quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

POR QUE COMEMORAMOS O NATAL?

TEXTO: Salmo 93

CÂNTICO: Jesus te entronizamos!

O Cristianismo tem uma mensagem a ser compartilhada, mensagem de Boas Novas para todos os povos (Lc 2.10).
Apesar da Teologia de Missões ser recente em sua formulação metodológica-sistemática, o ardor missionário já era presente nos primeiros passos da Igreja Cristã. A igreja cresceu porque investiu em missões. A inculturação, como prática missionária, nunca foi vista como uma paganização dos valores cristãos, mas como método de comunicação do evangelho. Isso foi praticado por Paulo (1 Co 9.19-23). Cristo havia confiado à igreja uma mensagem que precisava ser levada a todos os povos. Após a ressurreição, esta foi sua preocupação e comissionamento (cf. Mt.28. 19).
A mensagem missionária está estritamente relacionada com o indivíduo e com a sua cultura. Conhecer a cultura e se expressar na mesma produz pontes intermináveis que promovem a comunicação do evangelho.
O esforço missionário da Igreja até o quarto século foi conquistar o mundo para Cristo. Nessa prática estavam também sendo trabalhadas duas tarefas importantes: guerrear contra o paganismo e discipular os novos convertidos. A estratégia para isso foi substituir algumas comemorações pagãs, e, na mesma data, promover as Boas-Novas e o ministério de Cristo. Isso fica claro quando analisamos as festas do Natal e da Epifania.

A INTRODUÇÃO DO NATAL

A data do 25 do dezembro foi fixada pelos pagãos para celebrar o nascimento do sol Natalis solis invicti. Os pagãos só começaram a celebrar essa data no ano 274 d.C. Nesse período, a igreja estava passando pelos seus últimos e terríveis dias de perseguição. O paganismo estava ainda forte, e esta foi uma estratégia para apagar as raízes do Cristianismo e formar raízes religiosas nos pagãos. Em 336 d.C, 62 anos depois, a Igreja de Roma incluiu no calendário Filocaliano a celebração do Natal Cristão no dia 25 de dezembro. Como o Edito do Tolerância de Constantino em 313 d.C., que deu liberdade religiosa aos cristãos, abriu as portas para a evangelização, a Igreja procurou diversas estratégias, dentro de sua limitação, para colocar Jesus como o Soberano das Nações, o Deus encarnado.
Como a provocação de 274 d.C. deu certo para o lado dos pagãos, agora a igreja, gozando de liberdade, toma posse da data e proclama Jesus Cristo o Sol da Justiça, baseado em Malaquias 4.2. Na oratória de implantação do Evangelho, a frase era: “Vamos celebrar o Nascimento do nosso Rei no dia 25 de dezembro. O deus Sol está destronado”.
Além de ser uma afronta ao paganismo, foi uma estratégia para colocar Jesus no centro da vida social e derrubar os sentimentos religiosos antigos do novo convertido. Essa prática não significou uma paganização do Cristianismo como alguns desejam afirmar.

A ORIGEM DA EPIFANIA

Antes, porém de ser celebrado o 25 do dezembro como o dia do Natal, os cristãos do fim do segundo século, já celebravam a Epifania, festa realizada no dia 6 de janeiro. Já nessa época a estratégia era missionária e transcultural.
No Oriente, o dia 6 de janeiro estava ligado ao nascimento virginal de Aion/Dionísio (segundo Epifânio) e com diversas outras lendas de epifania nas quais os deuses se manifestavam aos seres humanos. Plínio discorre a respeito dos modos como Dionísio revelava a sua presença naquele dia, transformando água em fontes e fontes em vinho (Natural History).
Os cristãos, nessa época, perseguidos pelos romanos, tiveram a estratégia de celebrar, na mesma data, a epifania de Jesus (Manifestação de Jesus). Para confrontar os poderes das trevas, elegeram essa data como especial no calendário da Igreja. Nessa festa pregavam o nascimento virginal de Cristo, a visita dos magos a Jesus e seu milagre de transformar a água em vinho em Caná da Galiléia. Nessa celebração, segundo Jerônimo que morou 24 anos em Belém, o batismo era o conteúdo principal.
Muitos estudiosos vêem na Epifania uma cristianização da festa dos Tabernáculos. As duas celebrações incluíam a vigília durante a noite toda, a iluminação de círios e a procissão das luzes, as águas da vida, os ramos de palmeiras e alusões ao matrimônio. Essa prática de cristianizar festas judaicas, comuns em algumas seitas do passado, tem reaparecido na atualidade, em algumas igrejas evangélicas, com o intuito de enraizar suas práticas litúrgicas na Bíblia, principalmente no Antigo testamento, depreciando assim as festas cristãs.
O QUE É EPIFANIA?

A Epifania do Senhor (do grego: Ἐπιφάνεια, : "a aparição; um fenômeno miraculoso") é uma festa religiosa cristã que celebrava-se no dia 6 de janeiro, ou seja, doze dias após o Natal,
As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) a Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.
porém, a partir da reforma do calendário litúrgico em 1969 passou a ser comemorada 2 domingos após o Natal.
A Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada no dia 6 de Janeiro; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério.
No sentido literário, a "epifania" é um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que "ilumina" a vida da personagem.

DEZEMBRO: INADEQUADO?

Hoje o Natal já não traz essa bagagem apologética e missionária da Igreja Antiga.
A festa na atualidade tem duas vertentes: uma mundana e outra cristã.
· O mundo celebra o Natal da glutonaria, da embriaguez, do comércio e, principalmente, colocou a figura do Papai Noel para substituir a figura do bebê e da manjedoura.
· A Igreja, por outro lado, celebra o Natal de Jesus. Corais se preparam para cantar a história de Jesus. As crianças treinam suas peças teatrais. O culto de Natal celebra a herança da vida abundante do Cristo. Os símbolos são muitos e difíceis de serem catalogados. Hoje o Natal é a celebração do nascimento do Menino Deus. É para nós uma data festiva e alegre, rica de símbolos e adereços. É uma oportunidade para presentear quem amamos e comemorar o aniversário de Jesus.
Alguns alegam que o mês de dezembro é muito inadequado para o nascimento do Jesus. Alguns estudos colocam o nascimento de Jesus nos meses do abril ou maio. Mas Leon L. Morris não vê dessa forma. Ele diz que os pastores que estavam no campo pastoreando seus rebanhos estavam cuidando deles para os sacrifícios do Templo. Os rebanhos deviam ser guardados somente no ermo, segundo as tradições rabínicas da Mishna e do Talmude. Uma regra rabínica estipulava que qualquer animal achado entre Jerusalém e um lugar perto de Belém deveria ser considerado uma vítima sacrificial. A mesma regra encontrada na Mishna fala de achar ofertas para a Páscoa dentro de trinta dias antes daquela festa, isto é, em fevereiro. Morris conclui dizendo: “Visto que os rebanhos podem, portanto, estar nos campos no inverno, a data tradicional para o nascimento de Jesus, 25 de dezembro, não está excluída” (Lucas. Introdução e comentário. Vida Nova).

SOBRE A TRADIÇAO DA ÁRVORE DE NATAL

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.
Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

OPORTUNIDADE MISSIONÁRIA

· O Natal do passado, além do significado litúrgico do nascimento de Jesus e da festa, tinha o significado de oposição à idolatria e o anúncio da nova vida em Cristo, o verdadeiro Sol da Justiça.
· Que possamos reler o Natal e redescobrir a grande oportunidade missionária que essa data nos favorece.
· Reunamos nossa família e celebremos o dia 25 do dezembro com entusiasmo e vida, aproveitando para pregar o Evangelho da Reconciliação.
· Celebremos o nascimento do Jesus com alegria e festa.
· Celebremos o nosso Sol da justica!
__________________________________________________________________________________________Texto publicado no AVANTE de dezembro de 2000, No Portugal Evangélico em 2003 e No Fé e Nexo em 2006. (Adaptado pelo Rev. Ednaldo Breves no Estudo Ministrado em 21 de dezembro de 2008, na Igreja Metodista do Bairro São Pedro - Barra Mansa - RJ)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

POR QUE CELEBRAMOS O NATAL NO DIA 25 DE DEZEMBRO?

NATAL - ESTRATÉGIA MISSIONÁRIA DA IGREJA

O Cristianismo tem uma mensagem a ser compartilhada, mensagem de Boas Novas para todos os povos (Lc 2.10).

Apesar da Teologia de Missões ser recente em sua formulação metodológica-sistemática, o ardor missionário já era presente nos primeiros passos da Igreja Cristã. A igreja cresceu porque investiu em missões. A inculturação, como prática missionária, nunca foi vista como uma paganização dos valores cristãos, mas como método de comunicação do evangelho. Isso foi praticado por Paulo (1 Co 9.19-23). Cristo havia confiado à igreja uma mensagem que precisava ser levada a todos os povos. Após a ressurreição, esta foi sua preocupação e comissionamento (cf. Mt.28. 19).

A mensagem missionária está estritamente relacionada com o indivíduo e com a sua cultura. Conhecer a cultura e se expressar na mesma produz pontes intermináveis que promovem a comunicação do evangelho.

O esforço missionário da Igreja até o quarto século foi conquistar o mundo para Cristo. Nessa prática estavam também sendo trabalhadas duas tarefas importantes: guerrear contra o paganismo e discipular os novos convertidos. A estratégia para isso foi substituir algumas comemorações pagãs, e, na mesma data, promover as Boas-Novas e o ministério de Cristo. Isso fica claro quando analisamos as festas do Natal e da Epifania.

A INTRODUÇÃO DO NATAL

A data do 25 do dezembro foi fixada pelos pagãos para celebrar o nascimento do sol Natalis solis invicti. Os pagãos só começaram a celebrar essa data no ano 274 d.C. Nesse período, a igreja estava passando pelos seus últimos e terríveis dias de perseguição. O paganismo estava ainda forte, e esta foi uma estratégia para apagar as raízes do Cristianismo e formar raízes religiosas nos pagãos. Em 336 d.C, 62 anos depois, a Igreja de Roma incluiu no calendário Filocaliano a celebração do Natal Cristão no dia 25 de dezembro. Como o Edito do Tolerância de Constantino em 313 d.C., que deu liberdade religiosa aos cristãos, abriu as portas para a evangelização, a Igreja procurou diversas estratégias, dentro de sua limitação, para colocar Jesus como o Soberano das Nações, o Deus encarnado.

Como a provocação de 274 d.C. deu certo para o lado dos pagãos, agora a igreja, gozando de liberdade, toma posse da data e proclama Jesus Cristo o Sol da Justiça, baseado em Malaquias 4.2. Na oratória de implantação do Evangelho, a frase era: “Vamos celebrar o Nascimento do nosso Rei no dia 25 de dezembro. O deus Sol está destronado”.

Além de ser uma afronta ao paganismo, foi uma estratégia para colocar Jesus no centro da vida social e derrubar os sentimentos religiosos antigos do novo convertido. Essa prática não significou uma paganização do Cristianismo como alguns desejam afirmar.

A ORIGEM DA EPIFANIA

Antes, porém de ser celebrado o 25 do dezembro como o dia do Natal, os cristãos do fim do segundo século, já celebravam a Epifania, festa realizada no dia 6 de janeiro. Já nessa época a estratégia era missionária e transcultural.

No Oriente, o dia 6 de janeiro estava ligado ao nascimento virginal de Aion/Dionísio (segundo Epifânio) e com diversas outras lendas de epifania nas quais os deuses se manifestavam aos seres humanos. Plínio discorre a respeito dos modos como Dionísio revelava a sua presença naquele dia, transformando água em fontes e fontes em vinho (Natural History).

Os cristãos, nessa época, perseguidos pelos romanos, tiveram a estratégia de celebrar, na mesma data, a epifania de Jesus (Manifestação de Jesus). Para confrontar os poderes das trevas, elegeram essa data como especial no calendário da Igreja. Nessa festa pregavam o nascimento virginal de Cristo, a visita dos magos a Jesus e seu milagre de transformar a água em vinho em Caná da Galiléia. Nessa celebração, segundo Jerônimo que morou 24 anos em Belém, o batismo era o conteúdo principal.

Muitos estudiosos vêem na Epifania uma cristianização da festa dos Tabernáculos. As duas celebrações incluíam a vigília durante a noite toda, a iluminação de círios e a procissão das luzes, as águas da vida, os ramos de palmeiras e alusões ao matrimônio. Essa prática de cristianizar festas judaicas, comuns em algumas seitas do passado, tem reaparecido na atualidade, em algumas igrejas evangélicas, com o intuito de enraizar suas práticas litúrgicas na Bíblia, principalmente no Antigo testamento, depreciando assim as festas cristãs.

AS FESTAS CRISTÃS

Tanto o Natal quanto a Epifania foram praticados pelos cristãos para substituir, a partir de uma visão missionária, os festivais pagãos relacionados com o solstício de inverno no Ocidente no dia 25 de dezembro, e no Oriente, em Alexandria, no dia 6 de janeiro. Ambas as festas tornaram-se mais freqüentes no século quarto.

No ano 386 d.C, a festa do Natal já havia sido introduzida em Antioquia. Crisóstomo foi um grande estrategista para que essa data fizesse parte do calendário da Igreja. Como homem de Deus, Crisóstomo observou a oportunidade missionária que a data do Natal poderia favorecer. O Sol da Justiça, Jesus Cristo, nasceu para derrotar o deus solístico. A estratégia era mostrar que a fé no Deus encarnado era um a fé poderosa.

Os grandes teólogos e pregadores capadócios Gregório de Nissa e Gregório de Nazianzeno, respectivamente nos anos 370 e 380, escreveram sobre a importância dessa data e usaram os temas do Natal e da Epifania para resistir aos arianos que não criam na divindade do Jesus.

DEZEMBRO: INADEQUADO?

Hoje o Natal já não traz essa bagagem apologética e missionária da Igreja Antiga. A festa na atualidade tem duas vertentes: uma mundana e outra cristã. O mundo celebra o Natal da glutonaria, da embriaguez, do comércio e, principalmente, colocou a figura do Papai Noel para substituir a figura do bebê e da manjedoura. A Igreja, por outro lado, celebra o Natal de Jesus. Corais se preparam para cantar a história de Jesus. As crianças treinam suas peças teatrais. O culto de Natal celebra a herança da vida abundante do Cristo. Os símbolos são muitos e difíceis de serem catalogados. Hoje o Natal é a celebração do nascimento do Menino Deus. É para nós uma data festiva e alegre, rica de símbolos e adereços. É uma oportunidade para presentear quem amamos e comemorar o aniversário de Jesus.

Alguns alegam que o mês de dezembro é muito inadequado para o nascimento do Jesus. Alguns estudos colocam o nascimento de Jesus nos meses do abril ou maio. Mas Leon L. Morris não vê dessa forma. Ele diz que os pastores que estavam no campo pastoreando seus rebanhos estavam cuidando deles para os sacrifícios do Templo. Os rebanhos deviam ser guardados somente no ermo, segundo as tradições rabínicas da Mishna e do Talmude. Uma regra rabínica estipulava que qualquer animal achado entre Jerusalém e um lugar perto de Belém deveria ser considerado uma vítima sacrificial. A mesma regra encontrada na Mishna fala de achar ofertas para a Páscoa dentro de trinta dias antes daquela festa, isto é, em fevereiro. Morris conclui dizendo: “Visto que os rebanhos podem, portanto, estar nos campos no inverno, a data tradicional para o nascimento de Jesus, 25 de dezembro, não está excluída” (Lucas. Introdução e comentário. Vida Nova).

OPORTUNIDADE MISSIONÁRIA

O Natal do passado, além do significado litúrgico do nascimento de Jesus e da festa tinha o significado de oposição à idolatria e o anúncio da nova vida em Cristo, o verdadeiro Sol da Justiça. Que possamos reler o Natal e redescobrir a grande oportunidade missionária que essa data nos favorece. Reunamos nossa família diante da árvore do Natal, símbolo criado pelo reformador Martinho Lutero, e celebremos o dia 25 do dezembro com entusiasmo e vida, aproveitando para pregar o Evangelho da Reconciliação. Celebremos o nascimento do Jesus com alegria e festa. Celebremos o nosso Sol da justica!
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FONTE: Texto publicado no AVANTE de dezembro de 2000,
No Portugal Evangélico em 2003 e No Fé e Nexo em 2006.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

10 MOTIVOS PARA CELEBRAR O NATAL



1 – Porque a Bíblia, em nenhuma parte, proíbe a celebração do nascimento de Jesus Cristo.

2 – Porque, pelo fato de ninguém saber a data correta do nascimento de Jesus, a data foi estipulada em 25 de dezembro. Se não fosse esta data a escolhida, poderia ser qualquer outra. Então em pergunto: Se ninguém sabe a data correta, qual o problema de comemorarmos no dia 25 de dezembro?

3 – A Bíblia diz: “Quero trazer a memória o que me pode trazer esperança” (Lamentações de Jeremias 3:21) É melhor recordar o nascimento de Jesus, expressão maior do amor de Deus, que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna, que entregar, em breve, esta data para celebração de Maitreya, o avatar da Era de Aquário. Já perceberam que no dia 31 de outubro, dia da comemoração da Reforma Protestante, a maioria das Igrejas Evangélicas deixaram de recordar e muitas nem sabem o que significa, tem sido ocupado para a comemoração da festa de halloween? ACORDA IGREJA!

4 – Se o natal tem tido desvios na sua maneira de celebrar, onde está a voz profética da Igreja para ensinar o povo que a vinda de Jesus ao mundo teve outro objetivo? Não seria este momento, onde a família se reúne, uma ótima oportunidade para o evangelismo comprometido?

5 – Porque, apesar do apelo comercial, posso me educar e ensinar minha família a ter domínio próprio e vivermos conforme as nossas posses.

6 - Porque a criação desta festividade foi a destronização do deus sol, para dar lugar ao verdadeiro sol da Justiça, que é o nosso amado Senhor e Salvador Jesus Cristo.

7 – Esta festa é um ótimo momento para glorificarmos a Jesus Cristo com nossa família, amigos e Igreja. Num tempo de tanta correria e atropelos, o Natal é um momento especial para buscarmos comunhão, reconciliação ou simplesmente estarmos juntos.

8 – Porque os adereços (enfeites) de natal, excluída a figura de papai noel e outras que destoam dos ensinos bíblicos, alegram qualquer ambiente e nos fazem rememorar a primeira noite de natal.

9 – O natal de Jesus nos dá uma excelente oportunidade para ensinarmos sobre a sua segunda vinda, assunto que anda muito esquecido nestes tempos de teologia da prosperidade.

10 – É interessante que a festa de natal traz em seu bojo um clima de muita alegria. É lógico que é também um momento de reflexão e saudade de pessoas que nos deixaram e deixaram um espaço vazio na mesa. Por isso, natal é, também, tempo de abraço, consolo, cura e de esperança.

COMEMORE O NATAL COM TODA INTENSIDADE!

Aproveite para orar junto com seus queridos.

Aproveite para presentear o aniversariante com a sua vida.

Dê graças pelo grande amor do Pai por todos nós.

Feliz Natal!

Rev. Ednaldo Breves

O NATAL DE WESLEY


Uma rápida olhada no Journal (Diário Público) de John Wesley é suficiente para percebermos que a maneira dele celebrar o Natal esteve em chocante contraste com o pinheirinho e o Papai Noel dos nossos dias. Escolhemos o período de 1778 a 1791, quando a Capela Nova já era a sede de Wesley em Londres e as celebrações peculiares do Metodismo já haviam tomado sua forma característica.

Veremos que os três momentos altos no Natal de Wesley, que giravam em torno da tal “Capela Nova”, sugerem uma profunda apreciação pelo sentido da encarnação de Jesus. Nessa celebração tríplice, somos levados a contemplar com gratidão a realidade de que Jesus Cristo, na sua pessoa, é plenamente divino e plenamente humano; que, para se fazer homem, para identificar-se com a nossa condição, ele se esvaziou, abdicando da honra e da glória que lhe pertenciam por direito (Filipenses 2,5); e que ele nos chama para participar, de corpo e alma, com ele, na sua missão divina.

Wesley nos fornece um excelente retrato de seu dia 25 de dezembro de 1778, no seu Journal. As atividades do dia tiveram início às 4 da madrugada, “como de costume, na Capela Nova”. A seguir, o próprio Wesley, na qualidade de presbítero da Igreja da Inglaterra, “leu orações”, ou seja, dirigiu o culto e ministrou o sacramento, na Capela da Rua Oeste (templo da Igreja da Inglaterra, arrendado por Wesley).
De tarde, ele pregou novamente na “Capela Nova, totalmente repleta em cada canto”. Ele concluiu as celebrações desse concorrido Natal, expondo a Palavra de Deus no templo anglicano do Santo Sepulcro, um dos maiores templos paroquiais de Londres e que, apesar do frio do inverno londrino, se encontrava “repleto”. Tendo completado este roteiro de celebrações, Wesley, com seus 74 anos, observou que se sentia “mais forte depois de pregar o quarto sermão do que depois do primeiro”.
Ele registrou no Journal do dia 31 de dezembro do mesmo ano: “Concluímos o velho ano com solene vigília e começamos o novo com louvor e ações de graça”. Mas, além da vigília de passagem do ano, que nunca falta no Metodismo Wesleyano, havia ainda um outro evento marcante, o “Culto da Renovação do Pacto com Deus”. A princípio, celebrava-se este culto no dia 1º de janeiro de cada ano, mas, a partir de 1786, o evento ocorria às 15 horas do primeiro domingo do novo ano.
Vejamos, no entanto, o registro do Journal do dia 2 de janeiro de 1785, quando Wesley escreveu: “Esteve presente maior número de pessoas esta noite na renovação do nosso pacto com Deus do que jamais fora visto antes em outra ocasião”. Tendo presente a idade de Wesley na ocasião (ele nasceu em 1703), um registro no dia 4 do mesmo mês e ano se torna especialmente significativo: “Nesse tempo do ano, geralmente distribuímos carvão e pão entre os pobres da sociedade. Mas entendi que agora eles precisam também de roupa. Portanto, hoje (dia 4) e nos dias seguintes, eu andei (na neve) pela cidade e mendiguei 200 libras, a fim de vestir aqueles que tinham maior necessidade”. Após esse sacrifício, ele caiu de cama, seriamente doente.
O “Natal de Wesley” incluía, portanto: o Natal propriamente dito; a Vigília de Passagem de Ano e a Renovação do Pacto com Deus, formando conjuntamente uma abençoada trindade de celebração.
Natal: Ação de Graças pela dádiva de Jesus Cristo, Deus que se fez homem, visando nossa salvação e plena humildade; Vigília: Em 31 de dezembro, a alegre recordação de um ano de bênção e proteção divina.
Renovação do Pacto: No primeiro domingo do ano novo. A celebração pelo povo metodista do chamado divino para “reformar a nação, particularmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica por toda a Terra”, e o resumir desse pacto por parte de cada metodista para ser co-participante de Deus em sua missão no mundo que Ele tanto amou.


(Texto: Duncan A. Reily – historiador do metodismo, publicado no Mosaico – dez/1995)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

NOSSO PÃO DIÁRIO

Podemos ler muitos livros, mas a Palavra de Deus é o nosso “ponto inicial”, o ponto fixo de referência. John Wesley fez leituras generalizadas, mas sempre se referia a si mesmo como “um homem de um só livro”.

Nada pode comparar-se ao Livro dos livros, a Palavra de Deus. Ao permitirmos que a Bíblia seja nosso guia por toda a vida, podemos dizer com o salmista: “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca!” (Salmos 119:103).

A Bíblia é como uma bússola: seguindo-a, você estará na direção certa.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A ORIGEM DO DIA DA BÍBLIA


Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente.

O Dia da Bíblia surgiu em 1549, na Grã-Bretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o segundo domingo do Advento - celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal. Foi assim que o segundo domingo de dezembro tornou-se o Dia da Bíblia. No Brasil, o Dia da Bíblia passou a ser celebrado em 1850, com a chegada, da Europa e dos Estados Unidos, dos primeiros missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra de Deus.

Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia que se manifestassem publicamente. Por volta de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, o dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países, sendo que em alguns, a data é celebrada no segundo Domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim. As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos em todo o País.

A BÍBLIA CORTADA AO MEIO


Um vendedor de Bíblias chegou à casa de um casal para oferecer sua mercadoria. O homem desprezou a oferta da Bíblia usando palavras duras de maldição.

"Pois bem ", disse o vendedor, " se o Sr. não quer comprar nada, então certamente me permitirá presentear sua esposa com um exemplar do Livro Sagrado ".

Com estas palavras ele estendeu um Novo Testamento à mulher e foi embora.

O homem, muito nervoso, pegou um machado e disse: "Durante todo o tempo em que estivemos casados, dividimos tudo; este livro também deve ser dividido".

Com estas palavras, ergueu o machado e cortou a Bíblia aberta no meio. Tomou sua metade e se afastou.

Passou um bom tempo. Certo dia o homem disse à sua esposa:

"Você me empresta a metade de seu Novo Testamento?"

"O que você quer com ela? "perguntou a mulher.

"Eu quero saber como continua a história ", disse o homem.

"Minha metade termina com uma história onde um jovem diz: "Eu me levantarei e irei à casa de meu pai e lhe direi... ", com estas palavras termina a minha metade. Agora eu gostaria de saber o que ele disse ao Pai e o que o Pai respondeu a seu filho ".

A esposa trouxe, então, a outra metade ao seu marido e este leu o final da história do filho pródigo. Ele foi vencido pelo amor de Deus, abandonou sua rebelião e inimizade e, também ele, como o filho pródigo, voltou para casa.

Immanuel Kant, o pensador mais inteligente do povo alemão: "A Bíblia é meu tesouro mais nobre, sem o qual eu seria um miserável".

Goethe, o maior poeta alemão: "A medida da vida e da força de um povo sempre será sua posição em relação à Bíblia ".

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA - UMA HISTÓRIA DE AMOR À BÍBLIA

Biografia de João Ferreira de Almeida


João Ferreira de Almeida (1628-1691), um português que recebeu a sua educação teológica na Holanda, empreendeu a primeira tradução do Novo Testamento para a língua portuguesa, a partir do original grego. Em 1670 a tradução estava concluída e onze anos depois foi publicada. João Ferreira de Almeida faleceu antes de completar a tradução de todo o Antigo Testamento do original hebraico. No entanto traduziu-o, de Génesis a Ezequiel, enquanto estava em Java (Indonésia). Em 1819 foi publicada a primeira edição da Bíblia em Português, de Génesis a Apocalipse, traduzida por João Ferreira de Almeida, sendo as versões revistas e actualizadas, posteriormente, as quais continuam a ser utilizadas pelos cristãos evangélicos de língua portuguesa.

A sua infância e juventude

João Ferreira de Almeida nasceu em 1628, em Torre de Tavares, concelho de Mangualde (Portugal). Filho de pais católicos, mudou-se para a Holanda, passando a residir com um tio e onde aprendeu o latim e se iniciou no estudo das normas da Igreja Católica.

Aos 14 anos, em 1642, aceitou a fé evangélica, na Igreja Reformada Holandesa, impressionado pela leitura de um folheto em espanhol, "Diferencias de la Cristandad", que tratava das diferenças entre as diversas correntes da crença cristã.

Em 1644, aos 16 anos, João Ferreira de Almeida iniciou uma tradução do espanhol para o português, dos Evangelhos e dos Actos dos Apóstolos, os quais, copiados a mão, foram rapidamente espalhados pelas diversas comunidades dominadas pelos portugueses. Para este grandioso trabalho, João Ferreira de Almeida também usava como fontes as versões latina, de Beza, francesa e italiana, todas elas traduzidas diretamente do grego e do hebraico. No ano de 1645, a tradução de todo Novo Testamento foi concluída; mas apenas seria editada em 1681, em Amsterdão.

Em 1648, relata J. L. Swellengrebel, um holandês que teve acesso às Actas do Presbitério da Igreja Reformada da Batávia e às Actas da Companhia Holandesa das Índias Orientais, João Ferreira de Almeida já desempenhava as funções de capelão visitante de doentes, em Malaca, Malásia, "percorrendo diariamente os hospitais e casas de doentes, animando e consolando a todos com as suas orações e exortações". Em Janeiro de 1649, foi escolhido como diácono e membro do presbitério. Nessa função tinha a responsabilidade de administrar o fundo social, que prestava assistência aos pobres. Durante os dois anos em que desenvolveu essa função, continuou a sua obra de tradução e, após a tradução do Novo Testamento, dedicou-se e traduziu o Catecismo de Heidelberg e o Livro da Liturgia da Igreja Reformada. As primeiras edições dessas obras foram publicadas em 1656 e posteriormente em 1673.

Em março de 1651, foi para a Batávia, para a cidade de Djacarta, ainda como capelão visitante de doentes, mas simultaneamente, desenvolvia os seus estudos de Teologia e revisava o Novo Testamento.

Em 17 de março de 1651, foi examinado publicamente, sendo considerado candidato a ministro. Depois de ser examinado, pregou com eloquência sobre Romanos 10:4. Desenvolveu também um ministério importantíssimo entre os pastores holandeses ensinando-lhes o português, uma vez que ministravam nas igrejas portuguesas das Índias Orientais Neerlandesas. Em setembro de 1655, João Ferreira de Almeida o exame final, quando prega sobre Tito 2.11-12, mas só recebeu a sua confirmação em 22 de agosto de 1656. Neste mesmo ano, quase um mês depois, em 18 de setembro, é enviado como ministro para o Ceilão, hoje Sri Lanka.

Perseguição, inquisição e obstáculos à publicação da tradução

Em 1657, João Ferreira de Almeida encontrava-se em Galle, no sul do Ceilão. Durante o seu ministério em Galle, assumiu uma posição tão firme contra o que ele chamava de "superstições papistas", que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo da Batávia. Durante a sua estadia em Galle é que, provavelmente, conheceu e se casou com Lucretia Valcoa e Lemmes, ou Lucrecia de Lamos, jovem também vinda do catolicismo romano. O casal completou-se como família tendo dois filhos, um menino e uma menina, dos quais os historiadores não comentam mais nada. No decorrer da viagem de Galle para Colombo, Almeida e a sua esposa foram milagrosamente salvos da investida de um elefante.

A partir de 1658, e durante três anos, Almeida desenvolveu o seu ministério na cidade de Colombo e ali de novo enfrenta problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português. O motivo dessa medida, estava provavelmente relacionado com as firmes e fortes idéias anti-católicas de João Ferreira de Almeida.

Em 1661, Almeida seguiu, no sul da Índia, onde ministrou o evangelho durante um ano, mas onde também foi perseguido. As Tribos da região negaram-se a ser baptizadas ou ter os seus casamentos abençoados por ele, pelo facto da Inquisição ter ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.

Em 1676, após ter dedicado vários anos a aprender grego e hebraico e a aperfeiçoar-se na língua holandesa, João Ferreira de Almeida concluiu a tradução do Novo Testamento para a língua portuguesa, passando a batalhar pela publicação do texto, já que para ter o aval do presbitério e o consentimento do Governo da Batávia e da Companhia Holandesa das Índias Orientais, o seu texto deveria passar pelo crivo dos revisores indicados pelo presbitério. Em 1680, quatro anos depois do início da revisão, desiludido com a morosidade da publicação, envia o seu manuscrito, para ser publicado na Holanda por conta própria. O seu desejo é que a Palavra de Deus seja conhecida pelo povo de língua portuguesa. Mas, o presbitério percebeu a situação e conseguiu sustar o processo, interrompendo a impressão.

Depois de alguns meses, quando João Ferreira de Almeida já estava prestes a desistir da publicação, recebeu cartas vindas da Holanda, informando que o texto tinha sido revisto e que estava a ser impresso. Em 1681, foi publicada a primeira edição do Novo Testamento de Almeida e, no ano seguinte, em 1682, chegou à Batávia. Quando começou a ser manuseada foram percebidos vários erros de tradução e revisão. Tal facto foi comunicado à Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído foram destruídos, por ordem da Companhia Holandesa das Índias Orientais. As autoridades holandesas determinaram também que se fizesse o mesmo com os exemplares que já estavam na Batávia. Mas, ao mesmo tempo, providenciaram para que se começasse, o mais rapidamente possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto. Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares foram destruídos, e correções foram feitas a mão com o objectivo de que cada comunidade pudesse fazer uso desse material. Um desses exemplares foi preservado e encontra-se no Museu Britânico em Londres. O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de João Ferreira de Almeida, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída.

A dedicação no final da vida

Apesar da sua saúde estar abalada, entregou-se ainda mais à tradução do Antigo Testamento. Um ano depois, em 1683, já havia traduzido o Pentateuco. João Ferreira de Almeida faleceu em Outubro de 1691, deixando a esposa e um casal de filhos.

Nessa altura, tinha traduzido o Antigo Testamento, para a língua portuguesa, até Ezequiel 48.21.

A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.

Datas importantes da tradução de João Ferreira de Almeida da Bíblia

1676 - Conclusão da tradução do Novo Testamento para português

1681 - Data da publicação, na Holanda do Novo Testamento, em português

1691 - Morte de João Ferreira de Almeida. Tinha traduzido até Ezequiel 48:21.

1753 - Publicação da Bíblia, na tradução de João Ferreira de Almeida, em três volumes.

1819 - Primeira impressão da Bíblia completa em português, em um único volume. Tradução de João Ferreira de Almeida. Publicada em Londres.

1898 - 1.ª Revisão da tradução de João Ferreira de Almeida, que recebeu o nome de «Revista e Corrigida».

1932 - Versão de Matos Soares, elaborada em Portugal.

1956 - Publicação da versão "Revista e Actualizada", pela Sociedade Bíblica do Brasil.

1968 - Publicação da versão dos padres Capuchinhos.

1993 - 2.ª Edição da versão Revista e Actualizada

1995 - 2.ª Edição da versão Revista e Corrigida. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

O Dia de Ação de Graças é comemorado na quarta Quinta-feira de Novembro. Nesta data, pessoas que reconhecem a bondade de Deus dão graças pelas dádivas alcançadas. As famílias se reúnem e comemoram com a ceia tradicional, após as orações e os cultos de gratidão à bondade de Deus.

Segundo a tradição, o primeiro Dia de Ação de Graças americano aconteceu em 1621. A festa foi feita junto aos integrantes da tribo Wampanoag, convidados dos colonos ingleses fundadores da colônia Plymouth, estado de Massachusetts.

Num gesto de delicadeza, os índios levaram comida aos ingleses. Só em 1789, por idéia do então presidente George Washington, a data se tornou feriado. Para aqueles que estão no caminho espiritual, o Dia de Ação de Graças anuncia formalmente a chegada do Natal e simboliza a gratidão que sentimos a medida em que nos aproximamos de Deus.

Da mesma forma que o dia de Ação de Graças precede o Natal, o coração, que é constantemente agradecido, é um precursor do glorioso nascimento interno da consciência Cristã que é a alegre realização da Presença Divina em toda a criação.

Oferendas internas, conscientes de agradecimento, abrem nossos olhos novamente para as incontáveis manifestações de Deus em nossa volta, emocionando-nos com uma capacidade nova de admirar e sentir júbilo na vida diária.

O Dia de Ação de Graças é o dia especialmente dedicado à gratidão. A rigor, todos os dias deveriam ser de ações de graças. Em todas as circunstâncias, em todos os momentos, deveríamos ser gratos a Deus. "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, para convosco". I Tessalonicenses 5.18.

Agradecer a Deus, entendendo que tudo lhe pertence e que providencia o melhor para nós, é sinal de amor e de obediência à Sua vontade.

No ano de 1909, Joaquim Nabuco, Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, assistiu a um Culto de Ação de Graças. Ficou tão impressionado que declarou: "Quisera que toda a humanidade se unisse, num mesmo dia, para um universal agradecimento a Deus".

Em 1949, foi votada no Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente Eurico Gaspar Dutra, a Lei no 781, que instituiu no Brasil o Dia Nacional de Ação de Graças.

ENCERRO COM UMA FRASE INTERESSANTE:

"Quem é grato pelo que já tem, recebe o que ainda não tem - Quem vive reclamando o que ainda não tem, acaba perdendo até o que já tem."

Sejamos Gratos a Deus!

Pr. Ednaldo Breves

sábado, 15 de novembro de 2014

O TOQUE DO MESTRE

Por Myra Brooks Welch

Batido e riscado estava, e o leiloeiro
Não deu muito valor ao violino
Achou que não valia muito a pena
Mas mesmo assim o segurou sorrindo.
"Quanto me dão por ele?" gritou."
Quem começa a oferta?
Vamos ver: Um dólar, um dólar; quem dá mais?
Dois dólares, quem dá três?
"Três dólares, dou-lhe uma, dou-lhe duas..."
Mas do meio da multidão
Um senhor de cabelos grisalhos
Veio e pegou no arco então.
Tirou o pó do velho violino
As cordas soltas apertou
E tocou uma doce melodia
Que a todo mundo cativou.
A música parou, e o leiloeiro,
Agora falando de mansinho,
Disse: "Quanto dão pelo velho violino?"
E o segurou com muito carinho.
"Mil dólares, quem dá mais?
Dois, dois mil! E três, quem dá?
Três mil! Dou-lhe uma, dou-lhe duas...
Vendido!" disse ele pra fechar.
Mas leiloeiro, o que mudou o seu valor?
Foi algo que disseste?
Mas bem clara é a resposta
Foi o toque do Mestre.
Muita gente triste e perdida,
Surrada pelo pecado, em desatino
É menosprezada no leilão da vida,
Como o velho violino.
Mas quando vem o Mestre,
A multidão não consegue supor,
Que uma vida possa mudar tanto
Com um toque da mão do Senhor.
Ó Mestre! Estou desafinado
Toca-me Senhor com a Tua mão
Transforma-me, dá-me uma melodia
Para cantar a Ti no meu coração.

O Dr. Hubert Davidson visitou a famosa poetisa Myra Brooks Welch, que ficou conhecida principalmente por sua obra-prima "O Toque do Mestre". Quando ele estava de saída, Myra Welch passou a mão no braço da sua cadeira de rodas e disse: "Eu dou graças a Deus por esta cadeira!" Imagine, estar agradecida por ter que ficar entrevada numa cadeira de rodas! Mas ela só descobriu o seu talento depois que ficou paralítica! Em vez de ficar amargurada, ela decidiu deixar a sua deficiência melhorar o seu interior, e assim abriu-se-lhe a porta de uma vocação nova e maravilhosa.

O QUE O SENHOR PEDE DE NÓS

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti... (Miquéias 6.8)

Uma questão de grande interesse para os estudiosos é por que os primeiros cristãos abraçaram as Escrituras Hebraicas, o Antigo Testamento, não se limitando aos livros especificamente cristãos, o Novo Testamento. As razões para isso foram várias, sendo uma delas o reconhecimento de que os ensinos de Cristo e dos apóstolos estavam em perfeita consonância com os mais profundos valores religiosos e morais da fé judaica. Isso fica evidente de modo especial na área de espiritualidade, da qual os profetas têm alguns dos exemplos mais eloqüentes. A religiosidade veterotestamentária não só se evidencia por uma profunda devoção a Deus, mas por um componente interpessoal e ético que lhe confere grande riqueza espiritual e humana. 

A passagem de Miquéias 6.1-8 é uma das expressões mais significativas do que havia de melhor e mais nobre nessa espiritualidade, que ia muito além do legalismo e do formalismo religioso que pode ser sugerido por outras partes do Antigo Testamento. O versículo 8 é particularmente significativo porque sintetiza em poucas palavras aquilo que é dito ao longo de muitas páginas em outros trechos. É uma passagem-síntese que destila algumas das ênfases mais sublimes das Escrituras. Após abordar algumas das práticas e convicções mais caras à mentalidade religiosa judaica, o profeta mostra o que realmente importa aos olhos de Deus, e o faz na forma de três elementos essenciais. 

Que pratiques a justiça
O conceito de justiça é um dos temas-chave de toda a Bíblia. Significa fazer o que é certo, e mais especificamente ter relacionamentos corretos, com Deus e com os seres humanos. Praticar a justiça significa honrar a Deus e observar os seus preceitos, mas também inclui respeitar e defender a vida, a integridade e os direitos dos semelhantes, quaisquer que estes sejam. 

Que ames a misericórdia
Se a primeira exortação tem como alvo Deus e os seres humanos, esta segunda volta-se exclusivamente às pessoas. A implicação é que aquilo que fazemos aos que nos cercam é importante para Deus e tem profundas conseqüências para a vida espiritual. Não existe na Bíblia uma fé divorciada dos deveres de solidariedade, compaixão e simpatia para com o próximo. 

Que andes humildemente com o teu Deus
Assim como o primeiro preceito se volta para Deus e o ser humano, e o segundo especificamente para o próximo, o terceiro se concentra de modo especial em Deus. Essa última exortação ensina que a principal atitude a termos diante do Ser Supremo é a humildade, o reconhecimento das nossas próprias limitações, fragilidade e mortalidade, que contrastam com a grandeza majestosa do Excelso. 

Que conclusões podemos tirar acerca dessa rica espiritualidade ensinada pelo profeta Miquéias e secundada por muitas outras passagens bíblicas? 

  1. É uma espiritualidade pessoal, como fica evidenciado pelo vocativo “ó homem” e pelo uso da segunda pessoa do singular. Aqui, cada ser humano é conclamado a abraçar os melhores valores e comportamentos para a sua vida, espontaneamente, atraído pela beleza daquilo que é bom, daquilo que Deus requer.
  2. É uma espiritualidade relacional, ou seja, embora pessoal e individual, não é individualista. Volta-se para o outro, seja ele o Supremo Outro, Deus, ou o nosso próximo. É uma religiosidade que se manifesta e se enriquece no relacionamento caloroso e altruísta com outras pessoas.
  3. É uma espiritualidade ética. Religião é mais que moralidade, mas se não incluir um elemento ético, não pode ser religião verdadeira. A espiritualidade bíblica não é meramente mística ou contemplativa, mas engajada, concreta; não é relativista, mas tem noções claras de certo e errado, acredita em valores absolutos.
  4. Finalmente, é uma espiritualidade teocêntrica. Deus é tanto o seu fundamento, o seu ponto de partida, quanto o seu alvo mais elevado. Dele vem a motivação, a sabedoria e as forças para os melhores atos que podemos praticar. Ele é o objeto supremo da nossa devoção. A ele temos de prestar contas das nossas ações.

domingo, 2 de novembro de 2014

DIA DE FINADOS E A BÍBLIA


1. No dia 2 de novembro se celebra o culto aos mortos ou o dia de Finados. Qual a origem do culto aos mortos ou do dia de Finados?

O dia de Finados só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Quatro séculos depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de novembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica.

2. Como chegou aqui no Brasil essa celebração de 2 de novembro ser celebrado o dia de Finados?

O costume de rezar pelos mortos nesse dia foi trazido para o Brasil pelos portugueses. As igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

3. Tem apoio bíblico essa tradição de se rezar pelos mortos no dia 2 de novembro? Como um cristão bíblico deve posicionar-se no dia de Finados?

Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhecidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pessoas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal prática não encontra apoio bíblico.

4. A maioria das pessoas que visitam os cemitérios no dia de Finados está ligada à religião católica. Por que os católicos fazem essa celebração aos mortos com rezas e acendendo velas junto aos túmulos?

Porque segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maioria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pensam que estão agindo corretamente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece diante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não praticou más ações, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más ações que a pessoa cometeu são erros pequenos, a alma vai se purificar no purgatório.

5. Existe base bíblica para se crer no purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno?

Não existe. A Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em Jo 14.2-3 e falou do inferno em Mt 25.41.

6. Segundo a Bíblia o que acontece com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9.27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus:

que há consciência após a morte;

existe sofrimento e existe bem estar;

não existe comunicação de mortos com os vivos;

a situação dos mortos não permite mudança.

Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

7. Fora a crença sobre o estado dos mortos de católicos e evangélicos, existem outras formas de crer sobre a situação dos mortos. Pode indicar algumas formas de crer?

Sim.
  • os espíritas crêem na reencarnação. Reencarnam repetidamente até se tornarem espíritos puros. Não crêem na ressurreição dos mortos. (POR NÃO ACREDITAREM NA OBRA REDENTORA DE JESUS, OS ESPÍRITAS NÃO PODEM SER CONSIDERADOS CRISTÃOS.)
  • os hinduístas crêem na transmigração das almas, que é a mesma doutrina da reencarnação. Só que os ensinam que o ser humano pode regredir noutra existência e assim voltar a este mundo como um animal ou até mesmo como um inseto: carrapato, piolho, barata, como um tigre, como uma cobra, etc.
  • os budistas crêem no Nirvana, que é um tipo de aniquilamento.
  • as testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mortos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na terra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquilados.
  • os adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é apenas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura inconsciente.
8. Como se dará a ressurreição de todos os mortos?

Jesus ensinou em Jo 5.28,29 que todos os mortos ressuscitarão. Só que haverá dois tipos de ressurreição;  A primeira ressurreição se dará por ocasião da segunda vinda de Cristo, no arrebatamento. (1 Ts 4.16,17; 1 Co 15.51-53). E a ressurreição do Juízo Final como se lê em Apocalipse 20.11-15.

Autor: Pr Natanael Rinaldi - Com adaptação

sábado, 1 de novembro de 2014

02 DE NOVEMBRO – DIA DE FINADOS

Os vivos sabem que vão morrer, mas os mortos não sabem nada.

“Sim, os vivos sabem que vão morrer, mas os mortos não sabem nada. Eles não vão receber mais nada e estão completamente esquecidos. Os seus amores, os seus ódios, as suas paixões, tudo isso morreu com eles. Nunca mais tomarão parte naquilo que acontece neste mundo. Portanto, vá em frente. Coma com prazer a sua comida e beba alegremente o seu vinho, pois Deus já aceitou com prazer o que você faz. Procure sempre parecer feliz e satisfeito. Enquanto você viver neste mundo de ilusões, aproveite a vida com a mulher que você ama. Pois isso é tudo o que você vai receber pelos seus trabalhos nesta vida dura que Deus lhe deu. Tudo o que você tiver de fazer faça o melhor que puder, pois no mundo dos mortos não se faz nada, e ali não existe pensamento, nem conhecimento, nem sabedoria. E é para lá que você vai”. (Pv. 9:5-10)

O dia de finados é umas das principais datas do calendário católico, e já vem sem sendo celebrado no mundo inteiro anualmente desde o século XI, quando os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia passou a ser comemorado anualmente em 2 de novembro. Desde então, nesta data milhões de pessoas vão aos cemitérios chorar seus entes queridos, procurando dar descanso aos espíritos deles no Purgatório através de suas missas. Além das missas católicas, no dia de finados é comum também haver nos cemitérios sessões afro-espíritas e outros ritos místicos, pois nas religiões afro-brasileiras este dia é especial para se cultuar e cumprir obrigações para com os eguns (espíritos dos mortos), Omolu, o senhor dos cemitérios, e com Exu Omolu, chefe da linha de cemitérios na Quimbanda.

E nós, os cristãos evangélicos, porque não celebramos o dia de finados?

Em primeiro lugar porque cremos que os mortos já tiveram seus destinos traçados em vida, ou seja, desde o momento em que partiram deste mundo já não há mais esperança para eles, sendo portanto impossível ocorrer qualquer mudança depois disto.

Em segundo lugar porque Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos. (Lc.20:38). Por conseguinte, o texto da carta aos Hebreus esclarece isto mostrando que após a morte segue-se o juízo (9:27). Portanto, não existe salvação depois da morte e nem Purgatório, já que a Bíblia nem ao menos menciona este lugar e evidencia que ele é desnecessário, pois só o sangue de Cristo nos purga e purifica de todo pecado (1ª João 1:7). Sendo assim, missas e rezas pelos mortos são ineficazes, pois, não podem alterar sua condição pós-morte; colhemos irremediavelmente na outra “vida”, o que semeamos nesta. Pois é!

Segundo a Wikipédia, no dia de Finados “muitos costumam visitar os cemitérios para rezar e venerar a memória daqueles que já partiram” Mas para que visitar os corpos dos mortos, uma vez que cremos que seus espíritos já não estão mais ali? É bem verdade que o sentimento de saudade é algo inevitável, mas este sentimento perde parte da sua força com o passar do tempo, sobretudo quando cremos na ressurreição dos salvos, pois para nós a principal esperança pós-morte é esta.

No entanto, para os que não crêem na ressurreição, o problema mais grave deste dia é que nele se transmite uma mensagem de que os vivos (com as suas rezas e dedicação) podem determinar ou influenciar o destino eterno de seus entes queridos já falecidos. Esta mensagem de fato está enganando as pessoas porque o que a Bíblia afirma é que o destino eterno de cada um é decidido ainda em vida, por cada pessoa individualmente e não depois da sua morte, por alguma espécie de procuração dada a outros.

A este respeito Jesus nos ensinou assim: “Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, tem a vida eterna.” (João 6:47).

Você crê nEle? Já deu sua vida a Ele? Espero que sim. Bom! Só de estar lendo esta matéria, isso já é um bom sinal, pois quer dizer que você ainda esta vivo. Então fique tranqüilo e saiba que sua ressurreição para vida eterna está garantida na pessoa de Cristo Jesus. Agora só depende de você.

No amor de Cristo,

Pr. Antônio Ramos

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

FESTA DE HALLOWEEN E A BÍBLIA

Introdução

Esse estudo foi criado para educar os cristãos sobre o verdadeiro sentido do Halloween. Sua origem macabra se dá nos tempos dos adoradores de Baal no Velho Testamento até o dia de hoje. Atualmente, o diabo tem cegado muitos evangélicos mostrando esse feriado como um dia divertido e sem "maldade", onde as criancinhas se vestem com fantasias para pedirem doces nas casas. Essa não é a vontade de Deus na vida de seus filhos!

Sempre escutei de 95% dos americanos que conheci aqui nos EUA que isso é uma coisa normal e sem maudade que todos fazem. Pessoalmente, eu nunca concordei com isso, mas por ser um adolescente na época, pensava que eu não podia fazer nada a respeito. Até que um dia eu soube de uma reportagem em que uma bruxa dizia estar alegre, pois até os evangélicos estavam celebrando o feriado dos bruxos, o Halloween. Depois disso, me senti incomodado a fazer algo a respeito e tomei como base o seguinte versículo:

"Não participem das coisas sem valor que os outros fazem, coisas que pertencem a escuridao. Pelo contrario tragam todas essas coisas para a luz." Efésios 5:11

Se "apoiamos" ou "ignoramos" o que o diabo lança no mundo através do Halloween, nunca teremos vitória em Cristo Jesus. Por essa razão, não podemos ficar calados, temos que ser corajosos e trazer tudo à tona! Mostrar a todos de onde e como esse feriado surgiu, o significado dos seus símbolos, do nome, etc. Assim, os evangélicos nao ficarão mais na ignorância pensando que está tudo bem em fantasiar seus filhos para pedirem doces, mas ajudarão a trazer luz para as trevas.

Gostaria de ressaltar para os irmãos outro versículo:

"Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de voces, o diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar." I PedroI 5:8

Onde comecou esse feriado?

Tudo começou no século V A.C., com um povo chamado Celta que habitavam nos países da Irlanda, Inglaterra e França; mas a maior concentração dos Celta se encontrava na Irlanda. Na época, o verão terminava oficialmente no dia 31 de Outubro. Da noite do dia 31 para o dia 1° de Novembro era celebrado o ano novo dos Celta, o qual era também chamado o feriado de Samhain (sow-en), que significa senhor da morte.

Os Celtas consideravam o dia 1° de Novembro o dia da morte porque as folhas das árvores já estavam caindo, a noite chegava mais rápido e a temperatura caía; ou seja, para eles essa época é outono. Eles acreditavam que o Muck Olla, o deus sol, estava perdendo suas forças por causa do Samhain, senhor da morte. Além disso, eles criam que no dia 31 de Outubro, Samhain ajuntava os espíritos de todas as pessoas que haviam morrido no ano anterior, pois eles (os espíritos) tinham sido confinados a ficar vagando entre a terra e a lua por causa dos seus atos maus, sem chance de ir para o paraíso. Na noite do banquete de Samhain (dia 31), esses espíritos teriam a permissão de voltar para as suas casas e para tentar tomar posse dos corpos das pessoas que ainda viviam, porque, segundo eles, essa seria a única esperança para os espíritos depois da morte.

Como as pessoas não queriam ser possuídas por espíritos maus, eles tomavam as devidas precausções para se protegerem. Aqui estão três versões diferentes encontradas a respeito das coisas que os Celtas faziam para afastar os espíritos maus:

A primeira versão seria que os Padres Druídas teriam convencido muitas pessoas a fazerem rituais macabros com sacrifícios humanos e com animais como oferenda para que Samhain se acalma-se e não deixasse que os espíritos machucassem ou possuíssem ninguém.

A segunda versão seria que as pessoas apagavam o fogo de suas casas para torná-las frias e indesejáveis. Depois eles se vestiam com fantasias macabras fazendo muita bagunça e sendo o mais destrutível possível na vizinhança para assustar os espíritos que estavam vagando atrás de pessoas para possuir.

A terceira versao inclui a primeira e ainda acrescenta que além dos sacrifícios, as pessoas tinham que oferecer comida e abrigo para esses espíritos, eles amaldicoariam a casa e tomariam posse dos corpos.

Algumas estórias contam que os Celtas queimavam pessoas na estaca, acreditando que elas ja estavam possuídas pelo espíritos maus. Isso serviria como uma "lição" para eles não voltarem mais para aquele lugar.

Segundo o pesquisador de feriados George Douglas,

"muitas das tradições do Halloween foram derivadas do antigo festival para o deu Baal. Outras tradições foram originadas dos sinais de luta e de dor das vítimas do fogo dos sacrifícios dos Druídas." (Retirado do: "The American Book of Days", escrito por George William Douglas, revisado por Helen Douglas Compton).

No livro de Alexander Hislop, The Two Babylons (As duas Babilônias), encontramos os seguinte:

"O deus o qual os Druídas adoravam era o deus Baal, como os intensos rituais de fogo mostravam "

Nós sabemos que eles ofereciam sacrifícios humanos para seus deuses sangrentos. Também temos evidência que eles fizeram suas crianças passarem por fogo para Moloque, e isso faz com que seja grande a probabilidade deles terem oferecido essas crianças como sacrifício. Comparando Jeremias 32:35 com Jeremias 19:5, descobrimos que apesar dos sacrificios serem para deuses diferentes, ainda e considerado o mesmo sistema." É importante ressaltarmos outra parte do livro:

"os padres de Nimrod ou Baal eram requeridos deles que eles comessem do sacrifício humano oferecido, daí a palavra Canibal ou Cahna-Bal, (Cahna é a palavra enfática para Chan que quer dizer padre), querendo dizer o padre de Baal, no qual hoje em dia é uma palavra usada para descrever o devorador de carne humana." (Retirado do livro: The Two Babylons, Hislop. Ver página 232).

Mesmo que o nome dos deuses tenham sido trocados em Jeremias (uma vez fala que os sacrifícios era para Baal e a outra diz que era para Moloque), Hislop acredita que as práticas Druídas tinham como base a adoração a Baal, a qual é condenada na Bíblia.

Se esse feriado orinou-se com os Celtas, por que é tão famoso nos EUA?

Em 1845-46 muitos irlandeses imigraram para Nova Iorque, pois eles estavam passando escassez de batatas, o que era a base da alimentação deles. Esse período foi chamado de "Irish Potato Famine" (Fome Irlandesa de batatas). Por causa da imigração, o feriado dos Druídas foi trazido para os EUA e se espalhou pelo país gradativamente.

Hoje em dia esse feriado é tão famoso, que só perde para o Natal em questão de entertenimento. O que acabou dando margem a um Mercado que fatura bilhões de dólares todos os anos com cartões, fantasias, filmes, programas de televisao, comercias, tickets para casa mau assombradas etc"

"O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé. Eles darão atenção a espíritos enganadores e a ensinamentos que vem de demônios" 1 Timóteo 4:1

De onde originou-se esse nome?

A palavra Halloween originou-se da Igreja Católica. (A palavra Hallow em inglês quer dizer santo). Halloween surgiu da junção das palavras "Hallows Eve" (Noite dos santos) que veio do nome All Hallows Eve (Noite de todos os santos). "All Hallows Day" ou "All Saints Day" (o que significa a mesma coisa), é um feriado Católico comemorado para todos os santos no dia 1° de Novembro.

Então realmente existe uma ligação desse feriado com a Igreja Católica?

Sim. O feriado do "All Saints"

Autor: Heverson Silva

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

AVALIE SEU CASAMENTO

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Você tem coragem de verificar como você está se saindo como esposa/esposo?
Então faça essas rápida pesquisa. Pegue uma caneta e some os pontos em cada pergunta. 
Vamos começar?

1. Com que frequência você elogia sua esposa/esposo?
 - Nunca (0 ponto)
 - 1 vez por mês (1 pontos)
 - 1 vez por semana (2 pontos)
 - 1 vez por dia (3 pontos)
 - Várias vezes no dia (4 pontos)

2. Quantas vezes vocês tem relação sexual?
 - Menos de 1 vez por mês (0 ponto)
 - 1 vez por mês (1 pontos)
 - 2 vez por mês (2 pontos)
 - 1 vez por semana (3 pontos)
 - Mais de 1 vez por semana (4 pontos)

3. Com que frequência vocês oram juntos?
 - Nunca (0 ponto)
 - 1 vez por ano (1 ponto)
 - Quando temos um problema (2 pontos)
 - Quase todos os dias (3 prontos)
 - Todos os dias (4 pontos)

4. Com que frequência vocês tem um tempo de Casal (sozinhos)?
 - Nunca (0 ponto)
 - Raramente (1 pontos)
 - 1 vez por ano (2 pontos)
 - 1 vez por mês (3 pontos)
 - 1 vez por semana ou mais (4 pontos)

5. Quando vocês brigam, quanto tempo vocês demoram para fazerem as pazes?
 - Nuca fazemos as pazes (0 ponto)
 - 1 mês ou mais (1 ponto)
 - 1 semana a 1 mês (2 pontos)
 - 1 dia a 1 semana (3 pontos)
 - 1 hora a 1 dia (4 pontos)

6. Como você se considera como marido/esposa?
 - Horrível (0 ponto)
 - Ruim (1 ponto)
 - Razoável (2 pontos)
 - Bom (3 pontos)
 - Excelente (4 pontos)

7. Como é sua relação com a família de seu cônjuge (sogra, cunhados, etc).
 - Horrível (0 ponto)
 - Ruim (1 ponto)
 - Razoável (2 pontos)
 - Bom (3 pontos)
 - Excelente (4 pontos)

8. Qual foi a última vez que você a/o surpreendeu positivamente?
 - Mais de 1 ano (0 ponto)
 - 1 ano ou mais (1 ponto)
 - 6 meses a 1 ano (2 pontos)
 - 1 mês a 5 meses (3 pontos)
 - 1 dia a 1 mês (4 pontos)


Resultado da auto-análise para casais

RESULTADO DA SUA AUTO-ANÁLISE:

0 a 8 pontos - Você está caminhando para a destruição do seu casamento. O tempo de começar a reverter este quadro é HOJE. Não há mais tempo a perder. Procure ajuda, converse com seus líderes espirituais, ore, jejue e principalmente, sente com sua esposa/esposo e converse sobre o relacionamento de vocês!

 

9 a 16 pontos - Com o passar dos anos você relaxou como esposo/esposa, deixou o casamento entrar na rotina, esfriar. É tempo de “voltar ao primeiro amor”. Repense o seu romantismo, a rotina de vocês. Veja alguém para deixar as crianças para vocês terem tempo de qualidade. Orem mais juntos, façam devocionais, conversem bastante. É necessário regar o casamento, para que ele volte a crescer.

 

17 a 24 pontos - Sempre é possível melhorar, vocês estão indo bem, mas se deixarem o casamento entrar na rotina podem decair na qualidade do relacionamento. É tempo de encher o tanque de combustível, para que esta viagem continue por muito tempo. Pense mais sobre o seu casamento, dedique-se um pouco mais, se declare com mais frequencia, presenteie mais, ame mais, orem mais juntos, Deus é o maior interessado na qualidade do casamento de vocês!

 

25 a 32 pontos - Cuidado para não pensar que seu casamento está indo tão bem. Peça para seu cônjuge responder as perguntas e comparem. Talvez você pense que está tudo ótimo, mas ele(angel) não tenha a mesma visão que você. Deus abençoe!


FONTE: Portal Amo Família