sábado, 20 de julho de 2013

REBATISMO DE CATÓLICOS NO MEIO EVANGÉLICO E DE OUTRAS RELIGIÕES NO CATOLICISMO

REBATISMO DE CATÓLICOS NO MEIO EVANGÉLICO E DE OUTRAS RELIGIÕES NO CATOLICISMO

IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE DO BRASIL

Na última reunião da Assembléia Geral da IPI do Brasil, realizada em Maringá, PR, de 26 a 31 de janeiro de 2007, foram tomadas importantes decisões sobre três questões litúrgicas relevantes, a saber, rebatismo, ceia para crianças e culto de intercessão pela cura. Passaremos aqui um breve resumo do que foi decidido sobre as referidas matérias, mas é importante que toda a igreja tome conhecimento das questões que foram aprovadas, lendo o documento elaborado pela comissão de exame da IPIB para entender os fundamentos que levaram a Igreja a tomar cada decisão.

QUESTÃO DO REBATISMO

1) Considerando as diferenças que separam a concepção, a liturgia e a intenção do batismo no catolicismo romano e na IPI do Brasil;
2) Considerando as fragilidades da educação cristã ministrada no âmbito do catolicismo romano;
3) Considerando a tradição presbiteriana independente de receber católicos romanos por meio do batismo e profissão de fé;

A Assembléia Geral da IPI do Brasil reunida em Maringá nos dias 26 a 31 de janeiro de 2007 resolve reafirmar que o recebimento de pessoas provenientes da Igreja Católica Apostólica Romana seja feito por meio do batismo.

Contudo,

1) Considerando que os elementos essenciais do batismo cristão estão presentes no batismo católico romano consistindo seu erro no excesso (elementos litúrgicos) e na intenção com que se batiza;
2) Considerando que a eclesiologia protestante ensina que mesmo "as igrejas mais puras debaixo do céu estão sujeitas à mistura e ao erro" (CFW, Cap. XXV, V);
3) Considerando que o batismo, segundo nossa teologia, não é essencial para a salvação (Mc 16.16);
4) Considerando que os reformadores (Lutero e Calvino) consideravam válido o batismo católico romano;
5) Considerando que o Espírito de Deus sopra onde quer (Jo 3.8), não ficando circunscrito aos muros denominacionais;
6) Considerando que o respeito à consciência pessoal é uma das maiores riquezas que o protestantismo legou ao mundo moderno;

A Assembléia Geral da IPI do Brasil reunida em Maringá nos dias 26 a 31 de janeiro de 2007 resolve receber extraordinariamente pessoas batizadas na Igreja Católica Apostólica Romana apenas por profissão de fé.

Para a configuração de extraordinariedade os seguintes itens deverão ser observados:
1. Que a iniciativa do pedido de dispensa de batismo seja da própria pessoa podendo o Conselho aprovar ou não a dispensa levando em conta os seguintes itens:
1.1. Que a pessoa renuncie à intercessão de santos católicos romanos junto a Deus e qualquer outro elemento extra-bíblico presente no batismo ministrado por oficiante da Igreja Católica e confesse a validade do batismo feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo;
1.2. Que, preferencialmente, o pedido seja acompanhado da certidão de batismo emitida pela Igreja Católica Apostólica Romana;
1.3. Os demais critérios de exame da experiência de fé e maturidade espiritual aplicados aos candidatos batizados na infância na própria IPI do Brasil aplicam-se ao caso em questão.
2. Caso o (a) solicitante seja acompanhado de filhos (as) menores ou tutelados batizados na Igreja Católica Apostólica Romana, os mesmos deverão ser arrolados como membros da igreja na mesma condição do solicitante.


METODISTA DO BRASIL

Converti-me recentemente, mas fui batizado na Igreja Católica quando criança. Para ser recebido como metodista devo me batizar novamente?

Não, a menos que você queira.
O batismo de adultos será aplicado a pessoas que, não tendo sido batizadas na infância, desejam filiar-se à Igreja Metodista, após professarem publicamente sua fé em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal.
Mas o pastor ou pastora não pode negar o batismo às pessoas que, tendo sido batizadas na Igreja Católica desejam, por questão de consciência e mesmo após orientação pastoral e doutrinária em contrário, submeter-se ao novo ato de batismo.
É importante ter clareza que ninguém se batiza em nome de uma denominação, seja ela qual for.
Os Cânones trazem um esclarecimento simples e preciso a respeito deste assunto: "O Batismo é com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".


IGREJAS EVANGÉLICAS AMERICANAS PASSARÃO A RECONHECER O BATISMO CATÓLICO

Uma decisão histórica da Igreja Católica Romana e um grupo de denominações protestantes dos Estados Unidos deve causar surpresa para religiosos do mundo todo. Na primeira semana de fevereiro deve ser assinado um documento que formaliza a decisão das igrejas reconhecerem o batismo umas das outras. O anúncio vem quase 500 anos depois que a Reforma Protestante dividiu a igreja no mundo todo.
Isso significa que os líderes da Igreja Católica, da Igreja Presbiteriana (EUA), Igreja Cristã Reformada da América do Norte, Igreja Reformada da América e a Igreja Unida de Cristo, selarão o “Acordo Comum de Reconhecimento Mútuo do Batismo”.
A cerimônia ecumênica em Austin, Texas, marca o fim de quase sete anos de debate onde as igrejas evangélicas mencionadas reconhecerão o batismo católico e vice-versa.  Esse acordo mútuo sobre batismos quebra uma tradição secular de católicos sendo rebatizados ao ingressar nas igrejas evangélicas.
O bispo católico Joe Vasquez, da Diocese de Austin declarou em uma entrevista que esse esforço “é parte de nossa resposta à oração onde Jesus pede que sejamos todos um”.
De acordo com uma declaração da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos, publicada em 2010, os cristãos das tradições católica e evangélica sustentam que o batismo é o vínculo sacramental da unidade do Corpo de Cristo, deve ser realizada uma única vez, por um ministro autorizado, com água e usando-se a fórmula trinitária bíblica de invocação “Pai, Filho e Espírito Santo.” O acordo encoraja todas as comunidades cristãs locais a manterem registros de batismo.
Desde 2002, o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos mostrou preocupação com certas práticas batismais distintas e fórmulas verbais (em nome do Criador, Redentor e Santificador) usado por alguns segmentos cristãos. Isso levou os bispos americanos a estudar com outros cristãos a compreensão mútua do batismo. As questões foram analisadas e resolvidas na Reunião Para o Diálogo, promovida pela Igreja Católica Romana dos EUA, que elaborou a primeira versão do acordo.
O documento foi aprovado em 2008 pela Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana (EUA) e em 2010, aceito pelos órgãos diretivos da Igreja Cristã Reformada da América do Norte, da Igreja Reformada da América e da Igreja Unida de Cristo. Com informações Huffington Post

BATISMOS VÁLIDOS PARA IGREJA CATÓLICA

A "Igreja" Católica baseia-se na intenção do ministro do batismo ou da pessoa que recebe o batismo, ou seja, naquilo que ele quer fazer quando realiza o ato do batismo, bem como na fórmula prescrita por Jesus para o Batismo (professando a fé na Santíssima Trindade) e a matéria usada.
Por exemplo: um testemunha de Jeová certamente não poderá conferir um batismo válido, mesmo batizando "em nome do Pai e do Filho de do Espírito Santo" (cf. Mt 28,19), pois não crê na existência da Santíssima Trindade (para eles, o Filho é uma criatura de Deus e o Espírito Santo nada mais é que a força ativa de Deus). Neste caso, será necessário rebatizar a pessoa.
Outro exemplo: um pentecostal pode, muitas vezes, não ministrar corretamente o batismo, simplesmente porque não usa a fórmula correta - ordenada por Jesus (v.nov. Mt 28,19) - resolvendo ministrar o batismo apenas no nome do Senhor Jesus. Também neste caso, o rebatismo será necessário.
Mais um exemplo: uma seita resolve ministrar o batismo usando leite ao invés de água. Não precisa pensar muito para perceber que este batismo é inválido também.
Quando, porém, o batismo é conferido corretamente, isto é, fazendo uso da formúla e matéria corretas e segundo a reta intenção do significado batismal, não se pode batizar novamente, pois o batismo é tido como válido, mesmo ministrado por um herege. Se, por outro lado, houver dúvidas significativas e relevantes quanto à correta ministração do batismo, este poderá ser feito sob condição.
"Cân. 869 - Parágrafo 1 - Havendo dúvida se alguém foi batizado ou se o batismo foi conferido validamente, e a dúvida permanece depois de séria investigação, o batismo lhe seja conferido sob condição.
Parágrafo 2 - Aqueles que foram batizados em comunidade eclesial não-católica não devem ser batizados sob condição, a não ser que, examinada a matéria e a forma das palavras usadas no batismo conferido, e atendendo-se à intenção do batizado adulto e do ministro que batizou, haja séria razão para duvidar da validade do batismo.
Parágrafo 3 - Nos casos mencionados nos parágrafos 1 e 2, se permanecerem duvidosas a celebração ou a validade do batismo, não seja este administrado, senão depois que for exposta ao batizando, se adulto, a doutrina sobre o sacramento do batismo; a ele, ou aos pais, tratando-se de criança, sejam explicadas as razões da dúvida sobre a validade do batismo."

Quais são os batismos válidos e inválidos?
Lendo o Código de Direito Canônico publicado em língua portuguesa pela ed. Loyola, pode-se encontrar uma nota de rodapé referente ao cân. 869, que aborda os casos aceitos de rebatismo. É o que segue abaixo:
"[...]

A) Diversas Igrejas batizam, sem dúvida, validamente; por esta razão, um cristão batizado numa delas não pode ser normalmente rebatizado, nem sequer sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igrejas Orientais ("Ortodoxas", que não estão em comunhão plena com a Igreja católico-romana, das quais, pelo menos, seis se encontram presentes no Brasil);
b) Igreja vétero-católica;
c) Igreja Episcopal do Brasil ("Anglicanos");
d) Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB);
e) Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); 
f) Igreja Metodista.

B) Há diversas Igrejas nas quais, embora não se justifique nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo - p.ex., que o batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário -, alguns de seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito: também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar, nem sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igrejas presbiterianas;
b) Igrejas batistas;
c) Igrejas congregacionalistas;
d) Igrejas adventistas; 
e) a maioria das Igrejas pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Deus é Amor, Igreja Pentecostal "O Brasil para Cristo");
f. Exército da Salvação (este grupo não costuma batizar, mas quando o faz, realiza-o de modo válido quanto ao rito).

C. Há Igrejas de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. Essas Igrejas são:
a) Igreja Pentecostal Unida do Brasil (esta Igreja batiza apenas "em nome do Senhor Jesus", e não em nome da Santíssima Trindade);
b) "Igrejas Brasileiras" (embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria ou à forma empregadas pelas "Igrejas Brasileiras", contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção de seus ministros; conforme Comunicado Mensal da CNBB, setembro de 1973, p. 1227, c, nº 4; cf. também, no Guia Ecumênico, o verbete "Brasileiras, Igrejas");
c) Mórmons (negam a divindade de Cristo, no sentido autêntico e, conseqüentemente, o seu papel redentor).

D) Com certeza, batizam invalidamente:
a) Testemunhas de Jeová (negam a fé na Trindade);
b) Ciência Cristã (o rito que pratica, sob o nome de batismo, tem matéria e forma certamente inválidas. Algo semelhante se pode dizer de certos ritos que, sob o nome de batismo, são praticados por alguns grupos religiosos não-cristãos, como a Umbanda)."

[Obs.: Os grifos efetuados na transcrição acima são baseados no texto de Carlos M Nabeto, retirado do site yahoo respostas]


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