRANSMUNDIAL"

1 - 00:00 às 00:15 - Oração da Meia Noite
2 - 00:15 às 06:00 - Hinos Que Nunca Envelhecem
3 - 01:00 - Programa Momento Devocional
4 - 02:00 - Oração da Fé - Madrugada 
5 - 03:00 - Programa Ajuda do Alto
6 - 04:00 - Oração da Fé - Madrugada 
7 - 05:00 - Programa 180 Graus
8 - 06:00 - Oração da Fé - Manhã 
9 - 06:00 às 08:00 - Programa Sertanejo Gospel
10 - 08:00 - Programa Momento Devocional
11 - 09:00 às 09:30 - Programa Novo Alvorecer - IMSP
12 - 10:00 às 10:30 - Programa Novela da Vida Real
13 - 11:00 às 11:30 - Programa Coração Aquecido - IMSC
14 - 12:00 às 12:15 - Oração do Meio Dia
15 - 13:00 às 13:10 - Programa História das Missões 
16 - 14:00 às 14:30 - Programa Mulheres de Esperança
17 - 15:00 às 16:10 - Programa Família Hoje
18 - 16:00 às 16:10 - Programa Ajuda do Alto
19 - 17:00 às 17:10 - Programa Pensando Verde
20 - 18:00 às 19:00 - Programa Hinos da Nossa História
21 - 20:00 às 20:30 - Programa Ensinamentos Bíblicos - Pregações
22 - 21:00 às 21:15 - Programa 180 Graus
23 - 22:00 às 22:30 - Programa Rota 66 - Estudo Bíblico
24 - 23:00 às 00:00 - Programa Redescobrindo o Canto Coral

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sábado, 12 de março de 2016

LUAU OU LUAL?

LUAU OU LUAL? 
A grafia correta é luau!
Muitos imaginam que a palavra tenha alguma relação com lua ou luar. Longe de ter se formado na língua portuguesa, luau é um termo que importamos pronto no século 20 do havaiano lu’aupor intermédio do inglês, idioma em que ele foi registrado pela primeira vez em meados do século 19.
E qual é o sentido do havaiano lu’au? O primeiro deles, que não chegou até nós, é o de um prato típico feito com brotos de taro (um tipo de taioba), frango ou polvo cozidos em leite de coco.
A segunda acepção de lu’au surgiu por extensão de sentido: as festas ao ar livre, em geral na praia, em que era servido esse prato acabaram por ganhar o mesmo nome. Foi essa, como se sabe, a acepção que importamos.
É possível que a falsa semelhança com a lua tenha desempenhado algum papel no sucesso que a palavra fez entre nós, mas certamente não tomou parte em sua origem.
Fonte: Veja - Abril

sábado, 5 de março de 2016

O JUMENTINHO VAIDOSO


Um jumentinho chegou em casa todo contente e disse para sua mãe:
- Mãe vc não sabe como sou querido!!! Fui a Jerusalém e todo mundo me aplaudiu e gritava: Viva, viva, salve, salve...
Então a mãe perguntou:
- Quem vc estava carregando?
- Ah mãe.. era um tal de Jesus Cristo!!! Então a mãe disse:
- Amanhã volte lá, mas não carregue ninguém.
No outro dia o jumentinho foi para Jerusalém e voltou triste..
- Mãe, como pode ? As pessoas nem me olharam, passei despercebido entre as pessoas, e teve gente que até me enxotou.
- É isso ai meu filho, VOC
Ê SEM JESUS É APENAS UM JUMENTINHO!!!