quinta-feira, 20 de setembro de 2018

JOÃO “EVANGEBIKE”: EVANGELISMO SOBRE DUAS RODAS PELAS RUAS DO RIO

Há 18 anos anunciando o evangelho numa bicicleta
Para você que é de fora do estado do Rio de Janeiro, provavelmente nunca tenha ouvido falar do sr. João Alberto Pereira de Aguiar, mas se falarmos do evangelista João “Evangebike”, talvez você se lembre. O Expositor Cristão já contou a história desse servo que pedala sua bicicleta pelas ruas do Rio de Janeiro espalhando o evangelho em seu quadro de avisos itinerante.
Metodista da Central de Nova Iguaçu/RJ, o sr. João Evangebike escreveu para nossa redação contando mais uma vez sua história. No envelope, materiais, além de fotos da missão em cima de duas rodas que carregam uma armação de ferro com mais de quatro metros de altura. No topo da armação, uma placa com os dizeres “Glória a Deus” se destaca ao lado do versículo de João 8.32.
Quando ligamos para o sr. João, ele prontamente atendeu o telefone apresentando-se: “João Evangebike”. Em nossa conversa, ele testemunhou que esse ministério começou no ano 2000 e se ampliou em 2008. “A pedido do Bispo Paulo Lockmann, comecei a pedalar também no centro do Rio”, disse. Já com quase 80 anos de idade e a preocupação da família, o sr. João Evangebike pedala agora somente em Nova Iguaçu.
O ministério foi inspirado quando ele lia as escrituras. “Estava lendo o livro do profeta Habacuque 2.1-2 que diz: ‘Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo’. E comecei a pensar como poderia aplicar no meu ministério. Senti que o Espírito Santo me usasse através de uma bicicleta. Quando Deus me falou, ele me pediu para ficar de boca fechada. Só falo quando alguém me pergunta alguma coisa”, disse o sr. João.
Ter a aprovação da esposa presbiteriana, Erinete Maria Fernandes, na época não foi fácil, muito menos do pastor da Igreja Presbiteriana, na qual ele era presbítero. “Quando minha esposa viu a bicicleta eu disse que era coisa de Deus. Ela disse que não estava gostando. Já o pastor presbiteriano me chamou e disse: ‘se você continuar colocando a bicicleta na frente da Igreja, eu tiro’”, contou.
Foi o suficiente para o sr. João Evangebike procurar a Igreja Metodista em Nova Iguaçu. “Assentei-me no último banco e o pastor me procurou no final do culto. ‘O senhor que está com aquela bicicleta lá fora?’. Eu disse ‘sim, sou eu’. Para minha surpresa, o pastor Luiz Tonietto me disse que se eu fizesse uma outra bicicleta daquela ele sairia comigo pelas ruas da cidade. Pois fiz a bicicleta e durante cinco anos ele pedalou comigo. Só parou porque sofreu um acidente automobilístico que o impediu de pedalar, mas ele continua com o ministério numa motinha. Na cidade onde está nomeado ele é conhecido como o pastor da motinha”, disse. Hoje, o ministério do sr. João é aceito na Igreja Presbiteriana, ele é convidado para pregar, cantar hinos, enquanto a esposa continua na Igreja Presbiteriana.
Apoio
O Pastor Ednaldo Breves, que chegou à Igreja Central de Nova Iguaçu este ano, apoia o trabalho evangelístico do irmão. “Nossa Igreja quer continuar dando todo o apoio ao nosso irmão, custeando as despesas de almoço e reparos em sua bicicleta quando necessário, além de ajudá-lo na produção de suas faixas e materiais para evangelização. Ele é um ícone da região pelo que representa na história do metodismo”, disse o pastor.
O trabalho missionário do sr. João Evangebike já foi veiculado na TV Futura e na TV Brasil, que gravam programas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Cuba, destacando a criatividade de pessoas que dão um toque especial às paisagens de centros urbanos da América Latina. Na 1ª Região Eclesiástica, ele já foi homenageado em várias programações regionais, inclusive em Concílios.
Pr. José Geraldo Magalhães – Expositor Cristão

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

RUA IONE TORRES ENNES - A RUA ONDE SE LOCALIZA A IGREJA METODISTA CENTRAL DE NOVA IGUAÇU


Se você passar pela cidade de Nova Iguaçu e desejar saber onde fica a Rua Ione Torres Ennes, é só perguntar onde é a Igreja Metodista Central de Nova Iguaçu!

Uma Igreja Relevante!

Desde 1951 Anunciando as Boas Novas de Cristo Jesus!

NOSSAS ATIVIDADES SÃO:

TERÇA-FEIRA:
- 08:00 - Consagração
- 14:00 - Gabinete Pastoral
- 20:00 - Estudo Bíblico

QUARTA-FEIRA:
- 19:30 - Culto da Vitória

QUINTA-FEIRA:
- 14:00 - Gabinete Pastoral
- 15:00 - Mães de Joelhos - Família de Pé
- 19:00 - Ensaio do Grupo de Louvor
- 19:30 - Discipulado

SEXTA-FEIRA:
- 14:00 - Visitação de Enfermos e Idosos
- 19:30 - Discipulado

SÁBADO:
- Atividades Especiais

DOMINGO:
- 08:30 - Momento de Clamor pela Nação
- 09:00 - Escola Dominical
- 19:00 - Culto de Louvor e Adoração

Venha estar conosco!
Teremos um enorme prazer em recebê-lo(a)!

Rev. Ednaldo Breves - Pastor Titular

quarta-feira, 18 de julho de 2018

DÍZIMO - HONRANDO A DEUS COM A PRIMEIRA FATIA DO BOLO


É uma prática muito comum em festas de aniversário dar a primeira fatia do bolo para uma pessoa muito especial. 
Quando esta recebe o primeiro pedaço do bolo ela se sente honrada, afinal isso é um reconhecimento de seu valor. 
Imagine por um momento, se a pessoa for a doadora do bolo! Creio que ela, é digna de ser honrada com o primeiro pedaço!
Pois bem, Deus nos tem dado vida, saúde, inteligência, forças, etc... para trabalharmos e ganhamos o nosso salário dignamente.
Tudo é Dele, tudo vem Dele, como disse davi em I Crônicas 29:14b "... Porque tudo vem de Ti, e do que é teu to damos."
Dízimo não se paga, dízimo a gente devolve em sinal de reconhecimento! 
Quando somos dizimista fiéis, honramos o Deus que nos tem sustentado. 
É uma prática que começou no Antigo Testamento e foi confirmada pelo próprio Jesus em Mateus 23:23, onde ele fala aos Fariseus "não omitirem o dízimo"!
Muitas pessoas se enganam redondamente ao achar que o dízimo é apenas dez por cento de toda a renda. 
Dízimos não são apenas dez por cento, mas, os primeiros dez por cento, afinal não é uma questão de dinheiro, mesmo porque Deus já é o dono do ouro e da prata, e sim uma questão de reconhecimento, tal como a primeira fatia de bolo dada a alguém querido; Provérbios 3:9-10 é bem claro quando ensina: " ... honra a Deus com as PRIMÍCIAS de toda a tua renda."
Além disso os dízimos é que proporciona a manutenção da  casa do tesouro (Malaquias 3:6-10)
Quando não se devolve o dízimo a pessoa está roubando a Deus, não no sentido de dinheiro, mas no sentido de roubar sua Glória (Malaquias 3:6 em diante), é como se estivesse roubando a coroa do Rei, Suas honras máximas, Seu reconhecimento.
Quem rouba a Deus colhe exatamente o que planta, na realidade, rouba de si mesmo, afinal de contas, fica fora das promessas de Deus aos fiéis. 
Quem é fiel colhe os frutos da fidelidade (Levítico 26:13), quem é infiel colhe os frutos da infidelidade (Levítico 26:14 até o final do capítulo 27).
O que você tem feito com o dízimo do Senhor? Tem entregue na casa do tesouro (Igreja), ou tem retido ou ignorado?
Você tem dado a honra a Deus de receber o primeiro pedaço de bolo que Ele mesmo te presenteou ou, depois de receber Dele, tem deixado de honrá-lo?

Faça um teste, devolva os primeiros dez por cento de toda a sua renda a Deus e eu duvido que Deus não vá honrá-lo (a) como promete. 

Deus não vende benção, mas Ele honra aos que O honram e o dizimar é uma questão de dar honra de Deus.

"...porque aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos."  I Samuel 2:20b 

Quem crê obedece e colhe os frutos da sua obediência, quem não crê e não obedece vive à margem das promessas para os fiéis!

Profetizo que, a partir de hoje, você será um(a) dizimista fiel a Deus, em nome de Jesus!

Rev. Ednaldo Breves e Família

terça-feira, 17 de julho de 2018

CONSOLANDO OS ENLUTADOS - MORTE NA FAMÍLIA - COMO DAR A NOTÍCIA PARA ADULTOS E CRIANÇAS?




1. INTRODUÇÃO: Deus não projetou o ser humano para morrer. Taí a razão do porque ninguém, em sã consciência, aceita a morte com naturalidade. Nem mesmo a morte de alguém em estado terminal ou bastante idoso/a deixa de ser muito dolorosa. Isso porque a morte nos violenta, independentemente do tipo da natureza de sua ocorrência. Ela é um grande inimigo que nos persegue em nosso viver. O grande amor de Deus fez com que, pela sua graça, Jesus pudesse confrontar o pecado e a morte. O Apóstolo Paulo pergunta: “Onde está, ó morte, atua vitória? (I Cor. 15:55) – a resposta é dada em seguida: “Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1 Cor. 15:57) Para os crentes em Cristo Jesus, que vivem na perspectiva da fé, a morte é um grande paradoxo. Pois, se por um lado significa a separação temporária dos amigos e entes queridos, por outro, não deixa de ser uma promoção para estar eternamente ao lado de Cristo Jesus. Apesar da perspectiva de fé, a ausência de um ente querido, através da morte, deixa uma tremenda lacuna na vida daqueles que ficam. Esta lacuna só pode ser preenchida com a presença do nosso Consolador (Espírito Santo de Deus), que atua, dentre muitas maneiras, através da pessoas amigas, família e do fator tempo.


2. PERDAS ATÍPICAS:


 Por mais que pareça estranho este tópico, é bom salientar que, como diz o adágio popular: Um filho foi feito para sepultar os pais e nunca o pais para sepultarem os filhos. Pais (normais) que perderam um/a filho/a dizem que é uma dor quase insuportável, inexplicável, de difícil aceitação.

 Outra perda muito dolorosa é a perda de um cônjuge. Além do rompimento de laços, sonhos, projetos, história em comum, na morte de um cônjuge acontece o inverso do casamento. Biblicamente, no casamento marido e mulher se tornam uma só carne. Com o falecimento de um dos cônjuges é como se houvesse uma amputação. Geralmente a amputação é feita por um instrumento cortante. Isso quer dizer que o processo fere, sangra e causa muitas dores. Quem sofre a amputação tem de reaprender a viver sem a parte amputada. É um processo que exige paciência e determinação.

 Não podemos deixar de mencionar a perda de uma mãe ou de um pai para uma criança. É um momento muito difícil, desde o momento de comunicar o ocorrido, até o acompanhamento familiar, espiritual e, se for o caso, de um profissional (psicólogo/a), tendo em visto ao impacto causado na vida da criança. É normal um período de regressão de hábitos nas crianças, assim como a criança procurar chamar a atenção, chamando toda atenção para si e exigindo tudo que lhe der vontade. Cabe ao pai ou a mãe sobrevivente o equilíbrio e paciência para não deixar de dar atenção para a criança, nem de mimá-la de tal forma a prejudicar a sua formação.


3. O QUE É O LUTO: Luto é a tristeza oriunda das perdas. É um momento de avaliação daquilo que se perdeu; é o discernimento do vazio gerado pela perda de um ente querido; É o enterro do que deixou de existir. É a melancólica da descoberta de que algumas coisas não serão mais necessárias. No entanto, o luto é também a busca de nova esperança, busca de novos sonhos e planos para continuar a vida.


4. FASES DO LUTO: A Dra. Elizabeth Kübler-Ross,(Nascida em 1926 em Zurique (Suíça),Psiquiatra e pesquisadora que trabalhou muitos anos de sua vida com doentes terminais e listou os estágios da agonia) listou alguns estágios pelos quais o luto ocorre. Conhecê-los é muito importante, pois nos ajuda a identificarmos o estágio em que se encontra o visitado, dando o “tratamento” certo em cada situação.

A. CHOQUE: É o momento da notícia. A mente fica anestesiada, a garganta apertada. É o soco na boca do estômago. A seguir vem o choro incontido, o pranto catártico, o profundo grito de dor. Para alguns um momento de silencio mortal. O Entorpecimento é um anestésico natural. É uma reação do organismo. A pessoa se sente paralisada emocional e fisicamente. – NÃO PROIBAM AS PESSOAS DE CHORAREM, NEM DE EXTRAVASAREM SUAS DORES. – REMÉDIO, SÓ COM PRESCRIÇÃO MÉDICA E EM ÚLTIMO CASO. O MOMENTO NÃO É DE SERMÃO É DE ABRAÇO SILENCIOSO.


B. NEGAÇÃO: É a tentativa de reverter o irreversível. É a tentativa de dizer a si mesmo e ao mundo que nada aconteceu, que tudo não passou de um engano. No início é até natural, mas se não bem trabalhado, cria-se situações em que vemos muitos casos de Pais que mantém o quarto do filho intacto acreditando que ele um dia voltará, etc... HÁ UMA TRADIÇÃO AMERICANA E EUROPÉIA MUITO RICA EM MENSAGEM E SIGNIFICADO. O Sacerdote que dirige o ato fúnebre pede que familiares próximos lancem os primeiros punhados de terra sobre o féretro, no momento da devolução do corpo à terra. O ATO POR SI SÓ É UM MOMENTO DE REALIDADE, DE DESPEDIDO E DE UM ÚLTIMO ADEUS. Apesar de cruel, entende-se que isto significa uma autêntica ajuda ao coração consternado na superação da negação.

C. IRA: Passado os primeiros estágios, inicia-se a busca pelos culpados, as maquinações, as acusações, os processos judiciais. É um estágio de constante crise de raiva e indignação. ALGUMAS PERGUNTAS, AFIRMAÇÕES E SITUAÇÕES SÃO COMUNS NESTE ESTÁGIO:

 Onde Deus estava? – Marta: João 11:21 – Se o Senhor estivesse aqui o meu irmão não teria morrido!) O Salmo 23:4 nos diz que não estamos isento do vale da sombra da morte, mas o Senhor passa conosco este momento de dor.


 Eu poderia ter feito algo mais! Existem situações em que por mais que se faça tudo, a cobrança é inevitável. Portanto, deixar o coração ser tomado por rancores potencializa o sofrimento.

 Isto foi Injusto! Por que Ele/a? Por que eu? Por que agora? – É comum os que sofrem a perda de queridos questionarem a morte sob padrões humanos de justiça: Não é justo! Morrer tão jovem! Ou Ele era tão bom! Por que justamente Ele? Na verdade A MORTE NÃO É JUSTA, NEM INJUSTA. ELA SIMPLESMENTE É O QUE É. A VIDA NÃO É SEMPRE JUSTA, MAS É SEMPRE VIDA. UMA ETAPA DA VIDA TERMINOU PREMATURAMENTE, MAS TERMINOU.


 Jó expressou todo sentimento através de uma palavra de confiança: Nu saí do ventre de minha mãe, nu voltarei; O Senhor deu, o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor. (Jó 1:21)


 CUIDADO: Estagnar neste estágio seria aceitar as frias algemas da mágoa e as cadeias tiranas do ressentimento para o resto da vida.

D. DEPRESSÃO:


Depressão é o sentimento universal do luto. É uma reação legítima da perda. Se bem trabalhada, ela representa um período de recomposição dos pensamentos que abruptamente entraram em desordem. É a tristeza para a vida. É tristeza com propósito. É o tempo de cura para a ferida que está fechando. É a lenta cicatrização da separação.

 Este Processo pode durar algumas semanas, mas se o processo estacionar você estará morrendo aos poucos.

 Chore o quanto quiser; Comente o quanto achar necessário. Verbalize a sua dor e a dor da alma vai se esvaindo.

 Não se isole. Peça ajuda sempre que precisar. As pessoas compreendem a sua dor.

 Evite, terminantemente, qualquer fuga. Você está susceptível aos vícios ou qualquer outro tipo de dependência.

 Cerque-se de vida. Animais domésticos, flores, plantas, crianças. Pequenas expressões de vida inspiram e ajudam a vencer o dia a dia.


E. ACEITAÇÃO:


 É a etapa em que alguém descobre que “É POSSÍVEL CONVIVER COM A PERDA. POSSO RETOMAR A VIDA.”


 É desmanchar o quarto daquele que se foi. É doar suas as roupas, se for o caso. SEM CONFLITO. SEM SE SENTIR INFIEL

F. REORIENTAÇÃO DA VIDA:


 É o retomar da vida, das atividades, dos ideais e dos projetos que ficaram paralisados com a morte do ente querido.


 Fica um vazio? SIM. Mas, o vazio não impede a continuidade.


 Esta fase tem seus cuidados, e pode haver recaídas.


 É normal que aconteça ciclos, alternância de sentimentos, mas com o tempo a tendência é a adaptação.


 Algumas datas festivas podem causar dores: (Dia das mães, Pais, Natal, ano novo, aniversário, etc...)


5. COMO DAR A NOTÍCIA PARA ADULTOS:


 Deve-se tomar cuidado com as pessoas com saúde frágil na hora de dar a notícia;


 Os adultos têm uma grande facilidade em perceber a notícia de morte somente pela chegada do anunciante, do telefonema fora de hora, do tratamento diferenciado de uma hora para outra, do calmante, etc... de forma que não se deve protelar a notícia, apesar do tato no anúncio.


 A notícia deve ser dada em um ambiente adequado e sem pressa, permitindo às pessoas o direito de extravasar suas emoções frente à má notícia.


 Um dos choque que a pessoa recebe na hora da má notícia e se deparar com a sua própria finitude.


 A morte deve ser declarada por uma pessoa investida da autoridade para fazê-lo – normalmente um médico, um sacerdote (Pastor, Padre, etc...), ou alguém da família.


 O apoio sobre quais providências tomar e muito importante.


6. COMO DAR A NOTÍCIA PARA CRIANÇAS:


 Fale face a face! Nunca dê notícia por telefone! Por mais que pareça uma observação desnecessária, temos visto esta prática acontecendo e deixando seqüelas terríveis no emocional das crianças.

 Com muita confiança e calma a criança deve ouvir a verdade. Assim como as crianças de hoje compreendem o mistério da vida, certamente compreenderão o mistério da morte. Numa linguagem infantil deve-se explicar que Deus precisou do papai, da mamãe ou do irmãozinho, junto a Ele. Deve-se explicar que todos nós um dia morreremos e estaremos com ele. Deve se esclarecer que este momento é estabelecido por Deus e que ninguém pode abreviar, nem atrasar o momento da partida.


 Evite falar desesperado;


 Evite detalhes mórbidos.


 Não é saudável privar a criança da cerimônia fúnebre, do choro e da despedida final. Não obstante deve-se lhe transmitir a segurança da companhia, do afeto e da presença.


 A psicóloga Diana Ducati, especialista em luto, explica que até os 3 anos a criança não tem bem estabelecida a noção de morte como algo irreversível, mas já é capaz de assimilar a ausência.


 É importante esclarecer todas as dúvidas sobre o tema à medida em que essas indagações forem surgindo.


 No caso de falecimento de algum membro da família é importante contar a verdade.


 Não esconda a situação da criança e conte a ela o que está acontecendo. Evite a negação do luto usando metáforas como: Ele foi para o céu, foi fazer uma viagem, está dormindo. A conseqüência destes atalhos são desastrosa para a criança.


 Se a criança for muito pequena para entender a situação, deixe-a com uma pessoa da família ou alguém de confiança, evitando assim colocá-la em companhia de pessoas muito abaladas com a morte.


 Se a criança já tiver capacidade de compreender e aceitar a morte (em geral 5 ou 6 anos), pergunte se ela quer se despedir do/a falecido/a e respeite a sua decisão.


 Caso a criança opte por participar dos funerais, converse com ela antes, descrevendo e explicando o que será vivenciado no local.

7. COMO LIDAR E FAZER VISITAS A ENLUTADOS:

CRIANÇAS:


Crianças em idade pré-escolar geralmente ainda não têm idéia de finitude e não entendem a morte como um fato irreversível. Ao receber a notícia de que o titio morreu, é possível que uma criança pergunte quando ele vai voltar. Se isso ocorrer, não se preocupe; diga-lhe que as pessoas que morrem não voltam. Ela poderá repetir as mesmas perguntas várias vezes até compreender e familiarizar-se com a perda. É importante explicar que seu vínculo com o falecido não terminou; apenas mudou.

Nessa fase, a criança costuma ser ainda auto-centrada, acreditando que tudo gira ao seu redor. Isso pode levá-la a sentir-se culpada, imaginando que, de alguma forma, os sentimentos negativos que possa ter tido com relação ao falecido tenha causado sua morte. Faça com que a criança tenha certeza de que nada do que ela possa ter feito ou pensado poderia provocar a morte daquele ente querido

A partir dos cinco anos, as crianças começam a compreender a morte como um fim, mas podem pensar que só ocorre com idosos ou acidentados.

Por volta dos 11 anos de idade, na pré-adolescência, a criança passa a entender a morte como parte da vida, que pode ocorrer em diferentes idades e vários motivos. Nessa fase de transição, aceitar perdas costuma ser difícil. É comum que ela queira isolar-se ou negar-se a falar sobre o assunto. Respeite sua vontade, deixando claro que você está por perto, disponível para confortá-la.


POSSÍVEIS REAÇÕES DA CRIANÇA À MORTE: 

Mesmo que não aparente, a criança pode estar sofrendo, expressando sua dor por meio de variações de comportamento, como:

- Comportamentos anti-sociais como isolamento ou agressividade excessiva;
- Atitudes de negação;
- Dores físicas;
- Medo de morrer;
- Depressão;
- Sentimento de abandono;
- Desmotivação;
- Falta ou excesso de apetite;
- Distúrbios no sono;
- Regressões (como chupar o dedo, chupetas, mamadeiras, ou molhar a cama).


COMO AJUDAR?


A criança precisa enlutar-se para poder lidar com a perda. Chore e deixe-a chorar com você. Não peça para que ela seja forte; encoraje-a expressar sentimentos de dor, raiva, tristeza.

Aceitar a morte é uma das lições mais importantes da vida; aprendam juntos, compartilhando o luto.

ADULTOS:


A. Manter contato com a pessoa, não apenas durante a crise inicial, mas especialmente no período da resolução do pesar.
B. Convidar para um almoço, café ou lanche em família.
C. Conversar com a pessoa na situação e no nível de compreensão ou sentimento em que ela se encontre, e não de acordo com aquilo que o orientador pensa ou sente.
D. Aceitar a pessoa na sua maneira de ser, pensar e sentir, mesmo que não esteja concordando com as premissas básicas da pessoa.
E. Encorajar a expressão dos sentimentos, esclarecendo-os para que a pessoa possa compreender melhor o sentimento produzido pela perda e pelo pesar.
F. Dar ênfase as opções, mostra alternativas para agir, se houver necessidade de ação.
G. Ajudar a pessoa a encarar a realidade da sua situação e refletir sobre o significado mais profundo das suas novas responsabilidade, dos novos relacionamentos, e dos novos problemas de ajustamento.
H. Conservar a pessoa em movimento ou atividades, porém não além da rapidez que ela possa alcançar.
I. Permitir que a pessoa seja dependente de orientador por algum tempo, enquanto está resolvendo o seu pesar.
J. Usar os recursos espirituais e religiosos.
K. Manter a pessoa em contato com a sua Igreja, ou comunidade.

Confortar é:


A. Empatizar com os que sofrem;
B. Levar uma palavra de esperança aos desesperados;
C. Dizer que vale a pena viver apesar das dificuldades existentes na vida;
D. Levar alguém a ter alegria de aceitar o que é e, se conformar, com o que tem;
E. Fazer uma vida feliz e ser feliz também;
F. Compartilhar o amor, a paz e realização que deus nos dá.
G. Excluir da nossa vida as palavras: Derrota e Desesperança!!!
H. Levar aos pés de Cristo, toda causa dos oprimidos, amargurados, desesperançados.
I. Compartilhar com alguém, que o sofrimento, as dificuldades da vida é um meio pelo qual crescemos em direção Deus, do próximo, e de nós mesmos.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:


A. Bíblia Sagrada
B. Da morte e do morrer – Elizabete Kübler Ross
C. Quando passamos pelo vale do Luto – Marcos Kopesca Paraizo
D. National Cancer Institute - When people die - G Williams & J. Ross
E. del Giglio, A. A relação médico paciente sob uma perspectiva dialógica. Revista brasileira de Clínica e terapêutica.2002, 27;1: 6-8.
F. Fallowfield L, Jenkins V. Communicating sad, bad,
G. Manual Merk – Saúde para Família
H. Experiências Pessoais no Ministério Pastoral - Rev. Ednaldo Breves

sábado, 7 de julho de 2018

SÉRIE CURA INTERIOR - COMPLEXO DE INFERIORIDADE


INTRODUÇÃO:
·         Um complexo de inferioridade, nos campos da psicologia e da psicanálise, é um sentimento de que se é inferior a outrem, de alguma forma.
·         Tal sentimento pode emergir de uma inferioridade imaginada por parte da pessoa afligida.
·         É freqüentemente inconsciente, e pensa-se que leva os indivíduos atingidos à super-compensação, o que resulta em realizações espetaculares, comportamento anti-social, ou ambos.
·         Diferentemente de um sentimento normal de inferioridade, que pode atuar como um incentivo para o progresso pessoal, um complexo de inferioridade é um estágio avançado de desalento, freqüentemente resultando numa fuga das dificuldades.
·         Por que pessoas inteligentes, bonitas, criativas, bem articuladas fracassam?
·         Uma das causas é o complexo de inferioridade que elas nutrem dentro de si.
·         Segundo o cálculo do escritor Maxwell Maltz, 95% de todas as pessoas em nossa sociedade sentem-se inferiores.

Os trabalhos pioneiros neste campo foram realizados por Alfred Adler (1917), que usou o exemplo do complexo de Napoleão para ilustrar sua teoria. Alguns sociólogos propuseram que um complexo de inferioridade pode também existir num nível mais amplo, afetando culturas inteiras. Esta teoria controvertida, é conhecida como inferioridade cultural.

CAUSAS DO COMPLEXO DE INFERIORIDADE

Por nascimento – todo ser humano nasce com sentimentos de inferioridade porque quando de seu nascimento, é dependente do que para ele são super-humanos ao seu redor;
Atitudes dos pais – 1-comentários negativos e avaliações de comportamento que enfatizem erros e lapsos determinam a atitudes de crianças até os seis anos de idade; 2-comparação que os pais fazem dos seus filhos com outras pessoas, geralmente, enfatizando que seus filhos são errados, enquanto que os outros são certos em determinada coisa;
Defeitos físicos – tais como ser manco, características faciais desproporcionais, defeitos da fala e visão defeituosa causam reações emocionais e se conectam a experiências desagradáveis anteriores;
Limitações mentais – provoca sentimentos de inferioridade quando comparações desfavoráveis são feitas com as realizações superiores de outrem, e quando performance satisfatória é esperada, mesmo quando as instruções não possam ser compreendidas;
Preconceitos e desvantagens sociais – família, raça alegada, sexo, orientação sexual, status econômico e religião.

MANIFESTAÇÃO

Este sentimento pode se manifestar das seguintes formas:
RECUO – desistência de contatos sociais;
AGRESSÃO – busca excessiva de atenção, crítica alheia, obediência excessivamente obsequiosa e preocupação.

DEZENOVE SINTOMAS DE UMA AUTO IMAGEM NEGATIVA

Como vai sua auto imagem?
Como você se vê?
A nossa auto imagem são as lentes através das quais enxergamos tudo na vida.
Uma pessoa que tem uma visão de si mesma distorcida, embaçada, deformada, é a sim que ela vai ver a vida, as outras pessoas e o próprio Deus.
Para ajudar você fazer uma avaliação da sua auto imagem, vamos ver alguns sintomas de uma auto imagem negativa.

1- Atitude pessimista diante da vida. O pessimista sempre enxerga a vida com lentes embaçadas, por isso para ele o tempo sempre está nublado.

2- Retraimento por falta de confiança para apresentar-se socialmente. Na maioria das vezes esta pessoa busca o isolamento.

3- Excesso de preocupação quanto às opiniões alheias. O complexo de inferioridade faz a pessoa se preocupar exageradamente com o que os outros dizem ou vão dizer.

4- Demasiada preocupação quanto a aparência. A pessoa tem a tendência de achar que nunca está bom o suficiente.

5- Visão negativa das outras pessoas. Acha que todos são concorrentes, que precisam ser vencidos e não como amigos para compartilhar.

6- Senso de masculinidade ou feminilidade direcionados apenas para conquistas sexuais. São tentadas a usar o sexo como arma.

7- Insatisfação consigo mesma. Esforço para tornar-se alguém ou alguma coisa, em vez de relaxar e de ter prazer em ser o que se é.

8- Desprezo ao presente, focalizando maior sucessos passados ou sonhos futuros. A pessoa que despreza o presente, vive um vazio existencial que muitas vezes leva a depressão.

9- Incapacidade de ver o lado bom das pessoas. O complexado, é pessimista, e o pessimista sempre tem um visão acusatória ou crítica dos outros.

10- Dependência doentia. O auto-retrato distorcido leva a pessoa desenvolver relacionamentos de dependência.

11- Incapacidade para aceitar elogios. Por detrás de uma “falsa humildade”, quase sempre há uma pessoa insegura e complexada.

12- Não desenvolve hábitos de comportamento vitorioso. A pessoa sempre vê de forma antecipada a derrota, o insucesso, o fracasso.

13- Insegurança e medo de intimidade nos relacionamentos interpessoais. O isolamento é a conseqüência natural na vida da pessoa com uma auto-imagem negativa.

14- Dificuldade para aceitar o amor de outras pessoas. Aquele que não se ama, dificilmente aceitara com facilidade o amor dos outros. Sempre vai interpretar a aproximação como uma ameaça.

15- Apego aos bens materiais para se sentir segura. Pessoas com complexo de inferioridade, tem necessidade de estar sempre provando alguma coisa.

16- Usa sempre rótulos negativos em relação a si mesmo. “Nunca vou conseguir”. “Não nasci para isso.” “Já sabia que comigo não ía dar certo.” “Eu já me conformei, nem luto mais por isso.” Estas são algumas declarações das pessoas que te um auto retrato negativo.

17- Não tem opinião própria e quase sempre segue a multidão. São as pessoas que sempre dizem, “o que vocês fizerem está bom.”

18- Atitude e comportamento perfeccionista. Parece um paradoxo, mas por traz de uma pessoa perfeccionista, quase sempre tem alguém com “complexo de inferioridade”.

19- Hiper sensibilidade. Você já ouviu falar em pessoa “casquinha de ferida”? Assim é aquele que se sente sempre inferior por causa da sua auto imagem negativa.

LIDANDO COM O COMPLEXO DE INFERIORIDADE

"Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte". (Joel 3:10)

Pode-se seguir a seguinte estratégia para lidar com o complexo de inferioridade:

Consciência – trazer o complexo ao nível consciente;
Superar ou aceitar – superar a incapacidade ou aceitar as conseqüências.

- Valorize seus pontos fortes:
- Reconheça que você precisa melhorar em alguns aspectos: ninguém é perfeito. Portanto, busque sempre melhorar ou reconheça seus erros.
- Saiba que você é muito importante e tem muitas qualidades.
- Lembre-se que as pessoas são diferentes: suas qualidades podem não ser as mesmas da sua amiga, e isso não faz de você inferior.

Ajuda é essencial

Se você está se sentindo muito mal e não consegue melhorar, que tal buscar ajuda de pessoas que te amam?
Converse com sua família ou com uma psicóloga, eles vão tentar ao máximo te ajudar.

DICAS PARA VENCER O COMPLEXO DE INFERIORIDADE:

1. Viva consciente da sua identidade como filho de Deus. Você é príncipe porque o seu pai é o Rei da Glória (Rm 8:14;. Mt 6:9).

2. Não confunda amor próprio com atitude de superioridade, vontade própria obstinada ou orgulho (Mc 12:31).

3. Maximize o seu potencial (Mt 25:15).

4. Afirme para você mesmo eu fui criado à imagem e semelhança de Deus, tenho capacidade intelectual, liberdade para fazer escolhas, conhecimento do que é certo e errado. Eu tenho valor para Deus.

5. Feche os ouvidos do teu coração para as palavras negativas que visam destruir sua auto-imagem e estima.

6. Vença os pensamentos "de inferioridade" recitando textos das Escrituras (1Co 15:10; Fp 4:11-13; Sl 8:4,5; 91:11; Jr 29:11).

7. Nunca diga "não valho nada, sou um fracasso" porque isso não é verdade. Você nasceu com potencial para ser um vencedor.

8. Tenha alvos na vida e estabeleça metas para alcançá-los.

9. Seja uma pessoa que aceita desafios, que não tem medo de assumir riscos com responsabilidade.

10. Supere suas limitações com dedicação, esforço e determinação. Pense como o apóstolo Paulo: "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece". (Fp 4:13)

11. Não meça o seu valor com base no que os outros pensam a seu respeito, mas naquilo que Deus fala a teu respeito. Se você quer medir o seu valor, faça uma auto avaliação usando como referência aquilo que diz as Escritura a seu respeito. "E uma voz dos céus disse: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo". (Mateus 3:17)

COMPLEXO DE SUPERIORIDADE

A pessoa portadora de um Complexo de Superioridade  está tentando compensar sensações de inferioridade que lhe são inerentes.

Este termo foi criado pelo psicólogo Alfred Adler, discípulo de Freud, que posteriormente rompe com o mestre, e idealizador da Psicologia Individual.

O sujeito que desenvolve este sentimento vê nos outros, julgados por ele como seus subordinados, traços de inferioridade que na verdade pertencem a ele, ou seja, trata-se de um jogo de projeções.
Assim, ele tende a marginalizá-los, da mesma forma como também se sente excluído, atribuindo-lhes as mesmas características que lhe são imputadas por outrem.

É muito comum estes indivíduos serem vistos como arrogantes e pretensiosos.

O ser com Complexo de Superioridade não consegue equilibrar em seu íntimo seu potencial e seus limites, considerando-se alguém com valia e aptidão superestimadas.
Suas perspectivas sobre si mesmo são extremamente elevadas e ele acredita ter um poder de realização muito maior do que realmente possui.
Normalmente ele apresenta uma vaidade incomum, que se reflete na sua própria maneira de se vestir, nas suas ações e atitudes, até mesmo no modo de falar, algumas vezes exagerado e presunçoso.
Tentando parecer melhor que todos, o sujeito se revela intolerante, sempre contradizendo o ponto de vista alheio e se esforçando para dominar os que ele julga lhe serem inferiores.

Sentindo-se essencialmente inferior, a pessoa tenta parecer superior mais para si mesma do que para os outros. Embora aparente superioridade, ela teme ser socialmente desprezada, sente-se insegura, tem uma baixa auto-estima, mesmo que todos esses sentimentos estejam ocultos no seu inconsciente, mas nem por isso menos intoleráveis para sua mente. É neste momento que o homem cria as famosas máscaras, tão presentes na rotina da nossa sociedade, para que se pareça melhor que os outros. Muitas vezes isolado do convívio social por alguma razão ou mergulhado em devaneios, o indivíduo pode recorrer a este Complexo como uma forma de sobreviver perante sua inadaptação à sociedade.

Assim, é inevitável – complexos de superioridade e inferioridade estão sempre muito próximos e podem tranqüilamente coexistir no mesmo sujeito, por toda a sua existência. Mas como identificar os que trazem em si estes complexos? Às vezes a forma agressiva e presunçosa da pessoa se comportar já indica a presença destes distúrbios, mas em outros casos a presença dos sinais mais freqüentes é tão sutil, que só em momentos extremos de estresse ou ansiedade ela irá revelar explicitamente a presença destes sintomas. Diante do olhar social estas pessoas são, em alguns casos, caridosas, voluntárias em trabalhos beneméritos, preocupadas com o bem do próximo e da comunidade, mas simultaneamente ocultam no seu âmago o sentimento de serem melhores e mais nobres que as outras.

No momento em que as personas desmoronam, o homem revela-se como realmente é, muitas vezes cobrando por suas ações de generosidade, desvalorizando o esforço de outrem. A pressão das suscetibilidades e melindres é muito forte, assim como é difícil conviver com as críticas, aprender a aceitá-las, digeri-las, e utilizá-las a nosso favor.

Muitas vezes o Complexo de Superioridade é ativado como um mecanismo de defesa, diante de qualquer ameaça ao nosso Ego. Lutar contra um sentimento inconsciente, que não conseguimos olhar de frente, o qual rejeitamos mesmo quando temos um vislumbre dele, é uma tarefa que exige muita firmeza e determinação. É necessário muito domínio de si mesmo para viver com os traços de personalidade opostos em perfeita harmonia e ir além, valorizando os atos dos que nos cercam, seja qual for o contexto.
Pr. Josué Gonçalves
Wikipédia, a enciclopédia livre.

COMO LIDAR COM A INGRATIDÃO

"A ingratidão é o mais horrendo de todos os pecados." (Alexandre Herculano)


"A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso." (Machado de Assis)

"Existem três classes de ingratos: os que silenciam diante do favor; os que o cobram e os que se vingam." (Ramón y Cajal)

"Existe três cachorros perigosos: a ingratidão, a soberba e a inveja. Quando mordem deixam uma ferida profunda." (Lutero)

“Ter um filho ingrato é mais doloroso do que a mordida de uma serpente!” (William Shakespeare)

Como dói a ingratidão!

A ingratidão dos amigos, dos pais, dos filhos, do esposo, da esposa, etc..., dói demais, e, se não soubermos como lidar com a situação, ficamos uma pessoa amarga, fria e sem coragem para ajudar ninguém. 

Enfim, há caso em que a decepção com a ingratidão é tão forte, principalmente a de um(a) filho(a) para com os pais, que a pessoa que sofre a ingratidão tem vontade de morrer.

Existem duas palavrinhas simples que jamais deveriam deixar de ser ensinadas, aprendidas e colocadas em prática: "Por favor" e "Muito Obrigado(a)"

Infelizmente, ora somos alvos da ingratidão, ora somos agentes da ingratidão.

O que fazer quando somos alvos da ingratidão?

Em primeiro lugar devemos rever o nosso conceito de amor desinteressado.

Infelizmente, sempre que fazemos algo, geralmente pensamos numa contraprestação, seja na terra, seja no céu. 

Esta maneira equivocada de viver tem sido o pivô das muitas desgraças interiores na vida de quem sofre a ingratidão.

Precisamos aprender a fazer exatamente o que precisa ser feito para quem necessita, sem esperar nada em troca. 

Quem faz assim não fica refém do reconhecimento do outro, nem se machuca com a ingratidão, pois nunca esperou nada em troca.

Outra coisa a ser feito é perdoar, tocar a vida e não cair no mesmo erro do ingrato, falando mal, cobrando, lastimando, etc..., do contrário, a pessoa que sofreu a ingratidão vai carregar o fantasma do ingrato pelo resto da vida.

O que fazer quando somos agentes da ingratidão?

O ser humano tem a tendência em ser ingrato por natureza. Poucas pessoas agradecem a Deus pela vida, pelo ar, pelo alimento, pela água, pela família, pelo sacrifício vicário de Jesus, pela Igreja, etc...

Geralmente reclamamos pelo que não temos e não somos gratos pelo que temos.

Há uma frase que diz: “Quem é grato pelo que tem, recebe o que não tem. Quem reclama o que não tem, acaba perdendo até o que já tem.”

Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses 5:18 diz: em tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus.

A gratidão é possível! Pode ser aprendida e praticada com pequenos gestos, pequenas palavras.

Tem filhos que acham normal ter roupa lavada, comida pronta, casa, cama, etc... e nunca pararam e deram um abraço carinhoso na mãe e no pai, e disseram: 
- Muito obrigado pai, pelo seu esforço! Obrigado mãe, pelo teu cuidado...

Quem sabe estas palavras estão tocando o teu coração e você está descobrindo que ainda não agradeceu a Deus, seus pais ou pessoas que um dia te estenderam as mãos.

O que fazer?

Comece agora. 


Peça perdão a Deus e, e seguida diga-lhe, de todo coração: Muito Obrigado Senhor! 


Tire um tempo e relacione tudo de bom que Deus já te deu e agradeça.

Procure as pessoas que um dia te estenderam as mãos e não economize palavras e abraços.

A cura virá. Tanto para nós, quanto para as pessoas que um dia foram alvos de nossa ingratidão.

Que o Senhor nos cure! 


Que o Senhor nos ajude! 


Que o Senhor nos transforme!

domingo, 13 de maio de 2018

O 13 QUE A HISTÓRIA NÃO CONTOU

Autor: Professor Acúrsio Esteves 

Assim a escola me ensinou, assim eu aprendi e assim acreditei durante longos anos da minha vida. É certo que nunca entendi bem porque a Princesa Isabel, “A Redentora”, decidira tomar tal atitude contrariando os interesses dos que detinham o poder e entrando em sintonia com os anseios da subjugada população negra, de alguns poetas, intelectuais e políticos sonhadores que se diziam abolicionistas. Pensava: foi uma verdadeira revolução sem sangue feita por uma mulher de coragem.

O que a escola nunca me ensinou foi que à época, os negócios do açúcar brasileiro, que era a principal fonte de riqueza nacional e onde estava alocada aproximadamente 90% da mão-de-obra escrava, iam de mal a pior. O açúcar da América Central era mais barato, mais próximo dos grandes mercados e de melhor qualidade que o nosso. Não dava para competir. Infelizmente só aprendi a “História da Conveniência”, e Geografia Física onde os aspectos políticos e econômicos “não eram” de nosso interesse.

O imenso contingente de escravos tornara-se então um fardo para os senhores de engenho. Como sustentar esta ”horda” de homens, mulheres e crianças, mesmo sob miseráveis condições, diante de tal crise econômica? Era a pergunta que não se calava e que teve apenas uma resposta: Demissão em massa. Sim amigos e amigas, a demissão em massa foi a solução encontrada para os trabalhadores e trabalhadoras forçados que edificaram e sustentavam a economia nacional. E foi a maior, mais cruel de todos os tempos e quiçá de todas as partes do mundo.

Foi uma demissão sem direitos trabalhistas, quando milhões de trabalhadores saíram do único abrigo que conheceram por toda a vida apenas com seus míseros pertences e a roupa do corpo. E não tinham direito a ficar se quisessem. Só os mais aptos ao trabalho ou os que possuíssem alguma especialização foram mantidos como empregados, apenas pelo interesse do seu senhorio capitalista. Esta demissão teve um nome bonito: Lei Áurea.

Antes dela, porém, vieram outras da mesma forma convenientes aos interesses da classe dominante. Vejamos: A primeira foi a Lei Eusébio de Queirós, em 1850, que proibia o tráfico. Como a Inglaterra na prática já havia decidido interceptar e apreender os navios negreiros, libertando os escravizados, então, foi uma lei inócua. 

A segunda, a Lei do Ventre Livre, 1871, serviu apenas para diminuir a pressão social dos abolicionistas. Ela não tinha aplicação prática, pois, como a criança pode ser livre com pais escravos? Será que ela, a criança, teria escola, moradia digna e cidadania enquanto seus pais estavam nas senzalas? Ela, que ainda seria tutelada até a idade de 21 anos pelos senhores de seus pais, teria vida de cidadã ou de escrava? 

A terceira, a Lei dos Sexagenários, 1885, foi a mais perversa de todas, pois a expectativa de vida do cidadão livre à época era de 60/ 65 anos e a do escravo 32/40 anos. Eram raros os que chegavam à idade contemplada pela lei. Era muito difícil ter o controle da idade exata do escravo. Ainda hoje não são poucas as pessoas que não possuem registro de nascimento. Então, se o negro estivesse apto ao trabalho, forte, com boa saúde, era fácil dizer que ele ainda não tivesse alcançado a idade prevista pela lei. Porém se ele estivesse doente ou imprestável para o trabalho, nada mais cômodo que conferir-lhe os 60 anos e mandá-lo embora.

Após a “libertação”, o imenso contingente “livre”, dentre os quais estavam os fracos, doentes, velhos, crianças e outros “excedentes”, foi enxotado de uma hora para outra para o olho da rua. Não havia uma política agrária nem instrução pública e gratuita para os libertos, como defendia Joaquim Nabuco. Você já parou para refletir sobre as futuras condições de vida dos(as) que foram “libertados”? 

Onde iriam morar?
Como iriam sobreviver?
Iriam ser respeitados de uma hora para outra como cidadãos e cidadãs?
Que tipo de oportunidades a “sociedade” que eles construíram ofereceria para que esta gente construísse sua vida?

Não é preciso ser especialista em sociologia para responder a estas indagações. Mas onde foi parar esta gente escorraçada das ruas das cidades por “vadiagem”? Que não tinha trabalho para sustentar a si nem a sua eventual família, nem moradia digna? Foi parar na periferia das cidades, morando em casas(?) miseráveis, sem esgoto, luz, água tratada, lazer, trabalho, educação, saúde, dignidade... Onde permanece, em sua grande maioria, até os dias atuais. Alguma semelhança com a Rocinha, Alagados, Pela Porco, Buraco Quente, Vigário Geral, Jardim Felicidade, Vila Zumbi, não é mera coincidência.

Morros, favelas, invasões, palafitas; ícones da desigualdade social convivendo lado a lado com o progresso, o conforto, a saúde, o lazer, a educação, o trabalho, a vida digna. Morros, favelas, invasões, palafitas; locus do subemprego, da miséria, da violência, da informalidade, da contravenção, da exclusão, da fome, da morte em vida, da vida que finda a mingua, da injustiça social... Vergonha nacional. Nova versão do antigo jugo escravocrata, quilombos urbanos do século XXI.

* Acúrsio Esteves é professor da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Faculdades Jorge Amado e FACDELTA, em Salvador, Bahia. 

Treze de maio de 1888 passou para a história do Brasil como o dia em que teria se acabado a escravidão em terras tupiniquins. Depois que a pena da princesa anunciou por decreto que não mais haveria jugo, a população negra a partir de então seria livre, não teria mais senhorio e poderia viver com dignidade e igualdade.

domingo, 6 de maio de 2018

A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS DIA DAS MÃES

Quando chega o segundo domingo de maio, é gostoso receber e demonstrar amor às mães pelo seu dia.

É um dia também para se lembrar, com o coração cheio de gratidão, das mães que já se foram.

Afinal, o Dia das Mães nasceu como uma homenagem póstuma da metodista norte-americana Anna Marie Jarvis à sua própria mãe. A primeira comemoração oficial foi numa Igreja Metodista, 100 anos atrás.

No ano de 1905, Anna Marie Jarvis recebeu um duro golpe: a morte de sua mãe, exemplo de dedicação e fé. Dois anos mais tarde, em 1907, no segundo domingo de maio, Anna convidou várias amigas para sua casa na Filadélfia, EUA, para uma celebração de ação de graças pela vida de sua mãe. Na ocasião ela anunciou a idéia de se instituir um dia nacional em honra às mães.




No verão seguinte, Anna escreveu ao Superintendente da Escola Dominical da Igreja Metodista Andrews em Grafton, sugerindo que a igreja na qual sua mãe tinha dado aulas por 20 anos, celebrasse o Dia das Mães em sua homenagem.

Assim, no dia 10 de Maio de 1908, celebrou-se oficialmente o primeiro Dia das Mães da história. Em 1914, a celebração tornou-se nacional, aprovada pelo Presidente Woodrow Wilson.

Desde 1908, a homenagem às mães acontece na Igreja Metodista Andrews, agora conhecida como Capela do Dia das Mães, na cidade de Grafton, West Virginia. O local tornou-se também uma espécie de museu dedicado à comemoração.






A HISTÓRIA QUE NÃO É CONTADA:


Mas nem tudo foram rosas (ou cravos, escolhidos por Anna para simbolizar a data) na bela história do Dia das Mães. Muito cedo Anna se decepcionaria com os rumos tomados pela comemoração. Ela ficava simplesmente chocada quando via os comerciantes aproveitando-se da data. “Não era essa minha intenção! Eu queria que fosse um dia de sentimento, não de lucro!, reclamava Anna. Desgostosa, ela ironizava: “Um cartão impresso não significa nada, a não ser que você é muito preguiçoso para escrever para a mulher que fez mais por você do que qualquer outra pessoa no mundo. E doce! Você compra uma caixa para sua mãe – e come a maior parte você mesmo. Um lindo gesto!”

O mesmo empenho que Anna teve para criar e oficializar o Dia das Mães, ela teve para destruí-lo. Em 1923, moveu um processo contra o governo de Nova York para cancelar a celebração e, é claro, perdeu. Enraivecida, ela atacou uma barraca de florista (mais ou menos como Jesus fez com as mesas dos cambistas no templo de Jerusalém) e foi presa por perturbação da ordem.

Anna Jarvis nunca conseguiu fazer com que o Dia das Mães “acabasse” ou voltasse à pureza original. Morreu pobre e sozinha, aos 84 anos de idade, e foi enterrada ao lado de sua mãe.

Suzel Tunes

(traduzido e adaptado dos sites: http://www.mothersdayshrine.com/)

sábado, 5 de maio de 2018

MÃE MÁ - A PROPÓSITO DO DIA DAS MÃES

O referido texto foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

A MÃE MÁ

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:

- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".

- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

- Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

- "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos à toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

Para meditação: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6

terça-feira, 1 de maio de 2018

ORIGEM DO DIA DO TRABALHO

O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.


A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:

- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)

- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

FONTE: http://www.suapesquisa.com/

quinta-feira, 12 de abril de 2018

DIA DO(A) PASTOR(A) METODISTA

Um poema de Norma Bernardo


VIDA DE PASTOR 

Ele acorda, levanta, ajoelha e ora, louva, consagra, jejua, exorta, sorri e chora.
Aprende, ensina, repreende, consola e abençoa.
Glorifica, prega, unge, visita, compreende e perdoa.

Semeia, cultiva, colhe, alimenta e oferece.
Acalenta, socorre, profetiza,
peleja, vence e agradece.
Santifica, ouve e cala. Dá, recebe, restaura,
triunfa, edifica, sente e fala.
Vida de pastor....


Olha o relógio, já está atrasado! 
Se não tem carro, pega um ônibus apertado,
Vai ao hospital, presídio, velório, seja onde for
em busca da ovelha perdida,
pois ele é um pastor...


Seu corpo cansado aguarda
a hora de ir para a cama.
E quando isso acontece, logo o telefone chama.
Levanta apressado e reconhece a voz do outro lado;
é a ovelha aflita que precisa de cuidado.

E lá se vai o pastor, levando consolo ao coração aflito.
Dos seus olhos rola uma lágrima no lugar do grito.
É a dor que se transforma na alegria da compensação
por ter sido escolhido para tão sublime missão.
É tarde quando volta para casa,
e neste momento a esposa diz:
“Hoje é o nosso aniversário de casamento”.


O clima de festa, a mesa arrumada...
mas a comida esfriou...e sem jeito diz:
perdoa, meu amor, esta é a vida de pastor.

Fonte: www.igrejaempoa.com.br

domingo, 1 de abril de 2018

SER PASTOR!

Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.

Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.

Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.

Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível". Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.

Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.

E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.

Eu sou pastor.

Obrigado, Senhor!

Autor: Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP