sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

TEMPO DO FIM

(AUTOR: Pastor Rui Carlos da Silva Lemos)*


Olha, o dia de Cristo não tarda chegar
E então romperá o amanhã do juízo
Em que as nações, hão de se lamentar

Olha, Jesus avisou que não vai demorar
Estamos vivendo no tempo do fim
Portanto é hora de nos aprontar

Breve, Jesus descerá com seu poder e glória
No dia mais lindo de toda a história
Seremos levados para o céu além

Então, todo sofrimento será esquecido
Pois nós estaremos por Deus protegidos
Vigia porque esse dia já vem

Se vê rumores de guerras, em várias nações
Tembém o pecado se multiplicando
O ódio imperando em muitos corações

Jesus, com todo amor nos mandou vigiar
E em santidade ficar esperando
A qualquer momento o seu regressar.

É bom estarmos atento e olhar os sinais
Os quais antecedem a vinda de Cristo
Rumores de guerra, tormentos e ais...

E mais...
Jesus também disse que os homens cruéis
Escarneceriam de sua palavra
E perseguiriam os crentes fiéis.

* NOTA SOBRE O AUTOR:

A informação foi prestada pelo Pr. Flávio Henrique Lemos:
Segundo o Pastor Flavio, o autor de hino tão inspirado, Pastor Rui Carlos da Silva Lemos, também é autor de outros hinos tão inspirados quanto este, a saber:
- Um passo só! (Eternizado por Ozéias de Paula)
- Menino Pobre! (Gravado por Otony de Paula)
- Porto Seguro! (Gravado por Adilson Rossi)
- Zaqueu! (Gravado por Carlos de Oliveira)
- Etc...

Nossa gratidão a Deus pela vida e ministério do amado Pastor Rui Carlos da Silva Lemos!
Que Deus lhe conceda saúde fisica, emocional e espiritual!

O NATAL DE WESLEY


Uma rápida olhada no Journal (Diário Público) de John Wesley é suficiente para percebermos que a maneira dele celebrar o Natal esteve em chocante contraste com o pinheirinho e o Papai Noel dos nossos dias. Escolhemos o período de 1778 a 1791, quando a Capela Nova já era a sede de Wesley em Londres e as celebrações peculiares do Metodismo já haviam tomado sua forma característica.

Veremos que os três momentos altos no Natal de Wesley, que giravam em torno da tal “Capela Nova”, sugerem uma profunda apreciação pelo sentido da encarnação de Jesus. Nessa celebração tríplice, somos levados a contemplar com gratidão a realidade de que Jesus Cristo, na sua pessoa, é plenamente divino e plenamente humano; que, para se fazer homem, para identificar-se com a nossa condição, ele se esvaziou, abdicando da honra e da glória que lhe pertenciam por direito (Filipenses 2,5); e que ele nos chama para participar, de corpo e alma, com ele, na sua missão divina.

Wesley nos fornece um excelente retrato de seu dia 25 de dezembro de 1778, no seu Journal. As atividades do dia tiveram início às 4 da madrugada, “como de costume, na Capela Nova”. A seguir, o próprio Wesley, na qualidade de presbítero da Igreja da Inglaterra, “leu orações”, ou seja, dirigiu o culto e ministrou o sacramento, na Capela da Rua Oeste (templo da Igreja da Inglaterra, arrendado por Wesley).
De tarde, ele pregou novamente na “Capela Nova, totalmente repleta em cada canto”. Ele concluiu as celebrações desse concorrido Natal, expondo a Palavra de Deus no templo anglicano do Santo Sepulcro, um dos maiores templos paroquiais de Londres e que, apesar do frio do inverno londrino, se encontrava “repleto”. Tendo completado este roteiro de celebrações, Wesley, com seus 74 anos, observou que se sentia “mais forte depois de pregar o quarto sermão do que depois do primeiro”.
Ele registrou no Journal do dia 31 de dezembro do mesmo ano: “Concluímos o velho ano com solene vigília e começamos o novo com louvor e ações de graça”. Mas, além da vigília de passagem do ano, que nunca falta no Metodismo Wesleyano, havia ainda um outro evento marcante, o “Culto da Renovação do Pacto com Deus”. A princípio, celebrava-se este culto no dia 1º de janeiro de cada ano, mas, a partir de 1786, o evento ocorria às 15 horas do primeiro domingo do novo ano.
Vejamos, no entanto, o registro do Journal do dia 2 de janeiro de 1785, quando Wesley escreveu: “Esteve presente maior número de pessoas esta noite na renovação do nosso pacto com Deus do que jamais fora visto antes em outra ocasião”. Tendo presente a idade de Wesley na ocasião (ele nasceu em 1703), um registro no dia 4 do mesmo mês e ano se torna especialmente significativo: “Nesse tempo do ano, geralmente distribuímos carvão e pão entre os pobres da sociedade. Mas entendi que agora eles precisam também de roupa. Portanto, hoje (dia 4) e nos dias seguintes, eu andei (na neve) pela cidade e mendiguei 200 libras, a fim de vestir aqueles que tinham maior necessidade”. Após esse sacrifício, ele caiu de cama, seriamente doente.
O “Natal de Wesley” incluía, portanto: o Natal propriamente dito; a Vigília de Passagem de Ano e a Renovação do Pacto com Deus, formando conjuntamente uma abençoada trindade de celebração.
Natal: Ação de Graças pela dádiva de Jesus Cristo, Deus que se fez homem, visando nossa salvação e plena humildade; Vigília: Em 31 de dezembro, a alegre recordação de um ano de bênção e proteção divina.
Renovação do Pacto: No primeiro domingo do ano novo. A celebração pelo povo metodista do chamado divino para “reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica por toda a Terra”, e o resumir desse pacto por parte de cada metodista para ser co-participante de Deus em sua missão no mundo que Ele tanto amou.


Texto: Duncan A. Reily – historiador do metodismo, publicado no Mosaico – dez/1995

domingo, 4 de dezembro de 2016

POR QUE CELEBRAMOS O NATAL NO DIA 25 DE DEZEMBRO?

NATAL - ESTRATÉGIA MISSIONÁRIA DA IGREJA

O Cristianismo tem uma mensagem a ser compartilhada, mensagem de Boas Novas para todos os povos (Lc 2.10).

Apesar da Teologia de Missões ser recente em sua formulação metodológica-sistemática, o ardor missionário já era presente nos primeiros passos da Igreja Cristã. A igreja cresceu porque investiu em missões. A inculturação, como prática missionária, nunca foi vista como uma paganização dos valores cristãos, mas como método de comunicação do evangelho. Isso foi praticado por Paulo (1 Co 9.19-23). Cristo havia confiado à igreja uma mensagem que precisava ser levada a todos os povos. Após a ressurreição, esta foi sua preocupação e comissionamento (cf. Mt.28. 19).

A mensagem missionária está estritamente relacionada com o indivíduo e com a sua cultura. Conhecer a cultura e se expressar na mesma produz pontes intermináveis que promovem a comunicação do evangelho.

O esforço missionário da Igreja até o quarto século foi conquistar o mundo para Cristo. Nessa prática estavam também sendo trabalhadas duas tarefas importantes: guerrear contra o paganismo e discipular os novos convertidos. A estratégia para isso foi substituir algumas comemorações pagãs, e, na mesma data, promover as Boas-Novas e o ministério de Cristo. Isso fica claro quando analisamos as festas do Natal e da Epifania.

A INTRODUÇÃO DO NATAL

A data do 25 do dezembro foi fixada pelos pagãos para celebrar o nascimento do sol Natalis solis invicti. Os pagãos só começaram a celebrar essa data no ano 274 d.C. Nesse período, a igreja estava passando pelos seus últimos e terríveis dias de perseguição. O paganismo estava ainda forte, e esta foi uma estratégia para apagar as raízes do Cristianismo e formar raízes religiosas nos pagãos. Em 336 d.C, 62 anos depois, a Igreja de Roma incluiu no calendário Filocaliano a celebração do Natal Cristão no dia 25 de dezembro. Como o Edito do Tolerância de Constantino em 313 d.C., que deu liberdade religiosa aos cristãos, abriu as portas para a evangelização, a Igreja procurou diversas estratégias, dentro de sua limitação, para colocar Jesus como o Soberano das Nações, o Deus encarnado.

Como a provocação de 274 d.C. deu certo para o lado dos pagãos, agora a igreja, gozando de liberdade, toma posse da data e proclama Jesus Cristo o Sol da Justiça, baseado em Malaquias 4.2. Na oratória de implantação do Evangelho, a frase era: “Vamos celebrar o Nascimento do nosso Rei no dia 25 de dezembro. O deus Sol está destronado”.

Além de ser uma afronta ao paganismo, foi uma estratégia para colocar Jesus no centro da vida social e derrubar os sentimentos religiosos antigos do novo convertido. Essa prática não significou uma paganização do Cristianismo como alguns desejam afirmar.

A ORIGEM DA EPIFANIA

Antes, porém de ser celebrado o 25 do dezembro como o dia do Natal, os cristãos do fim do segundo século, já celebravam a Epifania, festa realizada no dia 6 de janeiro. Já nessa época a estratégia era missionária e transcultural.

No Oriente, o dia 6 de janeiro estava ligado ao nascimento virginal de Aion/Dionísio (segundo Epifânio) e com diversas outras lendas de epifania nas quais os deuses se manifestavam aos seres humanos. Plínio discorre a respeito dos modos como Dionísio revelava a sua presença naquele dia, transformando água em fontes e fontes em vinho (Natural History).

Os cristãos, nessa época, perseguidos pelos romanos, tiveram a estratégia de celebrar, na mesma data, a epifania de Jesus (Manifestação de Jesus). Para confrontar os poderes das trevas, elegeram essa data como especial no calendário da Igreja. Nessa festa pregavam o nascimento virginal de Cristo, a visita dos magos a Jesus e seu milagre de transformar a água em vinho em Caná da Galiléia. Nessa celebração, segundo Jerônimo que morou 24 anos em Belém, o batismo era o conteúdo principal.

Muitos estudiosos vêem na Epifania uma cristianização da festa dos Tabernáculos. As duas celebrações incluíam a vigília durante a noite toda, a iluminação de círios e a procissão das luzes, as águas da vida, os ramos de palmeiras e alusões ao matrimônio. Essa prática de cristianizar festas judaicas, comuns em algumas seitas do passado, tem reaparecido na atualidade, em algumas igrejas evangélicas, com o intuito de enraizar suas práticas litúrgicas na Bíblia, principalmente no Antigo testamento, depreciando assim as festas cristãs.

AS FESTAS CRISTÃS

Tanto o Natal quanto a Epifania foram praticados pelos cristãos para substituir, a partir de uma visão missionária, os festivais pagãos relacionados com o solstício de inverno no Ocidente no dia 25 de dezembro, e no Oriente, em Alexandria, no dia 6 de janeiro. Ambas as festas tornaram-se mais freqüentes no século quarto.

No ano 386 d.C, a festa do Natal já havia sido introduzida em Antioquia. Crisóstomo foi um grande estrategista para que essa data fizesse parte do calendário da Igreja. Como homem de Deus, Crisóstomo observou a oportunidade missionária que a data do Natal poderia favorecer. O Sol da Justiça, Jesus Cristo, nasceu para derrotar o deus solístico. A estratégia era mostrar que a fé no Deus encarnado era um a fé poderosa.

Os grandes teólogos e pregadores capadócios Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzeno, respectivamente nos anos 370 e 380, escreveram sobre a importância dessa data e usaram os temas do Natal e da Epifania para resistir aos arianos que não criam na divindade do Jesus.

DEZEMBRO: INADEQUADO?

Hoje o Natal já não traz essa bagagem apologética e missionária da Igreja Antiga. A festa na atualidade tem duas vertentes: uma mundana e outra cristã. O mundo celebra o Natal da glutonaria, da embriaguez, do comércio e, principalmente, colocou a figura do Papai Noel para substituir a figura do bebê e da manjedoura. A Igreja, por outro lado, celebra o Natal de Jesus. Corais se preparam para cantar a história de Jesus. As crianças treinam suas peças teatrais. O culto de Natal celebra a herança da vida abundante do Cristo. Os símbolos são muitos e difíceis de serem catalogados. Hoje o Natal é a celebração do nascimento do Menino Deus. É para nós uma data festiva e alegre, rica de símbolos e adereços. É uma oportunidade para presentear quem amamos e comemorar o aniversário de Jesus.

Alguns alegam que o mês de dezembro é muito inadequado para o nascimento do Jesus. Alguns estudos colocam o nascimento de Jesus nos meses do abril ou maio. Mas Leon L. Morris não vê dessa forma. Ele diz que os pastores que estavam no campo pastoreando seus rebanhos estavam cuidando deles para os sacrifícios do Templo. Os rebanhos deviam ser guardados somente no ermo, segundo as tradições rabínicas da Mishna e do Talmude. Uma regra rabínica estipulava que qualquer animal achado entre Jerusalém e um lugar perto de Belém deveria ser considerado uma vítima sacrificial. A mesma regra encontrada na Mishna fala de achar ofertas para a Páscoa dentro de trinta dias antes daquela festa, isto é, em fevereiro. Morris conclui dizendo: “Visto que os rebanhos podem, portanto, estar nos campos no inverno, a data tradicional para o nascimento de Jesus, 25 de dezembro, não está excluída” (Lucas. Introdução e comentário. Vida Nova).

OPORTUNIDADE MISSIONÁRIA

O Natal do passado, além do significado litúrgico do nascimento de Jesus e da festa tinha o significado de oposição à idolatria e o anúncio da nova vida em Cristo, o verdadeiro Sol da Justiça. Que possamos reler o Natal e redescobrir a grande oportunidade missionária que essa data nos favorece. Reunamos nossa família diante da árvore do Natal, símbolo criado pelo reformador Martinho Lutero, e celebremos o dia 25 do dezembro com entusiasmo e vida, aproveitando para pregar o Evangelho da Reconciliação. Celebremos o nascimento do Jesus com alegria e festa. Celebremos o nosso Sol da justica!
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FONTE: Texto publicado no AVANTE de dezembro de 2000,
No Portugal Evangélico em 2003 e No Fé e Nexo em 2006.

10 MOTIVOS PARA CELEBRAR O NATAL



1 – Porque a Bíblia, em nenhuma parte, proíbe a celebração do nascimento de Jesus Cristo.

2 – Porque, pelo fato de ninguém saber a data correta do nascimento de Jesus, a data foi estipulada em 25 de dezembro. Se não fosse esta data a escolhida, poderia ser qualquer outra. Então em pergunto: Se ninguém sabe a data correta, qual o problema de comemorarmos no dia 25 de dezembro?

3 – A Bíblia diz: “Quero trazer a memória o que me pode trazer esperança” (Lamentações de Jeremias 3:21) É melhor recordar o nascimento de Jesus, expressão maior do amor de Deus, que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna, que entregar, em breve, esta data para celebração de Maitreya, o avatar da Era de Aquário. Já perceberam que no dia 31 de outubro, dia da comemoração da Reforma Protestante, a maioria das Igrejas Evangélicas deixaram de recordar e muitas nem sabem o que significa, tem sido ocupado para a comemoração da festa de halloween? ACORDA IGREJA!

4 – Se o natal tem tido desvios na sua maneira de celebrar, onde está a voz profética da Igreja para ensinar o povo que a vinda de Jesus ao mundo teve outro objetivo? Não seria este momento, onde a família se reúne, uma ótima oportunidade para o evangelismo comprometido?

5 – Porque, apesar do apelo comercial, posso me educar e ensinar minha família a ter domínio próprio e vivermos conforme as nossas posses.

6 - Porque a criação desta festividade foi a destronização do deus sol, para dar lugar ao verdadeiro sol da Justiça, que é o nosso amado Senhor e Salvador Jesus Cristo.

7 – Esta festa é um ótimo momento para glorificarmos a Jesus Cristo com nossa família, amigos e Igreja. Num tempo de tanta correria e atropelos, o Natal é um momento especial para buscarmos comunhão, reconciliação ou simplesmente estarmos juntos.

8 – Porque os adereços (enfeites) de natal, excluída a figura de papai noel e outras que destoam dos ensinos bíblicos, alegram qualquer ambiente e nos fazem rememorar a primeira noite de natal.

9 – O natal de Jesus nos dá uma excelente oportunidade para ensinarmos sobre a sua segunda vinda, assunto que anda muito esquecido nestes tempos de teologia da prosperidade.

10 – É interessante que a festa de natal traz em seu bojo um clima de muita alegria. É lógico que é também um momento de reflexão e saudade de pessoas que nos deixaram e deixaram um espaço vazio na mesa. Por isso, natal é, também, tempo de abraço, consolo, cura e de esperança.

COMEMORE O NATAL COM TODA INTENSIDADE!

Aproveite para orar junto com seus queridos.

Aproveite para presentear o aniversariante com a sua vida.

Dê graças pelo grande amor do Pai por todos nós.

Feliz Natal!

Rev. Ednaldo Breves

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA - UMA HISTÓRIA DE AMOR À BÍBLIA

Biografia de João Ferreira de Almeida


João Ferreira de Almeida (1628-1691), um português que recebeu a sua educação teológica na Holanda, empreendeu a primeira tradução do Novo Testamento para a língua portuguesa, a partir do original grego. Em 1670 a tradução estava concluída e onze anos depois foi publicada. João Ferreira de Almeida faleceu antes de completar a tradução de todo o Antigo Testamento do original hebraico. No entanto traduziu-o, de Génesis a Ezequiel, enquanto estava em Java (Indonésia). Em 1819 foi publicada a primeira edição da Bíblia em Português, de Génesis a Apocalipse, traduzida por João Ferreira de Almeida, sendo as versões revistas e actualizadas, posteriormente, as quais continuam a ser utilizadas pelos cristãos evangélicos de língua portuguesa.

A sua infância e juventude

João Ferreira de Almeida nasceu em 1628, em Torre de Tavares, concelho de Mangualde (Portugal). Filho de pais católicos, mudou-se para a Holanda, passando a residir com um tio e onde aprendeu o latim e se iniciou no estudo das normas da Igreja Católica.

Aos 14 anos, em 1642, aceitou a fé evangélica, na Igreja Reformada Holandesa, impressionado pela leitura de um folheto em espanhol, "Diferencias de la Cristandad", que tratava das diferenças entre as diversas correntes da crença cristã.

Em 1644, aos 16 anos, João Ferreira de Almeida iniciou uma tradução do espanhol para o português, dos Evangelhos e dos Actos dos Apóstolos, os quais, copiados a mão, foram rapidamente espalhados pelas diversas comunidades dominadas pelos portugueses. Para este grandioso trabalho, João Ferreira de Almeida também usava como fontes as versões latina, de Beza, francesa e italiana, todas elas traduzidas diretamente do grego e do hebraico. No ano de 1645, a tradução de todo Novo Testamento foi concluída; mas apenas seria editada em 1681, em Amsterdão.

Em 1648, relata J. L. Swellengrebel, um holandês que teve acesso às Actas do Presbitério da Igreja Reformada da Batávia e às Actas da Companhia Holandesa das Índias Orientais, João Ferreira de Almeida já desempenhava as funções de capelão visitante de doentes, em Malaca, Malásia, "percorrendo diariamente os hospitais e casas de doentes, animando e consolando a todos com as suas orações e exortações". Em Janeiro de 1649, foi escolhido como diácono e membro do presbitério. Nessa função tinha a responsabilidade de administrar o fundo social, que prestava assistência aos pobres. Durante os dois anos em que desenvolveu essa função, continuou a sua obra de tradução e, após a tradução do Novo Testamento, dedicou-se e traduziu o Catecismo de Heidelberg e o Livro da Liturgia da Igreja Reformada. As primeiras edições dessas obras foram publicadas em 1656 e posteriormente em 1673.

Em março de 1651, foi para a Batávia, para a cidade de Djacarta, ainda como capelão visitante de doentes, mas simultaneamente, desenvolvia os seus estudos de Teologia e revisava o Novo Testamento.

Em 17 de março de 1651, foi examinado publicamente, sendo considerado candidato a ministro. Depois de ser examinado, pregou com eloquência sobre Romanos 10:4. Desenvolveu também um ministério importantíssimo entre os pastores holandeses ensinando-lhes o português, uma vez que ministravam nas igrejas portuguesas das Índias Orientais Neerlandesas. Em setembro de 1655, João Ferreira de Almeida o exame final, quando prega sobre Tito 2.11-12, mas só recebeu a sua confirmação em 22 de agosto de 1656. Neste mesmo ano, quase um mês depois, em 18 de setembro, é enviado como ministro para o Ceilão, hoje Sri Lanka.

Perseguição, inquisição e obstáculos à publicação da tradução

Em 1657, João Ferreira de Almeida encontrava-se em Galle, no sul do Ceilão. Durante o seu ministério em Galle, assumiu uma posição tão firme contra o que ele chamava de "superstições papistas", que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo da Batávia. Durante a sua estadia em Galle é que, provavelmente, conheceu e se casou com Lucretia Valcoa e Lemmes, ou Lucrecia de Lamos, jovem também vinda do catolicismo romano. O casal completou-se como família tendo dois filhos, um menino e uma menina, dos quais os historiadores não comentam mais nada. No decorrer da viagem de Galle para Colombo, Almeida e a sua esposa foram milagrosamente salvos da investida de um elefante.

A partir de 1658, e durante três anos, Almeida desenvolveu o seu ministério na cidade de Colombo e ali de novo enfrenta problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português. O motivo dessa medida, estava provavelmente relacionado com as firmes e fortes idéias anti-católicas de João Ferreira de Almeida.

Em 1661, Almeida seguiu, no sul da Índia, onde ministrou o evangelho durante um ano, mas onde também foi perseguido. As Tribos da região negaram-se a ser baptizadas ou ter os seus casamentos abençoados por ele, pelo facto da Inquisição ter ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.

Em 1676, após ter dedicado vários anos a aprender grego e hebraico e a aperfeiçoar-se na língua holandesa, João Ferreira de Almeida concluiu a tradução do Novo Testamento para a língua portuguesa, passando a batalhar pela publicação do texto, já que para ter o aval do presbitério e o consentimento do Governo da Batávia e da Companhia Holandesa das Índias Orientais, o seu texto deveria passar pelo crivo dos revisores indicados pelo presbitério. Em 1680, quatro anos depois do início da revisão, desiludido com a morosidade da publicação, envia o seu manuscrito, para ser publicado na Holanda por conta própria. O seu desejo é que a Palavra de Deus seja conhecida pelo povo de língua portuguesa. Mas, o presbitério percebeu a situação e conseguiu sustar o processo, interrompendo a impressão.

Depois de alguns meses, quando João Ferreira de Almeida já estava prestes a desistir da publicação, recebeu cartas vindas da Holanda, informando que o texto tinha sido revisto e que estava a ser impresso. Em 1681, foi publicada a primeira edição do Novo Testamento de Almeida e, no ano seguinte, em 1682, chegou à Batávia. Quando começou a ser manuseada foram percebidos vários erros de tradução e revisão. Tal facto foi comunicado à Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído foram destruídos, por ordem da Companhia Holandesa das Índias Orientais. As autoridades holandesas determinaram também que se fizesse o mesmo com os exemplares que já estavam na Batávia. Mas, ao mesmo tempo, providenciaram para que se começasse, o mais rapidamente possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto. Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares foram destruídos, e correções foram feitas a mão com o objectivo de que cada comunidade pudesse fazer uso desse material. Um desses exemplares foi preservado e encontra-se no Museu Britânico em Londres. O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de João Ferreira de Almeida, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída.

A dedicação no final da vida

Apesar da sua saúde estar abalada, entregou-se ainda mais à tradução do Antigo Testamento. Um ano depois, em 1683, já havia traduzido o Pentateuco. João Ferreira de Almeida faleceu em Outubro de 1691, deixando a esposa e um casal de filhos.

Nessa altura, tinha traduzido o Antigo Testamento, para a língua portuguesa, até Ezequiel 48.21.

A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.

Datas importantes da tradução de João Ferreira de Almeida da Bíblia

1676 - Conclusão da tradução do Novo Testamento para português

1681 - Data da publicação, na Holanda do Novo Testamento, em português

1691 - Morte de João Ferreira de Almeida. Tinha traduzido até Ezequiel 48:21.

1753 - Publicação da Bíblia, na tradução de João Ferreira de Almeida, em três volumes.

1819 - Primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume. Tradução de João Ferreira de Almeida. Publicada em Londres.

1898 - 1.ª Revisão da tradução de João Ferreira de Almeida, que recebeu o nome de «Revista e Corrigida».

1932 - Versão de Matos Soares, elaborada em Portugal.

1956 - Publicação da versão "Revista e Actualizada", pela Sociedade Bíblica do Brasil.

1968 - Publicação da versão dos padres Capuchinhos.

1993 - 2.ª Edição da versão Revista e Actualizada

1995 - 2.ª Edição da versão Revista e Corrigida. 

A ORIGEM DO DIA DA BÍBLIA


Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O LOUVOR QUE ATRAI A ATENÇÃO DE DEUS


(Mensagem pregada resumidamente na NOITE DE LOUVOR da Igreja Metodista 
em São Pedro, dia 26/11/2016 - Pr. Ednaldo Breves)

TEXTO: Atos 16:19-26 - E, vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, prenderam Paulo e Silas, e os levaram à praça, à presença dos magistrados. E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbaram a nossa cidade, e nos expõem costumes que não nos é lícito receber nem praticar, visto que somos romanos. E a multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas. E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança. O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior, e lhes segurou os pés no tronco. E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E de repente sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.

INTRODUÇÃO:
  • Paulo e Silas estavam fazendo a obra de Deus.
    Por terem sido instrumentos de Deus para a libertação de uma jovem, oprimida por um espírito adivinhador, causando prejuízos financeiros para aqueles que ganhavam às custas daquele espírito na vida da jovem, a despeito de serem cidadãos romanos (v. 37) foram presos no cárcere interior … no tronco.
    Este lugar não era somente de segurança máxima, mas também um local para tortura. 
    Era comum que as prisões romanas tivessem uma seção externa e interna.
    Na primeira, ficava a sala da guarda, onde entravam luz e ar.
    Depois dela, se localizava o cárcere interior, onde a porta era fechada, deixando fora a luz e o ar.
    As condições dentro dessa cela eram horrendas, infligindo um castigo terrível sobre o prisioneiro. 
    Quanto ao tronco, era uma estrutura de madeira com buracos nos quais a cabeça, os pés e as mãos do prisioneiro eram colocados, deixando-o numa posição de extremo desconforto.
    No caso de Paulo e Silas, somente os pés foram presos e o restante do corpo ficou jogado no chão, uma posição dolorosa para homens tão castigados como os apóstolos.
    No entanto, a despeito de toda injustiça, não conseguiram tirar o louvor do coração e dos lábios de Paulo e Silas.

    E quando, por volta da meia noite, eles louvavam e oravam, Deus agiu de maneira poderosa e os livrou daquela prisão.
  • ILUSTRAÇÃOConta-se que um jovem violinista apresentava seu primeiro recital. O auditório repleto aplaudia freneticamente cada número executado, sem demonstrar muito entusiasmo, ele agradecia os aplausos. A cada música executada os aplausos da multidão aumentavam, mas o jovem sempre fixava o olhar em um ponto no alto da galeria. Após executar sua última música a multidão o aplaudiu em pé, novamente o jovem estava com o olhar na galeria. Quando os aplausos cessaram um ancião na galeria fez um sinal de aprovação com a cabeça. O rosto do jovem se abriu num largo sorriso, o mestre aprovara seu trabalho. Os aplausos da multidão eram bons, mas o que ele realmente queria era a aprovação do mestre.
  • O alvo do Louvor é o nosso Deus.
  • A Bíblia, principalmente no livro dos Salmos, está repleta de ordens para que possamos louvar ao Senhor!
  • Portanto a aprovação que precisamos é a aprovação Daquele para quem dirigimos o nosso louvor!
  • A despeito de sabermos que Louvor transcende a música, nesta oportunidade queremos falar do louvor expresso em forma de canção!
  • Creio que o desejo de todos nós que pertencemos ao Exército de Cristo é agradar Aquele que nos arregimentou. 
  • Por isso, quem milita no Ministério de Louvor não deve perder o foco. 
  • É obvio que, normalmente, os que militam neste ministério desejam fazer o nosso melhor. Usar suas habilidades associadas com os melhores instrumentos, equipamentos, ambientes, etc (É Bíblico inclusive. É só ler o Salmo 33:3, que diz: Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.
  • É maravilhoso louvarmos juntos com pessoas ou grupos que, além do dom, da parte técnica, etc... são dotadas da unção de Deus!
  • No entanto, é frustrante ver toda uma parafernália de instrumentos e equipamentos, numa apresentação que, equivocadamente, tem o nome de cristã, mas não é dirigida a Deus, mas feita para agradar um tipo de público, deixando uma platéia até mesmo eufórica, mas vazia da presença de Deus.
  • O que fazer para as pessoas que militam no louvor, possa louvar e atrair a presença de Deus em suas vidas e para as vidas que louvam junto com elas?
DESENVOLVIMENTO:
Baseado no texto lido, qual o tipo de louvor que chama a atenção de Deus:

1 - O LOUVOR DE QUEM É COMPROMETIDO COM ELE E COM SUA OBRA:
  • Paulo e Silas não eram andantes autônomos. Eram pessoas comprometidas com Deus, debaixo do envio da Igreja em Antioquia (Atos 13:1-3).
  • Eles estavam na Segunda Viagem Missionária (Atos 15:36)
  • Eles passaram em Filipos, onde, a caminho da oração, encontraram Lídia e depois de a evangelizar, juntamente com sua casa, os batizou.]
  • Logo em seguida foram presos por estarem trabalhando, expulsando o espírito adivinhador da vida de um jovem escrava duas vezes (dos homens e do diabo).
  • Me preocupo muito com o tipo de pessoa que tem subido em nossos púlpitos para louvar!
  • A pergunta é: Estão ali só porque cantam bem, ou porque são sérios/as e tem vida com Deus?
  • Estão ligados a alguma Igreja? São comprometidos com suas Igrejas?
  • Quem são seus/uas pastores/as? 
  • Muitas Igrejas estão recebendo comida espiritual estragada por não levar estes princípios à sério!
2 - O LOUVOR DE QUEM TEM VIDA DE ORAÇÃO:
  • Paulo e Silas eram homens de oração!
  • O Espírito Santo dirigia suas vidas e Ministério!
  • Atos 16:6-9 diz que em Trôade foram impedidos pelo Espirito Santos e irem até pregar a Palavra na Ásia. Depois foram impedidos pelo mesmo Espírito de irem a Bitínia. 
  • Posteriormente, à noite, Paulo teve uma visão onde o Espírito Santo o chamava para ir à Macedônia. 
  • Na cidade Macedônica de Filipos, saíram num sábado, para onde parecia ter um lugar de oração! (Atos 16:13)
  • Antes de encontrar com a Jovem possessa de espírito adivinhador, eles estavam indo para um lugar de oração. (Atos 16:16)
  • Quem tem vida de oração está em constante contato com Deus!
  • Quem louva e tem vida de oração, quando louva seu louvor abre o céu!
  • O ambiente é contagiado com a Glória de Deus!
  • É muito triste quando alguém, a despeito de cantar bonito, abre a boca e o louvor não passa do teto. 
  • Bate no ouvido, mas, não desce para o coração! 
  • Não toca a Igreja, porque não passa pelo céu primeiro!
  • É uma mera "bela apresentação" que qualquer cantor secular poderia fazê-lo, só não é um louvor que atrai a atenção de Deus!
3 - O LOUVOR DE QUEM O ADORA, INDEPENDENTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS!
  • O Salmo 34:1 diz: Bendirei ao Senhor em todo tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios.
  • Há uma canção que diz: Se Deus fizer Ele é Deus. Se Ele não fizer continua sendo Deus!
  • Paulo e Silas, por mais que fossem instrumentos poderosos nas mãos de Deus, sofreram injustiças, foram açoitados e presos.
  • Eles poderiam passar o tempo preso murmurando, praguejando, amaldiçoando seus perseguidores ou, até mesmo, blasfemando contra Deus. 
  • No entanto, independente das circunstâncias adversas, eles oravam e cantavam louvores a Deus. 
  • Quantas vezes fazemos birra com Deus, trabalhamos de má vontade, quando não abandonamos a obra que Deus colocou em nossas mãos!
  • Uma coisa que precisa ficar bem claro para nós é a questão da soberania de Deus!
  • Outra coisa que precisa ficar bem claro em nós é que somos servos/as! 
  • Através da prisão injusta de Paulo e Silas, ambos chegaram a família do Carcereiro e a salvação chegou até àquela família e descendência!
  • E se Paulo e Silas tivessem murmurado, deixado de orar e louvar ao Senhor? Certamente o milagre não teria acontecido e Deus iria usar outras pessoas e circunstâncias para que a salvação chegasse ao Carcereiro!
  • Quando servimos ao Senhor, além das circunstâncias, mas, porque O conhecemos, Ele se alegra, aceita o nosso louvor e realiza milagres!
CONCLUSÃO:
  • Quando o Louvor atrai a atenção de Deus o resultado é tremendo: Salvação, quebrantamento, cura, libertação, Batismo no Espírito Santo, alegria, Milagres, etc...
  • Que o Senhor Deus nos ajude a sermos comprometidos com Ele e com sua obra!
  • Que o Senhor Deus nos ajude a ter vida de oração!
  • Que o Senhor Deus nos ajude a adora-Lo, independente das circunstâncias!
Com carinho

Rev. Ednaldo Breves

terça-feira, 22 de novembro de 2016

PALESTRA SOBRE IDEOLOGIA DE GÊNERO


Nesta Sexta, 25/11/2016, 19:30Hs, Palestra Especial sobre IDEOLOGIA DE GÊNERO!

Palestrante: Rev. José Sebastião Nunes Filho

Venha conhecer o que é, e os materiais que estão sendo distribuídos para nossas crianças!

Não perca esta importante oportunidade!

IGREJA METODISTA EM SÃO PEDRO
Rua Rodolfo Marques, 133, São Pedro, Barra Mansa, RJ

Com carinho!
Rev. Ednaldo Breves

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A DANÇA NA BÍBLIA E SUA ESTREITA RELAÇÃO COM A ADORAÇÃO À DEUS


TEXTO:  Salmos 150:4 - Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.

INTRODUÇÃO:
  • Adoração é o reconhecimento de quem a Pessoa Adorada é e representa para o Adorador.
  • Existem várias formas de expressarmos nossa Adoração a Deus. 
  • A coreografia, ou seja a linguagem corporal, é uma forma muito linda de adorar a Deus.
  • Mas, não é qualquer coreografia! 
  • Hoje, em todos os meio musicais mundanos, se utiliza a Coreografia. Geralmente, de uma maneira a comunicar o que está sendo cantado, numa linguagem corporal.
  • Exemplos: Michael Jackson, Madona, Programas de Auditórios na TV, etc...
  • Geralmente, muito sensual, induz os incautos (desavisados) a sensualidade e ao pecado.
  • Como trazer a Coreografia para Igreja, sem sensualizar, de maneira a comunicar a mais pura adoração a Deus, de forma que aqueles que assistem uma programação, ao olhar para o grupo, não sinta nenhum desejo impuro pelas participantes, mas, somente, constrangidos a Adorar a Deus?
  • Lembrando que, na coreografia, há uma linha muito tênue (frágil) entre o santo e o profano!
  • A Bíblia nos dá algumas pistas interessantes:
DESENVOLVIMENTO:
1 – A DANÇA, NA BÍBLIA, LIGADA À ADORAÇÃO:
  1. MIRIà– Êxodo 15:20-21 – Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.
  • Depois de um grande milagre e do reconhecimento de que somente Deus poderia fazê-lo, Miriã levou as mulheres hebréias a dançarem na presença de Deus.
  • O alvo daquela dança não era outro, senão o próprio Deus que abriu o mar e fez o seu povo passar a pés enxutos.
  1. DAVI – 2 Samuel 6:14 – Davi, vestindo o colete sacerdotal de linho, foi dançando com todas as suas forças perante o Senhor,
  • Após reintroduzir a Arca da Aliança, que representava a presença de Deus, novamente em Israel, Davi, num gesto de extrema adoração, foi dançando com todas as suas forças perante o Senhor.
  • O alvo daquela dança não era outro, senão o próprio Deus que derrotou os Filisteus que tinham levado a Arca da Aliança (1 Samuel 4:11) e a fez voltar para o seu povo. (2 Samuel 6:15)
  1. COXO DA PORTA FORMOSA – Atos 3:8 - E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.
  • O coxo (aleijado) era deficiente físico de nascença (Atos 3:2). 
  • Durante mais de 40 anos (Atos 4:22), ele tinha de ser levado por alguém para mendigar à porta do templo chamada formosa.
  • Num belo dia, aparecem 2 apóstolos, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno (Atos 3:6) realizam um milagre fenomenal.
  • Aquele ex-coxo não se contém e entra no templo, saltando, dançando e “Louvando a Deus” pelo milagre recebido.
  • O alvo daquela dança não era outro, senão o próprio Deus que realizara aquele tremendo milagre, através das vidas de Pedro e João.
2 – A DANÇA, NA BÍBLIA, LIGADA AO PECADO E À MORTE:
A.    SALOMÉ (Filha de Herodia) – Mateus 14:6 - Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou no meio dos convivas (convidados), e agradou Herodes,...)
  • A festa onde Salomé dançou era a comemoração do aniversário de Herodes.
  • Flávio Josefo (37 a 100 dC) - Considerado como um dos maiores historiadores judeus de sua época, diz que uma festa oriental desta (Aniversário de Herodes) era uma festa restrita a homens.
  • Foi uma dança provocativa e sensual.
  • Provocou o entorpecimento de Herodes, a ponto de ele fazer uma promessa louca a Salomé, (dar a ela o que ela pedisse, ainda que fosse metade do seu reino. No entanto, induzida por sua  mãe, Herodias, pediu a cabeça (morte) do Profeta João Batista, o que realmente aconteceu.
  • O alvo daquela dança não era outro, senão o homem, no caso Herodes.
  • A dança sensual dentro da Igreja, provoca outro tipo de morte ainda pior: A morte espiritual.
  • Onde ao invés de olhar para o que está sendo expresso através da letra que deveria ser interpretada pela coreografia, os assistentes são induzidos pela sensualidade a olharem para os corpos dos/as participantes, desvirtuando totalmente o que era para ser algo direcionado exclusivamente para Deus.
  • Por isso o cuidado nos gestos, nas roupas e nos ritmos escolhidos para a Adoração através da Coreografia.
  • Todas as músicas deverão ter um conteúdo de Adoração e Louvor a Deus, pois, este é o contexto da dança na Bíblia.
  • Além do mais, a Bíblia diz em Romanos 10:17, que a fé vem pelo ouvir e o ouvir a palavra de Deus.
  • O conteúdo da letra do que é coreografado é de vital importância!
CONCLUSÃO:
  • Aprendemos nas passagens acima grandes lições a saber:
o A dança (coreografia) é bíblica. (Salmos 100:4)
o A razão de ser da coreografia no meio cristão é a Adoração a Deus!
o Quem faz coreografia precisa ter uma profunda relação de reconhecimento de que somente Deus deve ser adorado. (Mateus 4:10Daí a importância dos componentes não apenas dançarem, mas louvarem juntos, sabendo e entendendo o que está sendo expresso nas canções coreografadas.
o É preciso ser criterioso nas vestimentas, nos rítmos e nas letras das músicas que vão ser coreografadas.
o Que a coreografia destituída de santidade e, com contornos de sensualidade, provoca a morte da Igreja e transforma os dançarinos em instrumentos do pecado.
Que a coreografia na Igreja deve levá-la a entender, numa linguagem corporal, que nosso Deus é Deus de milagres e continua fazendo milagres ainda hoje. (Hebreus 13:8)

  • Que Deus continue abençoando cada vida que se sente chamada por Ele para este lindo ministério e responde com sinceridade e seriedade ao seu chamado.
Com carinho
Rev. Ednaldo Breves 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

DOMINGO COM DEUS NA METODISTA EM SÃO PEDRO



Dia 30 de Outubro de 2016, último domingo do mês, venha passar viver ‘UM DOMINGO COM DEUS


Das 09:00 até as 16:00 Hs, teremos Ministrações Especiais e 19:00 Um Culto de Reavivamento Espiritual


NOSSA PROGRAMAÇÃO SERÁ A SEGUINTE:


09:00 ÀS 09:30 – ABERTURA COM LOUVORPr. Silvério Roberto Garcia


09:30 ÁS 11:30 – CURA INTERIOR –  Pra. Laura Cabral Apolinário (Resende – RJ)


11:30 ÀS 12:30 –  ALMOÇO


12:30 ÁS 14:00  - LIBERTAÇÃO E SANTIFICAÇÃOPra. Cláudia Cristiane Breves Cardozo


14:00 ÁS 14:15 – CAFEZINHO


14:15 ÁS 16:30 – REVESTIMENTO COM ESPÍRITO SANTOS - Pra. Bernadete Estevam


16:30 ÀS 19:00 – RETORNO AOS LARES


19:00 ÀS 21:00 – CULTO DE REAVIVAMENTO ESPIRITUALPr. Ednaldo Breves e Tiago Silva


Venha passar um Domingo com Deus na Metodista em São Pedro

domingo, 2 de outubro de 2016

RESULTADO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE BARRA MANSA, RJ

PREFEITO ELEITO
Rodrigo Drable - PMDB

VEREADORES ELEITOS
  1. Paulo Chuchu
  2. Marcelo Cabelereiro
  3. Marcelo Castro
  4. Gustavo Gomes
  5. Thiago Valério
  6. Ze abel 
  7. Gilmar Lelis
  8. Renatinho
  9. Luiz Antônio
  10. Vicentinho
  11. Marquinho pintombeira
  12. Elias da corbama
  13. Welligton Pires
  14. Roberto beleza
  15. Gilson poxa vida
  16. Dr. Jaime Alves
  17. Daniel volpi Maciel
  18. Zelio show
  19. Prof. Maria Lúcia


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

POR QUE DEVEMOS FREQUENTAR A ESCOLA DOMINICAL?


Texto base: Amós 8.11 – Provérbios 22:6 – Oséias 4:6

UM PEQUENO HISTÓRICO:

• A Escola Dominical teve vários começos.

• Já desde os dias de Moisés, dos sacerdotes, Reis e Profetas de Israel, o ensino das Escrituras era indicado e recomendado.

• Em 1737, John Wesley, em Savannah, Geórgia, EUA fazia reuniões dominicais para se estudar a Bíblia.

• Em 1783, Robert Raikes publicou em seu Jornal sua bem sucedida experiência de reunir aos domingos das 10:00 as 14:00 hs crianças e adolescentes de Rua em Gloucester para estudar matérias seculares e também a Bíblia.

• O sucesso foi tanto que em 1792, em Gloucester, os tribunais não julgaram nenhum crime ou delito, pois os costumeiros infratores haviam se tornado alunos da Escola Dominical.

• Robert e Sarah Kalley, médicos, iniciaram uma escola dominical com cinco crianças em Petrópolis, na tarde de 19 de agosto de 1855.

• No Brasil, ainda antes de Robert Kalley, o Reverendo Justin Spauding, missionário metodista, já reunia aos domingos uma classe de quarenta alunos no Catete, Rio de Janeiro, sendo que a primeira Escola Dominical no Brasil dirigida em português, foi organizada no dia 01 de maio de 1836

POR QUE DEVEMOS ACREDITAR NA ESCOLA DOMINICAL?

1) Primeiro, porque vivemos em dias que explicações simplistas, afirmações sensacionalistas, sermões, que não satisfazem a busca de respostas e explicações do cristão moderno. Só no espaço de uma escola, a Escola Dominical, é que se pode viabilizar a dinâmica do aprendizado, do debate, da investigação e da pesquisa, coisas impossíveis de acontecer em outros espaços, bem como durante a pregação.

2) Segundo, porque o que a Bíblia diz é verdade: Vivemos aqueles dias profetizados por Amós 8.11, onde a fome e a sede pela Palavra seriam imensas.

10 RAZÕES PARA FREQUENTAR A ESCOLA DOMINICAL?

1 - Do ponto de vista da santidade: Ela ensina a Bíblia, que é a base de nossa fé em Deus e conduz a Cristo como salvador e Senhor de cada individuo (Salmos 119:105)

2 - Do ponto de vista da educação: Treina a mente e o coração em direção a eternidade (Salmos: 90:2)

3 - Do ponto de vista da sociedade: Habilita você a gozar da amizade e companheirismo de cristãos sinceros (Provérbios 17:17)

4 - Do ponto de vista da personalidade: Ajuda a desenvolver a personalidade cristã necessária para enfrentar vitoriosamente os problemas da vida (João 16:33)

5 - Do ponto de vista do caráter: O principal objetivo da Escola Dominical é ensinar-nos a ser cristãos exemplares em palavras e atos (1 João 3:18)

6 - Do ponto de vista da vida espiritual: Porque sua vida espiritual é avivada, pois a Escola Dominical é uma fonte de avivamento, porque onde a Palavra de Deus é ensinada e praticada o avivamento acontece.

7 - Do ponto de vista da Família: Existe uma classe para cada idade, e a família toda pode ir e tirar proveito dos ensinos recebidos (Salmos 122:1) Porque você reúne-se com a sua família, fortalecendo o relacionamento entre pais e filhos, as crianças crescem na disciplina do Senhor; e os casais aperfeiçoam a vida conjugal.

8 - Do ponto de vista do serviço: Dá ampla oportunidade para servir a Deus e á igreja, em atividades que não serão possíveis em qualquer outro lugar (Colossenses 4:5)

9 - Do ponto de vista da eternidade: Dirige nossos olhos para o céu e nos faz compreender que devemos preparar-nos para uma outra vida além da sepultura (Mateus 10:39)

10 - Do ponto de vista prático: O intervalo de uma hora ou mais que passamos na Escola Dominical, cada domingo, não poderia ser empregado com maior proveito em qualquer outro lugar (Mateus 6:33)

MINISTRADO PELO PASTOR EDNALDO BREVES NO DIA 18 DE AGOSTO DE 2011 - NUM CULTO DE QUINTA FEIRA - NA IGREJA METODISTA EM SÃO PEDRO - COM XÉROX PARA TODOS OS PRESENTES!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

DATAS COMEMORATIVAS EM SETEMBRO

02 de setembro - Dia do Pastor

Trata-se de uma homenagem ao dia da ordenação do reverendo Eduardo Carlos Pereira (1855-1923), em 1881, da Igreja Presbiteriana. Para fortalecer sua Igreja, o pastor incitou a criação de seminários, fundou a Sociedade Brasileira de Tratados Evangélicos, em 1883, com o objetivo de produzir literatura evangélica, e também concebeu o plano de Missões Nacionais, buscando condições para sustentar pastores, professores e evangelistas sem a ajuda estrangeira.
Fonte:Livro: A origem de Datas e Festas
Autor: Marcelo Duarte
Editora: Panda Books

terça-feira, 2 de agosto de 2016

DIA DOS PAIS


Pai que aos olhos da criança é herói
Pai que aos olhos do jovem é vilão
Pai que aos olhos do adulto é um amigo
Pai que aos olhos do velho é saudade
Quando eu te via como herói
Não sabia quase nada da vida
Sentia-me SEGURO ao seu lado
Eu só queria ser seu filho
Quando eu te vi como vilão
Pensava que já sabia tudo sobre a vida
Não queria proteção
Eu só queria ser herói
Quando eu te vi como amigo
Pude me dar conta dos erros cometidos
Foi quando realmente te conheci
Que entendi o sentido da vida
Quando me dei conta de sua falta
A idade já havia me alcançado
Você já não era mais herói, nem vilão
Nem amigo e nem solidão
Você virou soma de tudo aquilo que foi
De tudo aquilo que eu pensei que fosse
A síntese da vida que hoje eu vivo
A minha definição da palavra PAI!

(Luís Alves)