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quinta-feira, 6 de abril de 2017

MALHAÇÃO DE JUDAS ISCARIOTES NO SÁBADO DE ALELUIA


Malhar o Judas é uma prática ainda muito comum no Brasil, apesar de o costume praticamente ter sido banido das grandes cidades por falta de locais adequados e dos perigos que representa. No interior, entretanto, a tradição continua viva, e os bonecos de palha ou de pano, pendurados em postes de iluminação pública e galhos de árvores, são rasgados e queimados no sábado de Aleluia.

Tradição popularíssima na Península Ibérica, radicou-se em toda a América Latina desde os primeiros séculos da colonização européia. No Rio de Janeiro oitocentista, os judas - com fogo de artifício no ventre - apareciam conjugados com demônios, ardendo todos numa apoteose multicolorida que o povo aplaudia.

No Brasil, é costume antigo fazer-se o julgamento de Judas, sua condenação e execução. Antes do suplício, alguém lê o "testamento" de Judas, em versos, colocado especialmente no bolso do boneco. O testamento é uma sátira das pessoas e coisas locais, com graça oportuna e humorística para quem pode identificar as figuras alvejadas.

Judas, apóstolo traidor, cognominado Iscariotes por ser oriundo de Carioth, cidade ao Sul de Judá, já um ano antes da Paixão de Jesus tinha perdido a fé no Mestre, mas continuava a acompanhá-lo por comodidade e para ir furtando do que ofereciam aos apóstolos.

Obcecado pelo dinheiro, antes de se afastar de Cristo, resolveu entender-se com os sinedritas - membros do Sinédrio, conselho supremo dos judeus -. Judas assistiu ainda à última ceia, em que Jesus revelou a sua traição, mas foi logo ao encontro dos inimigos de Cristo para cumprir o que tinha combinado e receber 30 dinheiros. Consumada a traição, arrependeu-se, quis restituir o dinheiro, mas, repelido pelos sacerdotes, enforcou-se numa corda.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O COSTUME DO USO DE VÉU E GRINALDA

A origem do uso do véu esta na antigüidade quando era usado como parte do vestuário feminino, principalmente pelas mulheres da nobreza, pois sua pele devia ser clara. 
As camponesas tinham a pele escura curtida pelo sol. 
A função do véu era proteger os cabelos e a pele do rosto e pescoço contra danos causados pelo sol e pelo vento.
O uso do véu da noiva era um costume da antiga Grécia e que foi criado para proteger a noiva de mau olhado e também de outros possíveis admiradores.
Na Idade Média, o uso do véu entre as mulheres dos povos Anglo-saxões se dava apenas entre as mulheres casadas, e jovens solteiras não podiam usá-lo.
O véu é uma peça misteriosa pois ao mesmo tempo que esconde, destaca a beleza da donzela.
A Grinalda faz com que a noiva se pareça com uma rainha, diferenciando-a dos convidados. Quanto maior a grinalda, maior é o símbolo de status e riqueza.
Hijab (véu), quer dizer, em árabe, "o que separa duas coisas". 
O véu da noiva significa separar-se da vida de solteira, para entrar em uma nova vida; a de esposa.
Sabia que o costume das noivas taparem a cara com um véu deriva de uma superstição com milhares de anos? 
Quase todas as superstições relativas ao dia do casamento têm a ver com a crença pagã de que a noiva era um alvo preferencial dos maus espíritos. 
Para que estes não a reconhecessem, a noiva escondia o rosto com panos e fazia-se rodear de mulheres vestidas de modo idêntico. 
Esse costume deu origem ao véu de noiva e ao cortejo de damas de honra.